domingo, 7 de janeiro de 2018

Solenidade da Epifania do Senhor : Subsídio para a reflexão



Solenidade da Epifania do Senhor – Ano B
Subsídio litúrgico para a reflexão e a Homilia 
 
A liturgia deste domingo celebra a manifestação de Jesus a todos os homens… Ele é uma “luz” que se acende na noite do mundo e atrai a si todos os povos da terra. Cumprindo o projecto libertador que o Pai nos queria oferecer, essa “luz” incarnou na nossa história, iluminou os caminhos dos homens, conduziu-os ao encontro da salvação, da vida definitiva.

A primeira leitura (Is 60,1-6), anuncia a chegada da luz salvadora de Jahwéh, que transfigurará Jerusalém e que atrairá à cidade de Deus povos de todo o mundo.

Como pano de fundo deste texto está a afirmação da eterna preocupação de Deus com a vida e a felicidade desses homens e mulheres a quem Ele criou. Sejam quais forem as voltas que a história dá, Deus está lá, vivo e presente, acompanhando a caminhada do seu Povo e oferecendo-lhe a vida definitiva. Esta “fidelidade” de Deus aquece-nos o coração e renova-nos a esperança… Caminhamos pela vida de cabeça levantada, confiando no amor infinito de Deus e na sua vontade de salvar e libertar o homem.

 É preciso, sem dúvida, ligar a chegada da “luz” salvadora de Deus a Jerusalém com o nascimento de Jesus. O projecto de libertação que Jesus veio apresentar aos homens será a luz que vence as trevas do pecado e da opressão e que dá ao mundo um rosto mais brilhante de vida e de esperança. 

Reconhecemos em Jesus a “luz” libertadora de Deus? Estamos dispostos a aceitar que essa “luz” nos liberte das trevas do egoísmo, do orgulho e do pecado? Será que, através de nós, essa “luz” atinge o mundo e o coração dos nossos irmãos e transforma tudo numa nova realidade?

 Na catequese cristã dos primeiros tempos, esta Jerusalém nova, que já “não necessita de sol nem de lua para a iluminar, porque é iluminada pela glória de Deus”, é a Igreja – a comunidade dos que aderiram a Jesus e acolheram a luz salvadora que Ele veio trazer (cf. Ap 21,10-14.23-25). Será que nas nossas comunidades cristãs e religiosas brilha a luz libertadora de Jesus? Elas são, pelo seu brilho, uma luz que atrai os homens? As nossas desavenças e conflitos, a nossa falta de amor e de partilha, os nossos ciúmes e rivalidades, não contribuirão para embaciar o brilho dessa luz de Deus que devíamos reflectir?

 Será que na nossa Igreja há espaço para todos os que buscam a luz libertadora de Deus? Os irmãos que têm a vida destroçada  são acolhidos, respeitados e amados? As diferenças próprias da diversidade de culturas são vistas como uma riqueza que importa preservar, ou são rejeitadas porque ameaçam a uniformidade?

A segunda leitura (Ef 3,2-3a.5-6), apresenta o projecto salvador de Deus como uma realidade que vai atingir toda a humanidade, juntando judeus e pagãos numa mesma comunidade de irmãos – a comunidade de Jesus.

A perspectiva de que Deus tem um projecto de salvação para oferecer ao seu Povo – já enunciada na primeira leitura – tem aqui novos desenvolvimentos. A primeira novidade é que Cristo é a revelação e a realização plena desse projecto. A segunda novidade é que esse projecto não se destina apenas “a Jerusalém” (ao mundo judaico), mas é para ser oferecido a todos os povos, sem excepção.

A Igreja, “corpo de Cristo”, é a comunidade daqueles que acolheram “o mistério”. Nela, brancos e negros, pobres e ricos,– beneficiários todos da acção salvadora e libertadora de Deus – têm lugar em igualdade de circunstâncias. Temos, verdadeiramente, consciência de que é nesta comunidade de crentes que se revela hoje no mundo o projecto salvador que Deus tem para oferecer a todos os homens? Na vida das nossas comunidades transparece, realmente, o amor de Deus? As nossas comunidades são verdadeiras comunidades fraternas, onde todos se amam sem distinção de raça, de cor ou de estatuto social?
Destinatários, todos, do mistério, somos “filhos de Deus” e irmãos uns dos outros. Essa fraternidade implica o amor sem limites, a partilha, a solidariedade… Sentimo-nos solidários com todos os irmãos que partilham connosco esta vasta casa que é o mundo? Sentimo-nos responsáveis pela sorte de todos os nossos irmãos, mesmo aqueles que estão separados de nós pela geografia, pela diversidade de culturas e de raças?

No Evangelho, (Mt 2,1-12), vemos a concretização dessa promessa: ao encontro de Jesus vêm os “magos” do oriente, representantes de todos os povos da terra… Atentos aos sinais da chegada do Messias, procuram-n’O com esperança até O encontrar, reconhecem n’Ele a “salvação de Deus” e aceitam-n’O como “o Senhor”. A salvação rejeitada pelos habitantes de Jerusalém torna-se agora um dom que Deus oferece a todos os homens, sem excepção.

Em primeiro lugar, meditemos nas atitudes das várias personagens que Mateus nos apresenta em confronto com Jesus: os “magos”, Herodes, os príncipes dos sacerdotes e os escribas do povo… Diante de Jesus, o libertador enviado por Deus, estes distintos personagens assumem atitudes diversas, que vão desde a adoração (os “magos”), até à rejeição total (Herodes), passando pela indiferença (os sacerdotes e os escribas: nenhum deles se preocupou em ir ao encontro desse Messias que eles conheciam bem dos textos sagrados). Identificamo-nos com algum destes grupos? Não é fácil “conhecer as Escrituras”, como profissionais da religião e, depois, deixar que as propostas e os valores de Jesus nos passem ao lado?

 Os “magos” são apresentados como os “homens dos sinais”, que sabem ver na “estrela” o sinal da chegada da libertação… Somos pessoas atentas aos “sinais” – isto é, somos capazes de ler os acontecimentos da nossa história e da nossa vida à luz de Deus? Procuramos perceber nos “sinais” que aparecem no nosso caminho a vontade de Deus?

 Impressiona também, no relato de Mateus, a “desinstalação” dos “magos”: viram a “estrela”, deixaram tudo, arriscaram tudo e vieram procurar Jesus. Somos capazes da mesma atitude de desinstalação, ou estamos demasiado agarrados … à nossa televisão, à nossa aparelhagem, ao nosso computador? Somos capazes de deixar tudo para responder aos apelos que Jesus nos faz através dos irmãos?

Os “magos” representam os homens de todo o mundo que vão ao encontro de Cristo, que acolhem a proposta libertadora que Ele traz e que se prostram diante d’Ele. É a imagem da Igreja – essa família de irmãos, constituída por gente de muitas cores e raças, que aderem a Jesus e que O reconhecem como o seu Senhor.
Fonte: resumo e adaptação local de um texto de: “dehonianos.org/liturgia/portal”

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

CELEBRAÇÕES COMEMORATIVAS DOS IRMÃOS MARISTAS EM NIVAVA – ALTO MOLÓCUE.


CELEBRAÇÕES COMEMORATIVAS DOS IRMÃOS MARISTAS EM NIVAVA – ALTO MOLÓCUE.


Com uma solene celebração da Eucaristia, presidida por D. Francisco Lerma, Bispo da Diocese, na comunidade de Nivava (Alto Molócuè), no passado dia 2 de Janeiro de 2018, os Irmãos Maristas celebraram o Encerramento do Bicentenário da Fundação da sua Congregação Religiosa, os 70 anos de presença em Moçambique, os 65 anos nesta Diocese e os 50 Anos da Profissão Religiosa do Irmão António  Reis.

O evento contou com a presença do Irmão Coordenador dos Maristas de Moçambique e Delegado do Superior Provincial, de vários sacerdotes do clero diocesano e religioso que concelebraram com o Bispo, de Irmãs de várias Congregações e de numerosos fiéis da comunidade cristã local.

As cerimónias começaram com a bênção da nova Capela, destinada a S. Marcelino Champagnat, Fundador dos Irmãos Maristas e que foi financiada pelos Maristas da Província Portuguesa, para  perpetuar as referidas comemorações.

A seguir à celebração da Eucaristia, houve um animado convívio. Entre alegria e cânticos, todos os presentes partilharam os dons que a Providência dispensou.

Destas páginas, a Diocese através dos seus meios de comunicação –Rádio Diocesana, Boletim ETXHEKO/FAMILIA, Sito e página BLOGSPOT, se une ao louvor e aos agradecimentos dos Irmãos Maristas.

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

SEMINARISTAS MAIORES DA DIOCESE DE GURÚÈ Ano Académico 2018

SEMINARISTAS MAIORES  DA DIOCESE DE GURÚÈ 

Ano Académico 2018

I- SEMINÁRIO FILOSÓFICO S. CARLOS LUWANGA – NAMPULA

1º Ano de Filosofia (3)
1. Delfino Baptista
2. Jossety Camilo Lourenço
3. Onesimo António Bicicleta

2º Ano de Filosofia(3)
1. Carlos Alberto Joel
2. Januário Felizardo Moisés
3. Simone Pedro Gabriel

3º Ano de Filosofia(4)
1. Alexandre Paulino Binifor
2. Alfândega Uaissone Cabterra
3. Porto Patrício Porto
4. Raunício Bernardo
 Subtotal: 10

SEMINÁRIO FILOSÓFICO INTERDIOCESANO “SANTO AGOSTINHO”

1º Ano de Filosofia(4)
1. Adolfo Alberto Nsasa
2. Raimundo Franque Maqueia
3. Raimundo Moniz Wahala
4. Rondão Carvalho

2º Ano de Filosofia(2)
1. Almeida Cornélio
2. Salomão Essumaila Mpamela

3º Ano de Filosofia (4)

1. Atanásio Afonso Nchilo
2. Bernardo Marcelino Biriate
3. Ezequiel Gonçalves Muquitxo
4. Uilcamo Bonifácio Tampavi
Subtotal: 10

SEMINÁRIO TEOLÓGICO INTERDIOCESANO “S. PIO X”
 
1º Ano de Teologia (8)
1. Amarchande Mateus Pereira
2. Geraldo Manuel Orlindo
3. Gueldo Mário Uaissone Saíde
4. Jeremias Francisco Piloto
5. João Xavier Quione
6. Mário Goriate
7. Marquíssimo João César
8. Quisito Benício

2º Ano de Teologia (10)
1. Barnabé Vieira Mauindo
2. Comido Lucas Maheiua
3. Constantino Januário Nacache
4. Dinis Núnes Francisco
5. Eustácio Domingos José Namanla
6. Ibraímo Horácio Mauindo
7. Lázaro Germano Namalua
 8. Rodrigues João Manuel
 9. Samuel Alegria dos Santos
10. Tarcísio António Pereira

3º Ano de Teologia – Instituídos Leitores (4)
1. Amós Fernando Bernardo
2. Chaurito Maurício
3. Suazi Lacerda Macaula José
4. Timóteo Henriques Cristino

4º Ano de Teologia  - Instituídos Acólitos (2)
1. Adelino Germano
2. João Domingos
Subtotal: 24
Total absoluto:10+10+24= 44