segunda-feira, 1 de julho de 2013

CURSO DE FORMAÇÃO DE FORMADORES E DE PROMOTORES VOCACIONAIS




Os participantes no Curso de Formadores com D. Francisco Lerma ao centro
De 24 de Junho a 5 de Julho de 2013, na sua qualidade de Presidente da Comissão Episcopal de Seminários e Vocações, D. Francisco Lerma, Bispo de Gurúè, está a presidir no Centro Catequético Paulo VI do Anchilo (Nampula), o Curso de Formação de Formadores dos Seminários e dos Promotores das Dioceses de Moçambique.

A Equipa de Coordenação está formada pelo Pe. Inácio Lucas, Reitor do Seminário Interdiocesano de Teologia S. Pio X de Maputo, e pelo Pe. Tonito Muananoua, Reitor do Seminário Interdiocesano de Filosofia da Matola.

Eis os temas em estudo programados para o referido Curso e os respectivos orientadores:
1.     O ministério e a vida sacerdotal segundo a Presbiterorum Ordinis, por D. Francisco Lerma, Bispo de Gurúè.

2.    Orientações Pastorais sobre a promoção das vocações, pedo Pe. Rafael baciano Sapato, Vicário Geral da Diocese de Lichinga.

3.    Formação dos futuros sacerdotes a Pastores dabo Vobis, pelo Pe. José Muluta, Chanceler da Arquidiocese de Nampula.

4.    Situação da Pastoral vocacional nas Dioceses de Moçambique, pelos Promotores Vocacionais de cada uma das Dioceses.

5.    O discernimento vocacional e maturidade humana, pela Irmã Felicidade, Missionária da Consolata, Conselheira Provincial.
 
A sala de reuniões durante uma das sessões do Curso

6.    A formação sacerdotal segundo a Optatam Totius, pelo Pe. Tiago Palagi, Director do Centro Catequético Paulo VI do Anchilo.

7.    As Obras Pontifícias Missionárias, pelo Pe. Atanásio Amisse Canira, Vigário Geral da Diocese de Nacala e Director Nacional das Obras Pontifícias Missionárias..

8.    Os Seminários diocesanos em Moçambique, pelo Pe. Inácio Lucas, Reitor do Seminário Interdiocesano de Teologia de S. Pio X de Maputo.

9.    Espiritualidade como caminho no Espírito para ser de Cristo, pelo Pe. Tonito Muananoua, Reitor do Seminário Interdiocesano de Filosofia de S. Agostinho da Matola.

domingo, 30 de junho de 2013

FALECIMENTO DE MONS. JOAQUIM MABUIANGUE


Do Arcebispado de Maputo recebemos a notícia do falecimento de Monsenhor Joaquim António Mabuiangue, grande figura de sacerdote e de cidadão

«Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá» (Jo 11, 25)
                                  
É com profunda tristeza e consternação que a Arquidiocese de Maputo cumpre o doloroso dever de comunicar a Páscoa do Reverendíssimo Monsenhor Joaquim António Mabuiangue, aos 75 anos, ocorrida às 5 horas da manhã do dia 28 do corrente mês, na República da África do Sul, onde se encontrava internado para cuidados médicos, desde o dia 22 Maio.
O Monsenhor exerceu seu sacerdócio durante 48 anos, dedicando-se inteiramente ao serviço da Arquidiocese de Maputo e da Igreja.
Como vínhamos rezando durante o tempo em que ele se encontrava internado, achamos por bem comunicar e convidar a todos os irmãos e irmãs para continuarmos em clima de oração. Por isso, recomendamos que, durante estes dias, nas nossas Paróquias e Comunidades, ofereçamos orações e missas pelo seu descanso eterno na casa do Pai, por quem sempre dedicou a sua vida, como verdadeiro companheiro de Jesus, o Bom Pastor.

Que o Pai das Misericórdias e o Deus de toda consolação o recompense por  toda a sua vida dedicada ao  ministério sacerdotal e à Igreja.

 Secretariado de Coordenação Pastoral
Pe. José Jonasse

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 A Diocese de Gurúè, fiéis, sacerdotes, Bispo Emérito e Bispo Diocesano, unem-se à família enlutada e aos irmãos da Arquidiocese de Maputo nesta hora de dor e rezam pelo eterno descanso do irmão no sacerdócio Mons. Mabuiangue e pela consolação humana e cristã de todos os seus parentes emaigos.
+ Francisco Lerma
 Bispo de Gurúè



quarta-feira, 26 de junho de 2013

CRIAÇÃO DA QUASE PARÓQUIA - CAPELANIA DO BEATO ISODORO BAKANJA EM MUAGIUA

O Bispo explica aos cristãos o significado da criação da Capelania Bto. Isidoro Bakanja

o  Domingo 23.06.2013, D. Francisco Lerma, Bispo de Gurúè, presidiu à criação e inauguração da  Capelania (Quase-Paróquia) do Beato Isidoro Bakanja no Gurúè.

A sede da nova Capelania localiza-se na Estrada Gurúè - Namarrói, sede do Posto Administrativo de Muagiua.

A referida Capelania compreende 38 comunidades  organizadas em 7 Zonas Pastorais:
Ethokole, Namikopo, Muagiua, Munyete, Namacala, Marora e Luni.

A Capelani fica sob os cuidados pastorais da Equipa Formadora do Seminário Diocesano S.José. O Reitor do seminário, o Pe. Rito Alberto é o Capelão da mesma.

terça-feira, 25 de junho de 2013

A IGREJA CATÓLICA DEFENDE O DIALOGO DIRECTO AO MAIS ALTO NÍVEL

A Igreja Católica em Moçambique defende que o actual modelo de negociações entre o Governo e a Renamo não é eficaz. O bispo auxiliar em Maputo, João Nunes, diz que as negociações devem ser lideradas pelos presidentes da República, Armando Guebuza, e da Renamo, Afonso Dhlakama. 
 
O bispo auxiliar da Igreja Católica em Maputo, João Nunes, diz que as actuais equipas de negociações por parte do Governo e da Renamo não são capazes de desbloquear a tensão que se vive, actualmente, no país. 
 
“Pela importância e urgência da situação, somos apologistas de que, mais do que utilizar delegações, seria importante que o diálogo fosse ao nível mais alto, ou seja, os dois protagonistas, sua excelência Presidente da República de Moçambique e Dhlakama que se encontrassem efectivamente. Acho que seria um gesto importante porque algumas questões iriam se suprir e ultrapassar”, sugeriu.
 
João Nunes considera que o que está a ser feito no país não é negociação, porque as delegações criadas têm ainda problemas de concertação e sabem apenas representar, sendo que levam muito tempo para tomarem decisões.
 
A Igreja Católica apela aos partidos políticos para que actuem pelo bem comum e não pelos interesses políticos. “Apelamos ao bom senso entre as partes. Dialoguem verdadeiramente, busquem consensos e procurem aquilo que une o povo. Tenham em conta, no diálogo, todo Moçambique, não olhem só as suas fracções. Parece-nos que cada um está a preocupar-se com o seu partido”, disse o bispo auxiliar em Maputo, João Nunes.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

COMUNHÃO ENTRE AS IGREJAS: VISITA DO BISPO DE CESENA - SARSINA


Ir. Cristina Júlio, D. Douglas Regattieri, D. Francisco Lerma e o Abade Orfeo, na Casa Diocesana


Entre os dias 15 a 18 deste mês de Junho, o Bispo da Diocese de Cesena – Sarsina (Itália), D. Douglas Regattieri, visitou a nossa Diocese. Foi hóspede dos Monges da “Pequena Família da Ressurreição”, fundada em 1990 na referida Diocese.

No dia 16.06, presidiu a Eucaristia no Mosteiro do Monte Rurupi, no Alto Molócue, concelebrada pelo Abade Orfeo Zuzzi, fundador da Pequena Família da Ressurreição”, pelo Pe. Andrea Fantini superior do Mosteiro de Rurupi, e pelos Padres das Paróquias do Alto Molócue.

Na Segunda Feira foi até o Gurúè, acompanhado pelo Abade Orfeo Zuzzi e pelo Irmão Pedro Gualtieri, ficando hóspede de D. Francisco. No jantar de confraternização também participou D. Manuel Machado Chuanguira, Bispo emérito, o Pe. Luciano Cominotti, Administrador Diocesano e a Irmã regina Benjamim, superiora das Irmãs Filhas de N. S. da Visitação.
 
O Ir. Paolo, D. Douglas, D. Francisco,e o Abade Orfeo na Capela de S. Antonio, no Gurúè.
Na manhã do dia 17.06, concelebrou a Eucaristia com D. Francisco e manteve um encontro de trabalho sobre a cooperação entre as duas Igrejas irmãs; visitou a Capela de Santo António, a Catedral, as obras da Casa de Acolhimento, as instalações da Escola Secundária, em processo de devolução para a futura sede de um Centro da Universidade Católica e o Seminário Diocesano S. José.

No mesmo dia, já na parte da tarde, visitou a paróquia de N. S. de Lurdes de Mulevala e a Capelania de Muhogole.

D. Douglas Regattieri deixou a nossa Diocese, de regresso à Itália, no dia 18.06.

Destas páginas a nossa Diocese agradece esta vista do Pastor da Diocese irmã de Cesena-Sarsina e todo o bem espiritual e material que os seus fiéis e sacerdotes daquela Igreja particular tem partilhado connosco, nomeadamente os Monjes da pequena Familía da Ressurreião, e o Pe. Tarcísio de Giovanni, com o seu zelo missionário, dedicação, devoção mariana e construção da Igreja e da residência missionária da Capelania de Muhogole.

domingo, 16 de junho de 2013

A DIOCESE DE GURÚÈ CELEBRA O SEU PADROEIRO, SANTO ANTÓNIO

É hoje, 16.06.2013, Domingo, que festejámos a Santo António (de Lisboa,de Padua e também de Gurúè).
Uma solene celebração no átrio da Catedral, pois havia tanta gente.impossível de a acolher num edifício construído por mãos humanas.
Depois da Missa: mensagens, cânticos, teatrinhos, danças. E como encerramento, um suculento almoço preparado pela comunidade. Participaram os animadores das comunidades da Paróquia da Sé Catedral das zonas urbana e suburbanas. Um alegre convívio de fraternidade, onde é suficiente um bocado de exima ou arroz, galinha com molho para acompanhar e feijão com muito molho de tomate, cebola, pimento, cenoura e piri-piri. No fim, nunca pode faltar, foi o corte do bolo. D. Francisco, acopanhad por uma menina da Infância Missionária (hoje é o "Dia Africano da Criança ") e uma senhora em representação das mães.
Assim foi a festa do nosso Padroeiro, Santo António.

Homilia de D. Francisco Lerma



1. Santo António e Gurúè.

A pequenina Capela de Santo António, construída  (pelos anos 50, tal vez?) no centro da cidade, essa jóia que chegou até nós como legado da fé, devoção e dedicação de um pequeno grupo de cristão que ali se reuniam para viver os mistérios e os sacramentos da fé.
Mais tarde,  o grupo de cristãos cresceu até se tornar Paróquia de Santo António faz agora 46 anos (12 de Fevereiro de 1967), e construiu a sua Igreja paroquial entre os anos , concluída em 1974, faz.39 anos.
Mais 19 anos torna-se Catedral, com a criação da Diocese de Gurúè em 6 de Dezembro de 1993.
SANTO ANTÓNIO.

2. Os Santos são os nossos antepassados insignes na fé. Não são apenas defuntos. Não. Pelas sua vida, pelo seu testemunho e pela sua morte eles estão junto de Deus como nossos protectores, nossos e intercessores e nossos mediadores. E também são os nossos exemplares de vida que devemos imitar. Pessoas de sangue e ossos como nós, estão perto de nós e nos dizem que é possível ser discípulo de Jesus.

3. Breves traços da sua vida.

Jovem de inteligência aberta  e de coração ardente de zelo, desejando se engajar numa vida totalmente dedicada a Deus e aos irmãos. Sentiu uma forte vocação que o fez entrar logo na vida consagrada, deixando a sua família e a sua terra para se entregar ao anúncio da Palavra de Deus. Primeiro em Portugal e à seguir no Norte de Africa, Itália e na França.

Durante toda a sua vida dedicou-se à pregação itinerante por esses países, até amorte aos 36 anos de idade.

4. O exemplo que nos deixou

- O seu estilo de vida: humilde e pobre, obediente à vontade de Deus, compassivo perante o sofrimento dos outros, homem de fé vivida na simplicidade de cada dia, disponível e incansável.

Com pregador afirmava que a Palavra que se proclama deve ser primeiro escutada; depois meditada e vivida. Só depois é que deve ser ensinada aos outros.

Ele chama-nos a atenção para o essencial da vida para a amizade com Deus e o amor ao próximo, aos mais pobres e necessitados.

A oração. Ele ensinava que tudo depende da oração. É na oração que se atinge a força para as grandes e pequenas tarefas da vida.