domingo, 18 de maio de 2014

3ª PEREGRINAÇÃO DIOCESANA AO SANTUÁRIO DE N. S. DE FÁTIMA DE MULIQUELA


Dos dias 17 e 18 de Maio de 2014, realizou-se a III Peregrinação Diocesana ao Santuário de Nª Sª de Fátima de Muliquela (Ile), na Diocese de Gurúè.

Participaram mais de dois mil peregrinos vindos das várias Paróquias da Diocese, acompanhados pelos  respectivos Párocos, as Religiosas das Congregações presentes na Diocese e os Seminaristas do Seminário Diocesano de S. José.  A peregrinação foi presidida por D. Francisco Lerma, Bispo de Gurúè, acompanhado por D. Manuel Chuanguira, Bispo Emérito.

Também estiveram presentes a  autoridades civis dos Distritos de Ile e de Gurúè, estiveram presentes ao mais alto nível.

Os peregrinos acompanharam o andor com a imagem de Nª Sª de Fátima, desde o lugar da concentração até ao Santuário de Muliquela, numa distância aproximadamente de 2,5 km. rezando sob a intercessão de Nª Sª a pelas intenções das famílias, da Diocese, da Igreja e de todo o Pais, num ambiente de alta espiritualidade. Meditaram-se  e rezaram-se os Mistérios do Santo Rosário de forma solene.

Já no interior da Igreja, houve a 1ª Celebração da Eucaristia da Festa de Nossa Senhora de Fátima, seguida da Adoração Nocturna ao Santíssimo Sacramento, durante toda a note até às primeiras horas do Domingo.

No dia seguinte, 18.05.14, às 8.00H celebrou-se a Missa do Encerramento com a Liturgia do 5ª Domingo da Páscoa.

HOMILIA DE DO. FRANCISCO NA 1ª MISSA DA PEREGRINAÇÃO EM HONRA DE NOSSA SENHORA

MARIA MÃE DA IGREJA

De muitos lugares, paróquias e comunidades viemos a esta lugar sagrado, a primeira Missão da nossa Diocese, que os primeiros missionários quiseram dedicar à nossa Mãe, Maria Santíssima sob a invocação de Nossa Senhora de Fátima.

Vemos para venerar o seu coração maternal e compassivo.

Devemos considerar duas verdades mito importantes para a renovação da vida crista de cada um de nós e das nossa comunidades:

Primeira verdade

A primeira verdade é esta:  MARIA É MÃE DA IGREJA, não só por ser Mãe de Jesus Cristo e sua intima colaboradora na salvação de todas as pessoas, mas também porque resplnadece como ADMIRÁVEL MODELO DE FÉ.

Depois de ter participado intimamente na vida do Seu Fliho, no seu sofrimento e morte, ficando fiel ao pé da cru. Jesus a proclamou Mãe do discípulo João e de  toda a humanidade. Ela continua agora no Céu a desempenhar a sua maternidade sobre todos nós, sobre todas as nossa comunidades e actividades. Ela é verdadeiramente Mãe da Igreja.

Ela coopera antes de tudo, pela sua oração incessante. Ela, de facto, não esquece nenhum dos seus filhos qe caminham neste mundo. Ela vêe-nos e conhecendo as nossas necessidades ela ele junto de Deus nossa Advogada, nossa auxiliadora, nosso Amparo e nossa consolação.

No entanto, a cooperação de Maria, Mãe da Igreja, ela exerce outra influência importantíssima, a do exemplo: pois as palavras movem, mas o exemplo arrastra. Assim o exemplo de Maria leva-nos a imitação e ao seguimento do Seu Filho, Jesus Cristo.

Mas a sua oração e o seu exemplo, deixariam de ter efeito se a tudo isso não correspondesse a nossa vontade, o nosso SIM.

Segunda verdade

É por dever de todos nós, de todos os cristãos imitar os exemplos de bondade que ela nos deixou. È  esta a segunda verdade que devemos considerar.

É em Maria que nós, os cristãos, podemos admirar o exemplo de vida cristã, na vida de cada dia, no relacionamento  nas nossa famílis, na educação dos nossos filhos, na atenção às necessidades dos mais necessitados, na procura da paz e bom entendimento entre as pessoas, na resolução dos conflitos, no aor ao próximo, na dedicação no trabalho de cada dia.

A mensagem que deve chegar a cada um de nós, hoje: a oração silenciosa no interior dos nossos corações, oração confiante, filial, obediente com Deus nosso Pai; à prática de uma vida simples, a dedicação ao trabalho, a fazer o bem  bem- feito, ao cumprimentos dos nossos deveres ai onde Deus nos colocou., bem como à fidelidade à vontade de Deus, ao cumprimentos dos seus mandamentos e à conversão dos nossos corações arrependidos.

Comemoramos este ano 74 anos da fundação desta Paróquia. O Próximo ano será o ano das celebrações jubilares : 75 ANOS DA FUNDAÇÃO. Teremos que festeja-lo com coração agradecido. Deveremos consagrar a nossa Diocese ao Coração Imaculado de Maria de uma maneira solene. Nos devemos preparar a esta nobilíssima celebração com uma vida cada vez mais conforme à vontade divina, em espírito de serviço filial e de imitação da vida da nossa Mãe querida.

 

MARIA MAI A EKEREJA       

Amai a Yesu ti Maria, othanliwe ti Muluku wi akhale mai a Mwanawe. Maria ti amihutho.

Muthyayana a mmawani ahi wa Yesu: “Oreriwa ti muthiyana oyanre ni owamwinhe”

Nto Owo àmwakula:

“Oreriwa t’ale anawiriyana masau a Muluku ni anakaphelela” (Lc 11,28).

Hiha Yesus onnanlèliha winnuwa wa Maria, amuthònyaka yowo ntoko muthiana ni mai, òlipa n òroromeleya nihiku ti nihiku, owenrye wemererya ni wivaha ni murima awe wothene, wa Muluku ni w’asinna.

Wopatxerani wa Eklesia, Eklesia epatxeraka wetxa mukwaka aya n’wemereryani, wemererya opatxenrye o Yerusalemu, ni Pentekoste.

Maria ari ni yawo othene yàri miropo a nloko nsyani na Israeli.

Maria àri veri vaya ntoko namna òsuwanyeyasa a ntikinelo na Kristu.

Nave Eklesia yànapatxhanyerya mavekelo vamoha ni Maria navetho elukuluku-ene yeyo Eklesia yanamupuwelela Maria mukamamani mwa Nsu nisenre mutxhu ti wi Yesu Krstu.

Nave yakhala hiha mahiku othene.

Opakiwaka  Muthukumano wo Vatikano II, Papa Paulo VI alotxa ni ntxitximiho ntokoto ii: “Maria ti Mayi a Ekereja”, ti wi Mai a nloko nothene n’akristu, òroromela ni amukukhuli.

Nihano ninnemererya wi Mai Awela a Muluku, Eva a hihano, Mai a Ekereja, wirimu òtitela muteko awe w’okhala Mai a mirapela sa Kristu, akhaviheheryaka oyariwa ni winnuwa mukhalelo wa Muluku mmurimani wa alipa a wopoliwa.

 
 

 

 

 
 
 

 

 
 
    
 



 
 
 
 
 

 

sábado, 19 de abril de 2014

NÃO TEMAIS. NÃO ESTÁ AQUI. RESSUSCITOU COMO TINHA DITO. Homilia de D. Francisco Lerma na Noite Santa da Vigília Pascal

NÃO TEMAIS. NÃO ESTÁ AQUI. RESSUSCITOU COMO TINHA DITO. IDE.
 
1.-Esta celebração é coroação de toda a liturgia cristã, centro do ano litúrgico, a mais antiga, a mais sagrada, a mais rica de todas as celebrações, a mãe de todas as celebrações (S. Agostinho).

2.- Nesta noite, os cristãos reunimo-nos para celebrarmos na esperança e na alegria, o grande acontecimento da salvação, pelo qual Jesus Cristo, depois da sua paixão e morte na Cruz, ressuscitou. Ele está vivo, não ficou no sepulcro, Ele venceu a morte, Ele é o Salvador de todos nós. O Poder do mal foi destruído para sempre. No meio de tanta tristeza e sofrimento do tempo presente, temos a certeza da feliz vitória final. Por isso nós, os cristãos, esperamos contra toda prova, na vitória final em Cristo. Ele é o Senhor da Glória que com o seu poder nos salva de todo o mal. Essa é alegria que nos enche esta noite e que proclamamos a todo o mundo.

3.- Mas a nossa espera na vitória final, não é uma espera estática, passiva, de braços cruzados como se estivéssemos a ver o que é que vai acontecer. Não. Trata-se de uma esperança dinâmica, activa, que nos compromete dia a dia. Trata-se de um movimento contínuo. A Páscoa significa isso mesmo “PASSAGEM”. Como a primeira Pascoa do Povo Israelita, “passagem da escravidão” do Egipto a caminho da terra da promessa. Nós somos esse novo povo de Israel que caminhamos rumo ao futuro, caminhando dia a dia, trabalhando dia a dia, comprometendo-nos dia a dia com a construção de uma sociedade nova, do homem novo, deixando atrás a vida antiga do mal e do pecado, alimentando-nos do fermento novo que nos renova interiormente e nas nossa relações familiares e sociais. Deixemos o fermento do mal, do egoísmo, da soberba, do poder, da violência, da morte, do abuso dos outros para os interesses privados.

4.- A nossa espera é a espera vigilante d’Alguém que vem ao nosso encontro. Como um sentinela, como o servo que espera atento á vinda do seu senhor, a espera do noivo que está para chegar, a espera vigilantes das virgens que esperam com as luzes acesas o esposo que está para chegar. Vigilantes na fé, construindo no amor, esperando no compromisso diário.

5.- Esta PASSAGEM realiza-se em primeiro lugar no Baptismo. Por isso esta noite celebramos especialmente este Sacramento. Ser baptizado é, na verdade, morrer com Cristo, para ressuscitar com Ele. A Água do baptismo é como a água do mar vermelho que traga as forças do mal e liberta o Povo da escravidão; é o sepulcro que onde é deposto o homem velho do pecado e sai o homem novo da graça.

Por isso, desde os tempos mais antigos do cristianismo a Igreja celebra nesta NOITE O Baptismo dos seus novos filhos, os catecúmenos; e leva todos nós, os já baptizados a reviver o próprio baptismo tomando consciência dos nossos compromissos e promessas baptismais.

6.- NAS LEITURAS ENCONTRAMOS ESTES ENSINAMENTOS ESSENCIAIS:

1.       Génesis: nesta leitura descobrimos a dignidade de toda a pessoa, criada a imagem e semelhança de Deus, a igualdade fundamental de todas as pessoas, como filhos e filhas de Deus, o fim de toda discriminação seja qual for o seu fundamento (racial, de género, de condição social ou religiosa.

2.       Nos profetas descobrimos a grandiosa vocação que a todos nos envolve na solidariedade universal graças ao Espírito santo que concede a todos os que o aceitam. E, ao mesmo tempo, lembram-nos estas leituras a força da Palavra de Deus como fonte de vida como uma via para reencontrar a paz, a sabedoria e a vida, que tantas vezes ignoramos ou combatemos com o nosso proceder.

3.       E no fim, os Profetas lembra-nos a diferença entre o agir de Deus e o nosso próprio agir. Deus promete e concede sempre o seu perdão, a sua consolação, a fidelidade à sua Aliança, apesar das nossas infidelidades.

4.       No Novo Testamento (Romanos), o Apóstolo lembra-nos a vida nova do Baptismo. A semente de vida que é semeada na pessoa baptizada, devemos cultiva-la dia a dia, até fazê-las crescer plenamente, até ao encontro definitivo com Deus depois da nossa morte. Neste sentido, os cristãos somos chamados a lutar a batalha, o bom combate da fé, dano testemunho no meio do nosso mundo.

5.       Já no Evangelho, descobrimos a grande alegria das mulheres ao ouvir o anúncio do Anjo: NÃO TEMAIS. NÃO ESTÁ AQUI. RESSUSCITOU COMO TINHA DITO. IDE.

Estas piedosas mulheres são as primeiras missionárias do Evangelho. Desde então todos nos, com a nossa vida e com as nossa palavras, devemos ir ao mundo e anunciar a ressurreição do Senhor. Ele está vido. Ele é o nosso salvador e libertador.

Gurúè, 20.04,2014

Vosso Bispo

Francisco