quarta-feira, 30 de setembro de 2015

2º DIA DA VII ASSEMBLEIA DIOCESANA DE PASTORAL


ATA Nº 2 DA VII ASSEMBLEIA DIOCESANA PASTORAL

No dia seguinte, vinte nove de Setembro, iniciamos com a oração das Laudes seguido de missa às 06h30, presidida pelo Bispo Emérito D. Manuel Chuanguira Machado. Logo após o pequeno-almoço retomamos nossas actividades com a leitura da acta e suas observações. Em seguida ouvimos a explanação do Pe. Agostinho Vasconcelos sobre a Revisão da Liturgia. O mesmo tinha como base de reflexão o Missal Romano, o Ordenamento das leituras da missa de 1981 e texto extraído de sua tese de Licenciatura. O primeiro ponto a ser abordado foi o Silêncio, destinado ao recolhimento interior fundamental e oportuno no inicio da própria liturgia, no acto penitencial, depois das leituras e homilia e após a comunhão. As leituras propostas pela liturgia devem ser proclamadas no ambão, e não devem ser substituídas por sermões de padres da igreja, fundadores ou outros textos. O Salmo Responsorial fecha o pensamento da 1ª leitura e pode ser cantado ou rezado. O canto de aclamação ao Evangelho deve ir ao encontro do que fala o próprio. A homilia deve ser preparada cuidadosamente buscando a mensagem central, com carácter quase sacramental, considerando a realidade actual e paroquial, unindo fé e vida, com o tempo máximo de 10 minutos. Apresentou-nos os Aspectos Práticos da liturgia sendo elas: a) Procissões: Que constam de 3, a de Entrada sendo esta a mais solene, onde os ministros, leitores e acólitos dirigem-se ao altar. A procissão do ofertório, também a mais solene, devem ser feita mesmo sem dançarinos, para a entrega do pão e do vinho. A Procissão de saída, mais curta e rápida, não deve seguir a mesma trajectória da entrada. b) DANÇA: a dança litúrgica não é recreativa, mas um movimento do corpo que acompanha a oração de louvor, levando o crente ao louvor perfeito, com delicadeza de ânimo. Não devem ser feitas de frente para trás, como acontecem na apresentação das ofertas e para a comunhão. Durante as danças evite-se voltar costas para o altar e invadir o presbitério. O número dos dançarinos não superem o recomendável de 20 participantes, sendo dez de cada fila, o ideal seriam de 12. Não se admita mulheres grávidas e também mães com bebes a amamentar, para não dispersar a assembleia. Os dançarinos do sexo masculinos, evitem gestos agressivos e teatrais, sobretudo na acção de graças. C) Instrumentos Musicais: Existem para sustentar o canto e não substituir as vozes, podem ser tocados na Quaresma, mas muito moderado. D) Ornamento das Capelas: Depende da criatividade da comunidade. A cruz do altar não pode ser omitida, é necessária uma por trás do altar e fora da igreja para identifica-la, um jarro de flores, e uma vela acesa durante a celebração, quando colocado a Eucaristia deve-se acompanhar com mais uma vela acesa. E) Toalhas Litúrgicas: não usar a toalha do altar para outros fins, não fazermos refeições dentro da igreja, e nem colocarmos bicicletas dentro da mesma. As toalhas usadas para as tecas sejam limpas e se possíveis brancas, as túnicas dos leitores, acólitos, ministros extraordinários sejam decentes e não qualquer só porque são brancas. Com esta ultima reflexão, Pe. Agostinho encerrou sua apresentação sobre a liturgia. D. Francisco Lerma interveio com as seguintes contribuições: Termos cuidado com os extremos, respeitarmos o lugar sagrado, ter critérios nos movimentos na liturgia. A nível da Conferência Episcopal, propõe-se que o acto penitencial seja de joelhos, durante a proclamação do Evangelho os fiéis permaneçam sentados, na apresentação das ofertas a assembleia deve manter-se sentada e se não houver pão e vinho não se faça procissão. O gesto da paz na liturgia está perdendo o seu sentido sacramental, cumprimentar-se apenas quem está perto, evitando assim as deslocações. O bispo exortou aos participantes que estas mudanças devem ser lentas, ensinadas com cuidado e compreensão. Deste modo encerrou sua intervenção, abrindo espaço para as contribuições dos participantes: Na primeira intervenção falou-se sobre a falta de silêncio na igreja no momento de limpezas e durante cântico de saída; Por vezes, a Profissão de Fé está sendo cantado e dançado, dificultando a percepção do seu sentido, o Credo tem por objectivo dar o assentimento e resposta a palavra de Deus ouvida nas leituras e na homília. (Há orações que por serem cantadas, leva o povo a esquecer a recitação de algumas orações como o Glória, credo e Pai-Nosso); Houve uma má percepção porque as mulheres grávidas e com bebés a amamentar não deveriam estar no grupo dos dançarinos. Explicou-se que a razão real seria de evitar distracções para a assembleia e a própria dançarina; não é uma questão de pecado ou exclusão; Pediu-se esclarecimento sobre quem podia sentar-se ao altar, tornou-se claro que devem estar ao altar presidente da celebração, os ministros extraordinário da eucaristia, leitores e acólitos; Os acólitos devem paramentar-se cinco minutos antes dos padres e no final da missa depois deles; Perguntou-se qual seria o momento ideal para os alaridos, o que respondeu-se que devem serve no acompanhamento do canto e para dar ênfase ao momento da elevação; No momento da comunhão os padres delegam os ministros extraordinários ou diáconos e ficam sentados deixando sua obrigação, mas a orientação é isto seja feito nas celebrações com muitos fiéis. Orientarmos as mamãs a tirarem suas ofertas antes de chegarem no meio da igreja; As ofertas aos padres não devem ser deixadas no altar ou debaixo dele; Os Catequistas, não tem o seu devido valor na comunidade de forma especial nos escrutínios, aparecem o muholi, animador, mamãs conselheiras, e não avaliam apenas recebem os valores. Na última formação de catequistas no Invinha, ouvimos que a avaliação deve ser feita na comunidade e o próprio catequista confirmar o catequizando na lista de presenças, como também as suas faltas. Depois destas intervenções saímos para o lanche às 10h00, retornando às 10h30. O moderador pediu-nos que tivéssemos em mãos o Estatuto do Conselho Pastoral Paroquial para partilha, dúvidas e dificuldades encontrados, iniciamos rectificando algumas observações feitas, mas depois vimos a necessidades de lê-lo na íntegra. Com o decorrer da leitura esclareceu-se que não pode haver Conselho Pastoral sem a presença do pároco ou vigário paroquial, sendo os mesmos a convocar o conselho e não o animador. O CPP deve apresentar ao bispo na visita pastoral o relatório das actividades pastorais e não apenas mensagens. Sugeriu-se que no artigo 5, houvesse um acréscimo, tendo também um represente da Juventude a nível da paróquia e as paróquias que tiverem um número elevado de zonas deve-se escolher um representante geral. Evite-se trocas de conselheiros a cada encontro e guardemos segredo em assuntos particulares relacionados aos crentes de nossas comunidades e paróquias. Foi pedido que seja abordado o tema central da VII Assembleia Diocesana que é a Família, deixarmos os demais temas para os diversos. Foi gratificante ouvir que o estatuto estava bem-vindo e que a constituição dos membros do CPP já é vivenciada em determinada paróquia. Passando a Palavra ao Pe. Agostinho ouvimos as respostas vindas das paróquias a partir do questionário enviado, para a VII Assembleia, assim encerramos o período da manhã. Retomamos às 14h30, ouvindo a ressonância do grupo a partir das respostas vindas de nossas paróquias, com as seguintes abordagens: A ausência do pai na família, deixando a responsabilidade da criação e educação para as mães; Qual a missão dos padrinhos? Os pais deixam seus papéis de primeiros educadores e responsabilizam os professores e a igreja. Depois das devidas partilhas, fomos aos grupos com as seguintes questões a serem debatidas: 1. Que iniciativas concretas a promover para fortalecer a fé e a unidade nas famílias cristãs? 2. Quais são os momentos mais favoráveis na vida de um casal, que devem ser aproveitados em vista a favorecer uma vida familiar feliz? 3. Qual é a nossa contribuição na educação da família e dos jovens? Às 16h30 prosseguimos com as seguintes respostas dos grupos, 1: Catequese continuada; ir ao encontro das famílias não com palavras cansativas, mas acolhedoras; Retiro para casais por semestres ou acompanhando os tempos litúrgicos; acolhimento dos casais separados; formação com livros adequados; testemunho pessoal; catequese actual apropriada para a sociedade de hoje; seja revitalizado o ministério encarregado da família; Pastoral da Família composta de 10 casais; formações para valorização da família; acompanhamento da família nos momentos de dificuldade; criar grupos de visitas as famílias com a ajuda dos movimentos existentes na paroquia; dialogo aberto; Formação bíblica; confiança; fidelidade; entendimento; celebração dos aniversários de casamento a partir dos 10 anos a nível de comunidade; colaboração mútua entre os casais e co-responsabilidade; partilha das dificuldades entre os dois; interpretar o ambiente familiar à luz da palavra de Deus; troca de experiencias entre os casais; não discriminar as pessoas, nem ex-comungá-las; encontros de orações; acompanhamento dos filhos não deixando a responsabilidade para padrinhos; preparar moral e economicamente. 2: Os padres e as irmãs devem acompanhar as famílias, catequese dos casais acompanhada pelos padres, sentarem juntos no momento de missa, passearem e trabalharem juntos; dia de apresentação dos noivos aos pais e a comunidade; dia da realização de Matrimónio; nascimento do primeiro filho; prepararão do casamento, momentos mais fortes de liturgia; O diálogo nos momentos de lazer, refeições e actividades laborais; retiro de casais, catequese de reconciliação; frequência sacramental; promoção da pastoral da família; vivencia do perdão e alegria; passeios familiares, correcção dos erros, partilha de vivencia diária, aceitar o outro como ele é; disponibilidade para escuta dos problemas existentes na família; rito de iniciação. 3: Exemplo dos pais com acções concretas, bom testemunho de vida, educação cristã, evitar brigar na frente dos filhos; evitar manifestações agressivas; que a catequese dos jovens seja dada por adultos; catequese actualizada, ouvir as motivações dos jovens; dialogo na família, união; as novelas e filmes diminuem o fio de pensamento dos jovens; criar momentos de encontros entre os jovens e os pais; motivá-los para os estudos, renovar os esforços de formação humana e espiritual; aconselhamento familiar; ajuda-los a descobrir e discernir sua vocação; promover formações dos jovens; corrigir sempre sem medo; ficar mais tempo com eles; consenso na correcção; não mimarmos ao excesso as crianças. A partir da exposição das respostas surgiram algumas inquietações que o grupo apresentou como: a relação afectiva e sexual na vida dos casais, o que fazermos com o casal de segunda união? O problema do álcool e das drogas, casamento e gravidez prematuro, ex-comunhões, cristãos polígamos. Percebeu se também que as respostas estavam muito aquém daquilo que vivenciamos em nossas comunidades, questões pertinentes não foram abordadas. Algumas decisões a assembleia sozinha não pode decidir, mas termos mudanças de atitudes frente as proibições, ex-comunhões e exclusão de pessoas. Por conta da falta de pessoal no secretariado as perguntas foram improvisadas, talvez não atingindo as expectativas e necessidades de nossas paróquias. D. Francisco Lerma sugeriu a elaboração de novas perguntas, por parte de um pequeno grupo, buscando através delas eliminar tudo aquilo que não é evangélico. Encerramos portanto as actividades às 17h30.

 

terça-feira, 29 de setembro de 2015

VII ASSEMBLEIA DIOCEANA DE PASTORAL, 28-30 DE sETEMBRO DE 2015


ATA Nº 1 DA VII ASSEMBLEIA DIOCESANA PASTORAL

Aos vinte e oito dias do mês de Setembro de dois e mil e quinze, pelas 15h00 teve lugar a VII Assembleia Diocesana Pastoral, que tem como tema A Família Cristã, no salão do Paço Episcopal da Diocese do Gurué. A sessão começou com uma oração pedindo luzes ao Espírito Santo, para que ele nos auxilie em cada reflexão, partilha e decisão, em vista do crescimento e amadurecimento de nossa Diocese. Em seguida, foram indicados os moderadores, sendo eles Pe. Paulino Nicau (Diocesano) e Pe. Augusto Joao (Deoniano) e como Secretariarias Ir. Henriqueta Savaio (Filha de Nossa Senhora da Visitação) e Ir. Angélica Shirlle (Missionária Capuchinha). Os moderadores tomaram seus lugares e programou-se o horário a seguir, período da manhã: 6h30 – Laudes/Eucaristia, 7h30 – Pequeno Almoço, 8h30 – Início das actividades, 10h00 – intervalo, 10h30 – retorno das actividades, 12h30 – Almoço; período da tarde: 14h30 – Retorno, 16h00 – Intervalo, 16h30 – retorno dos actividades, 18h00 – fim das actividades, 18h30 – vésperas ou missa, 19h30 – jantar; se houver possibilidade após o jantar haverá momento recreativo. Logo após, houve a marcação das presenças por regiões pastorais a saber: Região Norte – 7 padres, 5 irmãs e 20 leigos; Região Centro A – 2 padres, 2 irmãs e 10 leigos; Região Centro B – 10 padres, 4 irmãs e 16 leigos e Região Sul – 4 padres, 1 minorista e 6 leigos. Tendo ainda D. Francisco Martinez Lerma, Bispo da Diocese do Gurue, D. Manuel Chuanguira Machado, Bispo Emérito, Pe. Renato, Provincial dos Sacerdotes do Sagrado Coração de Jesus e o primeiro reitor do Seminário Propedêutico Santo Agostinho – Quelimane Pe. Ezio Toller. O moderador Pe. Paulino convidou D. Francisco Lerma a usar da palavra, o mesmo desejou Boas vindas e relembrou a todos os participantes os três temas nucleares: Eucaristia, Evangelização e Catequese e Formação, e o tema transversal: Sustentabilidade Económica, tratados na VI Assembleia Diocesana. Frisou a responsabilidade de cada cristão, na busca de sairmos da Igreja Piramidal, onde direccionamos todas as decisões ao bispo, padres, animadores… para entrarmos na Igreja Roda, motivada pelo Concílio Vaticano II, tendo o centro Cristo, onde cada membro é chamado a ter uma participação activa. No tema da Sustentabilidade Económica, reforçou que a Igreja somos nós, que não temos uma obrigação imposta de pagar taxas, mas trata-se da partilha, falta-nos catequese sobre este tema. Entre as 26 paróquias e capelanias, somente 08 deram a sua contribuição diocesana, sendo as Capelanias de São kisito, Moagiua e Mugulama, as primeiras a oferta-las. Falou sobre a riqueza da Diocese, um número crescente de cristãos que oscilam entre 22 e 23 mil baptismos por ano, cresceu também o número de comunidades, entrada de 6 novas congregações femininas, frisando que a presença feminina na pastoral é fundamental. Os padres diocesanos, tem o mesmo número desde há 5 anos e só existem 4 seminaristas na teologia. É preciso rever a Pastoral Vocacional da Diocese, que tenha um acompanhamento qualitativo, sério, porque regista-se um abandono por parte dos religiosos depois da emissão dos Votos Perpétuos e por parte dos seminaristas depois da filosofia. Na Visita de Ad Limina, a orientação fundamental é que não haja padres sozinhos, é preferível fechar uma paroquia que deixar um padre sozinho Por isso é necessário uma remodelação, a este respeito o bispo pede aos padres disponibilidade. Falou-se também da Pastoral de Conjunto, de recorrermos as Orientações Diocesanas como bússola, para por em pratica suas decisões. Frisou também sobre a compra de sacramentos, e isso, comprova-se no sacramento do Crisma onde as pessoas não sabem fazer o sinal da cruz e muitos não tem a idade correspondente. Estas situações são encontradas repetidas vezes. Deixou claro que o documento que deve nos orientar nesta assembleia e a Carta Apostólica Evangelii Gaudium (A Alegria do evangelho) e a bula de abertura  do ano da Misericórdia anunciado pelo papa, que terá inicio no dia 08 de Dezembro do ano em curso. O Papa Francisco pede-nos Misericórdia, mas constatamos em nossa diocese muitas proibições e ex-comunhões que são inventadas nas comunidades, não podemos marginalizar as pessoas, mas acolhe-las e acompanha-las. D. Lerma anunciou que o secretariado nos apresentaria o Estatuto do Conselho Pastoral Paroquial, para estudo e debate. Falou que temos 2.000 comunidades, mas apenas 200 assinaturas do Boletim Informativo ETXHEKO/FAMILIA. A partir do próximo ano cada comunidade, deverá ter seu boletim que custa 60,00 mt. Depois destas palavras de nosso pastor, recebemos o respectivo boletim com o Estatuto do Conselho Pastoral Paroquial e saímos para um pequeno intervalo as 17h15. Ao retornarmos nos foram anunciado os grupos dos responsáveis pela animação liturgica por regiões, sendo elas: Vésperas (28/09) Região Norte, Laudes (29/09) Centro A, Vésperas (29/09) Centro B, Laudes (30/09) Região Sul e Missa (30/09) todas as irmãs. Logo em seguida, realizou-se a divisão dos grupos e novamente Dom Francisco retomou a palavra, trazendo presente a revisão e revitalização da Comissão Diocesanas, encorajou os participantes a enfrentar os problemas das Comissões, visto que chegam ao final do ano sem programa nem reuniões. Dessas comissões apenas figura o nome, mas activamente não participam. A primeira comissão a ser revista é o Secretariado da Pastoral constando no mínimo 3 pessoas, 1 padre, 1 irmã e 1 leigo, onde actualmente só está o Pe. Agostinho. A segunda comissão e a Caritas, perdemos projectos a quando o tempo das cheias, pois não estávamos organizamos; Na Comissão de catequese sempre trabalhou sozinho Pe. Renato, foi eleito Superior Provincial ficando assim esta comissão está descoberta e por fim a Comissão Económica. Indicou também a revisão da Liturgia, sobre a unificação a nível nacional. Deixando claro que o centro da liturgia é o altar e não o corredor com as danças, onde os dançarinos entram e saem a cada canto, devem entrar e ficar de forma especial em volta do altar. Uma melhor apresentação deste tema far-se-á amanha dia 29, pelo Pe. Agostinho e recomendou a todos que lêssemos o Estatuto do Conselho Pastoral ate o horário das vésperas. O moderador deu por encerrado a primeira sessão da VII Assembleia Diocesana Pastoral, quando eram 17h45.

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

PRÓXIMA ORDENAÇÃO SACERDOTAL DE XAVIER JAQUISSONE E CARLOS EVARISTO

Os diáconos Carlos Evaristo e Xavier Jaquissone

A Diocese de Gurúè comunica a Ordenação sacerdotal dos Diáconos XAVIER JAQUISSONE e CARLOS EVARISTO a ter lugar no  Domingo 27 de Setembro de 2015, pelas 8.30H, na Sé Catedral de Santo António de Gurúè.

sábado, 19 de setembro de 2015

PROCLAMAS DE ORDENAÇÃO DIACONAL DE JOÃO ERNESTO TARUA


PROCLAMAS DE ORDENAÇÃO DIACONAL DE JOÃO ERNESTO TARUA

O minorista João Tarua, de cócoras ao pé de D. Francisco
É com renovada alegria que a nossa Diocese acolhe o candidato ao DIACONADO  o minorista JOÃO ERNESTO TARUA, filho de Ernesto Tarua e de Maria Machado, natural de Alto Molócuè, nascido aos a 25 de Abril de 1981, baptizado na Paróquia do Sagrado Coração de Jesus de Nauela (Alto Molócuè) e crismado na Paróquia de N. S. do Livramento da Catedral de Quelimane que, depois da formação nos Seminários Propedêutico S. Agostinho de Quelimane, Filosófico S. Agostinho da Matola, e Teológico S. Pio X de Maputo, e de um período suficiente de experiência pastoral na Paróquia de S. Paulo Apóstolo de Naburi, agora pede ao Bispo com firme vontade, livremente e consciente desta decisão, que o admita à ORDEM DOS  DIÁCONOS  no Presbitério da nossa Diocese.

          O Diaconado é assinalado com um carácter particular, tomando parte na missão do Bispo, formando com ele e com todos os padres da Diocese um só presbitério; ele é chamado para servir o Povo de Deus no anúncio da Palavra, no serviço da Caridade, nas celebrações litúrgicas correspondentes ao grau do Diácono, na oração diária da Liturgia das Horas em nome de toda a Igreja e no serviço pastoral às comunidades.

     Peço a todos os diocesanos, especialmente aos que conhecem pessoalmente o candidato, para se pronunciarem em consciência sobre a sua idoneidade  ao Diaconado, manifestando ao Bispo, directamente ou por meio dos Padres, dos Religiosos e Religiosas e demais Agentes de Pastoral, qualquer impedimento que conheçam que obste à válida e lícita ordenação diaconal do minorista João Ernesto Tarua.

É dever de todos os fiéis da Diocese orar pela perseverança deste candidato. Convido todos os fiéis, leigos, religiosos, religiosas e padres para participarem neste acontecimento eclesial através da oração, do conselho e da partilha de bens.

Esta Carta deve ser dada a conhecer a todo o Povo de Deus (comunidades, sedes paroquiais, Casas Religiosas e Seminário Diocesano) reunido em dia de Festa.

“Anunciarão a minha glória às nações” (Is 66,19j

Secretaria da Diocese de Gurúè, 18 de Setembro de 2015

+ Francisco Lerma Martínez

Bispo de Gurúè

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

CARTA DE D. FRANCISCO ANUNCIANDO O JUBILEU DA MISERICÓRDIA


 

CARTA DE D. FRANCISCO ANUNCIANDO O JUBILEU DA MISERICÓRDIA

 

“Jesus Cristo é o rosto da misericórdia do Pai”.

Com estas palavras o Santo Padre, o Papa Francisco enviou um documento a toda a Igreja para proclamar o Jubileu extraordinário da Misericórdia. Este Ano Santo abrir-se-á no dia 8 de Dezembro de 2015, solenidade da Imaculada Conceição; e terminará no dia 20 de Novembro, festividade litúrgica de Jesus Cristo Rei do Universo.

O Papa Francisco convida-nos a fixar o olhar na misericórdia para nos tornarmos nós mesmos sinal eficaz do agir do Pai. Ele quer que este Ano Jubilar seja um tempo favorável para os cristãos se tornarem testemunhas fortes e eficazes da misericórdia de Deus. Desta orientação geral do Papa surgem algumas consequências para a nossa vida.

Em primeiro lugar, devemos viver este Jubileu a nível pessoal e familiar. Os nossos lares são o lugar natural onde, desde a infância até à idade adulta, aprendemos os valores fundamentais do bom relacionamento, do respeito, da aceitação do outro, da compreensão, do perdão e da reconciliação. Esses alicerces familiares hão-de perdurar até ao fim da vida.

Em segundo lugar, viveremos o Jubileu da Misericórdia a nível das pequenas comunidades. É na pequena comunidade onde vivemos diariamente a Fé, a Esperança e o Amor. É na pequena comunidade onde se alargam os limites da família natural abrindo-se á grande família dos baptizados, a Igreja. As nossas pequenas comunidades, a exemplo das primeiras comunidades cristãs, devem ser lugares de união fraterna entre os irmãos, lugares de convivência pacífica, lugares de perdão e de misericórdia, pois o Pai desta família é paciente e “rico em misericórdia” (Ef 2,4). De facto o evangelista Lucas escreve para que “sejamos misericordiosos como o vosso Pai é misericordioso” (Lc 6,36). Somos chamados a tornarmo-nos compassivos e misericordiosos uns para com os outros.

Em terceiro lugar, o Papa convida-nos a sermos misericordiosos para com todos. Somos convidados a testemunhar a misericórdia de Deus no nosso meio, nos nossos lugares de trabalho, nas machambas, na hospitais e centros de saúde, nas escolas, nas repartições oficiais, nas nossas aldeias, nos nossos bairros e nas nossas cidades, isto é em qualquer lugar onde nos encontramos. Vivemos um tempo de muita inquietação, de muito ódio e de muita desconfiança. Devemos abrir o nosso coração àqueles que mais sofrem, aos que não tem voz para reclamarem os seus direitos, aos que sofrem por serem fiéis à sua fé, à verdade, à justiça e à liberdade.

Neste Jubileu convida os cristãos para cuidarem destas feridas e a trata-las com amor e misericórdia. O Papa insiste para que não nos deixemos cair na indiferença. Abramos os nossos corações para ver as misérias dos irmãos e escutemos o seu grito de ajuda. Que eles sintam o calor da nossa presença, da amizade e da fraternidade.

Aprendamos do Pai que é “rico em misericórdia”. (Ef 2,4).

Gurúe, 15 de Setembro, Festa litúrgica de Nossa Senhora. das Dores

Vosso Bispo

+ FRANCISCO

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

xx aniversário da Universidade Católica e Festa de S. Agostinho


XX ANIVERSÁRIO DA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MOÇAMBIQUE  E  FESTA DE S. AGOSTINHO
HOMILIA DE D. FRANCISCO LERMA, BISPO DE GURÚÈ
SANTO AGOSTINHO

Personalidade polifacetada onde todos podemos encontrar uma fonte de inspiração, um modelo de vida, um mestre intelectual, um pastor, um estudioso, um professor, um orador um santo.

É suficiente um olhar sintético à sua biografia para termos uma prova sobre estas afirmações.

1.Agostinho nasce em 354, na cidade de Tagaste, entre o que hoje conhecemos por  Argélia e Tunes.

Educado na estrita tradição cristã pela sua mãe Mónica, à qual ficou profundamente unido toda a su vida não só pelos laços naturais da carne e do sangue, mas sobretudo, pelos laços da comunhão de ideias e de valores e pelos laços da fé.

2.A sua juventude está marcada pelos estudos da retórica e por aquela atitude interior que o acompanhou até ao fim da sua vida, uma profunda inquietação pela procura dos valores absolutos da VERDADE, do AMOR e a BELEZA. Forma parte de todo este caminho e procura da VERDADE as mais variadas leituras de tudo o que encontrava: os clássicos humanistas, os filósofos greco-romanos, a Sagrada Escritura. Aderiu finalmente ao racionalismo e ao materialismo dos Maniqueos, que mais tarde abandonaria, ao encontrar outra VERDADE.

3. Foi Mestre e ensinou nas cidades de Tagaste e de Cartago. Mais tarde, na ánsia de encontrar maiores Verdades e aprofundar os seus conhecimentos viajou a Roma e Milão. Em Milão encontrou o grande Bispo AMBRÒSIO. Guiado por tão ilustre pastor e doutor, retomou a leitura da Sagrada Escritura e, finalmente, abriu-se a Cristo. Foi bapizado na Catderal de mIlão aos 33 anos (387).

4. HIPONA.

Voltando à sua terra natal, é ordenado sacerdote e, mais tarde, Bispo de HIPONA, onde se dedicou totalmente ao ministério da Palavra e à vida monástica.

É Pai, Mestre e Doutor.

-------------

Em AGOSTINHO encontramos uma extraordinária e riquíssima personalidade.

Nele encontramos o homem feio de ossos e de carne, de nervos e de sangue, com um desenvolvimento extraordinário; o pai de família, o homem mundano que procura toda classe de felicidade..

Nele encontramos o homem de estudo e o escritor; o orador e  conselheiro; o poeta, o filósofo e o teólogo; o poeta dos afectos e da verdade, o mestre de vida espiritual; o cristão e o homem consagrado a Deus; o padre, o religiosos, o Bispo, o monge, o fundador de uma ordem monástica.

Ele recebeu os dons mais altos: a inquietação de um jovem, a alavra criadora, a eloquência, o silêncio contemplativo, o dom da reflexão, o dom da oração, a força de fender os valores que professava, a força e a sabedoria de governar, o dom do discernimento.

Não lhe faltou a experiência de filho e de pai; de pecador arrependido e de Bispo rigoroso;  de aluno dedicado e de professor exemplar; de homem mundano e de monge reservado; de pensador e de orador insigne ; e sobretudo de MESTRE DE TOD O OCCIDENTE.

AGOSTINHO procurou a VERDADE por todos os caminhos até a saciedade, até que encontro a fonte da VEDADE E DO AMOR, O PRÒPRIO DEUS,

Com a sua morte (28.08.430, faz 1585 anos) ele nasce definitivamente para a VERDADE TOTAL e O AMOR ABOSUTO  que sempre procurou. Para nós nasceu o mestre, o exemplo e o intercessor.

Nele todos podemos encontrar inspiração para a nossa vida, seja qual for a nossa condição.

                        Gurue, 3 de Setembro 2015

                        + francisco lerma martínez

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

4ª Peregrinação Dicesana a Malua e 75 Anos da Fundação da Paróquia

PEREGRINAÇÃO DIOCESANA AO SANTUÁRIO DE N. S. RAINHA DO MUNDO. MALUA
A imagem de Nª. Sª. que presidiu a Peregrinação

Nos dias 22 e 23 de Agosto do corrente 2015, realizou-se a 4ª Peregrinação Diocesana ao Santuário de N. S. Rainha do Mundo, em Malua, a 12 kms. de Alto Molocué-Sede.
Grupo de jovens peregrinos
Presidida pelo Bispo da Diocese, D. Francisco Lerma, participaram na Peregrinação mais de três mil peregrinos vindos da maior parte das paroquias e capelanias da Diocese, nomeadamente: Molumbo, Lioma, Invinha, Nauela, Muagiua, Muliquela, Gilé, Muiane, Moneia, N. S. de Fátima do Alto Moócuè-Sede; N. S. Rainha da Paz, da Pista Velha; N. S. Rainha dos Mártires, de Muthala e do Seminário Diocesano.
Este ano a celebração comemorou o Ano Jubilar dos 75 anos da criação da Paróquia de N. S. Rainha do Mundo, sede da Peregrinação.
Os mais pequenos animaram a Celebração Litúrgica

Por volta das 15.30H começou a procissão com a imagem de Nossa Senhora. ÀS 18.00h, e após o acolhimento e bênção dos peregrinos, celebrou-se a Eucaristia em honra de Maria, Rainha do Mundo. A seguir, começo a Adoração ao Santíssimo Sacramento por turnos de uma hora, que durou toda a noite até ás 7.00H do dia seguinte, 23 de Agosto.
A multidão de peregrinos encheram por completo o interior do amplo templo de Malua

Às 7.30H. celebrou-se a Eucaristia do XXI Domingo, presidida por D Francisco e pelos Párocos das Paróquias dos peregrinos. A seguir foi o Encerramento da Peregrinação, com a bênção e o Envio dos peregrinos.
O Santuário de Nª Sª Rainha do Mundo. Malua.