quarta-feira, 6 de outubro de 2021

Dom Inácio Lucas, no Seminário Diocesano de Múrcia

 Ao longo da sua estadia na Espanha (29/09-03/10), uma das escalas do nosso Bispo, foi o Seminário Diocesano de Múrcia, um Seminário muito significativo para a nossa Diocese: o nosso saudoso Bispo Dom Francisco Lerma Martínez, passou pelo Seminário acima.

Apresentamos a seguir uma mini galeria fotográfica dos momentos mais marcantes da visita do nosso Bispo ao Seminário de Múrcia:



Celebração eucarística

Com os Seminaristas de Múrcia





Dom Inácio assina o livro de honra de visitas do Seminário de Múrcia


terça-feira, 5 de outubro de 2021

Dom Inácio Lucas recebido na Espanha

 De 29 de Setembro a 03 de Outubro, de Portugal onde se encontra desde o passado dia 22 de Setembro, Dom Inácio visitou as Irmãs Apostólicas de Cristo Crucificado na Espanha. Na mesma ocasião, Dom Inácio encontrou-se com os parentes de Dom Francisco Lerma Martínez, II Bispo da nossa Diocese falecido a 24 de Abril de 2019. Mais ainda, Dom Inácio foi acolhido na Universidade Católica de Múrcia, onde o falecido Bispo Dom Francisco Lerma foi condecorado com o Diploma Honoris Causa.

Dom Inácio com a Madre Geral das Irmãs
Apostólicas de Cristo Crucificado, Irmã Conceição


Na manhã do dia 03 de Outubro, do Aeroporto de Alicante na Espanha, Dom Inácio regressou para Lisboa.

Telegrama do Santo Padre enviado ao Arcebispo de Maputo

 

EXCMO E REVMO DOM FRANCISCO CHIMOIO OFMCap

ARCEBISPO DE MAPUTO

               RECEBIDA COM PESAR NOTÍCIA DA MORTE DO IRMÃO CARDEAL ALEXANDRE JOSÉ MARIA DOS SANTOS, QUERO TESTEMUNHAR A MINHA SOLIDARIEDADE AOS FAMILIARES EM LUTO E A QUANTOS, SOBRETUDO NESSA ARQUIDIOCESE DE MAPUTO, BENEFICIARAM DO SERVIÇO DESTE PASTOR. AO SENHOR QUE O GUIOU EM TODA A SUA EXISTÊNCIA, CONFIO ESTE INCANSÁVEL SERVIDOR DO EVANGELHO E DA IGREJA PEDINDO QUE O ACOLHA NA JERUSALÉM DO CÉU, PARA ONDE CONVIDO A ERGUER SEUS CORAÇÕES OS PARTICIPANTES NA LITURGIA EXEQUIAL POR DOM ALEXANDRE, À QUAL ME ASSOCIO EM ESPÍRITO CONCEDENDO AOS PRESENTES E A QUANTOS CHORAM PELA SUA MORTE O CONFORTO DA BÊNÇÃO APOSTÓLICA.

FRANCISCUS PP.

quinta-feira, 30 de setembro de 2021

Faleceu Dom Alexandre José Maria dos Santos, Cardeal Arcebispo emérito da Arquidiocese de Maputo

 

Faleceu ontem (29 de Setembro da corrente) em Maputo, vítima de doença, Sua Eminência Dom Alexandre José Maria dos Santos, Cardeal Arcebispo emérito da Arquidiocese de Maputo.

Enquanto agradecemos a Deus pela vida, missão e dedicação de S. Eminência, queremos endereçar os nossos pêsames e sentidas condolências, assegurando as nossas fervorosas orações em sufrágio da Sua alma.

Que a Sua alma descanse em Paz !!!

segunda-feira, 27 de setembro de 2021

27 de Setembro, São Vicente de Paulo

 

"Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e espírito e amarás ao teu próximo como a ti mesmo (Mt 22,37-39).


Se não foi o lema da vida deste santo, viveu como se fosse. São Vicente de Paulo nasceu em 24 de abril de 1581, na aldeia de Pouy, nas “Landes”, França. Seu pai se chamava João de Paulo, e sua mãe Bertranda de Moras. Tinham uma pequena propriedade de que tiravam a subsistência para a família, composta de seis filhos. Vicente que era o terceiro filho, trabalhava no campo com o pastoreio dos rebanhos.

Ele se entregou sem reserva ao sacerdócio. Por meio de suas obras, como a Congregação da Missão, a Companhia das Filhas da Caridade, as Conferências de São Vicente de Paulo e a todas as obras de inspiração vicentina podemos ver o quanto a Igreja valoriza o grande trabalho apostólico e caritativo desse gigante da fé, onde ardia a chama da caridade evangélica (cf. Lc 12,49).

Depois de ordenado sacerdote, passou por uma escravidão em Túnis e acabou sendo vendido a um senhor que o libertou; em seguida, foi para Paris. Tornou-se capelão da rainha Margarida, aproximando-se da miséria humana, que era grande em Paris. De modo especial, trabalhou no novo Hospital da Caridade.

Nesta época, o Cardeal de Bérulle, fundador do Oratório na França, enviou-o como pároco a Clichy-la-Garenne, na periferia de Paris. Como educador dos filhos do General das Galeras, em seus castelos e propriedades do interior, ele pôde ver a grande miséria material e espiritual do povo do campo. Isso mudou a sua vida. Pediu ao Cardeal Bérulle e se tornou pároco da pobre Châtillon-des-Dombes. Ali, ele começou sua grande obra de caridade, fazendo a “organização da caridade”. O serviço dos pobres era sua vida, nos primeiros vinte anos de sacerdócio, sempre guiado pelos acontecimentos e pela Providência Divina.

O resto do seu tempo era repartido entre o confessionário, o catecismo, a oração e o estudo. Para ampliar o trabalho pelos pobres, São Vicente começou a reunir os sacerdotes que desejassem viver, sob a orientação dos bispos, à salvação do pobre povo do campo, por meio da pregação, da catequese e das confissões gerais sem retribuição nenhuma.

Os seguidores de São Vicente se multiplicaram a ponto de o pobre “Asilo dos Bons Meninos” não poder mais os abrigar. Pela Providência Divina, Adriano Bom, Prior de São Lázaro, ofereceu ao santo a casa e as terras do seu priorado, conhecido pelo nome de São Lázaro, antigo hospital de leprosos e vasta construção onde permaneceram até o fim do século XVIII. Daqui, vem o costume de se chamarem “Lazaristas” os padres congregados de São Vicente. Assim surgiu, em 1632, o “Priorado de São Lázaro”, os “lazaristas”, que cresceu rapidamente, implantando-se em cerca de quinze dioceses para missões paroquiais e fundação de “Caridades”.

São Vicente exigia de seus companheiros “o espírito de Nosso Senhor”, com as cinco virtudes fundamentais: simplicidade, mansidão em relação ao próximo, humildade, mortificação e zelo. Aos que partiam para pregar o Evangelho, ele dizia: “trata-se não de se fazer amar, e sim de fazer amar Jesus Cristo”. A criada Congregação da Missão chegou até a Itália, Irlanda, Polônia, Argélia e Madagáscar.

São Vicente soube dar dinamismo às numerosas “Caridades”, dando-lhes uma estrutura de unidade e eficiência. Santa Luísa de Marillac, viúva de António Le Gras, iniciada à vida espiritual por São Francisco de Sales,  sob a sua orientação, muito ajudou neste trabalho. Com ela, a 29 de novembro de 1633, nascia a “Companhia das Filhas da Caridade”, recebendo de São Vicente um regulamento original e exigente: “Tereis por mosteiros a sala dos doentes. Por cela, um quarto de aluguel; como capela, a igreja paroquial; como claustro, as ruas da cidade; como clausura, a obediência; como grade, o temor de Deus; como véu, a santa modéstia.” “Deveis fazer o que o Filho de Deus fez na Terra; a estes pobres doentes, deveis dar a vida do corpo e a vida da alma”.

São Vicente não jogava os ricos contra os pobres, ao contrário, aproximava o rico do pobre, queria trazê-los a uma estima e amizade recíprocas, mostrando que o pobre e o rico têm igual necessidade um do outro. Para isso, criou a “Confraria de Caridade” para aproximar os pobres dos ricos. Com a ajuda de senhoras piedosas, angariava e dava os socorros aos pobres doentes da localidade.

São Vicente criou muitas obras: a Capelania da Corte, para o magistério dos pobres; a Fundação das Senhoras de Caridade, para os  hospitais, asilos para os velhos e refúgios para as mulheres decaídas. Trabalhou na reforma do clero, promoveu retiros eclesiásticos, fundação dos seminários, missões aos camponeses, cuidou dos leprosos, dos loucos, dos refugiados de guerra, dos mendigos, dos condenados etc.

Ele dizia que “quanto mais humilde for alguém tanto mais caridoso será para com o próximo”. “Se nos livrarmos do amor próprio um quarto de hora antes de morrer, podemos dar graças a Deus”. “O demônio não sabe se defender diante da humildade, porque ele é soberbo”.

São Vicente sofreu de muitas enfermidades, mas nunca reclamava. Na segunda-feira, 27 de setembro de 1660, às 4h30 da manhã, Deus o chamou a si no momento em que seus filhos espirituais, reunidos na igreja, começavam a oração. Morreu aos 84 anos de idade e 60 de sacerdócio. Sua canonização aconteceu em 16 de junho de 1737, pelo papa Clemente XII, e, em 12 de maio de 1885, foi declarado Patrono de todas as obras de caridade da Igreja Católica, por Leão XIII.

São Vicente de Paulo, rogai por nós! 

Oração:

“São Vicente, que tanto vos compadecestes dos pobres, eu vos peço, olhai para mim! Sou pobre. Estou passando necessidades. O dinheiro é curto e nunca chega para comprar tudo o que necessito. São Vicente! Sou pobre, mas tenho fé! Há gente mais pobre do que eu: são aqueles que não têm fé; porque esses têm a alma vazia. São Vicente, conservai minha riqueza, que é a fé; mas eu vos peço, aliviai também a minha pobreza. Ajudai-me a adquirir ao menos o necessário para me alimentar bem, para me vestir honestamente, comprar os remédios que preciso, as forças necessárias para fazer bem os meus trabalhos, cumprir as minhas obrigações e, assim, poder ser útil à minha família e a todos os que precisarem de minha ajuda. Assim seja.”

terça-feira, 21 de setembro de 2021

52º aniversário natalício e 6º mês de Ordenação episcopal de Dom Inácio Lucas

 Na Festa litúrgica de São Mateus Apóstolo e Evangelista (21 de Setembro), a Igreja diocesana de Gurúè, revive com júbilo e gratidão ao Senhor o 52º aniversário natalício e o sexto mês da Ordenação episcopal do seu Bispo, Dom Inácio Lucas.

O primeiro aniversário que celebra enquanto Bispo, Dom Inácio revive esta significativa data em Maputo, onde está a fazer diligências para a obtenção do Visto de entrada para Portugal.

Imagem do arquivo diocesano

Desde a nossa página do Blogger, como família diocesana, queremos endereçar ao nosso Bispo os melhores votos de um feliz aniversário natalício, suplicando de Deus Pai e sob a intercessão da Beata Virgem Sempre Maria, abundantes graças no ministério episcopal.

Bem haja Dom Inácio Lucas!!!