segunda-feira, 27 de setembro de 2021

27 de Setembro, São Vicente de Paulo

 

"Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e espírito e amarás ao teu próximo como a ti mesmo” (Mt 22,37-39).


Se não foi o lema da vida deste santo, viveu como se fosse. São Vicente de Paulo nasceu em 24 de abril de 1581, na aldeia de Pouy, nas “Landes”, França. Seu pai se chamava João de Paulo, e sua mãe Bertranda de Moras. Tinham uma pequena propriedade de que tiravam a subsistência para a família, composta de seis filhos. Vicente que era o terceiro filho, trabalhava no campo com o pastoreio dos rebanhos.

Ele se entregou sem reserva ao sacerdócio. Por meio de suas obras, como a Congregação da Missão, a Companhia das Filhas da Caridade, as Conferências de São Vicente de Paulo e a todas as obras de inspiração vicentina podemos ver o quanto a Igreja valoriza o grande trabalho apostólico e caritativo desse gigante da fé, onde ardia a chama da caridade evangélica (cf. Lc 12,49).

Depois de ordenado sacerdote, passou por uma escravidão em Túnis e acabou sendo vendido a um senhor que o libertou; em seguida, foi para Paris. Tornou-se capelão da rainha Margarida, aproximando-se da miséria humana, que era grande em Paris. De modo especial, trabalhou no novo Hospital da Caridade.

Nesta época, o Cardeal de Bérulle, fundador do Oratório na França, enviou-o como pároco a Clichy-la-Garenne, na periferia de Paris. Como educador dos filhos do General das Galeras, em seus castelos e propriedades do interior, ele pôde ver a grande miséria material e espiritual do povo do campo. Isso mudou a sua vida. Pediu ao Cardeal Bérulle e se tornou pároco da pobre Châtillon-des-Dombes. Ali, ele começou sua grande obra de caridade, fazendo a “organização da caridade”. O serviço dos pobres era sua vida, nos primeiros vinte anos de sacerdócio, sempre guiado pelos acontecimentos e pela Providência Divina.

O resto do seu tempo era repartido entre o confessionário, o catecismo, a oração e o estudo. Para ampliar o trabalho pelos pobres, São Vicente começou a reunir os sacerdotes que desejassem viver, sob a orientação dos bispos, à salvação do pobre povo do campo, por meio da pregação, da catequese e das confissões gerais sem retribuição nenhuma.

Os seguidores de São Vicente se multiplicaram a ponto de o pobre “Asilo dos Bons Meninos” não poder mais os abrigar. Pela Providência Divina, Adriano Bom, Prior de São Lázaro, ofereceu ao santo a casa e as terras do seu priorado, conhecido pelo nome de São Lázaro, antigo hospital de leprosos e vasta construção onde permaneceram até o fim do século XVIII. Daqui, vem o costume de se chamarem “Lazaristas” os padres congregados de São Vicente. Assim surgiu, em 1632, o “Priorado de São Lázaro”, os “lazaristas”, que cresceu rapidamente, implantando-se em cerca de quinze dioceses para missões paroquiais e fundação de “Caridades”.

São Vicente exigia de seus companheiros “o espírito de Nosso Senhor”, com as cinco virtudes fundamentais: simplicidade, mansidão em relação ao próximo, humildade, mortificação e zelo. Aos que partiam para pregar o Evangelho, ele dizia: “trata-se não de se fazer amar, e sim de fazer amar Jesus Cristo”. A criada Congregação da Missão chegou até a Itália, Irlanda, Polônia, Argélia e Madagáscar.

São Vicente soube dar dinamismo às numerosas “Caridades”, dando-lhes uma estrutura de unidade e eficiência. Santa Luísa de Marillac, viúva de António Le Gras, iniciada à vida espiritual por São Francisco de Sales,  sob a sua orientação, muito ajudou neste trabalho. Com ela, a 29 de novembro de 1633, nascia a “Companhia das Filhas da Caridade”, recebendo de São Vicente um regulamento original e exigente: “Tereis por mosteiros a sala dos doentes. Por cela, um quarto de aluguel; como capela, a igreja paroquial; como claustro, as ruas da cidade; como clausura, a obediência; como grade, o temor de Deus; como véu, a santa modéstia.” “Deveis fazer o que o Filho de Deus fez na Terra; a estes pobres doentes, deveis dar a vida do corpo e a vida da alma”.

São Vicente não jogava os ricos contra os pobres, ao contrário, aproximava o rico do pobre, queria trazê-los a uma estima e amizade recíprocas, mostrando que o pobre e o rico têm igual necessidade um do outro. Para isso, criou a “Confraria de Caridade” para aproximar os pobres dos ricos. Com a ajuda de senhoras piedosas, angariava e dava os socorros aos pobres doentes da localidade.

São Vicente criou muitas obras: a Capelania da Corte, para o magistério dos pobres; a Fundação das Senhoras de Caridade, para os  hospitais, asilos para os velhos e refúgios para as mulheres decaídas. Trabalhou na reforma do clero, promoveu retiros eclesiásticos, fundação dos seminários, missões aos camponeses, cuidou dos leprosos, dos loucos, dos refugiados de guerra, dos mendigos, dos condenados etc.

Ele dizia que “quanto mais humilde for alguém tanto mais caridoso será para com o próximo”. “Se nos livrarmos do amor próprio um quarto de hora antes de morrer, podemos dar graças a Deus”. “O demônio não sabe se defender diante da humildade, porque ele é soberbo”.

São Vicente sofreu de muitas enfermidades, mas nunca reclamava. Na segunda-feira, 27 de setembro de 1660, às 4h30 da manhã, Deus o chamou a si no momento em que seus filhos espirituais, reunidos na igreja, começavam a oração. Morreu aos 84 anos de idade e 60 de sacerdócio. Sua canonização aconteceu em 16 de junho de 1737, pelo papa Clemente XII, e, em 12 de maio de 1885, foi declarado Patrono de todas as obras de caridade da Igreja Católica, por Leão XIII.

São Vicente de Paulo, rogai por nós! 

Oração:

“São Vicente, que tanto vos compadecestes dos pobres, eu vos peço, olhai para mim! Sou pobre. Estou passando necessidades. O dinheiro é curto e nunca chega para comprar tudo o que necessito. São Vicente! Sou pobre, mas tenho fé! Há gente mais pobre do que eu: são aqueles que não têm fé; porque esses têm a alma vazia. São Vicente, conservai minha riqueza, que é a fé; mas eu vos peço, aliviai também a minha pobreza. Ajudai-me a adquirir ao menos o necessário para me alimentar bem, para me vestir honestamente, comprar os remédios que preciso, as forças necessárias para fazer bem os meus trabalhos, cumprir as minhas obrigações e, assim, poder ser útil à minha família e a todos os que precisarem de minha ajuda. Assim seja.”

terça-feira, 21 de setembro de 2021

52º aniversário natalício e 6º mês de Ordenação episcopal de Dom Inácio Lucas

 Na Festa litúrgica de São Mateus Apóstolo e Evangelista (21 de Setembro), a Igreja diocesana de Gurúè, revive com júbilo e gratidão ao Senhor o 52º aniversário natalício e o sexto mês da Ordenação episcopal do seu Bispo, Dom Inácio Lucas.

O primeiro aniversário que celebra enquanto Bispo, Dom Inácio revive esta significativa data em Maputo, onde está a fazer diligências para a obtenção do Visto de entrada para Portugal.

Imagem do arquivo diocesano

Desde a nossa página do Blogger, como família diocesana, queremos endereçar ao nosso Bispo os melhores votos de um feliz aniversário natalício, suplicando de Deus Pai e sob a intercessão da Beata Virgem Sempre Maria, abundantes graças no ministério episcopal.

Bem haja Dom Inácio Lucas!!!

quinta-feira, 16 de setembro de 2021

VIAGEM APOSTÓLICA DO PAPA FRANCISCO A BUDAPESTE POR OCASIÃO DA SANTA MISSA CONCLUSIVA DO 52° CONGRESSO EUCARÍSTICO INTERNACIONAL E À ESLOVÁQUIA (12-15 DE SETEMBRO DE 2021) ENCONTRO COM OS BISPOS, SACERDOTES, RELIGIOSOS E RELIGIOSAS, SEMINARISTA E CATEQUISTAS

 

DISCURSO DO PAPA FRANCISCO

Catedral de São Martinho, Bratislava
Segunda-feira, 13 de Setembro de 2021

Amados Irmãos Bispos,
Caros sacerdotes, religiosos, religiosas e seminaristas,
Queridos catequistas, irmãs e irmãos, bom dia!

Saúdo-vos com alegria e agradeço a D. Stanislav Zvolenský as palavras que me dirigiu. Obrigado pelo convite a sentir-me em casa: venho como vosso irmão e, por isso, sinto-me um de vós. Estou aqui para partilhar o vosso caminho – é isto que deve fazer o bispo, o Papa –, partilhar os vossos interrogativos, partilhar as expetativas e esperanças desta Igreja e deste país. A propósito do país, acabei de dizer à Senhora Presidente que a Eslováquia é uma poesia! Partilhar era o estilo da primeira Comunidade cristã: mostravam-se assíduos e concordes, caminhavam juntos (cf. At 1, 12-14). Também litigavam, mas caminhavam juntos.

Tal é a primeira coisa de que necessitamos: uma Igreja que caminhe em conjunto, percorrendo as estradas da vida com a chama do Evangelho acesa. A Igreja não é uma fortaleza, não é um potentado, um castelo situado no alto que olha, distante e auto-suficiente, para o mundo. Aqui, em Bratislava, o castelo já existe; e é muito lindo! Mas a Igreja é a comunidade que deseja atrair para Cristo mediante a alegria do Evangelho, não o castelo! A Igreja é o fermento que faz levedar, no seio da massa do mundo, o Reino do amor e da paz. Por favor, não cedamos à tentação da magnificência, da grandeza mundana. A Igreja deve ser humilde como era Jesus, que Se despojou de tudo, fazendo-Se pobre para nos enriquecer (cf. 2 Cor 8, 9): foi assim que veio habitar entre nós e curar a nossa humanidade ferida.

Olhai! É bela uma Igreja humilde que não se separa do mundo nem olha a vida com indiferença, mas habita dentro dela. Habitar dentro – não o esqueçamos – é partilhar, caminhar juntos, acolher os interrogativos e as expectativas do povo. Isto ajuda-nos a sair da auto-referencialidade: o centro da Igreja… Quem é o centro da Igreja? Não é a Igreja. E quando a Igreja se fixa em si mesma, acaba como a mulher do Evangelho: curvada sobre si mesma, olhando o umbigo (cf. Lc 13, 10-13). O centro da Igreja não é ela própria. Abandonemos a preocupação excessiva connosco mesmos, com as nossas estruturas, com o modo como a sociedade nos olha. No fim, isso levar-nos-á a uma «teologia da maquilhagem»… Ver como nos maquilhamos melhor! Em vez disso, mergulhemos na vida real – a vida real – das pessoas e perguntemo-nos: Quais são as necessidades e os anseios espirituais do nosso povo? O que é que se espera da Igreja? Parece-me importante tentar responder a essas perguntas e acodem-me à mente três palavras.

A primeira é liberdade. Sem liberdade não há verdadeira humanidade, porque o ser humano foi criado livre e para permanecer livre. Os dramáticos períodos da história do vosso país são uma grande lição: quando a liberdade foi ferida, violada e suprimida, a humanidade degradou-se e sobrevieram as tempestades da violência, coerção e privação de direitos.

Entretanto a liberdade não é uma conquista automática, que permanece igual duma vez por todas. Não o é! A liberdade é sempre um caminho, por vezes cansativo, que se deve retomar continuamente, lutar diariamente por ela. Para ser verdadeiramente livre, não basta sê-lo exteriormente ou nas estruturas da sociedade. A liberdade chama cada um a ser responsável pelas próprias opções, a discernir, a levar por diante os processos da vida. Isto é cansativo, isto assusta-nos. Às vezes, é mais cómodo não se deixar envolver pelas situações concretas e continuar a repetir o passado, sem se empenhar de coração, sem correr o risco da decisão: é melhor arrastar a vida fazendo aquilo que outros – talvez a maioria ou a opinião pública, as coisas que nos impingem os mass-media – decidam por nós. É errado! Hoje tantas vezes fazemos as coisas que os mass-media decidem por nós. E perde-se a liberdade. Recordemos a história do povo de Israel: sofria sob a tirania do Faraó, era escravo; depois é libertado pelo Senhor, mas para se tornar verdadeiramente livre, e não apenas liberto dos inimigos, tem de atravessar o deserto, um caminho cansativo. E vinha-lhe ao pensamento: «Quase era melhor antes; pelo menos tínhamos um pouco de cebolas para comer...». Uma grande tentação: considerar melhor um pouco de cebolas que a fadiga e o risco da liberdade. Esta é uma das tentações. Ontem, ao dirigir-me ao grupo ecuménico, lembrava «O grande inquisidor» de Dostoievskij. Cristo volta secretamente à terra e o inquisidor repreende-O por ter dado a liberdade aos homens. Um pouco de pão e qualquer outra coisinha bastam; um pouco de pão e algo mais é o suficiente. Sempre a mesma tentação: a tentação das cebolas. Melhor um pouco de cebolas e pão do que a fadiga e o risco da liberdade. Deixo isto à vossa reflexão.

Também na Igreja, pode às vezes insidiar-nos esta ideia: ter todas as coisas predefinidas, as leis a observar, a segurança e a uniformidade, é melhor do que ser cristão responsável e adulto, que pensa, interpela a própria consciência e se deixa questionar. É o princípio da casuística: tudo regulado… Na vida espiritual e eclesial, há a tentação de procurar uma falsa paz que nos deixa tranquilos, em vez do fogo do Evangelho que nos desinquieta, que nos transforma. A segurança das cebolas do Egito é mais confortável que as incógnitas do deserto. Mas uma Igreja que não deixa espaço para a aventura da liberdade, mesmo na vida espiritual, corre o risco de se tornar um lugar rígido e fechado. Talvez alguns se habituaram a isto; mas muitos outros, sobretudo nas novas gerações, não são atraídos por uma proposta de fé que não lhes deixa liberdade interior, não são atraídos por uma Igreja onde é preciso pensarem todos da mesma maneira e obedecerem cegamente.

Caríssimos, não tenhais medo de formar as pessoas para uma relação madura e livre com Deus. É importante esta relação. Talvez isto nos dê a impressão de não poder controlar tudo, de perder força e autoridade; mas a Igreja de Cristo não quer dominar as consciências e ocupar os espaços, quer ser uma «fonte» de esperança na vida das pessoas. É um risco, é um desafio. Digo-o sobretudo aos Pastores: vós exerceis o ministério num país onde muitas coisas mudaram rapidamente e tiveram início muitos processos democráticos, mas a liberdade ainda é frágil. É-o sobretudo no coração e na mente das pessoas. Por isso encorajo-vos a fazê-las crescer livres duma religiosidade rígida. Que saiam disto e cresçam livres! Que ninguém se sinta oprimido. Possa cada um descobrir a liberdade do Evangelho, entrando gradualmente na relação com Deus, com a confiança de quem sabe que Lhe pode apresentar a sua própria história e as suas feridas sem medo nem fingimento, sem se preocupar em defender a própria imagem. Poder dizer: «sou pecador», mas dizê-lo com sinceridade. Não bater no peito e, depois, continuar a crer-se justo. A liberdade. Que o anúncio do Evangelho seja libertador, nunca opressivo; e a Igreja, sinal de liberdade e acolhimento.

Tenho a certeza que nunca se saberá donde veio isto que vos digo. Foi uma coisa que aconteceu há tempos: a carta dum bispo, falando dum Núncio. Dizia: «Bem! Estivemos 400 anos sob o domínio dos turcos, e sofremos. Depois, 50 sob o comunismo, e sofremos. Mas os sete anos com este Núncio foram piores que as outras duas coisas!» Às vezes pergunto-me: Quantas pessoas podem dizer o mesmo do bispo que têm ou do pároco? Quantos? Não; sem liberdade, sem paternidade, as coisas não funcionam.

Segunda palavra (a primeira era liberdade): criatividade. Sois filhos duma grande tradição. A vossa experiência religiosa encontra a sua nascente na pregação e ministério das luminosas figuras dos Santos Cirilo e Metódio. Eles ensinam-nos que a evangelização não é jamais uma simples repetição do passado. A alegria do Evangelho é sempre Cristo, mas os caminhos para que esta boa nova progrida no tempo e na história são diversos. Os caminhos são todos diversos. Cirilo e Metódio percorreram juntos esta parte do continente europeu e, ardendo de paixão pela proclamação do Evangelho, chegaram a inventar um novo alfabeto para a tradução da Bíblia, dos textos litúrgicos e da doutrina cristã. Foi assim que se tornaram apóstolos da inculturação da fé entre vós. Foram inventores de novas linguagens para transmitir o Evangelho, foram criativos na tradução da mensagem cristã, estiveram tão próximos da história dos povos que chegaram ao ponto de falar a sua língua e assimilar a sua cultura. Por acaso não precisa disto, também hoje, a Eslováquia? – pergunto-me. Porventura não será esta a tarefa mais urgente da Igreja entre os povos da Europa: encontrar novos «alfabetos» para anunciar a fé? Como pano de fundo temos uma rica tradição cristã, mas hoje, na vida de muitas pessoas, permanece a lembrança dum passado que já não lhes fala deixando de orientar as opções da sua existência. À vista da perda do sentido de Deus e da alegria da fé, não adianta lamentar-se, entrincheirar-se num catolicismo defensivo, julgar e acusar o mundo de ser mau. Não ajuda! O que ajuda é a criatividade do Evangelho. Atenção! O Evangelho não foi encerrado ainda; permanece aberto! É vigoroso, está cheio de vigor, continua. Recordemos como fizeram aqueles homens que queriam levar a Jesus um paralítico e não conseguiam passar pela porta da frente. Abriram um buraco no teto, e baixaram-no do alto (cf. Mc 2, 1-5). Foram criativos… À vista da dificuldade – «e como fazemos? Ah! Fazemos assim…» À vista talvez duma geração que não acredita, que perdeu o sentido da fé, ou que reduziu a fé a um hábito ou a uma cultura mais ou menos aceitável, procuremos abrir um buraco… Sejamos criativos! Liberdade, criatividade... Como é belo quando sabemos encontrar novos caminhos, modos e linguagens para anunciar o Evangelho! E podemos ajudar com a criatividade humana: esta possibilidade existe também em cada um de nós, mas o grande criativo é o Espírito Santo! É Ele que nos impele a ser criativos! Se com a nossa pregação e a nossa pastoral já não conseguimos entrar pelo caminho ordinário, procuremos abrir espaços diversos, experimentemos outros caminhos.

E aqui abro um parêntese. A pregação. Alguém me disse que, na Evangelii gaudium, me detive demasiado na homilia. Fi-lo, porque é um dos problemas deste tempo. É verdade que a homilia não é um sacramento, como pretendiam alguns protestantes, mas é um sacramental! Não é um sermão de Quaresma; é uma coisa diferente. Está no coração da Eucaristia. E pensemos nos fiéis, que têm de ouvir homilias de 40 minutos, 50 minutos, sobre temas que não compreendem, que não os tocam… Por favor, padres e bispos, pensai bem como preparar a homilia, como fazê-la, para que haja um contacto com as pessoas e sejam inspiradas pelo texto bíblico. Uma homilia, habitualmente, não deve ultrapassar os dez minutos, porque as pessoas, depois de oito minutos, perdem a atenção, a não ser que seja muito interessante. Mas o tempo deveria ser de 10 a 15 minutos; não mais. Tive um professor de homilética que dizia que uma homilia deve possuir coerência interna: uma ideia, uma imagem e um afeto; que as pessoas saiam com uma ideia, uma imagem e algo que tocou no seu coração. Assim, simples, é o anúncio do Evangelho! Assim pregava Jesus, que tomava como exemplo os pássaros, os campos… coisas concretas, mas que as pessoas entendiam. Desculpai por ter voltado a este tema, mas preocupa-me... [aplausos] Permiti-me uma observação maliciosa: os aplausos começaram pelas irmãs, que são vítimas das nossas homilias!

Cirilo e Metódio deram início a esta criatividade nova, praticaram-na, ensinando-nos que o Evangelho não pode crescer, se não estiver enraizado na cultura dum povo, isto é, nos seus símbolos, interrogativos, palavras, modos de ser. Como sabeis, os dois irmãos foram obstaculizados e muito perseguidos. Foram acusados de heresia, porque ousaram traduzir a língua da fé. Entra aqui a ideologia que surge da tentação de uniformizar. Por detrás de nos querer uniformizados, há uma ideologia. Mas a evangelização é um processo de inculturação: é semente fecunda de novidade, é a novidade do Espírito que renova todas as coisas. O lavrador semeia – diz Jesus –, depois vai para casa e dorme. Não se levanta para ver se cresce, se germina... É Deus que dá o crescimento. Neste sentido, não controlemos demasiado a vida: deixemos que a vida cresça, como fizeram Cirilo e Metódio. Cabe a nós semear bem e guardar como pais, sim. O lavrador guarda, mas não vai lá ver todos os dias como cresce. Se fizer isto, mata a planta.

Liberdade, criatividade e, por fim, o diálogo. Uma Igreja que forma para a liberdade interior e responsável, que sabe ser criativa mergulhando na história e na cultura, é também uma Igreja que sabe dialogar com o mundo, com quem confessa Cristo sem ser «dos nossos», com quem vive a fadiga duma busca religiosa, e até mesmo com quem não crê. Não é seletiva, de um grupo pequeno! Dialoga com todos: com os crentes, com os que vivem a santidade, com os tíbios e com os não crentes. Fala com todos. É uma Igreja que, a exemplo de Cirilo e Metódio, une e mantém juntos o Oriente e o Ocidente, diferentes tradições e sensibilidades. Uma Comunidade que, anunciando o Evangelho do amor, faz brotar a comunhão, a amizade e o diálogo entre os crentes, entre as diferentes Confissões cristãs e entre os povos.

A unidade, a comunhão e o diálogo são sempre frágeis, especialmente quando à retaguarda existe uma história de sofrimento, que deixou cicatrizes. A recordação das feridas pode fazer-nos cair no ressentimento, na desconfiança e até no desprezo, levando-nos a erguer barreiras contra quem é diferente de nós. Mas as feridas podem também ser passagem, abertura que, imitando as chagas do Senhor, fazem passar a misericórdia de Deus, a sua graça que muda a vida e nos transforma em obreiros de paz e reconciliação. Sei que tendes este provérbio: «A quem te atira uma pedra, tu dá-lhe um pão». Isto serve-nos de inspiração. É muito evangélico! É o convite de Jesus a romper o círculo vicioso e destruidor da violência, apresentando a outra face a quem nos bate, para vencer o mal com o bem (cf. Rm 12, 21). Impressiona-me um detalhe da história do Cardeal Korec. Era um cardeal jesuíta, perseguido pelo regime, encarcerado, forçado a trabalhar duramente até que adoeceu. Quando foi a Roma no Jubileu do ano 2000, deslocou-se às catacumbas e acendeu uma vela pelos seus perseguidores, implorando para eles misericórdia. Isto é Evangelho! Isto é Evangelho! Cresce na vida e na história através do amor humilde, através do amor paciente.

Caríssimas e caríssimos, agradeço a Deus por estar entre vós, e de coração vos agradeço pelo que fazeis e sois, e por aquilo que fareis inspirando-vos nesta homilia, que é também uma semente que estou a semear… Vejamos se crescem as plantas! Faço votos de que continueis o vosso caminho na liberdade do Evangelho, na criatividade da fé e no diálogo que brota da misericórdia de Deus, que nos fez irmãos e irmãs e nos chama a ser artífices de paz e concórdia. De coração vos abençoo. E, por favor, rezai por mim. Obrigado!

 

quinta-feira, 2 de setembro de 2021

ACTIVIDADES PROGRAMADAS NO CALENDÁRIO DIOCESANO PARA O MÊS DE SETEMBRO

 Setembro

Setembro-Outubro 2021

Assembleias paróquias para IV ANP

Estudo dos Lineamenta nos conselhos paroquiais

01 – Paróquias

Dia de Oração pela Criação

12 a 19 – Paróquias

Semana Bíblica Nacional

13 a 19 – CEM

Conselho Permanente

domingo, 29 de agosto de 2021

Consagração Religiosa na Comunidade Católica Arvore da Vida - Moneia

 Às 16.00 horas de hoje, 29 de Agosto de 2021, na Capela privada da Comunidade Católica Árvore da Vida, na Paróquia de Nossa Senhora da Anunciação de Moneia, emitiu a sua Consagração Religiosa a jovem Naiane Adrilene Zozimo.



O acto foi presidido por S.E.R. Dom Inácio Lucas, Bispo de Gurúè, que deslocou-se àquela comunidade na tarde de ontem.

Desde a nossa página, queremos endereçar à Jovem Naiane, os nossos votos de uma feliz e generosa entrega ao Senhor ao serviço do Reino.



sexta-feira, 27 de agosto de 2021

II ENCONTRO DE S.E.R. DOM INÁCIO LUCAS, COM O CLERO DIOCESANO





Teve lugar na manhã de hoje, 27 de Agosto, na casa Diocesana, o II encontro de Dom Inácio Lucas com o Clero Diocesano.
Tratou-se de um encontro de partilha e reflexão, enquanto membros de um Presbitério chamados a construir a Igreja que está no Gurúè. Participaram neste encontro, 24 Padres Diocesanos oriundos das quatro Regiões Pastorais que compõem a nossa Diocese de Gurúè. O encontro comportou de dois momentos: No primeiro momento, foi convidado o Reverendo Padre Renato Comastri, dos Sacerdotes do Coração de Jesus, que apresentou uma reflexão espiritual sobre o ministério sacerdotal. Tratou-se de uma reflexão que se desenvolveu em torno de 3 verbos: CELEBRAR, ACOMPANHAR e TESTEMUNHAR, tendo como base de fundo, o encontro que o Papa Francisco teve com os Clero, 
Religiosos e Seminaristas na Catedral de Palermo no dia 15 de Setembro de 2018.
Na segunda parte do encontro, interviu SER Dom Inácio Lucas que partilhou as suas impressões, constatações e caminhos de orientação rumo ao futuro, após a visita que efectuou às Paróquias da Diocese e o encontro que teve com o pessoal missionário que trabalha nesta Igreja Local.
Dom Inácio, iniciou a sua intervenção partilhando das necessidades que exigiram obediência para alguns sacerdotes do Presbitério, mormente a nomeação do novo Diretor Espiritual do Seminário Diocesano na pessoa do Reverendo Padre Gonçalves Niviremo, do Vigário paroquial da paróquia de S. Tiago Maior de Namarrói Reverendo Padre Damião Chicote e do Pároco de S. José Lioma, que acumula com as funções de Coordenador do Secretariado da Pastoral, Reverendo Padre Agostinho Martinho Vasconcelos.  Dom Inácio, partindo da Carta de Santo Inácio aos Magnésios, apresentou a figura do Bispo e tendo como pano de fundo do Magistério do Papa Francisco, falou da diocesanidade como algo característico na espiritualidade do Padre Diocesano, o que reclama a sã relação com o Bispo e com os colegas Presbíteros. Seguidamente, Dom Inácio falou da família dos Padres Diocesanos da Diocese de Gurúè, tomando em consideração a realidade das Paróquias e a necessidade de revitalizar o espírito de pertença e de serviço em prol da edificação da própria Igreja. Mais ainda, Dom Inácio encorajou a todos a trabalhar para cuidar do património móvel e imóvel das nossas Casas paroquiais e administrar da melhor forma, com ajuda da comunidade paroquial os nossos auxiliares que colaboram nas nossas residências paroquiais. Dom Inácio, falou ainda da necessidade de viver a disponibilidade em colaborar com o Bispo em qualquer missão que seja, sempre em espírito de comunhão e fraternidade, para que como irmãos do mesmo presbitério, possamos encontrar caminhos para construir a Igreja de Cristo que está em Guruè, hoje nas nossas mãos. Após a sua intervenção, seguiu-se o momento da celebração eucarística, tendo presente a figura de Santa Mónica, cuja memória hoje se celebra na Igreja. Terminada a celebração, seguiu-se o momento de confraternização com um almoço servido no salão da casa Diocesana.

quinta-feira, 26 de agosto de 2021

Catequese do Papa Francisco na Audiência da Quarta feira 25.08.2021

 



Irmãos e irmãs, bom dia!

A Carta aos Gálatas relata um acontecimento bastante surpreendente. Como ouvimos, Paulo diz que repreendeu Cefas, ou seja, Pedro, perante a comunidade de Antioquia, porque o seu comportamento não era bom. O que aconteceu de tão grave para que Paulo se dirigisse a Pedro em termos tão severos? Será que Paulo exagerou dando demasiado espaço ao seu carácter sem saber como se conter? Veremos que este não é o caso, mas que mais uma vez está em questão a relação entre a Lei e a liberdade. E devemos insistir sobre isto muitas vezes.

Escrevendo aos Gálatas, Paulo menciona deliberadamente este episódio que tinha acontecido em Antioquia anos antes. Ele pretende recordar aos cristãos dessas comunidades que eles não devem absolutamente escutar aqueles que pregam a necessidade de serem circuncidados para ficar “sob a Lei” com todas as suas prescrições. Recordemos que foram estes pregadores fundamentalistas que chegaram lá e criaram confusão, e privando aquela comunidade da paz. Pedro foi criticado pelo seu comportamento à mesa. A Lei proibia que um judeu partilhasse refeições com não judeus. Mas o próprio Pedro, noutra ocasião, tinha ido a Cesareia, à casa do centurião Cornélio, apesar de saber que estava a transgredir a Lei. Então afirmara: «Deus mostrou-me que nenhum homem deve ser chamado profano ou impuro» (At 10, 28). Quando regressou a Jerusalém, os cristãos circuncidados que eram fiéis à Lei mosaica repreenderam Pedro pelo seu comportamento, mas ele justificou-se dizendo: «Recordei-me então da palavra do Senhor, quando Ele dizia: “João batizou em água; vós, porém, sereis batizados no Espírito Santo”. Se Deus, portanto, lhes concedeu o mesmo dom que a nós por terem acreditado no Senhor Jesus Cristo, quem era eu para opor-me a Deus?» (At 11, 16-17). Recordemos que o Espírito Santo veio naquele momento à casa de Cornélio quando lá estava Pedro.

Um facto semelhante também tinha acontecido em Antioquia, na presença de Paulo. Antes, Pedro estava à mesa sem qualquer dificuldade com os cristãos que tinham vindo do paganismo, mas quando alguns cristãos de Jerusalém – aqueles que provinham do judaísmo – circuncidados, chegaram à cidade, ele já não o fez, para não incorrer nas críticas deles. É este o erro: era mais atento às críticas, a dar uma boa impressão. Isto é grave aos olhos de Paulo, até porque Pedro estava a ser imitado por outros discípulos, antes de todos Barnabé, que com Paulo tinha evangelizado os Gálatas (cf. Gl 2, 13). Sem querer, o comportamento de Pedro – um pouco assim, aproximativo, nem claro nem transparente – criava uma divisão injusta na comunidade: “Eu sou puro… sigo por esta linha, faço assim, isto não se pode…”



Na sua repreensão – eis o núcleo do problema – Paulo usa um termo que permite entrar nos méritos da sua reação: hipocrisia (cf. Gl 2, 13). Esta é uma palavra que se repete muitas vezes: hipocrisia. Penso que todos nós compreendemos o que significa. A observância da Lei por parte dos cristãos levou a este comportamento hipócrita, que o Apóstolo pretende combater com força e convicção. Paulo era reto, tinha os seus defeitos – muitos, o seu caráter era terrível – mas era reto. O que é a hipocrisia? Quando dizemos: estai atentos que aquele é um hipócrita: o que queremos dizer? O que é hipocrisia? Pode-se dizer que é o medo da verdade.  A hipocrisia tem medo da verdade. As pessoas preferem fingir do que ser elas mesmas. É como pintar a alma, como pintar as atitudes, o modo de proceder: não é a verdade. “Tenho medo de proceder como sou e disfarço-me com estas atitudes”. Fingir impede a coragem de dizer a verdade abertamente, e assim facilmente se evita a obrigação de a dizer sempre, em todo o lado e apesar de tudo. Fingir leva-te a isto: às meias-verdades. E as meias-verdades são uma ficção: pois a verdade ou é verdade ou não é verdade. Mas as meias-verdades são este modo de agir não verdadeiro. Prefere-se, como disse, fingir em vez de ser como se é, e a ficção impede aquela coragem, de dizer abertamente a verdade. E assim, não cumprimos a obrigação – e isto é um mandamento – de dizer sempre a verdade, em todos os lugares e apesar de tudo.  Num ambiente em que as relações interpessoais são vividas sob a bandeira do formalismo, o vírus da hipocrisia propaga-se facilmente. Aquele sorriso que não vem do coração, aquele procurar estar bem com todos, mas com ninguém…

Há vários exemplos na Bíblia onde a hipocrisia é combatida. Um bom testemunho para combater a hipocrisia é o do velho Eleazar, a quem foi pedido que fingisse que comia carne sacrificada a divindades pagãs para salvar a sua vida: fingir que a comia, mas não a comia.  Fingir que comia a carne suína, mas os amigos tinham-lhe preparado outra.  Mas o homem temente a Deus respondeu: «Não é próprio da minha idade, respondeu ele, usar de tal fingimento, não suceda que muitos jovens, julgando que Eleazar, aos noventa anos, se tenha passado à vida dos gentios, pelo meu gesto de hipócrita e por amor a um pouco de vida, se deixem arrastar por minha causa; isto seria a desonra e a vergonha da minha velhice» (2 Mc 6, 24-25). Honesto: não entra no caminho da hipocrisia. Que bela página sobre a qual refletir para se afastar da hipocrisia! Os Evangelhos também registam várias situações em que Jesus repreende fortemente aqueles que parecem justos no exterior, mas no interior estão cheios de falsidade e iniquidade (cf. Mt 23, 13-29). Se tiverdes um pouco de tempo hoje lede o capítulo 23 do Evangelho de São Mateus e vede quantas vezes Jesus diz: “hipócritas, hipócritas, hipócritas”, e revela o que é a hipocrisia.

O hipócrita é uma pessoa que finge, lisonjeia e engana porque vive com uma máscara no rosto, e não tem a coragem de enfrentar a verdade. Por isso, não é capaz de amar verdadeiramente – um hipócrita não sabe amar – limita-se a viver pelo egoísmo e não tem a força para mostrar o seu coração com transparência. Há muitas situações em que a hipocrisia pode ocorrer. Muitas vezes esconde-se no local de trabalho, onde se procura parecer amigos dos colegas enquanto a competição leva a golpeá-los pelas costas. Em política, não é raro encontrar hipócritas que vivem uma vida dupla entre a esfera pública e a privada. A hipocrisia na Igreja é particularmente detestável, e infelizmente existe a hipocrisia na Igreja, há muitos cristãos e ministros hipócritas. Nunca devemos esquecer as palavras do Senhor: «Seja este o vosso modo de falar: sim, sim, não, não; tudo o que for além disto procede do espírito do mal» (Mt 5, 37). Irmãos e irmãs, pensemos hoje no que Paulo condena e que Jesus condena: a hipocrisia. E não tenhamos medo de ser verdadeiros, de dizer a verdade, de ouvir a verdade, de nos conformarmos com a verdade. Assim poderemos amar. Um hipócrita não sabe amar. Agir de outra forma que não seja a verdade significa pôr em perigo a unidade na Igreja, aquela pela qual o próprio Senhor rezou.

______________________________

Saudações:

Saúdo cordialmente os fiéis de língua portuguesa: confiemo-nos à proteção de Nossa Senhora para que não exista entre nós e tampouco em nossas comunidades a hipocrisia, que coloca em risco a unidade da Igreja. Que Deus vos abençoe e vos proteja de todo mal!

______________________________

Apelo

Ontem, em Tóquio, tiveram início os Jogos Paralímpicos. Envio a minha saudação aos atletas e agradeço-lhes, por oferecerem um testemunho de esperança e de coragem. Com efeito, eles manifestam como o compromisso desportivo ajuda a superar dificuldades aparentemente insuperáveis.

__________________________________________

Resumo da catequese do Santo Padre:

Ao mencionar aos Gálatas a repreensão que fez a Cefas, isto é, Pedro, alguns anos antes, quando estavam em Antioquia, o Apóstolo Paulo pretende recordar aos cristãos daquela comunidade que não deviam dar ouvidos àqueles que pregavam a necessidade da circuncisão e, portanto, de submeter-se a todas as prescrições da Lei Mosaica. Ao reprovar a atitude de São Pedro que, ao chegarem a Antioquia alguns cristãos vindos de Jerusalém e oriundos do judaísmo, havia deixado de tomar refeição com os cristãos de origem pagã, São Paulo usa o termo hipocrisia. Podemos dizer que a hipocrisia é o medo da verdade. É preferir fingir do que agir de acordo com o que se é. Um belo testemunho que encontramos na Escritura contra a hipocrisia é o de Eleazar, no segundo livro dos Macabeus, um nonagenário que preferiu o martírio do que adotar uma atitude hipócrita. Também nos Evangelhos vemos como Jesus repreende severamente aqueles que portam uma aparência externa de justiça, mas por dentro estão cheios de falsidade e iniquidade.