terça-feira, 15 de agosto de 2017

A PALAVRA HOJE. PALAVRA VIVA. IV FEIRA DA XIX SEMANA DO TEMPO COMUM



Quarta-feira – XIX Semana – Tempo Comum – Anos Ímpares 

Primeira Leitura: Deuteronómio 34, 1-12

Escutamos, hoje, o relato da morte de Moisés. Com ele, termina o Pentateuco, em que Moisés é grande protagonista. O relato é sucinto e sem dramatismos. Os sentimentos do povo e de Moisés já foram referidos noutro lugar (Dt 3, 23-26). O Senhor toma a palavra para apresentar a terra, prova da sua fidelidade a Moisés e ao povo, mas também aos patriarcas que receberam a promessa: Abraão, Isaac, Jacob… Deus é fiel às suas promessas. Depois, acontece a morte e a sepultura de Moisés, «servo do Senhor». Este título fica-lhe bem, porque foi eleito para executar os desígnios de Deus, e porque se entregou completamente a essa missão. A narrativa conclui com um elogio típico dos homens que deixaram marcas na história, mas com as características únicas de Moisés: «com quem o Senhor falava face a face» (v. 10). Ele é o homem dos sinais e prodígios, o homem do êxodo, da páscoa, da libertação e da liberdade. A sua memória fica unida à dos antigos patriarcas. O Deus de Abraão, de Isaac e de Jacob é também o Deus de Moisés.

Moisés não pôde terminar a grande empresa divina começada com o êxodo do Egipto. Apesar das suas qualidades, e de todas as graças recebidas, não concluiu a missão. Fez a parte principal, deixando a conclusão a Josué. «Esta é a terra que jurei dar a Abraão, Isaac e Jacob. Dá-la-ei à vossa descendência. Viste-a com os teus olhos, mas não entrarás nela», diz-lhe o Senhor (v. 4). O grande condutor de Israel, pode observar a terra prometida, do alto do monte Nebo, mas morre antes de nela entrar.
Nada no Antigo Testamento é perfeito, nada é pleno cumprimento do projecto de Deus. Há muitas prefigurações, mas nenhuma delas é perfeita. Moisés na libertação do Egipto e na marcha pelo deserto, e Josué na conclusão dessa marcha e na entrada na terra, prefiguraram, um e outro, um aspecto da obra de Cristo: Abel, Isaac, José, David, Salomão e todas as outras prefigurações do Antigo Testamento, onde vemos um aspecto do mistério de Cristo, mas não o mistério na sua totalidade. O mistério de Cristo é tão rico que não pode ser prefigurado por uma só vida humana. Cristo realiza todas as prefigurações, e realiza no seu mistério pascal uma extraordinária síntese de todos os aspectos do plano de Deus.

Evangelho: Mateus 18, 15-20

Jesus continua a tratar das relações dos discípulos com os irmãos, isto é, os pequenos, os pecadores, os colaboradores. A questão central, hoje, é a seguinte: como deve a comunidade cristã comportar-se perante o pecado e o escândalo (18, 3-11), e perante o pecador? 

Mateus já convidou à misericórdia, ao contar a parábola da ovelha tresmalhada. Agora, apresenta um itinerário que leva ao perdão: aproximar do pecador, a sós (v. 15); repreendê-lo diante de duas ou três testemunhas (v. 16); interpelá-lo na assembleia (v. 17). Jesus confere aos seus discípulos um poder especial, para realizar esta pedagogia (v. 18).
O irmão só pode ser condenado quando teimar permanecer no mal, recusando a conversão e o perdão (vv. 15-17). Nesse caso, Deus ratifica o agir da Igreja. 

A correcção fraterna deve ser realizada, com extrema delicadeza e espírito fraterno, num ambiente de união e de oração, que garante a presença do Ressuscitado.

Cristo é a plenitude da graça. Somos chamados a viver unidos a Ele, na fidelidade aos seus ensinamentos, na comunhão com a sua pessoa, na fidelidade ao seu exemplo, especialmente no que se refere ao amor recíproco. Procurando cada um de nós viver assim, criamos uma atmosfera espiritual cheia da presença de Cristo que une, cheia pela certeza de sermos um lugar habitado, ou um espaço teologal onde vive o Ressuscitado. Essa presença assegura a unidade entre o céu e a terra, a eficácia da oração, a alegria do Pai celeste.

A unidade no nome de Cristo garante também a eficácia do nosso testemunha, a eficácia de missão.
 Fonte: resumo e adaptação local de um texto de: <dehonianos.org/portal/liturgia>

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

COMPANHIA MISSIONÁRIA: PRIMEIRA PROFISSÃO DE ISABEL RODRIGUES FRANCISCO



Companhia Missionária: 
Primeira Profissão de Isabel Rodrigues Francisco.

No Domingo, 13 de Agosto do corrente ano, na Capela da Comunidade em Invinha (Gurúè), a jovem ISABEL RODRIGUES FRANCISCO, fez a 1ª emissão dos Votos no Instituto Secular da Companhia Missionária do Coração de Jesus.

D. Francisco Lerma, Bispo da Diocese, presidiu à Eucaristia que foi concelebrada pelos Padres Agostinho Vasconcelos, Director do Secretariado Diocesano de Pastora; Francisco Matias, Director da Rádio Diocesana e Formador no Seminário S. José; Daniel Raul, Director da Extensão de Gurúè da Universidade de Moçambique; e Pe Rito Alberto, Administrador do Seminário Interdiocesano de Teologia S. Pio X de Maputo.

Estiveram presentes a mãe da jovem Isabel, outros parentes e amigos e vários membros da Companhia Missionária de Nampula, Quelimane e Maputo.

A Companhia Missionária do Coração de Jesus nasceu em Bolonha (Itália), no Natal de 1957, fundada pelo Padre Albino Elegante, sacerdote dehoniano. A Companhia Missionária está presente em Moçambique desde 1968. Os membros são leigas consagradas comprometidas na evangelização e na promoção humana. A espiritualidade do Instituto é fundada na vida de amor e de oblação que se faz comunhão e que nasce da contemplação do mistério do Coração Trespassado de Cristo.

Actualmente estão presentes em Itália, Portugal, Chile, Argentina, Guine- Bissau e Indonésia. Em Moçambique est6ão presentes em Maputo, Nampula, Quelimane e Gurúè (comunidade de Invinha).

15 de Agosto: ASSUNÇÃO DA VIRGEM SANTA MARIA. REFLEXÃO



Assunção da Virgem Santa Maria
Subsídio para a reflexão 

Bendita és tu, Maria! Hoje, Jesus ressuscitado acolhe a sua mãe na glória do céu… Hoje, Jesus vivo, glorificado à direita do Pai, põe sobre a cabeça da sua mãe a coroa de doze estrelas.

Primeira leitura: (Ap 11,19a;12,1-6a.10ab),  Maria, imagem da Igreja. Como Maria, a Igreja gera na dor um mudo novo. E como Maria, participa na vitória de Cristo sobre o Mal.

Salmo: Bendita és tu, Virgem Maria! A esposa do rei é Maria. Ela tem os favores de Deus e está associada para sempre à glória do seu Filho.
As visões do Apocalipse exprimem-se numa linguagem codificada. Elas revelam que Deus arranca os seus fiéis de todas as formas de morte. Por transposição, a visão o sinal grandioso pode ser aplicada a Maria.

O livro do Apocalipse foi composto no ambiente das perseguições que se abatiam sobre a jovem Igreja, ainda tão frágil. O profeta cristão evoca estes acontecimentos numa linguagem codificada, em que os animais terrificantes designam os perseguidores. A Mulher pode representar a Igreja, novo Israel, o que sugere o número doze (as estrelas). O seu nascimento é o do baptismo que deve dar à terra uma nova humanidade. O Dragão é o perseguidor, que põe tudo em acção para destruir este recém-nascido. Mas o destruidor não terá a última palavra, pois o poder de Deus está em acção para proteger o seu Filho.

Proclamando esta mensagem na Assunção, reconhecemos que, no seguimento de Jesus e na pessoa de Maria, a nova humanidade já é acolhida junto de Deus.

Segunda leitura: (1 Cor 15,20-27), Maria, nova Eva. Novo Adão, Jesus faz da Virgem Maria uma nova Eva, sinal de esperança para todos os homens.
A Assunção é uma forma privilegiada de Ressurreição. Tem a sua origem na Páscoa de Jesus e manifesta a emergência de uma nova humanidade, em que Cristo é a cabeça, como novo Adão.

Todo o capítulo 15 desta epístola é uma longa demonstração da ressurreição. Na passagem escolhida para a festa da Assunção, o apóstolo apresenta uma espécie de genealogia da ressurreição e uma ordem de prioridade na participação neste grande mistério. O primeiro é Jesus, que é o princípio de uma nova humanidade. Eis porque o apóstolo o designa como um novo Adão, mas que se distingue absolutamente do primeiro Adão; este tinha levado a humanidade à morte, ao passo que o novo Adão conduz aqueles que o seguem para a vida. O apóstolo não evoca Maria, mas se proclamamos esta leitura na Assunção, é porque reconhecemos o lugar eminente da Mãe de Deus no grande movimento da ressurreição.
Evangelho: (Lc 1,39-56),  Maria, Mãe dos crentes. Cheia do Espírito Santo, Maria, a primeira, encontra as palavras da fé e da esperança: doravante todas as gerações a chamarão bem-aventurada!

O cântico de Maria descreve o programa que Deus tinha começado a realizar desde o começo, que ele prosseguiu em Maria e que cumpre agora na Igreja, para todos os tempos.

Pela Visitação que teve lugar na Judeia, Maria levava Jesus pelos caminhos da terra. Pela Assunção, é Jesus que leva a sua mãe pelos caminhos celestes, para o templo eterno, para uma Visitação definitiva. Nesta festa, com Maria, proclamamos a obra grandiosa de Deus, que chama a humanidade a se juntar a ele pelo caminho da ressurreição.
Em Maria, Ele já realizou a sua obra na totalidade; com ela, nós proclamamos: “dispersou os soberbos, exaltou os humildes”. Os humildes são aqueles que crêem no cumprimento das palavras de Deus e se põem a caminho, aqueles que acolhem até ao mais íntimo do seu ser a Vida nova, Cristo, para o levar ao nosso mundo. Deus debruça-se sobre eles e cumpre neles maravilhas.

Rezar por Maria.
Frequentemente, ouvimos a expressão: “rezar à Virgem Maria”… Esta maneira de falar não é absolutamente exacta, porque a oração cristã dirige-se a Deus, ao Pai, ao Filho e ao Espírito: só Deus atende a oração. Os nossos irmãos protestantes que, contrariamente ao que se pretende, por vezes têm a mesma fé que os católicos e os ortodoxos na Virgem Maria Mãe de Deus, recordam-nos que Maria é e se diz ela própria a Serva do Senhor.

Rezar por Maria é pedir que ela reze por nós: “Rogai por nós pecadores agora e na hora da nossa morte!” A sua intervenção maternal em Caná resume bem a sua intercessão em nosso favor. Ela é nossa “advogada” e diz-nos: “Fazei tudo o que Ele vos disser!”

Rezar com Maria.
Ela está ao nosso lado para nos levar na oração, como uma mãe sustenta a palavra balbuciante do seu filho. Na glória de Deus, na qual nós a honramos hoje, ela prossegue a missão que Jesus lhe confiou sobre a Cruz: “Eis o teu Filho!” Rezar com Maria, mais que nos ajoelharmos diante dela, é ajoelhar-se ao seu lado para nos juntarmos à sua oração. Ela acompanha-nos e guia-nos na nossa caminhada junto de Deus.

Rezar como Maria.
Aprendemos junto de Maria os caminhos da oração. Na escola daquela que “guardava e meditava no seu coração” os acontecimentos do nascimento e da infância de Jesus, nós meditamos o Evangelho e, à luz do Espírito Santo, avançamos nos caminhos da verdade. A nossa oração torna-se acção de graças no eco ao Magnificat. Pomos os nossos passos nos passos de Maria para dizer com ela na confiança: “que tudo seja feito segundo a tua Palavra, Senhor!”
Fonte: Resumo e adaptação local de um texto de: <dehonianos.org/portal/liturgia>

domingo, 13 de agosto de 2017

1ª BÍBLIA EM LOMWE DA SOCIEDADE BÍBLICA DE MOÇAMMBIQUE



LANÇAMENTO DA 1ª BÍBLIA EVANGÉLICA EM ELOMWE PELA SOCIEDADE BÍBLICA DE MOÇAMBIQUE

No passado 12 de Agosto do corrente ano, na cidade de Alto Molócuè, Província da Zambézia e Diocese de Gurúè, fez-se o lançamento da 1ª Bíblia Evangélica em língua Lómwe  -“PIIPILIYA MASU A MULUKU” - durante a celebração de um Culto evangélico presidida pelo Revdo Valente Tseco, Director Executivo da Sociedade Bíblica de Moçambique.

Participaram Bispos, Superintendentes Pastores, Padres e Evangelistas das diversas Igrejas da Alta Zambézia de fiéis falantes Elomwe e outros convidados.
 Em nome da Igreja Católica participou o nosso Bispo D. Francisco Lerma, acompanhado pelos Padres Agostinho Vasconcelos, Director do Secretariado Diocesano da Coordenação Pastoral e Moderador da  Cúriia, e Rito Alberto, do clero diocesano de Gurúè e Administrador do Seminário Interdiocesano de Teologia S. Pio X de Maputo.

A  Palavra de Deus em Elomwe começou com a publicação do Novo Testamento e os Salmos “NLAKANO NO HIHANO NI MASALMU”, traduzido pelos primeiros missionários evangélicos em Nauela (Alto Molócuè) e publicado em 1930.

A Bíblia completa de ambos Testamentos com os livros deuterocanónicos, foi traduzida pelos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos) em 2000, e publicada com o título “BIBILIYA – NSU NA MULUKU”, Diocese de Gurúè, 2008. Entre os tradutores destacamos, entre outros, o + Pe. Luís Vasco Monoca, scj, já falecido.

A obra hoje apresentada ao público  -“ PIIPILIYA MASU A MULUKU” – beneficiou dessas obras anteriores. É o fruto de trabalho árduo de igrejas diferentes, tanto evangélicas como católicos, colaborando sob a orientação da Sociedade Bíblica de Moçambique, durante 24 anos. Destacamos entre todos os tradutores e colaboradores o Dr. Foster, alma e corpo deste trabalho. Entre os colaboradores católicos detaca-se o Pe. Luis Vasco Monca, scj. e o Pe. Claudino da Piedade.