terça-feira, 11 de dezembro de 2018
COMEÇOU HOJE O RETIRO DO CLERO DIOCESANO DE GURUE
Hoje, 10 de Dezembro de 2018, na Casa Diocesana, começou Retiro (Exercícios Espirituais) anual do Clero Diocesano de Gurúè,
Esstão a perticipar os 32 Padres actualmente presentes na Diocese. O tema do Retiro -"Chamados a testemunhar o Ressuscitado"
está a ser orientado pelo Pe. Tonito José Francisco Xavier Muannoua, Chanceler da Cúria Diocesana.
-HORÁRIO PARA O RETIRO DO CLERO DIOCESANO DE GURUE
10.12 -14.12.2018
06.30 Horas – Despertar
07.00 Horas – Laudes e Meditação
07.30 Horas – Pequeno-Almoço
09.00 Horas – I Palestra seguida de reflexão pessoal
11.00 Horas - Adoração eucarística
11.45 Horas - Hora Intermédia (Sexta) – Reposição
12.30 Horas – Almoço – Descanso
15.30 Horas –II Palestra seguida de reflexão individual
17.00 Horas – Devoção mariana (Terço individual)
18.00 Horas – Celebração eucarística com Vésperas
19.00 Horas – Jantar
- Recolhimento
- Completas em particular
TERÇA-FEIRA – II SEMANA DO ADVENTO -11 DEZEMBRO 2018
TERÇA-FEIRA – II SEMANA DO ADVENTO -11 DEZEMBRO 2018
Primeira leitura: Isaías 40, 1-10
Os exilados em Babilónia experimentam um profundo desânimo e tristeza A sua fé corre perigo: ter-se-á Deus esquecido do seu povo, mantém-se a sua Palavra, tem Jerusalém uma esperança?
Um profeta anónimo, cujos oráculos são acrescentados ao livro de Isaías, procura animar os exilados. Os oráculos desse profeta ocupam os capítulos 40-55 do livro de Isaías. Começamos a lê-los hoje. E aparece-nos imediatamente a motivação desses oráculos:
«Consolai, consolai o meu povo», diz o Senhor (v. 1). A consolação vem da Aliança restaurada e de uma nova relação com o Senhor. O regresso à pátria é, para o Deutero-Isaías, um sinal dessa renovação e dessa nova relação. Trata-se de um regresso triunfal, a que se junta a própria criação. O Senhor, qual guerreiro triunfante e pastor cuidadoso, caminha com o seu povo.
O profeta tem a missão de preparar este regresso do Senhor (v. 3). A alma do povo, tornada semelhante à estepe do deserto, acidentada e seca por causa dos sofrimentos, desilusões e infidelidades, poderá acolher a glória de Deus com um entusiasmo ainda maior que o experimentado durante o Êxodo (v. 5).
Se o homem é frágil, e as suas promessas efémeras, a palavra do Senhor é estável e o seu compromisso com a humanidade é eterno. É na estabilidade do Senhor que o povo desterrado em Babilónia há-de confiar.
Evangelho: Mateus 18, 12-14
A parábola da ovelha perdida é uma exortação a partilhar a alegria do perdão que Deus concede aos pecadores que se convertem, e a tornar-nos também disponíveis para oferecer o perdão aos outros.
Mateus insere a mesma parábola no discurso eclesial, no contexto das orientações sobre a vida da comunidade: tornar-se pequeno, estar disponível para acolher, cuidar dos que vacilam na fé ... (cf. Mt 18).
Em coerência com esse contexto, Mateus não põe directamente Deus à procura da ovelha tresmalhada, mas a comunidade. É a solicitude pastoral da comunidade que torna visível o rosto de Deus que vai à procura do cristão perdido, do pecador.
Deixar as noventa e nove ovelhas, para procurar uma perdida, é verdadeira loucura. É a loucura do Deus de Jesus, que há-de tornar-se nossa loucura (v. 14). Esta, não deve guiar-se por critérios de eficiência, mas pelo cuidado para com os pequenos, os marginalizados, os perdidos. O importante é procurar aquele que anda perdido e façamos por encontrá-lo ...
São muitas as razões para andarmos tristes e desanimados. Mas a palavra do Senhor consola-nos e reanima em nós a esperança.: «Consolai, consolai o meu povo!... Aí está o vosso Deus!.. o Senhor Deus vem com a força do seu braço dommedt», A Boa Notícia ecoa pela terra: Deus vem com poder e com doçura semelhante à de um pastor que leva os cordeiros ao colo e conduz devagar as ovelhas que têm crias.
Jesus aplica a si esta imagem bíblica tão sugestiva. «Eu sou o Bom Pastor».
Esta expressão sugere a ternura com que olha por nós, e a força com que intervém para vencer os inimigos da nossa liberdade e da nossa dignidade, o cuidado com que nos guia pelos difíceis e atormentados caminhos da vida.
Quantas vezes na vida, individualmente ou em comunidade, experimentámos as consolações do nosso Deus, nos sentimos conduzidos nos seus braços amorosos. Esta experiência deve incitar-nos a procurar aqueles que andam perdidos, que andam afastados de Deus.
Como discípulos, somos chamados a manifestar a todos o rosto do Pai misericordioso, indo à procura daqueles que, no caminho da vida, perderam a fé e a esperança. Somos consolados, chamados a ser consoladores, tornando-nos companheiros de viagem daqueles que têm o coração aflito e estão sobrecarregados pelo sofrimento ou pela culpa. Podemos fazê-lo com a consciência de que a consolação não vem de nós, mas vem da Palavra de Deus que permanece para sempre.
Cristo revela-nos o Seu amor nos modos mais diferentes, como Verbo de Deus feito carne, como sacerdote misterioso, como vítima pelos nossos pecados, como bom Pastor que dá a vida por nós suas ovelhas.
Somos chamados a corresponder a esse amor, deixando-nos encontrar, deixando-nos tratar, deixando-nos conduzir à comunidade, à Igreja, tornando-nos profetas e apóstolos do amor.
Quem salva o mundo não é o homem, mas Deus, em Jesus Cristo. Mas também é preciso o nosso trabalho, as nossas obras. Mas tudo isso vale para a salvação na medida em que é cristificado, isto é, na medida em que comunica a morte e a vida de Cristo, Bom Pastor que dá a vida pelas suas ovelhas. Essa comunicação não há-de realizar-se só por meio de palavras, mas também pelo dom da nossa vida, à semelhança de Cristo: "Em nós actua a morte, em vós a vida" (2 Cor 4, 12).
Fonte: “dehonianos.org/portal/liturgia/”
segunda-feira, 10 de dezembro de 2018
ENCERRAMENTO DAS BODAS DE PRATA DA DIOCESE DE GURÚÈ. E INAUGURAÇÃO DA CÚRIA DIOCESANA
ENCERRAMENTO DAS BODAS DE PRATA DA DIOCESE DE GURÚÈ E INAUGURAÇÃO DA CÚRIA DIOCESANA
No passado Domingo 9 de Dezembro do corrente ano, realizou-se na Catedral de Gurúè as cerimónias do Encerramento do ANO JUBILAR dos 25 ANOS DA CRIAÇÃO DE GURÚÈ com participação de mais de seis mil pessoas procedentes das 25 Paróquias da Diocese, de religiosos e Religiosas das Diocese vizinhas e das autoridades civis dos oito Distritos que compõem a Diocese, nomeadamente Pebane, Gilé, Alto Molócuè, Mulevala, ILe, Mulumbo, Namarrói e Gurúè.
Na primeira parte da Celebração, fez-se o Encerramento do Ano Jubilar com Passagem de todos os fiéis pela Porta Santa e Renovação dos Compromissos Baptismais.
Seguiu-se a Celebração da Eucaristia, presidida por Dom Tomé Makhweliha, Arcebispo Emérito de Nampula e concelebraram D. Inácio Saure, Arcebispo de Nampula e Vice-presidente da Conferência Episcopal de Moçambique, D. Alberto Vera Aréjola, Bispo de Nacala, D. Manuel Chuanguira Machado, Bispo Emérito de Gurúè e D. Francisco Lerma, Bispo Lerma, Bispo de Gurúè, Mons. Cristiano Antonietti, Encarregado de Negócios da Nunciatura Apostólica em Moçambique , o Pe. Alessandro Capoferri, Superior Provincial dos Dehonianos em Moçambique, os Vigários Gerais de Nacala e Lichinga e numerosos sacerdotes do clero diocesano e religioso de Gurúè, de Nampula, Nacala, Quelimane e de Lichinga.
Depois da Celebração os participantes na acção litúrgica dirigiram-se à Casa Diocesana, para a bênção e inauguração da Cúria Diocesana recentemente construída. O novo edifício foi financiado pela colaboração local, pela Associação da Igreja Alemã “Missio” e pelos bem-feitores de Múrcia (Espanha).
No fim, foi servido um copo de água no Lar Família e na Casa Diocesana.
SEGUNDA-FEIRA - II SEMANA DO ADVENTO - 10 DEZEMBRO 2018
SEGUNDA-FEIRA - II SEMANA DO ADVENTO - 10 DEZEMBRO 2018
Primeira leitura: Isaías 3S, 1-10
Isaías oferece-nos hoje um verdadeiro "hino à alegria" pela renovação do cosmos e, sobretudo, do próprio homem. Essa renovação é obra de Deus criador e salvador. Não estamos, pois, diante de uma simples celebração motivada pelo regresso de Babilónia, mas diante de uma proclamação de fé que reconhece na intervenção de Deus a realização dos mais profundos anseios do coração humano.
A alegria contrasta com a aridez do deserto e da estepe. É o contraste entre uma alegria que vem de Deus, que atravessa e vivifica toda a existência, e o sofrimento e a aflição que pesaram sobre o povo durante o exílio. O júbilo fundamenta-se, pois, na intervenção do Senhor, que deu uma volta à história, e que agora guia o seu povo por um caminho seguro. Por isso, até o coxo pode percorrê-lo aos saltos e o mudo pode gritar de alegria.
A beleza poética do texto, à luz do Novo Testamento, torna-se profunda teologia. Deus fez-se nosso próximo e carregou sobre Si as nossas misérias, dando uma volta à história do homem, morrendo por nós, restituindo-nos a vida, a alegria.
Evangelho: Lucas 5, 17-26
Jesus surpreendeu os que O rodeavam quando, em vez curar logo o doente que Lhe foi trazido de modo um tanto rocambolesco, lhe dirigiu palavras de perdão: «Homem, os teus pecados estão perdoados» (v. 20). Mas o próprio texto sugere a razão porque Jesus agiu desse modo: «Vendo a fé daqueles homens ... » (v. 20). É a fé daqueles maqueiros que permite a Jesus falar como fala. Só quem tem fé é capaz de compreender que o maior problema do homem é o pecado, raiz de todos os males que o afligem.
O milagre que Jesus realiza é também uma tentativa de fazer compreender isso mesmo aos doutores da lei e aos fariseus. A sua objecção é teologicamente pertinente, mas também mascara a sua indiferença, a presunção de serem superiores aos outros. Jesus parece-lhes um blasfemo, por se arroga um poder que só a Deus pertence. Mas esse raciocínio interior, e o desafio a Jesus, impedem-nos de ver o verdadeiro mal que aflige aquele homem, e que Deus não é cioso do seu poder de perdoar. Com a chegada do Reino ao mundo, Deus quer instaurar uma praxe profunda e universal de perdão. O perdão que Jesus nos veio trazer (v. 24) é o modelo e a sua fonte dessa praxe, que suscita o espanto e a alegria entre o povo.
É no encontro com Deus que somos salvos. Deus vem salvar-nos, e nós havemos de ir ao seu encontro pelo caminho que Ele mesmo nos prepara: «Haverá ali uma estrada e um caminho que se chamará Via Sagrada ... é para aqueles que por ele devem andar e os menos espertos não se perderão. Apenas passarão os remidos». Mas, para ir ao encontro de alguém, é preciso caminhar. Por isso, as leituras insistem na cura daqueles que não podem caminhar: «o coxo saltará como um veado-; «Levanta-te ... e vai».
O Evangelho dá-nos uma lição de optimismo. São muitos os nossos males, as nossas carências. Mas são exactamente eles que nos levam a buscar o Senhor. Se aquele homem não fosse paralítico, talvez nunca tivesse encontrado a Cristo. Foi a sua limitação que o levou a procurar a Cristo. E Cristo correspondeu ao seu pedido, e ofereceu-lhe muito mais: «Homem, os teus pecados estão perdoados».
Pode surpreender-nos que Jesus tenha, em primeiro lugar, oferecido o perdão dos pecados, àquele que lhe pedia a cura da paralisia. É que o divino Mestre não faz uma leitura superficial dos males da humanidade. Vai ao fundo dos problemas e faz-nos compreender que a mais urgente necessidade é o perdão, pois o pecado é o pior mal, e a raiz de males que afligem a humanidade. O Reino de Deus manifesta-se, em primeiro lugar, como reconciliação do pecador com Deus, como nova possibilidade, oferecida pela graça, para retomar o caminho, depois da paralisia da sua liberdade provocada pela culpa.
Quem não tem fé, continua a pensar que os mais graves problemas da humanidade são outros: a saúde, a economia, a gestão do poder, o subdesenvolvimento, os desequilíbrios ecológicos ... A Palavra de Deus alerta-nos para outra dimensão mais profunda do mal do homem e, ao mesmo tempo, anuncia a salvação. É por isso que o deserto floresce e a estepe árida regurgita de nova vida.
Fonte: “dehonianos.org/portal/liturgia/”
domingo, 9 de dezembro de 2018
II DOMINGO DO TEMPO DO ADVENTO – ANO C - 9 Dezembro 2018
II DOMINGO DO TEMPO DO ADVENTO – ANO C - 9 Dezembro 2018
Podemos
situar o tema deste domingo à volta da missão profética. Ela é um apelo à
conversão, à renovação, no sentido de eliminar todos os obstáculos que impedem
a chegada do Senhor ao nosso mundo e ao coração dos homens. Esta missão
é uma exigência que é feita a todos os baptizados, chamados – neste tempo em
especial – a dar testemunho da salvação/libertação que Jesus Cristo veio
trazer.
LEITURA I –
Bar 5,1-9
A primeira
leitura sugere que este “caminho” de conversão é um verdadeiro êxodo da terra
da escravidão para a terra da felicidade e da liberdade. Durante o percurso,
somos convidados a despir-nos de todas as cadeias que nos impedem de acolher a
proposta libertadora que Deus nos faz.
A leitura convida-nos, ainda, a viver
este tempo numa serena alegria, confiantes no Deus que não desiste de nos
apresentar uma proposta de salvação, apesar dos nossos erros e dificuldades.
O Advento é
um tempo favorável para o êxodo da terra da escravidão para a terra da
liberdade. Neste tempo somos especialmente confrontados com as cadeias que
ainda nos prendem e convidados a percorrer esse caminho de regresso que a
bondade e a ternura de Deus vão aplanar, a fim de que possamos regressar à
cidade nova da alegria e da liberdade.
“Vê os teus
filhos… estão cheios de alegria porque Deus se lembrou deles” (Bar 5,5). É
nesta atmosfera de alegria e de confiança serena na acção salvadora do nosso
Deus que somos convidados a viver este tempo de mudança e a preparar a vinda do
Senhor às nossas vidas.
II – Filip
1,4-6.8-11
A segunda
leitura chama a atenção para o facto de a comunidade se dever preocupar com o
anúncio profético e dever manifestar, em concreto, a sua solidariedade para com
todos aqueles que fazem sua a causa do Evangelho. Sugere, também, que a
comunidade deve dar um verdadeiro testemunho de caridade, banindo as divisões e
os conflitos: só assim ela dará testemunho do Senhor que vem.
A essência
da Igreja de Jesus é ser missionária. “Ide e anunciai” – diz Jesus. Para que
Jesus venha, para que a sua proposta de salvação chegue a todos os povos da
terra, é necessário este compromisso contínuo com a evangelização.
Só é possível acolher, com um coração puro e
irrepreensível, o Senhor que vem se a caridade for, entre nós, uma realidade
viva. Mas, frequentemente, a vida das nossas comunidades cristãs é marcada
pelas divisões, pelas murmurações, pelas lutas pelo poder, pelas tentativas de
manipular, pelos interesses mesquinhos e egoístas, pelas guerras de sacristia…
É possível
que a nossa comunidade não seja, ainda, um modelo de perfeição: somos um grupo
de irmãos com os nossos limites e defeitos… Sem desânimo, devemos ter presente
que somos uma comunidade “a caminho”, em processo de construção. O que é
importante é que saibamos acolher o Senhor que vem e deixar que Ele nos conduza
à plenitude da vida e do amor.
EVANGELHO –
Lc 3,1-6
O Evangelho
apresenta-nos o profeta João Baptista, que convida os homens a uma
transformação total quanto à forma de pensar e de agir, quanto aos valores e às
prioridades da vida. Para que Jesus possa caminhar ao encontro de cada homem e
apresentar-lhe uma proposta de salvação, é necessário que os corações estejam
livres e disponíveis para acolher a Boa Nova do Reino. É esta missão profética
que Deus continua, hoje, a confiar-nos.
O texto de
hoje segue-se imediatamente ao “evangelho da infância”, na versão lucana. Aqui
começa, oficialmente, o Evangelho – isto é, o anúncio da Boa Nova de Jesus.
Antes de começar a descrever a acção libertadora e salvadora de Jesus no meio
dos homens, Lucas vai apresentar João Baptista, o profeta que veio preparar a
chegada do Messias de Deus.
João é o
profeta, cujo anúncio prepara o coração dos homens para acolher o Messias. A
dimensão profética está sempre presente na comunidade dos baptizados. A todos
nós, constituídos profetas pelo baptismo, Deus chama a dar testemunho de que o
Senhor vem e a preparar os caminhos por meio dos quais Jesus há-de chegar ao
coração do mundo e dos homens.
Preparar o
caminho do Senhor é convidar a uma conversão urgente, que elimine o egoísmo,
que destrua os esquemas de injustiça e de opressão, que derrote as cadeias que
mantêm os homens prisioneiros do pecado… Preparar o caminho do Senhor é um
re-orientar a vida para Deus, de forma a que Deus e os seus valores passem a
ocupar o primeiro lugar no nosso coração e nas nossas prioridades de vida.
Esse
processo de conversão é um verdadeiro êxodo, que nos transportará da terra da
opressão para a terra nova da liberdade, da graça e da paz. Só quem aceita
percorrer esse “caminho” experimentará a “salvação de Deus”.
A
preocupação de Lucas em situar concretamente, no espaço e no tempo, os
acontecimentos da salvação chama a atenção aos profetas que anunciam a “vinda
do Senhor”, no sentido de encarnar o seu anúncio no contexto cultural e
político onde estão inseridos, a ir ao encontro do homem concreto, com a sua
linguagem, os seus problemas concretos, as suas ânsias, os seus dramas, sonhos
e esperanças. A linguagem com que o profeta anuncia a salvação não pode ser uma
linguagem desencarnada, mas tem se ser uma linguagem viva, questionante,
interpelativa.
Fonte: Adaptação de “dehonianos.org/portal/liturgia”
sábado, 8 de dezembro de 2018
8 DEZEMBRO - SOLENIDADE DA IMACULADA CONCEIÇÃO – ANO C
8 DEZEMBRO - SOLENIDADE DA IMACULADA CONCEIÇÃO –
ANO C
Na Solenidade da Imaculada Conceição somos convidados
a equacionar o tipo de resposta que damos aos desafios de Deus. Ao propor-nos o
exemplo
de Maria de Nazaré, a liturgia convida-nos a acolher, com um coração aberto e
disponível, os planos de Deus para nós e para o mundo.
LEITURA I – Gen 3,9-15.20
O mal nunca vem de Deus… Deus criou-nos para a vida e
para a felicidade e deu-nos todas as condições para imprimirmos à nossa
existência uma dinâmica de vida, de felicidade, de realização plena.
O mal resulta das nossas escolhas erradas, do nosso
orgulho, do nosso egoísmo e auto-suficiência. Quando o homem escolhe viver
orgulhosamente só, ignorando as propostas de Deus e prescindindo do amor,
constrói cidades de egoísmo, de injustiça, de prepotência, de sofrimento, de
pecado…
Prescindir de Deus e caminhar longe dele leva o homem
ao confronto e à hostilidade com os outros homens e mulheres. Nasce, então, a
injustiça, a exploração, a violência. Os outros homens e mulheres deixam de ser
irmãos, para passarem a ser ameaças ao próprio bem-estar, à própria segurança,
aos próprios interesses.
Prescindir de Deus e dos seus caminhos significa
construir uma história de inimizade com o resto da criação. A natureza deixa de
ser, então, a casa comum que Deus ofereceu a todos os homens como espaço de
vida e de felicidade, para se tornar algo que eu uso e exploro em meu proveito
próprio, sem considerar a sua dignidade, beleza e grandeza.
LEITURA II – Ef 1,3-6.11-12
Deus tem um projecto de vida plena, verdadeira e total para cada homem e para cada mulher .Esse projecto, apresentado aos homens através de Jesus
Cristo, exige de cada um de nós uma resposta decidida, total e sem
subterfúgios.
Deus “elegeu-nos… para sermos santos e
irrepreensíveis”. Já vimos que “ser santo” significa ser consagrado para o
serviço de Deus.
O nosso texto afirma, ainda, a centralidade de Cristo
nesta história de amor que Deus quis viver connosco…
EVANGELHO – Lc 1,26-38
O Evangelho apresenta a resposta de Maria ao plano de
Deus. Ao contrário de Adão e Eva, Maria rejeitou o orgulho, o egoísmo e
a auto-suficiência e preferiu conformar a sua vida, de forma total e radical,
com os planos de Deus. Do seu “sim” total, resultou salvação e vida plena para
ela e para o mundo.
É através de homens e mulheres atentos aos projectos
de Deus e de coração disponível para o serviço dos irmãos, que Deus actua no
mundo.
Maria era uma jovem mulher de uma aldeia obscura dessa “Galileia dos pagãos” de onde não podia “vir nada de bom”. Não consta
que tivesse uma significativa preparação intelectual, extraordinários
conhecimentos teológicos, ou amigos poderosos nos círculos de poder e de
influência da Palestina de então… Apesar disso, foi escolhida por Deus
para desempenhar um papel primordial na etapa mais significativa na história da
salvação. Deus age através de homens e mulheres, independentemente das suas
qualidades humanas. O que é decisivo é a disponibilidade e o amor com que
se acolhem e testemunham as propostas de Deus.
Maria de Nazaré foi, certamente, uma mulher para quem Deus ocupava o
primeiro lugar e era a prioridade fundamental. Maria de Nazaré foi, certamente,
uma pessoa de oração e de fé, que fez a
experiência do encontro com Deus e aprendeu a confiar totalmente n’Ele.
Fonte: “dehoniano.org/portal/liturgia”
sexta-feira, 7 de dezembro de 2018
SEXTA-FEIRA I SEMANA DO ADVENTO - 7 DEZEMBRO 2018
SEXTA-FEIRA I SEMANA
DO ADVENTO - 7 DEZEMBRO 2018
Primeira leitura: Is. 29, 17-24
Espíritos desencaminhados compreenderão, e os que
protestavam, aprenderão a lição.»
A locução «nesse di~> (v. 18) introduz o anúncio de uma mudança profunda realizada pelo Senhor no seu povo que se tinha deixado perverter, caindo numa situação de cegueira e de incompreensão. Isaías canta essa mudança, essa passagem das trevas à luz, provocada pelas maravilhas que o Senhor realiza, destruindo os projectos escondidos em que o povo incrédulo baseava a sua sabedoria (cf. Is 29, 15). A acção de Deus realiza-se na natureza (v. 17), nas enfermidades físicas (v. 18) e no campo moral e religioso, onde reina a injustiça (vv. 19-21).
A salvação provoca o júbilo dos «humíldes» (v. 19), isto ~ daqueles que confiam no Senhor e perseveram na espera da salvação que vem dele. Com a alegria dos carenciados e dos últimos, e com o desaparecimento dos violentos, dos cínicos e dos enganadores, a obra do Senhor atinge o vértice, porque nela os crentes reconhecem¬no como o redentor de Abraão e de Jacob: «livres da obscuridade e das trevas, os olhos dos cegos verão» (v. 18).
A locução «nesse di~> (v. 18) introduz o anúncio de uma mudança profunda realizada pelo Senhor no seu povo que se tinha deixado perverter, caindo numa situação de cegueira e de incompreensão. Isaías canta essa mudança, essa passagem das trevas à luz, provocada pelas maravilhas que o Senhor realiza, destruindo os projectos escondidos em que o povo incrédulo baseava a sua sabedoria (cf. Is 29, 15). A acção de Deus realiza-se na natureza (v. 17), nas enfermidades físicas (v. 18) e no campo moral e religioso, onde reina a injustiça (vv. 19-21).
A salvação provoca o júbilo dos «humíldes» (v. 19), isto ~ daqueles que confiam no Senhor e perseveram na espera da salvação que vem dele. Com a alegria dos carenciados e dos últimos, e com o desaparecimento dos violentos, dos cínicos e dos enganadores, a obra do Senhor atinge o vértice, porque nela os crentes reconhecem¬no como o redentor de Abraão e de Jacob: «livres da obscuridade e das trevas, os olhos dos cegos verão» (v. 18).
Evangelho: Mt. 9, 27-31
A narrativa da cura dos dois cegos revela a tendência
de Mateus para reduzir os elementos descritivos e dar relevo ao tema da
autoridade de Jesus e da fé do discípulo ou do miraculado. A fé daquele que
procura a cura junto de Jesus manifesta-se, em primeiro lugar, no seguimento
(v. 27) e torna-se súplica insistente, confiante.
Os dois cegos devem entrar em casa para se aproximarem de Jesus, quase a sugerir que, para chegar à luz da fé, é preciso entrar na comunidade dos crentes. Aproximar-se de Jesus é necessariamente entrar em comunhão com a sua Pessoa e escutar a sua Palavra. Jesus faz como que um exame à fé dos cegos, isto é, à confiança que têm no seu poder salvador (v. 28).
Os dois cegos devem entrar em casa para se aproximarem de Jesus, quase a sugerir que, para chegar à luz da fé, é preciso entrar na comunidade dos crentes. Aproximar-se de Jesus é necessariamente entrar em comunhão com a sua Pessoa e escutar a sua Palavra. Jesus faz como que um exame à fé dos cegos, isto é, à confiança que têm no seu poder salvador (v. 28).
A palavra de cura que Jesus dirige aos cegos é
semelhante à que dirigiu ao centurião (Mt 8, 13) e parece estabelecer uma certa
proporcionalidade entre a fé e a cura. Mas oferece sobretudo um ensinamento à
comunidade para que ultrapasse a necessária prova da fé na oração, reconhecendo
que a ajuda concedida é resultado da escuta da súplica de um coração sincero.
Isaías anunciou para os tempos messiânicos que,
«livres da obscuridade e das trevas, os olhos dos cegos verão: Jesus realiza a
palavra do profeta curando vários cegos, também os dois de que nos fala o
evangelho de hoje. Ao recuperaram a vista, podem contemplar o mundo criado por
Deus e as suas belezas. Mas aconteceu neles algo de mais profundo, uma
verdadeira transformação, realizada pelo acolhimento da Boa Nova na fé:
passaram a ver toda a realidade, e a si mesmos, com olhos novos.
Antes de chegarem à fé, tinham uma visão distorcida do
mundo, de si mesmos, dos outros e da história. A Boa Nova fê-los darem-se conta
da sua cegueira e da necessidade que tinham de ser curados.
Quem julga ver, permanece cego, permanece no pecado, como lembra João (9, 41). O Evangelho abre-me os olhos, faz-me tomar consciência de que não vejo. Mas, se tenho a dita de me encontrar com o Senhor, se acreditar n ' Ele e invocar a sua misericórdia para a minha cegueira, recebo d ' Ele o dom da vista. É a fé que me abre os olhos, e é a misericórdia de Cristo, isto é, o movimento do seu coração em direcção aos miseráveis, que O leva a fazer o milagre. A liturgia de hoje mostra-nos a relação entre olhos e coração.
Quem julga ver, permanece cego, permanece no pecado, como lembra João (9, 41). O Evangelho abre-me os olhos, faz-me tomar consciência de que não vejo. Mas, se tenho a dita de me encontrar com o Senhor, se acreditar n ' Ele e invocar a sua misericórdia para a minha cegueira, recebo d ' Ele o dom da vista. É a fé que me abre os olhos, e é a misericórdia de Cristo, isto é, o movimento do seu coração em direcção aos miseráveis, que O leva a fazer o milagre. A liturgia de hoje mostra-nos a relação entre olhos e coração.
Quando chego à fé, começo a ver, inicialmente de modo
algo confuso, mas, depois, cada vez mais claramente, a acção do Senhor na minha
história e na dos meus irmãos e irmãs. A fé faz-se descobrir os sinais
luminosos das visitas de Deus à minha vida, em todos os seus momentos, mesmo
naqueles em que, à primeira vista, só vejo trevas e marcas negativas.
Como os cegos do evangelho, vejo-me envolvido na
compaixão de Cristo, acolhido na sua casa, tocado pela sua mão misericordiosa.
Mas o evangelho também me faz ver, de modo diferente os outros e os
acontecimentos, e ensina-me a estimar aquilo que o mundo espontaneamente não
aprecia: os humildes, os pobres, os oprimidos.
Fonte: “dehonianos.org/portal/liturgia”
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