Com a presença dos Bispos D. Francisco Lerma, Bispo de Gurúè e D. Manuel Chauguira, Bispo emérito da mesma Diocese, os seminaristas, formadores, professores e amigos celebraram com um dia de antecipação, a Festa do seu Padroeiro S. José.
Às 10.00H, celebrou-se a Eucaristia, presidida por D. Francisco e concelebrada por D. Manuel e os Sacerdotes Pe. Américo António, recentemente nomeado Reitor deste Seminário; Pe. Artur Bernardo, Vice - Reitor; Pe. Francisco Matias, Director Espiritual; Pe. ManuelNassuruma, colaborador e professor.
À seguir à celebração da Eucaristia, houve um convívio fraternos entre todos os participantes, animado com músicas y danças a cargo dos seminaristas.
Os alunos deste ano são 26, divididos por três turmas:
1º Ano: 9 seminaristas;
2º Ano: 10 seminaristas;
3º Ano: 7 seminaristas.
Dois dias antes, no passado dia 16 do correntes mês de Março, D. Francisco reuniu-se por separado com os Formadores e Professores e com todos os seminaristas, para um mútuo conhecimento e para traças as orientações que devem nortear a vida do Seminário, segundo a nova "Ratio Formationis": "O Dom da Vocação Presbiteral", preparada pela Congregação Romana do Clero, que vela pelos seminários de toda a Igreja.
Neste documento a Igreja propõe um sério caminho de formação para os candidatos ao sacerdócio ministerial.
O Caminho formativo dos sacerdotes desde os anos de formação do seminário é descrito na referida "Ratio Formationis" partindo de quatro caraterísticas distintivas da formação, apresentada como única, integral, comunitária e missionária.
Dentro desta única formação, distinguem-se duas fases: inicial e permanente.
Por sua vez, a formação inicial está articulada em quatro etapas: propedêutica, dos estudos filosóficos ou do discipulado; dos estudos teológicos ou de configuração; e pastoral ou de síntese vocacional.
No interior desta "Ratio Formationis", encontra-se o "Ordo Studiorum!, que compreende um elenco indicativo das matérias que devem constar no percurso de estudos dos seminaristas, nas suas diversas fases.
Também são apresentadas orientações de vários géneros e normas em sentido próprio.
sábado, 18 de março de 2017
domingo, 12 de março de 2017
D. JOÃO CARLOS HATOA NUNES, NOVO BISPO DE CHIMOIO
É com grande alegria que vos comunicamos que Dom JOÃO CARLOS
HATOA NUNES, nomeado pelo Papa Francisco Bispo da Diocese de Chimoio, tomou
posse da referida Diocese, hoje, 12 de Março de 2017, na solene celebração
Eucarística na Catedral de Chimoio.
Concelebraram na Eucaristia, entre outros Bispos, D. Edgar
Peña Parra, Núncio Apostólico em Moçambique; D. Francisco Chimoio, Arcebispo de
Maputo e presidente da Conferência Episcopal de Moçambique; D. Cláudio dalla Zuanna,
Arcebispo da Beira; D. Inácio Saúre, Bispo de Tete; D. Fernando Lisboa, Bispo
de Pemba.
Destas páginas a Diocese de Gurúè agradece a Deus com
coração cheio de reconhecimento, pelo ministério Episcopal de D. Francisco João
Silota, M. d. Africa, e formulamos os melhores votos para que o Senhor Deus
ilumine com a luz do Seu Espírito Santo a Dom João Carlos Hatoa Nunes, na nova
missão eclesial que a Igreja lhe confia.
sábado, 11 de março de 2017
REFLEXÃO PARA O SEGUNDO DOMINGO DA QAURESMA
REFLEXÃO PARA: 2º Domingo
da Quaresma Ano A
No segundo Domingo da Quaresma, a Palavra de Deus define o caminho que o verdadeiro discípulo deve
seguir: é o caminho da escuta
atenta de Deus e dos seus projectos, da obediência
total e radical aos planos do Pai.
Na primeira leitura (Gen 12,1-4), apresenta-se a figura de Abraão. Abraão é o homem de fé, que vive numa constante escuta de Deus, que sabe ler os seus sinais, que aceita os apelos de Deus e que lhes responde com a obediência total e com a entrega confiada. Nesta perspectiva, ele é o modelo do crente que percebe o projecto de Deus e o segue de todo o coração.
Abraão é o homem que encontra Deus, que está atento aos seus sinais e sabe interpretá-los, que responde aos desafios de Deus com uma obediência total e com uma entrega confiada…
Na primeira leitura (Gen 12,1-4), apresenta-se a figura de Abraão. Abraão é o homem de fé, que vive numa constante escuta de Deus, que sabe ler os seus sinais, que aceita os apelos de Deus e que lhes responde com a obediência total e com a entrega confiada. Nesta perspectiva, ele é o modelo do crente que percebe o projecto de Deus e o segue de todo o coração.
Abraão é o homem que encontra Deus, que está atento aos seus sinais e sabe interpretá-los, que responde aos desafios de Deus com uma obediência total e com uma entrega confiada…
Estou disposto a mudar, a “pôr-me a caminho”
em direcção a essa terra nova da vida plena e autêntica, ou prefiro continuar
prisioneiro dos meus projectos, dos meus medos, dos meus velhos hábitos, das
minhas velhas formas de pensar, de agir e de julgar os outros?
O homem, por sua vez, é convidado a participar
neste projecto, por meio da fé . Estou disposto a colaborar com esse Deus que
tem um plano para o mundo e para os homens e a embarcar com Ele na construção
de um mundo mais feliz?
Na segunda
leitura (2 Tim
1,8b-10), há um apelo aos seguidores de Jesus, no sentido de que sejam, de forma
verdadeira, empenhada e coerente, as testemunhas
do projecto de Deus no mundo. Nada – muito menos o medo, o comodismo e a
instalação – pode distrair o discípulo dessa responsabilidade.
Somos convidados a recordar que Deus
tem um projecto de salvação e de vida plena para os homens, para todos os homens.
É preciso
termos consciência de que nós, os
crentes, somos, aqui e agora, as testemunhas vivas de Deus e do seu projecto
para os homens e para o mundo. Os homens, nossos irmãos, têm de encontrar em
nós – e particularmente naqueles a quem foi confiada a missão de animar e
orientar a comunidade – sinais vivos de Deus, do seu amor, da sua bondade e
ternura, da sua preocupação com os homens.
Não é fácil ser testemunha de Deus e do seu
projecto. O mundo de hoje tende a ignorar os apelos de Deus. No entanto, as
dificuldades não podem ser uma desculpa para nos demitirmos das nossas
responsabilidades e de levarmos a sério a vocação a que Deus nos chama.
Evangelho
(Mt 17,1-9).
A questão fundamental expressa no episódio da
transfiguração está na revelação de Jesus como o Filho amado de Deus, que vai
concretizar o projecto salvador e libertador do Pai em favor dos homens através
do dom da vida, da entrega total de si próprio por amor. Pela transfiguração de
Jesus, Deus demonstra aos crentes de todas as épocas e lugares que uma
existência feita dom não é fracassada – mesmo se termina na cruz. A vida plena
e definitiva espera, no final do caminho, todos aqueles que, como Jesus, forem
capazes de pôr a sua vida ao serviço dos irmãos.
• Na
verdade, os homens do nosso tempo têm alguma
dificuldade em perceber esta lógica… Para muitos dos nossos irmãos, a vida
plena não está no amor levado até às últimas consequências (até ao dom total da
vida), mas sim na preocupação egoísta com os seus interesses pessoais, com
o seu orgulho, com o seu pequeno mundo privado; não está no serviço simples e
humilde em favor dos irmãos
Por vezes somos
tentados pelo desânimo, porque não percebemos o alcance dos esquemas de Deus;
A transfiguração de Jesus grita-nos, do alto daquele monte: não desanimeis, pois a
lógica de Deus não conduz ao fracasso, mas à ressurreição, à vida definitiva, à
felicidade sem fim.
• Os três discípulos, testemunhas da
transfiguração, parecem não ter muita vontade de “descer à terra” e enfrentar o
mundo e os problemas dos homens. Representam todos aqueles que vivem de olhos
postos no céu, alheados da realidade concreta do mundo, sem vontade de intervir
para o renovar e transformar. No entanto, ser seguidor de Jesus obriga a
“regressar ao mundo” para testemunhar aos homens .
FONTE: Portal litúrgico:www.dehonianos.org
segunda-feira, 6 de março de 2017
OS MISSIONÁRIOS FRANSALIANOS VISITAM A DIOCESE DE GURUE
De 5 a 8 deste mês de Março, os Padres Petrus Kullus, Superior Regional, e o Pe. Paulo Domingo Camilo Gonçalves, ambos da Congregação dos Missionários de S. Francisco de Sales (MSFS), também conhecidos com o nome de "Fransalianos", visitam a Diocese de Gurúè para conhecer directamente a situação local em ordem a uma provável fundação de uma comunidade pastoral nesta Diocese.
No Domingo, 05.03.17, chegaram de Maputo, via Nampula, à Casa Diocesana de Gurúè e tiveram um encontro com D. Francisco. O Bispo lhes apresentou a proposta das Paróquias de Muliquela e de Naburi, que os Pares Petrus e Paulo iriam visitar logo a seguir.
Na 2ª Feira, 06.03, concelebraram com o Bispo e mais um reduzido grupo de Padres diocesanos na Capela da Casa Diocesana. A seguir visitaram as várias instituições diocesanas em Gurúè e Invinha: A catedral, a Escola Paroquial, o Seminário Diocesano e a Rádio Diocesana. No fim da manhã visitaram demoradamente a sede da Paróquia de Muliquela e se encontram com o Pároco, o Pe. Pedro Esquadro e com as Irmãs Missionárias da Consolata, que trabalham na referida Paróquia.
Nesse mesmo dia continuaram a viagem rumo a Gilé onde dormiram.
O dia 06.03, é dedicado a visita à Paróquia de Naburi, no Distrito de Pebane, acompanhados pelo Pároco, o Pe. Maganisto Lenço Mutomeiua e pelo Pe. Artur Bernardo, vice-reitor do Seminário Diocesano.
No dia 7, depois de visitar as obras paroquias e religiosas dos Missionários Caretianos e das Irmãs de São João Baptista e Maria Rainha, viajarão até Nampula, para, no dia 8, regressar a Nampula.
A Congregação dos Missionários de São Francisco de Sales (Fransalianos), foi fundada pelo Servo de Deus Pierre Marie Mermier no dia 24 de Outubro de 1838.
A Congregação dos MSFS conta com mais de 1200 membros e está presente nos seguintes Países: India, Nepal, Filipinas, Brasil, Chile, França, Suiça, Alemanha, Austria, Rumania, Inglaterra, Itália, USA, Antilhas, Austrália, África do Sul, Camerões, Chad, Uganda, Kenya, Tanzânia, Namíbia e Moçambique, para pregar a Missão, a evangelização, a renovação da paróquias, Ministério da Juventude e Retiros..
No Domingo, 05.03.17, chegaram de Maputo, via Nampula, à Casa Diocesana de Gurúè e tiveram um encontro com D. Francisco. O Bispo lhes apresentou a proposta das Paróquias de Muliquela e de Naburi, que os Pares Petrus e Paulo iriam visitar logo a seguir.
Na 2ª Feira, 06.03, concelebraram com o Bispo e mais um reduzido grupo de Padres diocesanos na Capela da Casa Diocesana. A seguir visitaram as várias instituições diocesanas em Gurúè e Invinha: A catedral, a Escola Paroquial, o Seminário Diocesano e a Rádio Diocesana. No fim da manhã visitaram demoradamente a sede da Paróquia de Muliquela e se encontram com o Pároco, o Pe. Pedro Esquadro e com as Irmãs Missionárias da Consolata, que trabalham na referida Paróquia.
Nesse mesmo dia continuaram a viagem rumo a Gilé onde dormiram.
O dia 06.03, é dedicado a visita à Paróquia de Naburi, no Distrito de Pebane, acompanhados pelo Pároco, o Pe. Maganisto Lenço Mutomeiua e pelo Pe. Artur Bernardo, vice-reitor do Seminário Diocesano.
No dia 7, depois de visitar as obras paroquias e religiosas dos Missionários Caretianos e das Irmãs de São João Baptista e Maria Rainha, viajarão até Nampula, para, no dia 8, regressar a Nampula.
A Congregação dos Missionários de São Francisco de Sales (Fransalianos), foi fundada pelo Servo de Deus Pierre Marie Mermier no dia 24 de Outubro de 1838.
A Congregação dos MSFS conta com mais de 1200 membros e está presente nos seguintes Países: India, Nepal, Filipinas, Brasil, Chile, França, Suiça, Alemanha, Austria, Rumania, Inglaterra, Itália, USA, Antilhas, Austrália, África do Sul, Camerões, Chad, Uganda, Kenya, Tanzânia, Namíbia e Moçambique, para pregar a Missão, a evangelização, a renovação da paróquias, Ministério da Juventude e Retiros..
domingo, 5 de março de 2017
ENCONTRO DE D. FARNCISCO COM OS SACERDOTES JOVENS DA DIOCESE
FORMAÇÃO PERMANENTE DO CLERO ORDENADO NOS ÚLTIMOS 10
ANOS
No passado dia 03 de
Março do corrente ano de 2017, na Casa
Diocesana do Gurúè, realizou-se o 2º Encontro de Formação Permanente dos sacerdotes
diocesanos de Gurúè ordenados nos últimos 10 anos. O Encontro foi orientado
pelo Bispo Diocesano D. Francisco Lerma. Participaram os seguintes Padres:
1.P. Artur Bernardo,
Vice- Reitor do Seminário Propedêutico S. José de Invinha.
2.P. Diogo Muanido, Vigário
Paroquial da Paróquia de S. Tiago Maior de Namarrói.
3.P.Francisco Matias,
Director da Rádio Diocesana;
4.P. Manuel José
Nassuruma, Pároco da Paróquia de N. S. da Conceição de Invinha.
5.P.Eustáquio Carlos César,
Vigário Paroquial da Paróquia de S. Cruz de Molumbo:
6.P. Maganisto Lenço
Iotomeiua, Pároco da Paróquia de S. Paulo Apóstolo de Naburi;
7.P. Gonçalves
Niviremo, Pároco da Paróquia de S. Tiago Maior de Namarrói.
8.P. Santos Víctor, Vigário
Paroquial da Paróquia de Cristo Rei de Mualama;
9.P. Xavier Joaquim
Jaquissone, Vigário da Paróquia do Bom Pastor de Pebane;
10.P.João Ernesto Tárua,
Vigário Paroquial da Paróquia de S.Paulo Apóstolo de Naburi.
Na primeira parte da
manhã, D. Francisco orientou a reflexão sobre o tema: “A Formação Permanente e
a Identidade do Sacerdote”.
Depois do intervalo que
se seguiu à palestra do Bispo, o tempo foi dedicado à reflexão pessoal e ao trabalho
por grupos.
Já na parte da tarde,
realizou-se o Plenário durante o qual em diálogo livre e aberto foram
apresentadas questões pontoais sobre a realidade da vida dos sacerdotes, nomeadamente
o relacionamento entre os membros do presbitério e alguns assuntos pastorais de
particular importância e actualidade.
No fim da tarde,
celebrou-se a tradicional Via-Sacra na Catedral de Gurúè.
Eis o texto abreviado
da reflexão orientada por D. Francisco:
FORMAÇÃO PERMANENTE E
IDENTIDADE DO SACERDOTE
Introdução
A expressão “formação
permanente (CIC 1039) invoca a ideia de
que o processo formativo do discípulo de Jesus (e dos chamados ao sacerdócio)
jamais se interrompe.
Trata-se de um processo
gradual e contínuo de configuração com Cristo no seu ser e no seu agir, que
constitui um permanente desafio ao crescimento interior da pessoa.
s. JOÃO PAULO II: Carta
aos Sacerdotes, 1979:
“Todos devemos
convertemo-nos cada dia. Sabemos que esta e uma exigência fundamental do
Evangelho dirigida a todos os homens: Mt 4,17; Mc 1,15.
Devemos considera-la
muito mais dirigida a nós. A oração devemos uni-la a um continuo trabalho sobre
nós mesmos.
Uma formação que deve
ser:
a) interior, com a tendência ao aprofundamento
da vida espiritual do sacerdote;
b) pastoral e
intelectual.”
Importa alimentar
constantemente a chama que dá luz e calor ao exercício do ministério.
Os fiéis tem o direito
de encontrar sacerdotes adequadamente maduros e formados: é um preciso direito
dos fiéis sobre os quais recaem positivamente os efeitos da boa formação e da
santidade dos sacerdotes .
A Formação permanente
deve ser concreta, encarnada na realidade presbiteral. De facto, o presbítero é
o principal e primeiro responsável pela própria Formação Permanente. (PASTORES DABO
VOBIS 79).
O Primeiro âmbito em
que se desenvolve a Formação Permanente é a fraternidade presbiteral:
estabelecer relações de amizade, colaboração e partilha com os outros
sacerdotes da mesma faixa etária.
NOVOS DESAFIOS QUE SE
APRESENTAM DEPOIS DE ALGUNS ANOS DE MINISTÉRIO
1.A experiência da
própria fraqueza. É necessário enfrentá-la com muita serenidade e
autenticidade. Esta experiência poderá conduzir o sacerdote a uma maior
humildade e confiança na acção da misericórdia do Senhor. (2 Cor 12,9).
O Padre não deverá
isolar-se, ele deverá ter a necessidade da amizade, do amparo dos colegas e de
um Director Espiritual.
2.O risco de sentir-se
um “funcionário do sagrado”.
Com o passar do tempo,
pode criar no sacerdote a sensação de ser como um empregado da Igreja, da
Diocese, da Paróquia, das comunidades (PASTORS DABO VOBIS, 72),sem um coração
de pastor.
PAPA FRANCISO, Carta
aos participante…, Nov. 2014): “Não servem sacerdotes funcionários que,
enquanto desempenham um papel, procuram a sua própria consolação longe do
Senhor. Somente quem mantiver fixo o olhar naquilo que é verdadeiramente
essencial, conseguirá renovar o seu SIM ao dom recebido na ordenação e, nas
vária fases da vida, não deixará de se entregar a si mesmo; só aqueles que se
deixam conformar com o Bom Pastor encontram a unidade, a paz e a força na
fidelidade ao serviço ministerial.
c) O desafio da cultura
contemporânea.
I inserção inadequada
do Sacerdote na cultura do nosso tempo. Exige abertura, actualização por parte
dos sacerdotes e sobretudo uma sólida fundamentação nas quatro dimensões da
vida presbiteral: humana, espiritual, intelectual e pastoral.
d) A atracção pelo
poder, pela autoridade mal compreendida e pelo apego ao dinheiro.
Consequências nefastas
de falta de disponibilidade à vontade de Deus, às necessidades concretas da
Igreja, da Paróquia e dos fiéis que lhe foram confiados, provocam uma regressão
afectiva, levam o Padre a dar espaço indevido na sua vida e a procurar
compensações, impedindo assim o exercício da paternidade sacerdotal e a
caridade pastoral.
e) A dedicação total ao
próprio ministério:
Com o correr do tempo,
o cansaço, o natural enfraquecimento físico (doenças…) e o surgimento de novos
problemas, saúde conflitos, desilusões, o peso da rotina, a fadiga da mudança e
mais outros condicionamentos sócio-culturais podem vir enfraquecer o zelo
apostólico e a generosidade na própria dedicação.
OS
FUNDAMENTOS: TÓPICOS GENERAIS
1. O
SUJEITO DA FORMAÇÃO PERMANENTE. O PRÓPRIO SACERDOTE
2. A
BASE E O OBJECTIVO: A IDENTIDADE PRESBITERAL
3. Devemos
reflectir diariamente sobre na nossa própria identidade de sacerdotes que está
radicada no dom de Deus e na nossa resposta.
4. A
dimensão comunitária do presbítero: nasce na comunidade e é para a comunidade.
5. União
e interpelação íntima entre o sacerdócio comum dos fiéis e o sacerdócio
ministerial
6. Não
ceder à tentação do clericalismo.
7. Formação
interior e de comunhão
8. Os
meios:
- humanos;
- espirituais
REFLEXÃO
INDIVIDUAL e POR GRUPOS
DIÁLOGO
COMUNITÁRIO
REFLEXÃO PARA O 1º DOMINGO DA QUARESMA
REFLEXÃO PARA
1º DOMINGO DA QUARESMA ANO A
No início da nossa caminhada quaresmal, a Palavra de Deus convida-nos à “conversão”
– isto é, a recolocar Deus no centro da nossa existência, a aceitar a comunhão
com Ele, a escutar as suas propostas, a concretizar no mundo – com fidelidade –
os seus projectos.
A primeira leitura (Gen 2,7-9;3,1-7), afirma que Deus criou o homem para a felicidade e para a vida plena. Quando escutamos as propostas de Deus, conhecemos a vida e a felicidade; mas, sempre que prescindimos de Deus e nos fechamos em nós próprios, inventamos esquemas de egoísmo, de orgulho e de prepotência e construímos caminhos de sofrimento e de morte.
A primeira leitura (Gen 2,7-9;3,1-7), afirma que Deus criou o homem para a felicidade e para a vida plena. Quando escutamos as propostas de Deus, conhecemos a vida e a felicidade; mas, sempre que prescindimos de Deus e nos fechamos em nós próprios, inventamos esquemas de egoísmo, de orgulho e de prepotência e construímos caminhos de sofrimento e de morte.
• De onde vimos? Para onde vamos? Porque é que estamos
aqui? Qual o sentido da nossa vida? São perguntas eternas, que o homem de todos
os tempos coloca a si próprio. A Palavra de Deus que hoje nos é proposta
responde: é Deus a nossa origem e o nosso destino último. Somos seres que
Deus criou com amor, a quem Ele deu o seu próprio “sopro”, a quem animou com a
sua própria vida. O fim último da nossa
existência é a felicidade sem fim, a comunhão plena com Deus.
• Como é que chegamos a essa felicidade? Deus nada
impõe e respeita sempre – de forma absoluta – a nossa liberdade.
• E o mal que vemos, todos os dias? A Palavra de Deus
responde: o mal nunca vem de Deus; o mal resulta das nossas escolhas erradas,
do nosso orgulho, do nosso egoísmo e auto-suficiência.
A segunda leitura Rom 5,12-19), propõe-nos dois exemplos: Adão e Jesus. Adão
representa o homem que escolhe ignorar as propostas de Deus e decidir, por si
só, os caminhos da salvação e da vida plena; Jesus é o homem que escolhe viver
na obediência às propostas de Deus e que vive na obediência aos projectos do
Pai. O esquema de Adão gera egoísmo, sofrimento e morte; o esquema de Jesus
gera vida plena e definitiva.
• Na nossa sociedade há quem afirma que a fonte da
salvação não é Deus, mas o homem e as suas conquistas; e que as propostas de
Deus são resquícios de uma época pré-científica, obscurantista, ultrapassada, e
que a plenitude da vida está no corte radical inclusive com Deus.
•. Quando o homem deixa de dar ouvidos a Deus, dá
ouvidos ao lucro fácil, destrói a natureza, explora os outros homens, torna-se
injusto e prepotente, sacrifica em proveito próprio a vida dos seus irmãos
O Evangelho (Mt 4,1-11), apresenta, de forma mais clara, o
exemplo de Jesus. Ele recusou uma vida
vivida à margem de Deus e dos seus projectos. A Palavra de Deus garante que uma
vida que ignora os projectos do Pai é
uma vida perdida e sem sentido; e que toda a tentação de ignorar Deus e as suas
propostas é uma tentação diabólica e que o cristão deve, firmemente, rejeitar.
• Jesus
recusou, de forma absoluta, conduzir a sua vida à margem de Deus e das suas
propostas. Para Ele, só uma coisa é verdadeiramente decisiva e fundamental: a
comunhão com o Pai e o cumprimento obediente do seu projecto… E nós, seguidores
de Jesus?
• Quando o homem esquece Deus e as suas propostas, e
se fecha no egoísmo e na auto-suficiência, facilmente cai na escravidão de
outros deuses que, no entanto, estão longe de assegurar vida plena e felicidade
duradoura. Quais são os deuses que estão no centro da minha própria vida ?
• Deixar-se conduzir pela tentação dos bens materiais,
do acumular mais e mais, do subordinar toda a vida à lógica do “ter é seguir o exemplo de Jesus?
• Procurar o poder a todo o custo e exercê-lo com prepotência, com intolerância,
com autoritarismo (quantas vezes humilhando e magoando os outros) é seguir o
exemplo de Jesus?
FONTE: Adaptação de :<wwwdehonianos.org>
quarta-feira, 1 de março de 2017
REFLEXÃO PARA A QUARTA FEIRA DE CINZAS
QUARTA
FEIRA DE CINZAS
Primeira
leitura: Joel 2, 12-18. Joel, exorta o
povo à oração e à conversão .. e convida o povo
ao jejum, à súplica e à penitência :«Convertei-vos»,
grita o profeta. Significa voltar ,
regressar. O povo que virara costas a Deus, devia voltar novamente o
coração para Ele, e retomar o culto no templo, um culto autêntico, que
manifestasse a conversão interior. O povo pode voltar novamente para Deus,
porque Ele é misericordioso.
Segunda
leitura: 2 Coríntios 5, 20 - 6,2. «Reconciliai-vos com Deus», é o apelo de
Paulo. A reconciliação é possível,
porque essa é a vontade do Pai,. Cristo
carregou sobre si o pecado do mundo e expiou-o na sua própria carne. Assim,
podemos apropriar-nos da sua justiça-santidade. O Inocente tornou-se pecado
para nos pudéssemos tornar justiça de Deus.
E,
agora, o tempo favorável para aproveitar essa graça: deixemo-nos reconciliar com Deus. a transformação da nossa relação com Deus e, por consequência, da nossa
relação com os outros homens.
Acolhendo o amor de Deus, que nos leva a vivermos, não já para nós mesmos, mas
para Aquele que morreu e ressuscitou por nós
Evangelho:
Mateus 6, 1-6.16-18: Quando, pois,
deres esmola; Quando orardes; Quando jejuardes… mostra-nos qual deve ser
a nossa atitude quando praticamos obras de penitência (tais como a esmola,
a oração, o jejum), e insiste na rectidão interior, garantida pela intimidade
com o Pai.
A Liturgia da Palavra dá-nos, hoje, a
orientação correcta para vivermos frutuosa mente a Quaresma, tempo favorável de
graça, dia de salvação.
Hoje,
os cristãos somos convidados a viver um tempo de recolhimento, de silêncio, de
reflexão e de oração ao começarmos juntos a longa caminhada para a Páscoa do
senhor e o Baptismos dos nossos catecúmenos eleitos.
Nas
Leituras que escutamos, (Joel, Paulo e o próprio Jesus),recordam-nos a meta que
temos que alcançar, os meios que devemos usar, e o espírito com que havemos de
caminhar
Neste
dia começa para nós, para a Igreja, um itinerário – um caminho- de conversão a
Deus de que os pecados nos afastam: “Perdoai, Senhor, ao vosso Povo”; “É agora
o tempo favorável”; “Reconcilia-vos com
Deus”, nos vo-lo pedimos em nome de Cristo”.
O
jejum, a oração e a penitência são as três praticas tradicionais da Quaresma.
Mas estejamos atentos ao seu significado mais profundo para que não seja algo
superficial.
O
Profeta Isaias “De que nos serve jejuar? Jejuais , sem, mas no meio de
contendas e discussões, e aplicando punhadas violentas. Será este o jejum que
me agrada? Curvar a cabeça como o capim, deitar-se sobre a cinza é a isto que
chamas jejum e dia agradável ao Senhor?
O
Jejum que eu quero não será antes este: quebrar as cadeias injustas, por em
liberdade os oprimidos, destruir todos os jugos; repartir o teu pão com o faminto; dar pousada ao pobre sem
abrigo;.
Se
tirares do meio de ti toda a opressão, os gestos de ameaça e as palavras
ofensivas, a tua luz brilhará na escuridão.
O
GESTO DA CINZA
Na
Bíblia a cinza evoca tudo o que é caduco, aquilo que não tem valor. Deitar
cinza na cabeça era um sinal de luto e de arrependimento
Receber
a cinza é confessar a pertença ao povo de pecadores que se volta para Deus com
confiança para ressuscitar com Cristo.
Façamos
nesta Quaresma as obras de penitência que pudermos. Mas façamo-Ias na intimidade
e na presença do Senhor, que havemos de procurar na oração, na Eucaristia, na
comunidade... Não esqueçamos a ascese, especialmente a que nos é exigida pelo
fiel cumprimento dos nossos compromissos com Deus e com os irmãos.
Que sou eu? Cinza e pó. O pó é levado pelo
vento. Assim acontece com a minha pobre
natureza. Sou acessível a todo o vento da tentação. A minha vontade é tão móvel
como o pó. Em que é então que me posso orgulhar? Que lição de humildade!
Porque
é que o barro e a cinza se orgulham, pergunta o Sábio (Eccli 10, 8). Todos os
homens, diz ainda, são apenas terra e cinza (17, 31).
A
nossa vida desaparecerá como se extingue uma faúlha, diz o Sábio, e o nosso
corpo cairá feito em cinzas (Sab 2, 3).
Abraão dizia: «Ousarei falar a Deus, eu que
não sou senão cinza e pó?» (Gen 18,
27).No entanto, falou a Deus com humildade e confiança.
Tal deve ser o fruto desta cerimónia. Devo
recordar-me, todos os dias, do meu nada e da minha fragilidade. O sinal material apagar-se-á da minha fronte, mas o
pensamento que exprime deve permanecer gravado na minha memória.
Sou
apenas nada, no entanto irei ter com Deus, mas irei com humildade. Irei
lamentando as minhas faltas, irei fazendo reparação e confissão pública pelos
meus pecados e pelos dos meus irmãos.
Iremos
com a consciência da nossa fraqueza, mas mesmo assim confiante, porque Deus é
bom, porque o Filho de Deus tomou um coração para nos amar
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