domingo, 21 de janeiro de 2018

03º Domingo do Tempo Comum – Ano B



03º Domingo do Tempo Comum – Ano B
A liturgia do 3º Domingo do Tempo Comum propõe-nos a continuação da reflexão iniciada no passado domingo. Recorda, uma vez mais, que Deus ama cada homem e cada mulher e chama-o à vida plena e verdadeira. A resposta do homem ao chamamento de Deus passa por um caminho de conversão pessoal e de identificação com Jesus.

A primeira leitura ( Jonas 3,1-5.10), diz-nos – através da história do envio do profeta Jonas a pregar a conversão aos habitantes de Nínive – que Deus ama todos os homens e a todos chama à salvação. 
A disponibilidade dos ninivitas em escutar os apelos de Deus e em percorrer um caminho imediato de conversão constitui um modelo de resposta adequada ao chamamento de Deus.

A catequese apresentada pelo “Livro de Jonas” convida-nos, antes de mais, a apreciar a profundidade da misericórdia e da bondade de Deus: Deus não quer a morte de nenhum dos seus filhos; o que quer é que eles se convertam e percorram, com Ele, o caminho que conduz à vida plena, à felicidade sem fim. 

 No entanto todos nós temos, por vezes, alguma dificuldade em aceitar esta lógica de Deus. A Palavra de Deus apresenta-nos um Deus de bondade e de misericórdia, que nos convida a amar todos os irmãos, mesmo os maus.
 A disponibilidade dos ninivitas para escutar o chamamento de Deus e para percorrer o caminho da conversão constitui um modelo de resposta adequada ao Deus que chama. É essa mesma prontidão de resposta que Deus pede a cada homem ou a cada mulher.
A segunda leitura (1 Coríntios 7, 29-31), convida o cristão a ter consciência de que “o tempo é breve” – isto é, que as realidades e valores deste mundo são passageiros e não devem ser absolutizados. Deus convida cada cristão, em marcha pela história, a viver de olhos postos no mundo futuro – quer dizer, a dar prioridade aos valores eternos, a converter-se aos valores do “Reino”.

 A todo o instante somos colocados diante de realidades diversas e contrastantes e temos de fazer as nossas escolhas. A mentalidade dominante, a moda, o politicamente correcto, os nossos preconceitos e interesses egoístas interferem frequentemente com as nossas opções e impõem-nos valores que nem sempre são geradores de liberdade, de paz, de vida verdadeira.
Muitas vezes, endeusamos determinados valores efémeros e passageiros, que nos fazem perder de vista os valores autênticos, verdadeiros, definitivos. Os valores deste mundo, por mais importantes e interessantes que sejam, não devem ser absolutizados. Não se trata de desprezar as coisas boas que o mundo coloca à nossa disposição; mas trata-se de não colocar nelas, de forma incondicional, a nossa esperança, a nossa segurança, o objectivo da nossa vida.

No Evangelho  (Mc 1,14-20), aparece o convite que Jesus faz a todos os homens para se tornarem seus discípulos e para integrarem a sua comunidade. Marcos avisa, contudo, que a entrada para a comunidade do Reino pressupõe um caminho de “conversão” e de adesão a Jesus e ao Evangelho.
Jesus chamava o “Reino de Deus”. É esse projecto que Jesus nos apresenta e ao qual nos convida a aderir. Somos chamados a construir, com Jesus, um mundo onde Deus esteja presente e que se edifique de acordo com os projectos e os critérios de Deus. Estamos disponíveis para entrar nessa aventura?

Temos de modificar a nossa mentalidade, os nossos valores, as nossas atitudes, a nossa forma de encarar Deus, o mundo e os outros para que se torne possível o nascimento de uma realidade diferente. Temos de alterar as nossas atitudes de egoísmo, de orgulho, de auto-suficiência, de comodismo e de voltar a escutar Deus e as suas propostas, para que aconteça, na nossa vida e à nossa volta, uma transformação radical – uma transformação no sentido do amor, da justiça e da paz. 

O “Reino de Deus” exige também o “acreditar” no Evangelho. “Acreditar” é sobretudo, uma adesão total à pessoa de Jesus e ao seu projecto de vida. 

O “discípulo” é alguém que está disposto a escutar o chamamento de Jesus, a acolher esse chamamento no coração e a seguir Jesus no caminho do amor e do dom da vida. 

 O “Reino” é uma realidade que Jesus começou e que já está decisivamente implantada na nossa história.  Éuma realidade sempre em construção, sempre a fazer-se, até à sua realização final, no fim dos tempos, quando o egoísmo e o pecado desaparecerem para sempre. Em cada dia que passa, temos de renovar o compromisso com o “Reino” e empenharmo-nos na sua edificação.
Fonte: 
Adaptação local de um texto de "dehonianos.org/portal/liturgia"

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Sábado - II Semana –– Tempo Comum – Anos Pares 20 Janeiro 2018


 Sábado - II Semana –– Tempo Comum – Anos Pares
20 Janeiro 2018
Primeira leitura: 2 Samuel 1, 1-4.11-12.19.23-27

Saul é o fundo negro em que ressalta a figura de David. Já o vimos várias vezes. Hoje verificamo-lo novamente. Saul, devido à sua má conduta, foi abandonado e recusado por Deus (1 Sam 15). Hoje, executa-se a sentença (1 Sam 31). É o fim trágico de uma vida marcada por um destino sinistro e fatídico. David chora sinceramente a desgraça de Saul e do seu amigo Jónatas. Parece uma elegia guerreira, sem referências religiosas.
Todos estes factos ilustram as vicissitudes do Povo de Israel, libertado do Egipto por Deus e sempre suspenso no fio da sua graça e do seu julgamento. A lamentação de David é uma tomada de consciência da não-redenção em que o povo, vítima dos filisteus, vive naquele momento.
Por outro lado, a elegia revela a nobreza de alma do eleito do Senhor, preocupado com o seu povo, admitindo a relativa grandeza do seu adversário, capaz de ternura para com o amigo Jónatas. O Senhor escuta a lamentação como uma sentida invocação em momento de prova.

Evangelho: Mc 3, 20-21
A presença e a actividade de Jesus adquirem notável ressonância. Mas essa ressonância não leva necessariamente à fé. Jesus tem de enfrentar as primeiras recusas, a começar pela dos seus familiares que decidem tomar medidas drásticas contra os embaraços que lhes estava a causar. A consanguinidade não é suficiente para criar sintonia com o Evangelho. O discípulo de Jesus também está sujeito a ser isolado e hostilizado, até pelos seus familiares.

A primeira leitura, tendo como pano de fundo o ódio e a crueldade de Saul, realça a magnanimidade e a lealdade de David, um homem segundo o coração de Deus (cfr. Act 13, 13). Um mensageiro anuncia a David a morte de Saul e de Jónatas numa batalha contra os filisteus travada no monte Gelboé. Havia mais de um ano que David fugia de Saul, que via nele um perigoso rival, andando de terra em terra, e acabando por se refugiar na própria região dos inimigos de Israel, que eram os filisteus. Nesse momento, encontrava-se em Ciclag. 

A notícia da morte de Saul devia enchê-lo de alegria. Todavia David reage com uma dor profunda e sincera. Rasga as vestes em sinal de luto, chora, jejua, e entoa uma emocionante elegia: «A Honra de Israel pereceu sobre as colinas! Tombaram os heróis!… Saul e Jónatas, amados e gloriosos…tombaram… no campo de batalha! » (cfr. 2 Sam 1, 19-24).
O sofrimento de David com a morte de Saul e de Jónatas vem na linha do respeito, da lealdade e da fidelidade ao rei, «ungido do Senhor», e da sincera amizade por Jónatas. Jamais o jovem filho de Jessé respondeu ao ódio com o ódio, à crueldade com a crueldade. Jónatas tornou-se o mais caro amigo de David: «Jónatas, meu irmão, que angústia sofro por ti! Como eu te amava! O teu amor era uma maravilha para mim mais excelente que o das mulheres» (2 Sam 1, 26). A verdadeira amizade tem como preço o dom de si mesmo e tem como ganho a experiência do amor. David, com a sua generosidade, com a sua magnanimidade, ensina-nos a viver como homens e mulheres «segundo o coração de Deus.

O amor cristão não é algo de genérico, de vago. Dirige-se a pessoas muito concretas, com limites, defeitos e pecados. O próximo são aqueles que encontramos no caminho, talvez caídos e cobertos de chagas. O amor cristão vai até aos próprios inimigos: «Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem» (Mt 5, 44).
Também quem professa a castidade consagrada não pode viver um amor desencarnado, um amor que corra o risco de não amar ninguém. A Sagrada Escritura diz-nos: "A doçura de um amigo dá segurança à alma" (Prov. 27, 9); "Um amigo fiel é uma protecção" (Sir 6, 5); "Por um amigo, podes perder dinheiro" (Sir 29, 20). Pensemos na amizade de Jónatas, que amava David como a si mesmo (cf. 1 Sam 18, 1-5; 20, 1-41). Pensemos no discípulo que Jesus amava (cf. Jo 13, 23). E pensemos em "Jesus (que) amava Marta, a sua irmã e Lázaro" (Jo 11, 5).

Obrigado, Senhor, porque Te declaras meu amigo e me permites tratar-Te como amigo: «Já não vos chamo servos, mas amigos» (Jo 15, 15). Obrigado por todos os amigos que me tens dado e por todos quantos me convidas a amar, homens e mulheres. Os amigos fazem-me conhecer a mim mesmo, e fazem-me conhecer-Te a Ti.
Obrigado pelas alegrias e pelos sofrimentos que vivemos juntos. Com eles, aprendi que a partilha multiplica os dons e que, dando generosamente, recebemos com abundância. Obrigado por cada um dos meus amigos, que têm sido presenças de luz e de esperança na minha vida. Lembra-te daqueles que ainda não experimentaram a amizade, ou que se sentiram atraiçoados pelos amigos. Que todos possam experimentar-Te como Amigo, sempre presente e fiel, sempre leal e generoso.

Fonte:
 adaptação local de um texto de"dehonianos.org/portal/liturgia"

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

VI Feira-II Semana –– Tempo Comum – Anos Pares.19 Janeiro 2018



VI Feira-II Semana –– Tempo Comum – Anos Pares.19 Janeiro 2018 

Primeira leitura: 1 Samuel 24, 3-21

À medida que avançamos na leitura do primeiro livro de Samuel, verificamos que a figura de David é cada vez mais engrandecida, muitas vezes à custa da de Saul. É certo que também Saul pronuncia belas palavras sobre David: «É esta a tua voz, ó meu filho David?» E Saul elevou a voz, soluçando. 18E disse a David: «Tu portas-te bem comigo, e eu comporto-me mal contigo. 19Provaste hoje a tua bondade para comigo, pois o Senhor havia-me entregado nas tuas mãos e não me mataste». Mas faltou-lhe dar o último passo: libertar-se do ódio, da inveja e da sede de vingança, oferecendo a David o abraço da reconciliação. 

O que faltou a Saul, superabundou em David: venceu Golias, triunfou nos campos de batalha, e triunfou sobre si mesmo ao controlar a paixão do ódio e da vingança até limites que suscitam comoção e emocionam. A nobreza e a magnanimidade de David são realmente notáveis. O contraste com Saul fica ainda mais evidente, mostrando a justeza do seu afastamento e da eleição do humilde filho de Jessé.

Evangelho: Mc 3, 13-19

Jesus forma a sua nova família, um grupo de pessoas dispostas a acolhê-lo, embora também elas devam ainda converter-se. Embora falemos de família, para acentuar a relação pessoal e afectiva que deve existir entre Jesus e os seus discípulos, o grupo apresenta uma valência estrutural mais ampla: são o novo Israel, os fundamentos da futura Igreja. 
Tudo acontece sobre um «monte». Os montes são lugares propícios para as revelações de Deus (cf. 6, 43; 9, 2). As grandes decisões de Deus sobre o seu povo foram tomadas sobre os montes (cf. Ex 1, 20; 24, 12; Num 27, 12; Dt 1, 6-8, etc). Aqui é Cristo que chama, escolhe e constitui a comunidade. Marcos não diria isto, se não acreditasse que Jesus era Deus. O grupo é convocado para «ir ter com Ele» (v. 13 e, em primeiro lugar, para «estar com Ele» (v. 14). 
O novo povo de Deus constitui-se à volta de Jesus, que se apresenta como referência absoluta, assumindo uma função que pertencia à Lei. Isto causava escândalo aos Judeus. Os discípulos recebem os próprios poderes de Jesus, actuando com a força do Evangelho. A vocação implica a missão, está em função dela.

David, perseguido por Saul, tem oportunidade de se vingar dele, matando-o. Mas respeita a sua dignidade e oferece-lhe mais uma oportunidade de reconciliação: «Deus me guarde de fazer tal coisa ao meu senhor, o ungido do Senhor, estender a minha mão contra ele, pois ele é o ungido do Senhor!… Se eu cortei a ponta do teu manto e não te matei, reconhece que não há maldade nem revolta contra ti. Não pequei contra ti e tu, ao contrário, procuras matar-me. Que o Senhor julgue entre mim e ti!».
O reconhecimento da dignidade do outro, dignidade querida por Deus, é a base da reconciliação, em qualquer conflito. David dá-nos também um belo exemplo de fidelidade, cheio de actualidade, num mundo onde a falta dela já quase não causa espanto. Mas Deus é fiel, e o homem, criado à imagem e semelhança de Deus, não pode deixar de ser fiel. 

Os apóstolos, chamados a partilhar a vida e a missão de Jesus, aprenderão que a lealdade e a fidelidade comportam o dom de si mesmo. A lealdade e a fidelidade que, antes de serem virtudes cristãs, são virtudes humanas que libertam o homem dos caprichos dos seus instintos e das emoções passageiras. A fé leva-me a ser leal e fiel porque me revela a lealdade e a fidelidade de Deus. 

Todo o cristão, e particularmente o religioso, deve "respeito" e "lealdade" para com os seus semelhantes e especialmente para com os seus superiores, ainda que nem sempre sejam modelos de virtude. A violência, mesmo contra os inimigos; o é uma atitude digna dos discípulos d´Aquele que disse: "Aprendei de Mim que sou manso e humilde de coração" (Mt 11, 29). Muito menos digna será quando visar satisfazer a ânsia de domínio, privando os outros da sua liberdade, ou instrumentalizando-os para afirmação de si mesmo. É fechar-se no próprio egoísmo, sem reconhecer a dignidade humana dos outros, e despedaçando a verdadeira relação pessoal
Fonte: adaptação local de um texto de "dehonianos.org/portal/liturgia"

V feira – II Semana –– Tempo Comum – Anos Pares. 18 Janeiro 2018



Quinta-feira – II Semana –– Tempo Comum – Anos Pares. 18 Janeiro 2018
Primeira leitura: 1 Samuel 18, 6-9; 19, 1-7

A acção salvífica de Deus realiza-se na história, tantas vezes marcada pelos limites, fragilidades e pecados dos homens. A inveja de Saul não leva a melhor sobre a graça divina que já actua claramente em David, que se vai afirmando cada vez mais como o eleito do Senhor.

Porque é que, estando Saul em franca decadência, não se pensa em Jónatas para lhe suceder, mas em David? Não é fácil responder. Mas parece certo que o autor sagrado quis realçar a figura de David e tudo concebeu e escreveu em função desse objectivo. 

Neste contexto, adquire maior relevância e simpatia a amizade aberta, generosa e desinteressada que o filho de Saul mostra para com David. Se a inveja de Saul agride David, a amizade de Jónatas salva-o.

Há grandes males e grandes bens que passam pelas nossas paixões. E Deus pode actuar por meio delas. Da nossa parte, se não devemos deixar-nos dominar por elas, também havemos de pô-las ao serviço do Senhor.

Evangelho: Mc 3, 7-12

Nos textos escutados nos últimos dias, Jesus mostra que é inútil querer aproveitar as instituições judaicas para nelas infundir a novidade evangélica do reino de Deus. Então retira-se para o mar de Genesaré. A sua acção, que até aí se desenvolvera na sinagoga, ou perto dela, abria-se agora a horizontes mais vastos. 

Começa uma nova secção do evangelho de Marcos. A actividade de Jesus alarga-se e causa admiração nas multidões. Mas é ainda um entusiasmo superficial, que não leva à decisão da fé (6, 6). 

Entretanto, Jesus vai preparando uma nova família formada por pessoas que mostram verdadeira disponibilidade para com Ele e cria para elas a escola do discipulado. A palavra e a acção de Jesus, na Galileia, colocam-no no centro das atenções. Mas, não buscando interesses pessoais, mas os de Deus, Jesus proíbe aos demónios falarem dele. Ele não é um curandeiro, mas o enviado do Pai que narra o que Deus quer dar a conhecer de Si mesmo, e o que pede aos mesmos homens, que estão mais interessados em procurar a si mesmos do que a Deus, inclusivamente nos seus actos religiosos.

Quantas vezes nos sentimos mal interpretados nas nossas palavras e nos nossos actos. Quantas vezes nos damos conta de que não somos reconhecidos nem acolhidos na nossa verdade. E tudo isso nos causa sofrimento. Pior ainda quando nos sentimos alvo da inveja e do ciúme dos outros por sermos quem somos. 

David alcança uma grande vitória. As mulheres, nos seus cantares, comparam-no com Saul: «Saul matou mil, mas David matou dez mil» (1 Sam 18, 7). O rei fica irritado e decide matar David. Às vezes, os nossos elogios aos outros podem prejudicá-los, porque provocam a inveja de terceiros.
Parece que Jesus quer evitar a inveja dos sacerdotes, dos escribas e dos fariseus. Por isso é que impõe silêncio aos espíritos malignos, que proclamavam a sua identidade: «Tu és o Filho de Deus!» (Mc 3, 12). 

O comportamento de Jónatas é um bom exemplo de reconciliação. David, seu amigo, tornara-se involuntariamente seu rival. Mas Jónatas não leva a mal. Atreve-se mesmo a defender David diante de Saul: «Não faças mal algum ao teu servo David, pois ele nunca te fez mal; pelo contrário, prestou-te grandes serviços. Arriscou a vida…» (1 Sam 18, 4). 

Jónatas é quase uma figura de Cristo. Como Ele, dá-nos exemplo daquela humildade de coração e daquela caridade que constroiem a união e a paz. Jesus, em vez de acusar os culpados, lava-lhes os pés, purificando-os das culpas e reconstruindo a unidade.

A atitude de Jónatas é de enorme generosidade e amor à verdade, tal como será a de Jesus. Assim deve ser também a nossa atitude de discípulos, colocando-nos do lado da verdade, que nos torna humildes, caridosos, objectivos e sem hostilidade contra ninguém. 

Devemos aprender com Jónatas. Precisamos, sobretudo, de ir à escola de Jesus e aprender d´Ele a mansidão e a humildade do coração (Cf. Mt 11, 29). A humildade é o caminho da caridade e, portanto, do serviço por amor, especialmente pelos “pequenos”, “por aqueles que sofrem” (Cst. 18). Para ser humildes, não é suficiente “sentir-se humildes”, é preciso “tornar-se humildes”, como Jesus no lava-pés: “Dei-vos o exemplo… Eu, o Mestre e Senhor… Sabendo estas coisas, sereis felizes se as puserdes em prática” (Jo 13, 14-15.17). “Deveis lavar os pés uns aos outros” (Jo 13, 14). É o serviço aos irmãos, de que Cristo nos deu o exemplo mais heróico, até ao dom da vida (Cf. Jo 15, 13), até Se tornar alimento e bebida para nós (Cf. n. 17).
Fonte: adaptação de um texto de: "dehonianos.org/portal/liturgia"