quinta-feira, 25 de junho de 2015

A PARÓQUIA DE MULIKELA CELEBRA O JUBILEU DOS 75 ANOS DA SUA FUNDAÇÃO

Os  participantes na Reunião do Conselho Pastoral Paroquial

 

MULIKELA CELEBRA OS 75 ANOS DA SUA FUNDAÇÃO.

 
 


Durante a recente Visita Pastoral (de 19 a 24 de Junio 2015), a Paróquia de N. S. de Fátima de Mulikela, no Distrito de Ile,  celebrou o seu Jubileu pelos 75 anos da sua fundação.

 

A Paróquia foi criada em 21 de Fevereiro de 1940 por D. Teodósio Clemente de Guveia. Desde a sua fundação até ao ano de 1947 esteve sob os cuidados pastorais do clero diocesano de Portugal, sendo seu primeiro Pároco o Pe. Manuel Alves Guerreiro e Vigário Paroquial o Pe. Mateus Fernandino Lopes.

 

Actualmente a Paróquia está sob os cuidados pastorais do clero diocesano de Gurúè, sendo seu Pároco o Pe. Pedro Esquadro.

 

Desde 20 de Junho de 2014, na Paróquia trabalham as Irmãs Missionárias da Consolata. A comunidade está formada pelas seguintes Irmãs: Ir. Júlia, queniana; Ir. Janet, brasileira; Irmã Aura, colombiana; e Irmã Dalmázia Colombo, italiana.

 

Na sede reside um catequista a tempo pleno, o Sr. Lino que acabou o curso de formação no Centro de Promoção Humana de Guiúa, na Diocese de Inhambane.

 

Durante os dois últimos anos  foi reabilitada completamente a casa das Irmãs, a Escola, a Maternidade e o Centro de Saúde. Foi  construído um poço para captação de água potável.

 

VISITA PASTORAL

 

D. Francisco Lerma, Bispo da Diocese de Gurúè realizou a Visita Pastoral acompanhado pelo Pe. Agostinho Vasconcelos, Director do Secretariado Diocesano de Pastoral.

 

19.06.2015.

 

Concentração na Comunidade de Muelacamue.

ZONA PASTORAL MUKATXA. Comunidades: N. S. da Conceiçao de Mukatxa; S. Carlos Lwanga de Malkunama; S. Miguel Arcanjo de Massilone; Emisse; Santa Cruz de Muilakoma; SS. Trindade de Mukhiphini; S. João Baptista de Mirulene; S. João Baptista de Enola.

ZONA PASTORAL MWALACAMWE. Comunidades: S. Tiago de Makurubwene; S. Pedro Claver de Mwalakamwe; S. Carlos Lwanga de Namukwa; S. Pedro Apóstolo de Mulakula; N. S. de Lurdes de Eriri; Santo António de Namausa

Total de confirmados: 134.

 

20.06.2015

 

Concentração em Muliquela, sede da Paróquia.

Hoje celebrou-se a Festa principal do Jubileu e a Solenidade de N. S. da Consolata.

 

ZONA PASTORAL MULIQUELA. Comunidades: N. S. de Fátima de Muliquela; N. S. do Rosário de Manla; S. João Baptista de Mukhova; S. Paulo de Sitape; S. João Baptista de Lava; S. Miguel Arcanjo de  de Nyoela.

ZONA PASTORAL ENYUMA. Comunidades: S. Miguel de Mala; S. Maria Madalena de Enono; S. Paulo de  Enyuma; N. S. de Lurdes de Muelakotxo.

As comunidades de Numasi; Nakuvara; Muthepe reunir-se-ão na concentração de Moniua, no dia 23.06.15.

A comunidade do S. Coração de Jesus de Nasele foi suprimida, juntando-se à comunidade de Mulikela-sede.

 

Total de crismados: 155.

 

 

Concentração na comunidade de Mussala.

ZONA PASTORAL LUÁ. Comunidades: Santo António de Luà; S. Pedro de Mukorokoro; S. João Baptista de Musala; S. Miguel Arcanjo de Muhiruni; N. S. Rainha do Mundo de Nauere; S. Tiago de Muripane; N. S. Rainha do Mundo de Namurabue; N. S. da Imaculada Conceição de Iaiala; S. Carlos Lwanga de Namakwi-sede do Posto de Secone;  Núcleo de S. Carlos Lwanga de Bilane.

 

Total de confirmados: 107.

 

22.06.2015

 

Concentração na comunidade de Makukulu.

ZONA PASTORAL MAKURRU-LICÓ. Comunidades:

 


ZONA PASTORAL MACALISA. Comunidades: S. José de Macalisa; Sta. Teresinha de Nahano; S. Tiago de Namukokoro; S. António de Ririmula; S. Gabriel de Nakupeia; S. Miguel de Muratxe; S. Pedro de Miramane; Núcleo de Impelane.

 

ZONA PASTORAL MAKURRÒ – LIKÓ. Comunidades: Santa Ana de Makurro – Likò; S. Tiago de Nakukulo; S. Carlos Lwanga de Namakome; S. Pedro Claver de Mukola; S. Tarcísio de Mesa; S. Carlos Lwanga de Potxore; S. Estêvão de Namirutxu; Santo António  de Elitxa.

Crismados: 124.

 

23.06.2015

Concentração em MONIUA.

ZONA PASTORAL MAKOPOLA. Comunidades: S. Miguel Arcanjo de Moniua; Santa Isabel de Sakone; SS. Trindade de Muimahe; Santo Estêvão de Maviline, S. Pedro de Natxiko; S. Carlos Lwanga de Makopola.

Zona Pastoral Enyumua. Comunidades: S. Miguel Arcanjo de Mumasse; S. João Baptista de Nakuvara; S. José de Mutepe.

Total de confirmados:  58.

 

Igrejas Evangélicas presentes na Região:

Igreja de Cristo

União Baptista

Adventista do 7º Dia

Evangélica de Cristo

Testemunhas de Jeová

Nova Apostoóica

Sioni

 

24.06.2015

Reunião do Conselho Pastoral Paroquial, com a participação de 32 delegados.

Encontro com a Equipa Missionária

Celebração da Eucaristia do Encerramento da Visita Pastoral e das celebrações do Jubileu.

Total de crismados na Visita Pastoral: 578.

sexta-feira, 19 de junho de 2015

PROCLAMAS DE ADMISSÃO À ORDENAÇÃO DE PRESBÍTEROS


 

 

PROCLAMAS DE ADMISSÃO À ORDENAÇÃO DE PRESBÍTEROS

 

Caríssimos diocesanos: paz, bem e consolação.

A nossa Diocese tem a alegria de apresentar os candidatos à Sagrada Ordem dos Presbíteros:

Diácono CARLOS EVARISTO JOSÉ, filho de Evaristo José e de Emília Mucueliua, natural de Inlugo, Distrito de Namarrói, Província da Zambézia, Diocese de Gurúè, nascido a 04.08.1985, baptizado em 25.12.1994, crismado em 18.07-2004, completou os estudos teológicos no Seminário de S. Pio X, em Maputo, foi ordenado Diácono a 4 de Janeiro de 2014, na Sé Catedral de Gurúè; fez o estágio pastoral e diaconal no Seminário Diocesano Propedêutico S. José de Gurúè e na Casa Diocesana.

Diácono XAVIER JOAQUIM JAQUISSONE, filho de Joaquim Jaquissone e de Maria Paulo, natural de Nipivi, Distrito de Gurúè, Província da Zambézia, Diocese de Gurúè, nascido aos 21.07.1979; baptizado aos 03.04.1994, crismado aos 10.09.1997 completou os estudos teológicos no Seminário de S. Pio X, em Maputo, foi ordenado Diácono a 4 de Janeiro de 2014, na Sé Catedral de Gurúè; fez o estágio pastoral e diaconal na Paróquia de Namarrói, na Casa Diocesana e na Paróquia de S. Paulo Apostolo de Naburi.

Eles manifestaram ao Bispo a sua livre e consciente vontade de se darem a Deus e à Igreja para exercerem a Ordem Sagrada dos Presbíteros como Padres Diocesanos desta Diocese.

 Depois de ter pedido o parecer aos meus Conselheiros Diocesanos e aos que o acompanharam durante o período do estágio de pastoral e diaconal, peço aos Padres, Religiosos e Religiosas, Animadores das comunidades e fiéis em geral que, em consciência, vos manifesteis sobre a idoneidade de cada um dos candidatos referidos e, se for o caso, me comuniqueis directamente, ou por meio dos Padres das vossas Paróquias e Capelanias, o que em consciência julgueis necessário dizer ao Bispo.

Este acontecimento deve ser motivo de alegria de todo o povo cristão; de crescimento na estima do sacerdócio; e de oração de toda a Diocese, como os Apóstolos no Cenáculo com Maria, a Mãe de Jesus. na espera do Espírito Santo,

É, de facto, dever de todos os fiéis da Diocese orar pelos candidatos ao Presbiterado, nossos futuros Padres, se Deus quiser. Devemo-lo fazer principalmente na oração universal das Celebrações Dominicais e em todos os momentos de oração da comunidade.

  Casa Diocesana,  Gurúè, 19 de Junho de 2015, ´Memória de S. Romualdo, Abade.

Sob a protecção de Maria, Mãe dos Sacerdotes e de toda a consolação

Vosso Bispo

                                   + Francisco Lerma Martínez      

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Á SEGUIR Á VISITA AD LIMINA. BREVE CRÓNICA

Breve crónica dos primeiros dias que seguiram à Visita ad Limina
DEPOIS DA VISITA AD LIMINA
Na Quarta Feira, 13 de Maio,
último dia da Visita ad Limina, os Bispos de Moçambique, de manhã cedo, celebramos a Eucaristia na Capela da Casa Sacerdotal do Roma.
Os últimos encontros com os vários Secretariados do Papa foram:
  • Com a Congregação para a Doutrina da Fé;
  • Com o Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais
  • Com a Sacra Rota (Supremo Tribunal Eclesiástico).
Na parte da tarde alguns dos Bispos começaram a viagem de regresso a Moçambique.
14.05.2015.
Fiz visita à Direcção Geral dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos). Recebeu-me o Superior Geral e falámos demoradamente da presença da sua Congregação na nossa Diocese.
Na parte da tarde, na sede da Rádio Vaticana, assinei o contrato de colaboração da nossa Rádio Diocesana e a Rádio Vaticana. Brevemente a nossa emissora poderá emitir os programas em língua portuguesa e brasileira (nota: existem programas diferentes para Portugal e para o Brasil).
15 a 18.05.2015.
Fui a Milão para me encontrar com os benfeitores da Diocese, especialmente a “Associação Pe. Mauro Calderoni”, que nos tem enviados tantos bens durante os últimos cinco anos.
Trata-se de um Grupo Missionário, um grupo de vida apostólica e de oração, que assumiram colaborar também com o envio de bens materiais. Depois de visitar a campa do Pe. Mauro Calderoni, missionário da Consolata,  que trabalhou durante muitos anos na Diocese de Inhambane, do qual a Associação tomou o nome, celebrei a Eucaristia na Paróquia do Imaculado Coração de Maria  de Lissone, a poucos quilómetros de Milão, onde ele foi pároco. O Padre Cunlela conhece este Grupo.
No Domingo 17.05.2015,
Na parte da manhã, celebrei a eucaristia no Lar Universitário e Casa Asilo das Irmãs da Caridade.
Na parte da tarde, visitei o Grupo Missionário e a Paróquia de S. Pedro, onde celebrei a Eucaristia dominical em rito Ambrosiano.
Voltei a Roma na Segunda Feira 18.05.15.
19.05.2015
Encontro com os Cleretianos, na sua Casa Geral, para tratar assuntos relacionados com a publicação do MAVEKELO

quarta-feira, 13 de maio de 2015

8º DIA DA VISITA AD LIMINA DOS BISPOS DE MOÇAMBIQUE

No 12.05.2015, último dia da Visita ad Limina, os Bispos de Moçambique tiveram encontros de trabalho nas suas visitas aos Seguintes Secretariados do Papa:
1. Visita à Congregação para a Doutrina da Fé.
2. Visita ao Pontifício Conselho das Comunicações Sociais.
3. Visita ao Tribunal da Sacra Rota Romana.
Na parte da tarde os Bispos deixaram a Casa Sacerdotal Romana e começaram as viagens de regresso a Moçambique, segundo os programas anteriormente preparados.

terça-feira, 12 de maio de 2015

COMUNICADO DA COMISSÃO ARQUIDIOCESANA DE NAMPULA SOBRE O MEGA-PROJECTO PRO-SAVANA



Comissão Arquidiocesana de Justiça e Paz de Nampula e ADECRU
 
Comunicado de Imprensa Conjunto
 
Exigimos a Suspensão e Invalidação Imediata da “Auscultação Pública do Plano Director do ProSavana”
 “Se calarem a voz dos Profetas, as pedras falarão!”
                                                                                                                      
Comissão Arquidiocesana de Justiça e Paz de Nampula e Acção Académica para o Desenvolvimento das Comunidades Rurais - ADECRU, movidas pelo compromisso e missão social e de defesa dos direitos humanos e da dignidade humana, têm participado e acompanhado de perto, com apreensão e indignação, as chamadas reuniões de auscultação pública da versão “Draft Zero ou versão inicial” do Plano Director do ProSavana promovidas pelo Ministério da Agricultura e Segurança Alimentar (MASA), em representação dos Governos de Moçambique, Brasil e Japão. As mesmas iniciaram no passado dia 20 de Abril de 2015 e se prolongam durante o mês de Maio. As auscultações surgem como resposta formal e cosmética dos três governos às irrefutáveis críticas e fundamentadas demandas das comunidades do Corredor de Nacala, organizações da sociedade civil e movimentos do campo, que dizem não ao ProSavana e exigem a instauração de um diálogo democrático, transparente e inclusivo na definição das prioridades soberanas de desenvolvimento da agricultura do país.
 
Após a conclusão das reuniões da chamada fase distrital de auscultação pública, realizadas entre os dias 20 e 29 de Abril de 2015, em apenas 19 sedes distritais e alguns postos administrativos das Províncias de Nampula, Niassa e Zambézia, a ADECRU e a Comissão Arquidiocesana de Justiça e Paz de Nampula vêm a público manifestar sua profunda preocupação e indignação bem como repudiar a propositada desorganização, politização, exclusão, falta de transparência, intimidação, tribalização, partidarização e manipulação das reuniões de auscultação pública da versão “Draft Zero ou versão inicial” do Plano Director do ProSavana protagonizada pelos representantes do Ministério da Agricultura e Segurança Alimentar-MASA e Governos distritais envolvidos, exigindo, sobretudo, das autoridades e órgãos competentes a sua invalidação e suspensão imediata.
 
Os dados e as informações em nossa posse, recolhidas e documentadas por nossos representantes que monitoraram e participaram em 24 das 38 reuniões de auscultação pública entre as quais: Postos administrativos de Namaita, Mutuali, Iulutu, Corrane, Netia, Nairubi, Distritos de Rapale, Mogovolas, Meconta, Monapo, Muecate e Malema em Nampula, Gurue e Alto Molocue na Zambézia, Majune e Sanga, em Niassa, nos permitem avaliar e concluir que este processo foi manchado por muitas e graves irregularidades que, uma vez mais, confirmam a prevalência de vícios insanáveis de concepção e de procedimentos de que padece o programa ProSavana e que devem, por isso, ser pública e amplamente denunciados pela sociedade moçambicana, brasileira e japonesa.
 
Em todas as reuniões até agora realizadas, ninguém sabe ao certo a base jurídico-legal que orienta este processo de auscultação pública do Plano Director do ProSavana. Os representantes do MASA enviados para a Província de Nampula: Eulália Comé e Nina Manganhelas incluindo técnicos provinciais: Joaquim Tomás e Américo Uaciquete, tiveram enormes dificuldades quando confrontados com a pergunta sobre a base jurídico-legal que suporta e sustenta as referidas consultas. O processo de auscultação pública ora em análise foi lançado e decorre dentro de um problemático contexto e de persistente desrespeito e incumprimento da lei. Desde o início, a concepção, elaboração e implementação do ProSavana têm sido mal conduzidas e debaixo de várias e sucessivas irregularidades que se reflectem neste processo de auscultação pública como parte dos vícios insanáveis de que padece desde a sua formulação.
 
No âmbito deste processo, ainda que se desconheça a base jurídico-legal em torno da qual se concretiza a auscultação pública do Plano Director do ProSavana, o Ministério da Agricultura e Segurança Alimentar violou de forma grosseira os artigos 6, 7 e 8 relativos ao princípio da máxima divulgação, princípio da transparência e princípio da participação democrática estabelecidos pela Lei do Direito à Informação ao não mandar publicar e fixar o Comunicado de Imprensa, datado de 31 de Março de 2015, sobre a auscultação pública à volta da versão inicial do Plano Director do ProSavana entre os dias 20 e 29 de Abril nas secretarias dos Governos distritais e dos Postos Administrativos incluindo nos espaços públicos e nas comunidades locais.
 
O princípio de máxima divulgação estabelece que “as entidades públicas e privadas abrangidas pela presente Lei têm o dever de disponibilizar a informação de interesse público em seu poder, publicando através dos diversos meios legalmente permitidos, que possam torná-la cada vez mais acessível aos cidadãos, sem prejuízo das excepções expressamente previstas na presente Lei e demais legislação aplicável”. O princípio da participação democrática estabelecido na mesma Lei do Direito a Informação determina que “a permanente participação democrática do cidadão na vida pública pressupõe o acesso à informação de interesse público, de modo a formular e manifestar o seu juízo de opinião sobre a gestão da coisa pública e assim influenciar os processos decisórios das entidades que exercem o poder público”.
 
O MASA também não cumpriu com nenhum dos sete princípios básicos do processo de participação pública estabelecidos pela “Directiva Geral para o Processo de Participação Pública no processo de Avaliação de Impacto Ambiental” através do Diploma Ministerial nº 130/2006 de 19 de Julho invocada, a dada altura, pela representante do MASA, Eulália Comé, na sua vã tentativa de se escapar da recorrente pergunta sobre a base jurídico-legal. A referida Directiva estabelece: a) o Princípio de disponibilização e acessibilidade de informação adequada e possibilidade de aprendizagem durante o processo, incluindo suporte técnico; b) o Princípio de ampla participação; c) o Principio de representatividade; d) o Princípio da independência; e) o Princípio da funcionalidade; f) o Princípio de negociação e g) Princípio da responsabilidade.
 
O Principio de representatividade determina que “no processo de auscultação ou consulta devem se fazer representar todos os segmentos específicos da sociedade civil e outros interessados, principalmente os directamente afectados. É de carácter obrigatório que no mínimo seja assegurada a participação de 20% do universo das pessoas afectadas da área de influência da actividade. Em caso de reuniões que decorrem longe da área de inserção geográfica da actividade deverá, igualmente, ser garantida a participação de pelo menos 50% de instituições/ organizações directamente afectadas ou interessadas na actividade”. Por seu turno, o Princípio de negociação estabelece “que deverá ser entendida como um mecanismo de aproximação de interesses divergentes e estabelecimento de uma base de confiança entre as partes afectadas e interessadas, devendo concorrer para a divulgação das informações sobre as consequências da actividade e formas de minimização e repercussões a advirem da implementação da actividade. Deverá ajudar a administrar e reduzir os conflitos de interesses de diferentes grupos sociais”. O Princípio da responsabilidade defende que “o processo de auscultação e consulta públicas deverá representar de uma forma fiel e responsável as preocupações de todos os intervenientes no processo”.
 
Nós, ADECRU e Comissão Arquidiocesana de Justiça e Paz de Nampula, constatamos também que o MASA, por meio dos Governos Distritais e locais e dos Serviços Distritais de Actividades Económicas (SIDAE) condicionaram e limitaram sobremaneira a participação das partes interessadas ao exigir que o acesso às reuniões de auscultação fosse feito mediante a prévia inscrição nos SIDAE’s e a apresentação ou exibição do convite pelo participante à porta de entrada onde decorre a reunião, facto que impossibilitou a participação nas consultas já realizadas de membros das comunidades, com maior gravidade na Província de Niassa.
Em todas as consultas acompanhadas pela ADECRU e Comissão Arquidiocesana de Justiça e Paz de Nampula, mais de metade dos participantes eram membros do governo/funcionários públicos, incluindo os directores distritais dos Serviços de Inteligência e Segurança do Estado (SISE) que se apresentaram como tal publicamente, membros do partido FRELIMO integrantes da Organização da Mulher Moçambicana (OMM) e Organização da Juventude Moçambicana (OJM). Depois da primeira reunião de auscultação realizada no dia 20 de Abril, na sede do Distrito de Rapale, em Nampula, durante a qual a maior parte dos presentes exigiram respostas das suas perguntas que os representantes do ProSavana e do MASA não quiseram responder, quase todas as consultas seguintes foram antecedidas por reuniões fechadas de concertação, cooptação e instrumentalização dos régulos e do grupo acima referenciado, para que se encarregassem de intimidar e limitar a liberdade de expressão dos poucos camponeses que atenderam as consultas. Em alguns casos, a abertura e moderação das consultas pelos administradores distritais foram dominadas por discursos intimidatórios como sucedeu-se na vila sede de Monapo.
 
“O Prosavana é um programa do governo e deve avançar, não podemos ouvir a voz do anti-desenvolvimento. O Prosavana deve ser discutido pelas pessoas de Monapo e não pelas pessoas da sociedade civil que usam os camponeses para ganhar dinheiro. Por isso, devemos aceitar este programa aqui em Monapo”. Disse o Administrador de Monapo, Salvador Talapa.
 
Em mais de 24 vilas e postos administrativos fiscalizados pela ADECRU e Comissão Arquidiocesana de Justiça e Paz de Nampula, as reuniões de auscultação pública da versão inicial do Plano Director, regra geral, começaram tardiamente com, pelo menos, 30 minutos de atraso. Por exemplo, em Nametil, vila sede do Distrito de Mogovolas, a reunião de auscultação pública começou por volta das 10H30 minutos, um atraso de 1H30 quando inicialmente estava prevista para às 9h00.No Posto Administrativo de Iuluto no mesmo distrito, o processo iniciou por volta das 13H46 minutos, isto é, teve um atraso de 46 minutos, uma vez que estava prevista para começar às 13Hh00. Também houve casos graves de alteração e trocas de dias e horários previamente anunciados, com maior incidência nas províncias de Niassa e Nampula de forma premeditada para evitar a participação e críticas de representantes da sociedade civil que muitas vezes eram aplaudidas pelos participantes. Tal é o caso do adiamento das reuniões de Nairubi no Distrito de Majune em Niassa, inicialmente marcada para o dia 25 de Abril. A reunião de Mutuali em Malema marcada para as 13 horas do dia 27 de Abril foi adiada para o dia 28 do mesmo mês e a de Malema sede que deveria ser no dia 28 de Abril decorreu um dia antes.
 
A legitimidade perdida por causa do incumprimento da lei e pela rejeição do ProSavana por amplos sectores da sociedade moçambicana sobretudo comunidades e organizações camponeses do Corredor de Nacala, dadas as suas potenciais e fatais consequências, não pode ser recuperada ao preço de uma suposta e pretensa auscultação pública, cuja base jurídico-legal desconhece-se até pelo próprio MASA e Governo de Moçambique, que viola a lei e retira direitos de acesso a informação, consentimento informado, participação democrática, e a margem de um Estudo de Avaliação de Impacto Ambiental. Lamentamos e repudiamos que o Governo se tenha transformado no maior violador da Lei, opondo de forma intolerante aos direitos e conquistas sociais e constitucionais e esteja agora a impor uma parceria triangular com o Brasil e Japão cujas consequências fatais atingirão cerca de 4.5 milhões de moçambicanos sobretudo as populações e comunidades camponesas.
 
O Programa ProSavana e o conexo processo de auscultação pública do Plano Director é uma afronta a conquista histórica dos camponeses e das comunidades locais moçambicanas que lutaram pela libertação da terra e dos homens/mulheres durante mais de 10 anos e resistiram contra a ocupação estrangeira em mais de 500 anos. Acusar os camponeses e as comunidades locais de baixa produtividade, de desflorestamento e elevada taxa de natalidade para justificar a viabilidade do ProSavana e do agronegócio liderado pelo Brasil e Japão é também um grave equívoco e um insulto a inteligência das mulheres e dos homens livres que deve ser desfeito. Invadir e expulsar as populações e as comunidades camponeses das suas terras para promover o agronegócio brasileiro e japonês é promover a ocupação estrangeira contra a qual o Povo moçambicano deve resistir implacavelmente inspirado pelo artigo 14 da Constituição da República de Moçambique que estabelece que “A República de Moçambique valoriza a luta heróica e a resistência secular do povo moçambicano contra a dominação estrangeira.”
 
Priorizar a soberania alimentar e investir na agricultura camponesa agroecológica baseadas em sistemas de produção e não em culturas, ou seja, a não destruição da lógica produtiva familiar que para além de questões económicas incorpora sobretudo a lógica de ocupação de espaços geográficos, a dimensão social e antropológica, adoptando políticas de acesso ao crédito rural, serviços públicos de extensão agrária, sistemas públicos de irrigação, valorização das sementes nativas e resistentes às mudanças climáticas, infra-estruturas rurais ligadas a criação de capacidade produtiva e políticas de apoio e incentivo à comercialização rural, é defender soluções sustentadas e soberanas a favor dos moçambicanos. O Plano Estratégico para o Desenvolvimento do Sector Agrário (PEDSA) em vigor desde 2011 corporiza todas as regiões geográficas do Pais e bases para a formulação de uma abordagem e estratégias básicas para o desenvolvimento agrário do Corredor de Nacala. Não procede, portanto, a alegada pretensão principal defendida pelos proponentes do ProSavana de “contribuir para o aumento da produção e produtividade, segurança e diversificação alimentar em Moçambique e para a promoção do desenvolvimento humano do país” dado que este mesmo objectivo já foi definido e garantido no PEDSA. Saiba-se que os propósitos e fundamentos do Prosavana estão desalinhados e até são contra as prioridades nacionais.
 
Sob ponto de vista técnico, a base metodológica que norteou a elaboração do Draft Zero do Plano Director é bastante elementar e fraudulenta, destituída de um mínimo de rigor científico para ser validada e remetida para auscultação pública. Este documento revela que os seus proponentes desconhecem profundamente o contexto, os entraves e prioridades para o desenvolvimento da agricultura em Moçambique. O documento assume a produtividade agrícola como o objectivo central, no entanto, ao dimensionar as causas da baixa produtividade aponta a agricultura de pousio como o principal factor. Tal conclusão é falaciosa, manipuladora e assenta-se sob uma base científica bastante frágil e tendenciosa, pois a agricultura de pousio é o principal factor da conservação da fertilidade dos solos e por via disso do aumento da produtividade, como vários estudos constataram nos ganhos obtidos nas duas últimas décadas nas culturas de milho, feijões e amendoim. Outrossim, o documento declara o combate ao pousio por via da titularização individual da terra e uso massivo e intensivo de fertilizantes, cujo objectivo final é de encontrar terras para promover investimentos, ou seja, é um mecanismo de usurpação de terra que pretende ser legitimado por uma política pública. Vale lembrar que na “Nota Conceptual do Prosavana”, um documento publicado pelo então Ministério da Agricultura (MINAG), preconizava-se a criação de um banco de terras do Corredor de Nacala cuja finalidade era a promoção do agronegócio.
 
De acordo com o Comunicado de Imprensa sobre auscultação pública à volta da versão inicial do Plano Director do ProSavana “ o estudo foi elaborado pelas equipas técnicas dos três países e discutido com os produtores e organizações da Sociedade Civil Moçambicana ao longo de 2012-2013”. ADECRU e Comissão Arquidiocesana de Justiça e Paz de Nampula repudiam esta mentira grosseira e inadmissível segundo a qual terá havido discussão do estudo do Plano Director “com os produtores e organizações da Sociedade Civil Moçambicana ao longo de 2012-2013”. Saiba-se que o referido estudo nunca foi tornado publico e desconhece-se o seu paradeiro. Aproveitamos a oportunidade para exigir a imediata divulgação deste estudo citado pelo MASA se é que existe. Aliás, qualquer discussão que se queira fazer sobre o ProSavana incluindo a auscultação pública do Plano Director deve ser feita também na presença das tais “equipas técnicas dos três países” e liderada por estes e não somente por representantes do MASA e do Governo moçambicano que muitas vezes desconhecem o conteúdo do documento.
 
Que o Povo moçambicano neste ano de grandes e decisivos desafios sobre o aprofundamento e consolidação da Paz e da Democracia encontre o caminho da justiça social e da igualdade fraterna inspirados pela mensagem de exortação pastoral do Conselho Permanente da Conferência Episcopal de Moçambique-CEM (2012): “Devemos por isso comprometer-nos seriamente com o bem-estar da nação, tornando-nos participativos na gestão dos problemas que afectam a convivência democrática, a paz e o bem comum. A todos os que têm responsabilidades públicas, solicitamos que se esforcem cada vez mais em proceder com justiça e transparência na gestão do bem comum, na consciência de que ninguém é proprietário ou dono dos bens que por própria natureza pertencem a todos os cidadãos deste país…Cooperem, portanto, em nome daqueles que lhes confiaram mandato, com todas as forças da sociedade civil e da política para eliminar a crescente desigualdade social que existe entre os irmãos da mesma família moçambicana…”
ADECRU e Comissão Arquidiocesana de Justiça e Paz de Nampula reafirmam sua missão e compromisso social e de defesa dos direitos humanos e da dignidade humana no Pais e no Mundo.
Nampula, 11 de Maio de 2015
Comissão Arquidiocesana de Justiça e Paz de Nampula
Acção Académica para o Desenvolvimento das Comunidades Rurais


 



7º DIA DA VISITA AD LIMINA

  DIA DA VISITA AD LIMINA DOS BISPOS DE MOÇAMBIQUE

D. Germano e o Cardeal António Maria Vegliò

Às 9.00H, da Terça Feira 12.05.2015, 7º Dia da Visita ad Limina, os Bispos de Moçambique visitaram o Pontifício Conselho para os Migrantes e os Itinerantes.

Este Pontifico Conselho foi instituído em 1970, pelo Papa Beato Paulo VI, com a incumbência de  providenciar o estudo e a aplicação da pastoral para “as pessoas em movimento”: migrantes, exilados, refugiados, prófugos, pescadores e marítimos aeronavegantes, os que trabalham com os transportes estradais e nos parques de diversões, nômades, circenses, peregrinos e turistas. Enfim, para todos aqueles grupos de pessoas que, de maneira diferente, estão envolvidos no fenômeno da mobilidade humana, como os estudantes estrangeiros, os operadores e os técnicos os cuais, para os grandes trabalhos ou pesquisas científicas a nível internacional, devem transferir-se de um País para outro.

O Dicastério, dirigido pelo Presidente, S. Eminência o Cardeal António Maria Vegliò; coadjuvado pelo Secretário o Arcebispo D. Joseph Kalathiparambila;  assistido pelo Subsecretário, D. Gabriele Ferdinando Bentoghi.

 
O Cardeal  Peter Turkson (izq) durante o encontro com os Bispos


II.- VISITA AO PONTIFÍCIO CONSELHO DE JUSTIÇA E PAZ


Às 11.00H, os Bispos visitaram o Pontifício Conselho de Justiça e Paz. Foram refebidos por S. E. o  Cardeal Peter Kodwo A. Turkson, Prefeito; pela sub-secretária Srª Flamínia Giovannelli e pelos colaboradores do Conselho.

O Papa Beato Paulo VI instituiu o Pontifício Conselho de Justiça e Paz em 6 de Janeiro de 1967. Tem como finalidade: promover a justiça e a paz no  mundo segundo o  Evangelho e a doutrina social da Igreja.
Entre as directrizes recebidas no referido encontro, salientamos: a necessidade  e importância de trabalhar em rede junto com outras Conferências Episcopais e até a nível continental; a atenção à situação da mulher; o problema da ocupação das terras em benefício dos mega-projectos; os Direitos Humanos e o envolvimento dos leigos

O Encontro na Congregação dos Religiosos
. III.- VISITA A SAGRADA CONGREGAÇÃO PARA A VIDA CONSAGRADA E AS SOCIEDADES DE VIDA APOSTÓLICA.

Na parte da tarde, por volta das 16.00H, os Bispos visitaram a Sagrada Congregação para a Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica.

Na ausência do Prefeito desta Congregação, S. E. Sr. Cardeal João Braz de Aviz, os Bispos foram recebidos pelo Secretário o Arcebispo D. José Rodriguez Carballo; pelo Secretário Pe. Sebastiano Paciolla; e a Secretária a Irmã Nicoletta Spezzati.

Eis algumas directrizes, depois do diálogo entre todos os presentes:

- importância da fidelidade ao próprio carisma; a vida comunitária, como elemento fundante da Vida Consagrada; o necessário discernimento nas novas fundações; a distinção entre diaconia, carisma e missão; a formação de base (humana, cristã e da vida religiosa); a pastoral vocacional; e as convenções entre as Congregações e os Bispos.

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segunda-feira, 11 de maio de 2015

6º DIA DA VISITA AD LIMINA



Visita à Congregação para o Clero. Pres. S.Eminência Cardeal Stella
6º DIA DA VISITA AD LIMINA DOS BISPOS DE MOÇAMBIQUE

11.05.2015.

1. Missa com o Papa Francisco

Às 7.00H do dia 11 de Maio de 2015,  6º dia da “Visita ad limina”, os Bispos de Moçambique concelebraram com o Santo Padre, o Papa FRANCISCO, na Casa Santa Marta. Na sua homilia o Santa Padre falou da presença do Espírito Santo, que guia a vida da Igreja, nos faz lembrar os ensinamentos de Jesus e nos conduz à verdade total.

2.Na Sagrada Congregação para o Clero (e seminários)

Às 9.30H, os Bispos visitaram a Congregação para o Clero. Fora recebidos pelo Cardeal Beniamino  Stella, Prefeito da referida Congregação, pelo Secretário  o Arcebispo D. Jorge Merciel, pelo Secretário para os Seminários, D. Jorge  Patrón Wong e pelos seus colaboradores directos.

Depois da apresentação de todos os participantes ao encontro, D. Claudio Dalla Zuanna, Arcebispo da Beira e Presidente da Comissão Episcopal do Clero, apresentou a situação do clero diocesano em Moçambique. Houve várias intervenções dos Bispos que sublinharam alguns aspectos mais importantes para serem tidos em consideração.

O Cardeal Stella deu algumas directrizes sublinhando especialmente: a espiritualidade e identidade e sentido de pertença do sacerdote; a direito a um sustentamento justo e digno; a formação permanente; o acompanhamento por parte dos Bispos; evitar o isolamento dos padres.

Na 2ª parte do Encontro, D. Francisco Lerma, Bispo de Gurúè e Presidente da Comissão dos Seminários e Vocações, apresentou uma panorâmica da situações das Vocações e dos Seminários em Moçambique, nomeadamente a Pastoral vocacional nas Paróquias, os Seminários Propedêuticos, Filosóficos e Teológico, estatísticas, instalações, situação económica, Formadores, Professores, situação académica e perspectivas para o futuro .

Eis as directrizes que foram indicadas:

 a) a riqueza dos seminaristas em formação nos vários seminários;

 b) os desafios: é positivo unir as forças  existentes em ordem a solucionar a parte académica; é muito importante e prioritário a formação dos formadores e professores , especialização e formação permanente.

Visita à Congregação para o Culto Divino e os Sacramentos
3.Congregação para o Culto divino e a disciplina dos Sacramentos.

Às 11.20H, os Bispos de Moçambique foram recebidos por S. Eminência o Sr. Cardeal Robert Sarah, Prefeito da Congregação; pelo Secretário S. E. R. D. Arthur Roche; pelo Sub-seretário Pe. Corrado Maggioni e pelo Chefe de Secção Mons. Gerard Njen.

D. Lúcio Muandula, Presidente da Conferência Episcopal apresentou um breve relatório sobre a situação da Liturgia na Igreja em Moçambique, sublinhando a dinâmica das nossas comunidades  ministeriais, a criatividade, o empenho dos fiéis. No diálogo foram salientados mais outros aspectos relacionados com a acção litúrgica (traduções e publicações, construções de capelas).

O cardeal Sarah convidou os bispos para serem garantes da fidelidade ao espírito da liturgia, a identidade e vivência do Padre com Cristo sacerdote; a construção do corpo vivo de Cristo, formado por pedras vivas, antes de um corpo de pedra.