segunda-feira, 7 de maio de 2018

SEGUNDA-FEIRA - 6ª SEMANA –– PÁSCOA – 7 MAIO 2018


SEGUNDA-FEIRA - 6ª SEMANA –– PÁSCOA –
7 MAIO 2018 

Primeira leitura: Actos 16, 11-15

Deus conduziu Paulo e seus companheiros para um novo campo de acção, a Macedónia, já na Europa. Em Filipos, os missionários sentem-se como estranhos. A cidade tinha um acentuado carácter romano, pois se tornara colónia do Império desde o ano 42 aC. Com o grego, também se falava o latim. A administração civil ajustava-se ao padrão romano, e não ao grego.
Os judeus eram muito poucos, como denota o facto de não haver sinagoga e o costume de se reunirem, no dia de sábado, junto ao rio. Paulo parece encontrar lá apenas mulheres. Entre elas, destaca-se Lídia, uma rica comerciante de púrpura, que parece ter aderido ao judaísmo, pelo menos como ouvinte. Para Lucas, ela é o paralelo feminino de Cornélio, é «uma crente em Deus».

Ao contrário do que acontecera em Antioquia da Pisídia, onde algumas mulheres tinham tomado parte na revolta contras os missionários, Lídia acolhe-os na sua casa, provavelmente espaçosa, pois «o Senhor lhe abriu o coração para aderir ao que Paulo dizia» (v. 14). É sempre o Senhor que acompanha os seus missionários e torna eficaz a sua palavra.

Evangelho: João 15, 26 – 16, 4a

A perseguição é praticamente a primeira experiência da Igreja. Os discípulos de Jesus foram perseguidos, primeiro pelos judeus e, depois, também pelos pagãos. Jesus tinha-os advertido para essas situações. O mundo opôs-se a Cristo, e irá opor-se também aos cristãos, porque não são do mundo, porque são de Cristo. Além disso, o servo não é mais do que o seu senhor. O ódio do mundo e a perseguição dos discípulos são considerados inevitáveis. Até se julgam fazerem parte daquela intensificação do mal, que preludia o juízo.

Jesus viveu entre a animosidade e a perseguição. Que podem esperar os seus discípulos, chamados a anunciar a mensagem que O levou à morte? É verdade que nem todos recusaram Jesus e a sua palavra. Alguns amaram-no por causa do testemunho de João Batista, e por causa do testemunho que o próprio Jesus deu de Si mesmo. 

Por isso, é preciso continuar a testemunhar o Senhor, para que aumente o número dos que O amam. Nessa tarefa, os discípulos são ajudados pelo testemunho do Espírito de verdade que Jesus enviará do Pai. E a poderosa acção do Espírito irá manifestar-se exactamente nas perseguições. Há que não esquecê-lo, quando chegar a hora.

Paulo, depois da visão do macedónio que lhe suplicava: «Vem ajudar-nos!» (Act 16, 9), embarca em Tróade e vai para Neápoles, cidade próxima de Filipos, na Macedónia. As primeiras pessoas que escutam a palavra de Deus são mulheres. Entre elas destaca-se «Lídia, negociante de púrpura, e temente a Deus» (v. 14). Esta mulher, não só aderiu às palavras de Paulo e dos seus companheiros, mas, uma vez baptizada, recebeu-os em sua casa.
A primeira criatura humana a acolher a Palavra foi Maria. Quando a Palavra chegou à Europa, foi também uma mulher, Lídia, que, por primeira, a acolheu, com outras mulheres. Isto é bonito e dá alegria, principalmente às próprias mulheres.

A vida cristã é tempo de tentação e tempo de testemunho, tempo de luta e tempo de colaboração com o Espírito no testemunho de Cristo Ressuscitado. Como Cristo foi incompreendido, também os seus discípulos o são. Como Cristo foi perseguido e morto, também os cristãos estão sujeitos a sê-lo. O texto evangélico que escutamos hoje dá-nos uma perspectiva «heróica» da vida cristã. O cristão é chamado a dar testemunho em sentido pleno. É chamado a ser «mártir».

A realidade de Cristo é tão decisiva para a humanidade e, ao mesmo tempo, tão estranha ao modo comum de pensar, que todo aquele que alinha por Cristo é quase inevitavelmente marginalizado e, por vezes, chega a ser eliminado. A história dos mártires mostra claramente essa realidade.

Também hoje, os discípulos de Cristo, particularmente os missionários, sofrem, não só pelas dificuldades normais da vida e do apostolado, mas também pela incompreensão e pela hostilidade do mundo, em nome do progresso, da emancipação e da modernização, da libertação de tabus, dos direitos humanos, etc., etc.

O Espírito Santo recordar-nos-á o exemplo de Nosso Senhor o qual nos sustentará.

Nosso Senhor escolheu-nos como seus apóstolos, para espalharmos o seu amor, para trabalharmos no reino do seu Coração. Atacaremos a corrupção do mundo, o mundo corrompido levantar-se-á contra nós. Mas, se o mundo nos odeia, sabemos que primeiro odiou Nosso Senhor. O servo não é maior que o seu senhor.

Se perseguiram Nosso Senhor, também nos hão-de perseguir. Como ele, havemos de suportar com paciência as perseguições. As provações hão-de servir para o nosso avanço na virtude, para a nossa santificação.
As promessas de Nosso Senhor suster-nos-ão também. Sabemos que o socorro nos virá em tempo conveniente e que seremos recompensados por tudo o que tivermos sofrido.
Nosso Senhor preveniu-nos para que não nos escandalizemos, e para que as provas não nos desencorajem nem nos abatam. O Espírito Santo fortificar-nos-á, iluminar-nos-á. Convencerá o mundo do pecado. Propagando a verdade e a virtude pelos ministros do Evangelho, manifestará a iniquidade do mundo e a justiça cristã.

Confessaremos a sua doutrina, seguiremos os seus ensinamentos, imitaremos os seus exemplos. Confessá-lo-emos com o coração, com a boca e com a acção. Dirigiremos os nossos pensamentos, os nossos desejos, os nossos projectos para tudo o que possa contribuir para a glória de Deus e para a salvação das almas. Regularemos as nossas palavras segundo a sua lei, evitando tudo o que fira a caridade, a verdade, a humildade. Agiremos como ele fazendo unicamente a vontade do Pai.

Tenhamos coragem na acção e no sofrimento. As tentações virão e as quedas também. O demónio e o mundo não repousam. A vida tem as suas provas inevitáveis. O Espírito Santo fortificar-nos-á para a luta e para a paciência. Dar-nos-á a força da lei, a da esperança e sobretudo a do amor. Recordar-nos-á a necessidade da expiação, a brevidade da vida, a recompensa do céu; mas acima de tudo unir-nos-á a Nosso Senhor pela caridade. Amando-o, conformar-nos-emos aos seus sentimentos. Sofreremos de boamente com ele e por ele. Nada custa àquele que ama.

Fonte: Resumo e adaptação local de um texto de: “dehonianos.org/portal/liturgia/”

domingo, 6 de maio de 2018

COMUNICADO DA ÚLTIMA SESSÃO PLENÁRIA DOS BISPOS DE MOÇAMBIQUE ABRIL 2028


COMUNICADO DA CEM ABRIL  19.04.2018

“Brilhe vossa luz diante dos homens” (Mt 5,16).

Às Comunidades cristãs e a todos os homens de boa vontade: paz, alegria e esperança no Senhor ressuscitado.

1.-Introdução.

Os Bispos Católicos de Moçambique, reunidos, de 16 a 19 de Abril de 2018, no Centro de Espiritualidade e Missão de S. Paulo de Laulane em Maputo, desejamos, através deste comunicado, manifestar-vos a nossa proximidade e comunhão convosco e com todos os homens e mulheres de boa vontade, particularmente neste momento em que o nosso povo é confrontado por inúmeros desafios.

A Assembleia dos Bispos, precedida por alguns dias de retiro, foi uma ocasião para rezarmos e reflectir sobre alguns aspectos da espiritualidade das nossas comunidades e da vida do nosso Povo.
Queremos, deste modo, partilhar convosco alguns frutos dos trabalhos durante estes dias assim como as nossas preocupações relativas à vida eclesial e social do momento presente.

2. Presença do Núncio Apostólico

Como de costume, tivemos a honra de acolher o Núncio Apostólico em Moçambique, Sua Excelência Dom Edgar Peña Parar. Na sua intervenção, partilhou connosco a situação da Igreja universal e do mundo em geral e exortou-nos a acompanhar e mostrar, na hora delicada em que nos encontramos, a nossa solicitude de Pastores às Comunidades cristãs e a todo o Povo Moçambicano; e, acolhendo o apelo do santo Padre pediu-nos que continuemos a rezar pela Paz no mundo, particularmente pela Síria, dura e longamente martirizada.

3. Reflexão sobre a realidade da Igreja em Moçambique

Ao debruçarmo-nos sobre este ponto, concentramos a nossa atenção especialmente sobre as três dimensões da evangelização: o Anúncio da Palavra, a Comunhão na fé e no amor celebrada nos sacramentos e o seu Testemunho na vida.
Sentimos a urgência de priorizar o cultivo da espiritualidade, fomentar o zelo apostólico, promover o amor e aprofundar a Palavra de Deus. Achamos importante insistir na Pastora de Conjunto, promover uma espiritualidade de comunhão, melhorar o nosso diálogo e comunicação a fim de que tenhamos, como as primeiras comunidades cristãs, “um só coração e uma só alma” (Act 4, 32).

4. Nossas Preocupações

Estamos preocupados com a crescente deterioração dos valores éticos e sociais no nosso País. Visível nas dívidas ocultas que incompreensivelmente continuam sem solução e responsabilização; nos frequentes raptos que semeiam medo e insegurança, na violência generalizada, nas manifestações de intolerância, na degradação da qualidade de vida, no aumento do fosso entre os poucos que detêm a riqueza e o poder e o povo, cada dia mais empobrecido, no paradoxo da população que cresce, por um lado e, por outro, na baixa produção e degradação das condições sanitárias, enfim, na falta de coerência entre o que se diz e o que se faz. Infelizmente, está a tornar-se num modo de ser em Moçambique prometer uma coisa e fazer outra ou omitir e privatizar informações às quais todos têm direito a ter acesso.
Sem testemunho de vida o anúncio do Evangelho fica incompleto, por isso sentimos a necessidade inadiável de formar os nossos cristãos para o testemunho coerente através do cultivo e prática de santidade de vida, como nos convida o Papa Francisco na recente Exortação Apostólica “Alegrai-vos e Exultai”.

5. Preocupados com a instabilidade em Mocimboa da Praia

Estamos também preocupados com as notícias que nos chegam de Mocimboa da Praia (Cabo Delgado), sobre ataques e violência nos últimos meses. Lamentavelmente reinam informações desencontradas sobre os verdadeiros actores e suas motivações. Este estado de coisas deixa nas populações um sentimento de instabilidade, medo e perplexidade que, no fim de contas, compromete o curso normal da vida.

6. Preservar a paz e democracia nos próximos pleitos eleitorais

Queremos congratular-nos com a forma como decorreram as eleições municipais em Nampula, sem grandes sobressaltos. Encorajamos os esforços de diálogo que os nossos líderes políticos realizam e o processo de descentralização, desarmamento e reintegração para o alcance de uma paz definitiva. Convidamos todos os cidadãos a participar massivamente nos próximos pleitos eleitorais. Exortamos especialmente os líderes dos Partidos para juntos envidarmos esforços no sentido de fazer o momento das eleições uma ocasião de festa cívica, de manifestar a nossa maturidade democrática, tolerância política e respeito pelo diferente. Que possamos consolidar com actos aquela paz e democracia que com discursos em público afirmamos buscar. Sobre o tema das eleições, convidamos a ler a recompilação das Cartas do Episcopado moçambicano que em breve serão publicadas.

7. Assembleia Nacional de Pastoral

Durante os nossos, vimos a necessidade de começar a preparar uma nova Assembleia Nacional de Pastoral movidos, entre outras, pelas seguintes constatações:
·        Necessidade de avaliar o grau de implementação, impacto e actualidade das linhas de acção pastoral traçadas na última Assembleia, realizada em 2005;
·        Mudança da realidade do contexto global do mundo bem como da sociedade moçambicana e da Igreja universal e local;
·        Aparecimento de novos desafios dentro e fora da Igreja que exigem novas respostas;
·        Necessidade de oferecer linhas de orientação pertinentes para uma renovada acção evangelizadora no contexto actual.
Pensamos que esta 4ª Assembleia Nacional de Pastoral seja celebrada dentro dos próximos 2 a 3 anos.

8. Apelos

Apelamos aos agentes de pastoral e a todos os fiéis em geral para cultivarem o gosto de ler, conhecer, meditar e deixar-se guiar pela Palavra de Deus. Poderemos de maneira mais eficaz, pôr remédio ao activismo exagerado que enferma muitas almas e recuperar o fervor da fé, pois, como diz o Apóstolo Paulo, “Toda a Escritura inspirada é proveitosas para ensinar, para compreender, para corrigir, para instruir em justiça” (2 Tim 3,16).
Exortamos a todos os cristãos, especialmente àqueles inseridos nos diversos âmbitos da vida política, económica e social, a iluminar a sociedade através de uma vida coerente com a própria fé: “Brilhe a vossa luz diante dos homens, para que vajam as vossas obras e glorifiquem vosso Pai que está nos céus” (Mt 5,16).
Aos homens e mulheres de boa vontade, apelamos que na sua vida e actuação na sociedade se orientem pelos valores de coerência, integridade, solidariedade, transparência, tolerância, respeito e busca do bem comum.
Cristo Ressuscitado e vencedor da morte é o fundamento e autor da nossa esperança, na construção dum Moçambique de perdão, reconciliação, justiça e paz.

Os Bispos Católicos de Moçambique.

06º DOMINGO DA PÁSCOA – ANO B 6 Maio 2018


06º DOMINGO DA PÁSCOA – ANO B
6 Maio 2018 



A primeira leitura (Act 10,25-26.34-35.44-48),afirma que essa salvação oferecida por Deus através de Jesus Cristo, e levada ao mundo pelos discípulos, se destina a todos os homens e mulheres, sem excepção. Para Deus, o que é decisivo não é a pertença a uma raça ou a um determinado grupo social, mas sim a disponibilidade para acolher a oferta que Ele faz.

A salvação só não chega àqueles que se fecham no orgulho e na auto-suficiência, recusando os dons de Deus. O Baptismo foi, para todos nós, o momento do nosso “sim” a Deus e à salvação que Ele oferece; mas é preciso que, em cada instante, renovemos esse primeiro “sim” e que vivamos numa permanente disponibilidade para acolher Deus, as suas propostas, os seus dons.

A lógica universalista de Deus deve convidar-nos a reflectir acerca da forma como, na prática, acolhemos os irmãos que caminham ao nosso lado… O Deus que ama todos os homens, sem excepção, convida-nos a acolher todos os irmãos – mesmo os “diferentes”, mesmo os incómodos – com bondade, com compreensão, com amor;  Deus diz-nos que temos de acolher e amar todos, independentemente da sua raça, da cor da sua pele, da sua origem, da sua preparação cultural, do seu lugar na escala social. Somos chamados a anunciar esse mundo de Deus, sem exclusão, sem marginalização, sem intolerância, sem preconceitos.

A atitude humilde de Pedro faz-nos pensar como são ridículas e desprovidas de sentido certas tentativas de afirmação pessoal diante dos irmãos, certas poses de superioridade, a busca de privilégios e de honras, as lutas pelos primeiros lugares… Aqueles a quem, numa comunidade, foi confiada a responsabilidade de presidir, de coordenar, de organizar, de animar, devem sentir-se “simples homens”, humildes instrumentos de Deus. A sua missão é testemunhar Jesus e não procurar privilégios ou a adoração dos irmãos.

A segunda leitura (1 Jo 4,7-10) apresenta uma das mais profundas e completas definições de Deus: “Deus é amor”.
O autor da Primeira Carta de João não chegou a esta definição de Deus através de raciocínios académicos e abstractos, mas através da constatação do modo de actuar de Deus em relação aos homens. 

Sobretudo, ele “viu” o que aconteceu com Jesus e como Jesus mostrou, em gestos concretos, esse incrível amor de Deus pela humanidade. João convida-nos a contemplar Jesus e a tirar conclusões sobre o amor de Deus.
“Nascer de Deus” é receber vida de Deus e deixar que a vida de Deus circule em nós e se transforme em gestos. Somos “filhos de Deus” porque um dia optámos por Deus, porque continuamos dia a dia a acolher essa vida que Ele nos oferece, porque vivemos em comunhão com Ele e porque damos testemunho desse Deus que é amor através dos nossos gestos.
• Se somos “filhos” desse Deus que é amor, “amemo-nos uns aos outros” com um amor igual ao de Deus. Um crente não pode passar a vida a olhar para o céu, ignorando as dores, as necessidades e as lutas dos irmãos que caminham pela vida ao seu lado… 
Também não pode fechar-se no seu egoísmo e comodismo e ignorar os dramas dos pobres, dos oprimidos, dos marginalizados… Não pode, tampouco, ser selectivo e amar só alguns, excluindo os outros… A vida de Deus que enche os corações dos crentes deve manifestar-se em gestos concretos de solidariedade, de serviço, de dom, em benefício de todos os irmãos.

No Evangelho (Jo 14,23), Jesus define o “caminho” que os seus discípulos devem percorrer, ao longo da sua marcha pela história… Eles são os “amigos” a quem Jesus revelou o amor do Pai; a sua missão é testemunhar o amor de Deus no meio dos homens. Através desse testemunho, concretiza-se o projecto salvador de Deus e nasce o Homem Novo.

As palavras de Jesus aos discípulos na “ceia de despedida” deixam claro, antes de mais, que os discípulos não estão sozinhos e perdidos no mundo, mas que o próprio Jesus estará sempre com eles, oferecendo-lhes em cada instante a sua vida.

A comunidade de Jesus continuará, ao longo da sua marcha pela história, a receber vida de Jesus e a ser acompanhada por Jesus. Nos momentos de crise, de desilusão, de frustração, de perseguição, não podemos esquecer que Jesus continua ao nosso lado, dando-nos coragem e esperança, lutando connosco para vencer as forças da opressão e da morte.
Jesus continua a ser o centro e a referência, à volta da qual se constrói a comunidade dos discípulos. 

Fazer parte da comunidade dos “amigos” de Jesus é aceitar o convite que Jesus faz no sentido de colaborar na missão que o Pai Lhe confiou e que consiste em testemunhar no mundo o projecto salvador de Deus para os homens. 

Compete-nos a nós, os “amigos” de Jesus, mostrar em gestos concretos que Deus ama cada homem e cada mulher – e de forma especial os pobres, os marginalizados, os débeis, os pequenos, os oprimidos. 

Compete-nos a nós, os “amigos” de Jesus, eliminar o sofrimento, o egoísmo, a miséria, a injustiça, tudo o que oprime e escraviza os irmãos e desfeia o mundo.

Compete-nos a nós, os “amigos” de Jesus, sermos arautos da justiça, da paz, da reconciliação, do amor.
Compete-nos a nós, “amigos” de Jesus, denunciarmos os pseudo-valores que oprimem e escravizam os homens…
Compete-nos a nós sermos testemunhas desse mundo novo que Deus quer oferecer aos homens. 

Os “amigos” de Jesus devem amar como Ele amou.
A cruz é a expressão máxima dessa vida vivida exclusivamente para os outros. É esse o caminho que Jesus propõe aos seus discípulos. É aqui que reside a “identidade” dos discípulos de Jesus…
Os cristãos são aqueles que testemunham diante do mundo, com palavras e com gestos, que o mundo novo que Deus quer oferecer aos homens, se constrói através do amor. 

Fonte: Resumo e adaptação local de um texto de: “dehonianos.org/portal/liturgia/”