quarta-feira, 30 de junho de 2021

SANTA MISSA E BÊNÇÃO DOS PÁLIOS PARA OS NOVOS ARCEBISPOS METROPOLITANOS NA SOLENIDADE DOS SANTOS APÓSTOLOS PEDRO E PAULO HOMILIA DO PAPA FRANCISCO

 

Basílica de S. Pedro
Terça-feira, 29 de junho de 2021


Dois grandes Apóstolos, Apóstolos do Evangelho, e duas colunas angulares da Igreja: Pedro e Paulo. Hoje celebramos a sua festa. Observemos de perto estas duas testemunhas da fé: no centro da sua história, não está a própria destreza; no centro, está o encontro com Cristo que lhes mudou a vida. Fizeram a experiência de um amor que os curou e libertou e, por isso, tornaram-se apóstolos e ministros de libertação para os outros.

Pedro e Paulo são livres unicamente porque foram libertados. Detenhamo-nos neste ponto central.

Pedro, o pescador da Galileia, foi libertado em primeiro lugar da sensação de ser inadequado e da amargura de ter falido, e isso verificou-se graças ao amor incondicional de Jesus. Embora fosse um hábil pescador, várias vezes experimentou, em plena noite, o sabor amargo da derrota por não ter pescado nada (cf. Lc 5, 5; Jo 21, 5) e, perante as redes vazias, sentiu a tentação do desânimo; apesar de forte e impetuoso, muitas vezes se deixou tomar pelo medo (cf. Mt 14, 30); embora fosse um discípulo apaixonado do Senhor, continuou a pensar à maneira do mundo, sem conseguir entender e aceitar o significado da Cruz de Cristo (cf. Mt 16, 22); apesar de dizer-se pronto a dar a vida por Ele, bastou sentir-se suspeitado de ser um dos Seus para se atemorizar chegando a negar o Mestre (cf. Mc 14, 66-72).

Mas Jesus amou-o desinteressadamente e apostou nele. Encorajou-o a não desistir, a lançar novamente as redes ao mar, a caminhar sobre as águas, a olhar com coragem para a sua própria fraqueza, a segui-Lo pelo caminho da Cruz, a dar a vida pelos irmãos, a apascentar as suas ovelhas. Deste modo libertou-o do medo, dos cálculos baseados apenas nas seguranças humanas, das preocupações mundanas, infundindo nele a coragem de arriscar tudo e a alegria de se sentir pescador de homens. Foi precisamente a ele que chamou para confirmar na fé os irmãos (cf. Lc 22, 32). Como ouvimos no Evangelho, deu-lhe as chaves para abrir as portas que levam a encontrar o Senhor e o poder de ligar e desatar: ligar os irmãos a Cristo e desatar os nós e as correntes das suas vidas (cf. Mt 16, 19).

Tudo isto só foi possível, porque antes, como nos dizia a primeira Leitura, Pedro foi libertado. As correntes que o mantêm prisioneiro são quebradas e, tal como aconteceu na noite da libertação dos israelitas da escravidão do Egito, é convidado a levantar-se depressa, colocar o cinto e calçar as sandálias para sair. E o Senhor abre as portas diante dele (cf. At 12, 7-10). É uma nova história de abertura, de libertação, de correntes quebradas, de saída do cárcere que o prende. Pedro faz a experiência da Páscoa: o Senhor libertou-o.


Também o apóstolo Paulo experimentou a libertação por obra de Cristo. Foi libertado da escravidão mais opressiva, a de si mesmo, e de Saulo – nome do primeiro rei de Israel – tornou-se Paulo, que significa «pequeno». Foi libertado também daquele zelo religioso que o tornara fanático na defesa das tradições recebidas (cf. Gal 1, 14) e violento ao perseguir os cristãos. Foi libertado. A observância formal da religião e a defesa implacável da tradição, em vez de o abrir ao amor de Deus e dos irmãos, haviam-no endurecido: era um fundamentalista. Foi disto que Deus o libertou; ao invés, não o poupou a tantas fraquezas e dificuldades que tornaram mais fecunda a sua missão evangelizadora: as canseiras do apostolado, a enfermidade física (cf. Gal 4, 13-14); as violências e perseguições, os naufrágios, a fome e sede, e – segundo as suas próprias palavras – um espinho que o atormentava na carne (cf. 2 Cor 12, 7-10).

Paulo compreendeu assim que «o que há de fraco no mundo é que Deus escolheu para confundir o que é forte» (1 Cor 1, 27), que tudo podemos n’Ele que nos dá força (cf. Flp 4, 13), que nada poderá jamais separar-nos do seu amor (cf. Rm 8, 35-39). Por isso, no final da sua vida, como nos dizia a segunda Leitura, Paulo pode dizer: «o Senhor esteve comigo» e «me livrará de todo o mal» (2 Tm 4, 17.18). Paulo fez a experiência da Páscoa: o Senhor libertou-o.

Queridos irmãos e irmãs, a Igreja olha para estes dois gigantes da fé e vê dois Apóstolos que libertaram a força do Evangelho no mundo, só porque antes foram libertados pelo encontro com Cristo. Ele não os julgou, nem humilhou, mas partilhou de perto e afetuosamente a sua vida, sustentando-os com a sua própria oração e, às vezes, admoestando-os para os impelir à mudança. A Pedro, disse Jesus com ternura: «Eu roguei por ti, para que a tua fé não desapareça» (Lc 22, 32); a Paulo, pergunta: «Saulo, Saulo, porque Me persegues?» (At 9, 4). De igual modo procede Jesus também connosco: assegura-nos a sua proximidade, rezando por nós e intercedendo junto do Pai; e repreende-nos com doçura quando erramos, para podermos encontrar a força de nos levantar novamente e retomar o caminho.

Tocados pelo Senhor, também nós somos libertados. E sempre temos necessidade de ser libertados, porque só uma Igreja liberta é uma Igreja credível. Como Pedro, somos chamados a ser libertos da sensação da derrota face à nossa pesca por vezes malsucedida; a ser libertos do medo que nos paralisa e torna medrosos, fechando-nos nas nossas seguranças e tirando-nos a coragem da profecia. Como Paulo, somos chamados a ser libertos das hipocrisias da exterioridade; libertos da tentação de nos impormos com a força do mundo, e não com a debilidade que deixa espaço a Deus; libertos duma observância religiosa que nos torna rígidos e inflexíveis; libertos de vínculos ambíguos com o poder e do medo de ser incompreendidos e atacados.

Pedro e Paulo oferecem-nos a imagem duma Igreja confiada às nossas mãos, mas conduzida pelo Senhor com fidelidade e ternura – é Ele que conduz a Igreja –; duma Igreja débil, mas forte com a presença de Deus; a imagem duma Igreja libertada que pode oferecer ao mundo aquela libertação que ele, sozinho, não se pode dar a si mesmo: a libertação do pecado, da morte, da resignação, do sentimento da injustiça, da perda da esperança que embrutece a vida das mulheres e dos homens do nosso tempo.

Hoje, nesta celebração e depois, interroguemo-nos: quanta necessidade de libertação têm as nossas cidades, as nossas sociedades, o nosso mundo? Quantas correntes devem ser quebradas e quantas portas trancadas devem ser abertas! Podemos ser colaboradores desta libertação, mas só se, primeiro, nos deixarmos libertar pela novidade de Jesus e caminharmos na liberdade do Espírito Santo.

Hoje os nossos irmãos Arcebispos recebem o Pálio. Este sinal de unidade com Pedro recorda a missão do pastor que dá a vida pelo rebanho. É dando a vida que o Pastor, liberto de si mesmo, se torna instrumento de libertação para os irmãos. Hoje temos connosco a Delegação do Patriarcado Ecuménico, enviada para esta ocasião pelo querido irmão Bartolomeu: a vossa amável presença é um sinal precioso de unidade no caminho de libertação das distâncias que, escandalosamente, dividem os crentes em Cristo. Obrigado pela vossa presença.

Rezamos por vós, pelos Pastores, pela Igreja, por todos nós: para que, libertados por Cristo, possamos ser apóstolos de libertação em todo o mundo.

 Fonte: Vatican.news

 

25 anos de ministério presbiteral do Pe Alberto Ferreira

O Reverendo Pe Alberto Ferreira da Arquidiocese de Nampula, reviveu hoje a alegria dos 25 anos da sua ordenação sacerdotal.

Desde a nossa página, os nossos parabéns, invocando do Alto, copiosas graças e bênçãos no testemunho do seu ministério 

Celebração de Missas de Acção de Graças

 

Em pleno tempo da Pandemia do Covid 19, estando em vigor o Estado de Calamidade pública e, por despacho à Carta exarada por S.E.R. Dom Germano Grachane (o então Bispo Administrador Apostólico da Diocese de Gurúè) ao Ministério da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, foi Sagrado 3º Bispo da Diocese de Gurúè, Dom Inácio Lucas no passado dia 21 de Março do corrente.

O Rito da sua ordenação episcopal, com o despacho ao pedido acima referido, foi equiparado à uma cerimónia de Estado, onde podiam participar apenas 50 pessoas e nem um a mais. Estiveram presentes Bispos e Padres. De Nacala praticamente só vieram dois padres e alguns parentes do Bispo.

Três meses depois à sua ordenação, Dom Inácio Lucas, programou uma série de celebrações eucarísticas, para agradecer a Deus e saudar ao Povo da Diocese de Nacala como Bispo Titular da Diocese de Gurúè.

Para responder ao propósito acima, Dom Inácio começou a sua digressão no dia 23 de Junho, tendo sido acolhido nas Irmãs Carmelitas do Coração de Jesus em Nampula. Este Instituto Religioso, trabalhou no passado, na Paróquia de origem de Dom Inácio – São Mateus de Mirrote. Com as Carmelitas de Nampula, na tarde do dia 23 de Junho, Dom Inácio presidiu a Eucaristia de acção de

Dom Inácio na Missa com a família em Naphaco

graças (Missa Vespertina do Nascimento de São João Baptista).

No dia 24 de Junho, Dom Inácio permaneceu em Nampula, onde foi cumprimentar as Irmãs Combonianas, os Missionários da Consolata e outras individualidades que marcaram a sua história de seminarista, formador e Sacerdote da Diocese de Nacala.

Na manhã do dia 25 de Junho, Dom Lucas na companhia de alguns parentes seus que residem em Nampula, rumou para sua terra de origem mas com uma escala na Ilha de Moçambique. Antes de Namialo, para quem trilha a EN 1, está o Santuário de Meconta, onde trabalha um padre Diocesano que marcou a vida do nosso Bispo. Referimo-nos ao Reverendo Padre José da Cruz Muluta, Pároco e Reitor do supracitado Santuário. Era impossível passar por Meconta sem uma escala. Foi uma feliz ocasião, onde o nosso Bispo reencontrou-se com um dos seus antigos alunos, hoje Diácono Salvador Bernardo, recentemente ordenado. Junto o Santuário, estão as Irmãs de Paz e Misericórdia de Nampula, que não escaparam a atenção de Dom Inácio com uma curta visita de cortesia. Após a visita, Dom Inácio prosseguiu com a viagem até Namialo, na Casa da sua Irmã de sangue.



Com o Pe Cláudio em Alua

Missa em Naphaco



Interior da Fortaleza da Ilha de Moçambique



Na Igreja de Lumbo na Ilha de Moçambique

No Santuário de Meconta

De Namialo, Dom Inácio rumou para Ilha de Moçambique, antes de prosseguir para Mirrote. Escalou por pouco tempo a Vila Municipal de Monapo e seguiu para Ilha. Antes da Ilha, Dom Inácio foi visitar e rezar na Igreja de Lumbo, onde funciona uma grande Escola de Hotelaria e Turismo. Aqui, mais um reencontro com um sacerdote que trabalhou com Dom Inácio… Padre Eugénio Garcia que com o dinamismo que lhe é característico, apresentou em pouco tempo as instalações em reabilitação e requalificação.

Às 12.15 horas, Dom Inácio prosseguiu com a viagem até à Ilha, onde foi acolhido pelo Padre Adérito (Pároco) e o Padre Elias Furiel (vigário paroquial), seus confrades. Foi um momento muito emocionante - o reencontro dos irmãos com o seu irmão Bispo. Após o convívio de recepção, Dom Inácio visitou a Fortaleza, um monumento histórico que remonta ao século XV.

Às 18.00 horas, Dom Inácio presidiu a Eucaristia na Paróquia de Nossa Senhora da Puríssima, da Ilha de Moçambique e às 19.30, com os Padres da Paróquia, participou num convívio de confraternização na residência das Irmãs Franciscanas da Puríssima, presentes na Ilha de Moçambique.

Sábado - 26.06.2021

Às 06.30 horas, Dom Inácio foi presidir a Eucaristia na Casa das Irmãs Franciscanas da Puríssima. Logo no início, Dom Inácio disse dedicaria a Missa às intenções das Irmãs Franciscanas da Puríssima

Às 09.00 horas, Dom Inácio rumou para Mirrote, tendo escalado Namialo, Nacarôa, Alua, Namapa, Mirrote e Naphaco, sua terra natal onde chegou por volta das 21.45 horas.


Domingo - 27.06.2021

Às 06 horas, Dom Inácio foi visitar e rezar na Campa da sua mãe, acompanhando pelos parentes. Logo depois, saudou os familiares e vizinhos e às 15.00 horas, presidiu a Eucaristia concelebrada pelo Padre Raimundo Mário Ramane e Pe Tonito Muananoua.

Na residência da irmã mais velha do Bispo em Naphaco

Segunda feira, 28.06.2021

Dom Inácio presidiu a Missa de acção de graças na Comunidade de Nossa Senhora de Fátima de Naphaco às 09.00 horas - sua comunidade de origem. A Missa contou com a concelebração do Pe Raimundo Mário Ramane, Pe Benjamim dos Missionários Combonianos e o Pe Tonito Muananoua. Na Missa estiveram presentes as Irmãs Amélia das Carmelitas e Mariza Féliz Anduaze das Filhas de Nossa Senhora da Visitação. Visivelmente emocionado, entre os seus coetâneos, Dom Inácio presidiu a Eucaristia. Na homilia, após a auto-apresentação, falou e apresentou ao seu povo, as insígnias episcopais que ele recebeu a quando a sua ordenação sacerdotal.

Terça-feira, 29.06.2021

A zona de Naphaco, pertence juridicamente ao Posto Administrativo de Namirrôa, que não ficou indiferente a presença do Bispo Dom Inácio. Assim, às 10.00 horas do dia 29 de Junho, Solenidade de São Pedro e São Paulo e dia de oração pelo Papa,  Dom Inácio foi acolhido em Namirrôa e presidiu a Eucaristia na presença das autoridades civis. No fim da celebração, Dom Inácio seguiu para a sede da Paróquia de São Mateus de Mirrote, onde pernoitou.

Quarta-feira, 30.06.2021

Neste dia, Dom Inácio presidiu a Eucaristia na Paróquia de São Mateus de Mirrote, onde foi ordenado sacerdote em 1998. A Missa teve início às 10.30 horas e contou com a presença dos Reverendos Padres: Cláudio Comanduci, Raimundo Ramane, Nelinho Agostinho, António Gasolina, Tonito Muananoua, Joaquim (dos Passionistas), Pe Benjamim e Pe Nzoli, estes últimos Combonianos eo Diácono Santos Firmino.

Na sua homilia, Dom Inácio saudou os presentes, falou e explicou o significado das insígnias episcopais e pediu aos presentes que rezassem por ele. No fim da Missa, acompanhado pelos sacerdotes e fiéis presentes na celebração, Dom Inácio foi rezar junto da campa do Padre António Mateus, que foi o fundador da Missão de Mirrote e muito admirado pelos que o conheceram em vida e não só.

No fim, Dom Inácio participou num copo de água e às 16.00 horas, seguiu para Namapa, onde foi acolhido na Comunidade dos Missionários Combonianos que trabalham na Paróquia de Namapa e Mirrote

segunda-feira, 21 de junho de 2021

INTERVENÇÃO POR OCASIÃO DOS 25 ANOS DE ORDENAÇÃO SACERDOTAL DOS PADRES FRANCISCO CUNLELA E DANIEL ALEXANDRE RAUL

 

Excelência Reverendíssima Dom Inácio Lucas, Bispo da Diocese de Guruè,

(Excelentíssimo e Revmo Senhor Dom Manuel Chuanguira Machado,

Bispo Émerito da Diocese de Guruè),

Excelentíssimo Senhor Secretario Permanente do Governo do Distrito do Guruè, em representação de Sua Excelentíssima Senhora Administradora,

Excelentíssima Senhora Administradora do Distrito do Ile,

Excelentíssimo Senhor Presidente do Conselho Autárquico da Cidade de Guruè,

Reverendos Padres, Religiosos e Religiosas,

Prezados familiares e amigos dos padres jubilares,

Caríssimos irmãos e irmãs em Cristo,

 

Como sabemos, todas as celebrações eucarísticas são por definição, ocasião ímpar de acções de graças, a celebração deste dia 20 de Junho, Décimo segundo Domingo Comum B, ficará para sempre memorável nos nossos corações, nós os padres que celebramos o jubileu, de todo o Povo de Deus que está no Guruè, dos nossos familiares, amigos e benfeitores porquanto com ela O Bom Deus mostra, parafraseando S. Paulo, que “aqueles que Ele escolheu também os sustenta no seu caminhar” em prol desta Igreja diocesana e de toda a Igreja católica espalhada em toda a face da terra.

Neste mar de emoções que nos invadem, dirigimos as nossas acções de graças, em primeiro lugar a Deus Pai, Criador, Dispensador de todos os bens, o qual em Jesus Cristo, nos chamou para o seu discipulado e nos sustentou e nos sustenta.

Dirigimos, em segundo lugar o nosso reconhecimento ao nosso Bispo, Dom Inácio Lucas que, logo que tomou posse muito nos incentivou, e até explicou em várias ocasiões a necessidade desta celebração não de forma privada mas com a presença de todo o Povo de Deus. Muito obrigado Senhor Bispo!

Agradecemos de coração os nossos familiares, amigos e benfeitores, alguns dos quais percorreram longas distâncias, para se fazerem presentes neste dia de alegria e acções de graças. Aliás têm estado, sempre connosco, nas alegrias e nas provações que a vida nos coloca a frente.

Dirigimos agora a nossa vénia aos Bispos Dom Manuel Chuanguira Machado (1994-2009) e Dom Francisco Lerma Martínez (2010-2019), os quais se entregaram de alma e coração ao serviço de Deus, no meio deste povo, selando a sua missão pastoral com a ablação das suas vidas; Os quais aliás muito trabalharam para que hoje fossemos sacerdotes desta Igreja. Recordar que Dom Manuel Chuanguira Machado foi nosso Reitor nos Seminário Bom Pastor da Beira, nos primeiros passos da nossa vocação. A nossa gratidão estende-se ao saudoso Bispo Dom Bernardo, graças ao qual tivemos a primeira centelha vocacional, quando ainda pertencíamos, como seminaristas, a Diocese de Quelimane.

Agradecemos ainda ao Sr. Dom Germano Grachane que assumiu as rédeas da nossa Diocese no interregno entre o perecimento de Lerma e a nomeação do Dom Inácio Lucas.

Agradecimento especial aos nossos confrades, padres diocesanos, religiosos e religiosas, irmãos na trincheira e “companheiros de armas”, para usarmos uma expressão paulina, muitos ainda vivos e outros, já nas mãos de Deus: citamos aqui os já falecidos: Padre Tarcísio Álvaro e Diácono Rosário Xavier Iacaca (companheiros na caminhada), P. José Verde, Domingos da Cruz Agostinho; Inácio dos Santos, Xadreque Gomes Daniel e Miguel Namacalima; Recordamos igualmente os nossos mestres na pastoral já falecidos (P. Onório Matti e José Zannetti, bem como P. Tarcisio De Giovanni (pelo testemunho da caridade pastoral).

Agradecimento aos leigos (papás, mamãs, jovens e crianças) pela oração e suporte…

Agradecimento às autoridades, colegas em diversas frentes, com os quais colaboramos no campo da multiforme promoção humana…

Agradecimentos aos irmãos anónimos…que só Deus conhece e sabe quanto rezam e se sacrificam para mantenhamos firme a luz da vocação…

Sob a Poderosa intercessão da Bem Aventurada Virgem Maria e de Santo António nosso Padroeiro, o Senhor nos conceda a graça de sermos perseverantes ao serviço do Reino e em favor da Sua Igreja.

23º Aniversário da Ordenação sacerdotal e 3º mês da Ordenação episcopal de Dom Inácio Lucas

 

Na manhã de hoje, 21 de Junho de 2021, na memória litúrgica de São Luíz Gonzaga, Dom Inácio Lucas celebrou na Capela privada do Paço episcopal, uma missa de acção de graças pelos 23 anos do seu ministério sacerdotal. A missa foi concelebrada por 5 sacerdotes e contou com a assistência de 2 Diáconos. Estiveram presentes na celebração, algumas religiosas e parentes do Reverendo Padre Daniel Raúl, que participaram na efeméride de ontem.

Logo no início, Dom Inácio disse que ia dedicar a Missa para todas as pessoas que fazem parte da história da sua vocação, mormente os seus pais que estão na glória.


Em sua homilia, Dom Inácio partindo da Palavra de Deus proposta para o dia, falou de Abraão como exemplo de Homem de fé, capaz de vencer as suas comodidades para ir à uma terra desconhecida. Papa Francisco, sublinhou o Bispo, insiste no seu pontificado sobre a necessidade de sermos uma Igreja em saída. Partindo do Evangelho, Dom Inácio vincou que a correcção fraterna é indispensável na vida de cada comunidade, porém é necessário primar por uma correcção construtivas.

Durante a homilia, Dom Inácio partilhou um pouco a sua experiência de presbítero, ao revelar aos presentes que a sua ordenação foi muito concorrida. Fez uma promessa de não chorar durante o rito da ordenação, mas logo depois, experimentou situações pastorais que o levaram a chorar. Dom Inácio terminou a sua homilia, vincando aos presentes que eles eram a sua nova família.

No fim da Missa, as Irmãs que trabalham no Paço episcopal, ofereceram um Bolo que foi cortado no Salão do Centro pastoral.





Homilia de S.E.R. Dom Inácio Lucas, na Festa dos 25 anos da Ordenação sacerdotal do Padre Daniel Alexandre Raúl e Padre Francisco Cunlela

 

Rev.do P. Francisco Cunlela e Rev.do P. Daniel Alexande Raúl

Caros sacerdotes; Irmãs e irmãos missionários

Dig.mo presidente do Municipio de Gurúè

Excelentíssimas autoridades e membros do governo do distrito de Gurúè

Caros fiéis e amigos

 

A narração da tempestade acalmada por intervenção de Jesus domina a liturgia da Palavra deste XII domingo do tempo comum. Enquanto Jesus dorme à popa, os discípulos estão com medo da tempestade. «Mestre, não te importas que pereçamos»? Os discípulos clamam e estranham a atitude de Jesus; os discípulos estão com medo de morte. O sono de Jesus é consequência de um dia de fadiga, mas também exprime a sua serena confiança ou fé em Deus. Ter Jesus na barca não significa estar certos de que tudo andará melhor, sem tempestade (aliás receber o baptismo, o matrimónio e outros sacramentos não vacina), mas significa estar convencido que tudo está andando para o melhor no meio da tempestade. Não se chega ao bom porto sem tempestade. Trata-se de perder pouco a pouco as tentações de ensinar a Deus o seu mistério ou de impô-lo modos de intervenção com os nossos esquemas. É preciso ter fé não só porque Deus «vigia», mas confiar também em Deus que «dorme».

Jesus enfrenta a força da tempestade do mar consciente da sua divina autoridade. Diz: «cala-te e está quieto». O mar é considerado como o recipiente das forças do mal, o lugar onde vivem as forças do demónio. O gesto de Jesus indica que a força de Deus é que manda o mar e expulsa as forças do inferno.

Ás vezes, as forças do mal impedem de todas as maneiras o anúncio e a difusão do evangelho. Mas, a evangelização é transportadora de uma força que, embora pareça fraca (sono de Jesus) pode ultrapassar todas as forças hostis. No fim não seja o caso em os discípulos estejam a dormir, enquanto Jesus está a vigiar e a lutar vitoriosamente.

A barca que atravessa o mar na tempestade é uma linda imagem da Igreja. A Igreja goza sempre da presença de Jesus, ainda que pareça que Ele está a dormir e, às vezes, ausente. Os discípulos sabem que Ele está com eles na barca. A Igreja no mundo está e estará sempre investida de ventos contrários, e sempre corre o perigo que as ondas do mar a encham de confusão, que as mentalidades e os costumes do mundo entrem nela para correr o mesmo perigo das ondas quer para quem está dentro como para quem esta fora (lutas e indirectas, calunias internas e externas).

Tu estás convencido de que Jesus não vê e não sente os ventos contrários à sua igreja? Te parece que não se importa da sorte da barca na qual Jesus está repousando? Jesus continua a ter confiança no Pai, que sabe e vê tudo e prove as necessidades de seus filhos com a sua força. Quando se abate a tempestade da prova, dor, mal, crise da fé, medo pelo presente ou pelo futuro, lembra-te do sono de Jesus na barca. Por favor, não acordá-lo, mas mete-te a repousar a seu lado com fé e confiança.

Concluo dando graças a Deus pelos nossos primeiros sacerdotes diocesanos, P. Daniel Alexandre Raul e P. Francisco Cunlela que completaram vinte e cinco anos de fidelidade à Igreja. Em nome dos fiéis católicos da nossa diocese e em meu nome próprio agradeço-vos todo o bem que fizestes à Igreja de Gurúè. Que Deus vos recompense hoje e sempre. Uma festa jubilar é sempre ocasião para olhar o passado, viver o presente e perspectivar o futuro. Durante os vinte e cinco anos de sacerdócio combateram o bom combate e guardaram a fé. Que esta etapa seja vivida para a renovação (interna) da nossa fraternidade sacerdotal e caridade pastoral. Que Maria, Mãe da Igreja interceda por nós, S. José seja nosso exemplo de humildade e Santo António, padroeiro na diocese, nos proteja hoje e sempre. Amén.

 

Comunicações de S.E.R. Dom Inácio no fim da celebração eucarística

ü  IV ANP – é para reflectir sobre a Igreja Católica em Moçambique: ontem, hoje e amanhã. 1ª fase na Diocese (comunidade, centro, paróquia e diocese); 2ª fase na província eclesiástica (Nampula, Pemba, Lichinga, Nacala e Gurúè); 3ª fase nacional (Nampula, assembleia nacional);

ü  Seminário de S. José de Invinha não tem padre para acompanhamento espiritual dos seminaristas. Rezei e conversei longamente com o P. Gonçalves Niviremo, até agora pároco de S. José de Lioma, para a partir de hoje assumir o serviço de director espiritual residente no Seminário.

ü  Para a paróquia de S. José de Lioma pedi obediência ao P. Agostinho Martinho Vasconcelos que, estando em Lioma irá acumular a cura da paróquia e serviços de director do secretariado de pastoral.

ü  Aos restantes padres diocesanos desejo-vos bom trabalho e peço as vossas orações. Cada um de vós há-de receber a obediência para novas responsabilidades na diocese e nas paróquias. As indiferenças são maus sinais e obstáculos que ofuscam e sujam dentro e fora a nossa diocese.

 

De vosso,

+ Inácio Lucas

Bispo de Gurúè

domingo, 20 de junho de 2021

Missa de acção de graças


 Às 09 horas do dia 20 de Junho, Sua Excelência Reverendíssima Dom Inácio Lucas, presidiu uma celebração eucarística por ocasião da celebração das Bodas de prata de ordenação sacerdotal dos dois primeiros Padres diocesanos da nossa Diocese: Pe Daniel Alexandre Raúl e Pe Francisco Cunlela.

A Missa contou com a participação de 16 padres Diocesanos, 4 Diáconos e uma boa representação de religiosos(as) da nossa Diocese.

Após a homilia, os dois festejados fizeram a renovação das promessas sacerdotais. Depois, a missa seguiu o seu curso normal.

Quase no fim houve sete intervenções, a saber: da Paroquia da Imaculada Conceição de Invinha, onde trabalham os festejados, de um membro da família dos festejados, do Clero Diocesano e da Diocese, do Governo do Distrito de Gurúè na pessoa do Secretário Permanente, do Administrador do Distrito do Ile, dos próprios festejados e por fim do Senhor Bispo.

Após a Missa, teve lugar um almoço de confraternização, oferecido na Casa Família.