terça-feira, 1 de agosto de 2017

SUBSÍDIO PARA A REFLEXÃO DA IV FEIRA DA XVII SEMANA DO TEMPO COMUM



Quarta-feira – XVII Semana – Tempo Comum  

Primeira leitura: Êxodo 34, 29-35

O tema predominante  é a distância e a proximidade de Deus: o tema da tenda da reunião, o lugar onde Deus vem para se comunicar com Moisés e com o povo. Essa tenda é agora como que posta de lado, para sobressair a figura de Moisés como lugar privilegiado da revelação de Deus aos homens.
Moisés desce do Sinai, com o rosto radiante, e trazendo nas mãos as tábuas da lei. O povo não ousa aproximar-se dele, pois se sente tomado por um temor sagrado e por respeito. Moisés chama, então, Aarão e os representantes do povo para lhes transmitir as ordens de Deus. Enquanto se encontra entre o seu povo, cobre o rosto com um véu. Pelo contrário, quando entra na tenda para dialogar com Deus retira o véu. Moisés, o grande chefe, é aqui o revelador de Deus, através do resplendor do seu rosto e das tábuas da lei, que contêm a palavra de Deus. Aproximar-se de Moisés, e escutar os seus ensinamentos, é fazer experiência do divino, e entrar no mistério de Deus. Como figura carismática, Moisés encarna todas as mediações da revelação divina: a ele se atribui a promulgação da lei e a autoridade da palavra de Deus. Neste texto, entrevemos a figura de Cristo glorioso na transfiguração, verdadeira manifestação do Salvador dos homens e imagem viva e luminosa de Deus invisível.

Evangelho: Mateus 13, 44-46

As parábolas do tesouro casualmente encontrado no campo, e da pérola desejada e finalmente comprada, acentuam a alegria daquele que compreendeu o valor do reino de Deus. Ambos os protagonistas vendem tudo o que têm para adquirirem o tesouro e a pérola, respectivamente. Mas o ensinamento fundamental não é o da entrega incondicional que o Reino exige, com as respectivas renúncias. A palavra fundamental é «cheio de alegria», referida ao homem comovido diante do excepcional achado num campo, e da pérola de grande valor encontrada. Perante essas descobertas, tudo o resto perde valor. Daí que nenhum esforço, nenhuma renúncia, pareçam excessivos para obter tais bens.

A nossa meditação pode partir, hoje, de um pormenor que lemos logo no primeiro versículo da primeira leitura: «Moisés, enquanto descia o monte, não sabia, que a pele do seu rosto resplandecia, depois de ter falado com Deus (v. 29). A leitura de ontem dava a entender que todo o povo de Deus podia fazer uma experiência semelhante à de Moisés, frequentando a «tenda da reunião», que era acessível a: «todos aqueles que desejavam consultar o Senhor» (v. 7). E o encontro, a oração, o diálogo com Deus, pode produzir em todos efeitos semelhantes aos que produziu em Moisés. Mas pode dizer-se mais: a contemplação, tal como a santidade, não é privilégio de alguns, mas é vocação comum de todos os cristãos

Contemplar é fixar-nos intuitivamente sobre a realidade divina, que pode ser o próprio Deus, um seu atributo, ou um mistério da vida de Cristo. É fruir da sua presença, deixar-nos iluminar por Ele, tornar-nos resplandecentes. Para os cristãos a Eucaristia, que celebramos e comungamos, é um excelente “objecto” de contemplação. Contemplar a Eucaristia é fixar-nos intuitivamente sobre aquilo que ela é para nós: presença do Senhor Ressuscitado, e fruir dessa presença. De facto, enquanto na meditação prevalece a busca da verdade, na contemplação prevalece o gozo da Verdade encontrada. A contemplação eucarística, feita na adoração, permite-nos ter em nós «os sentimentos que estavam em Cristo Jesus» (Fl 2, 5), permite-nos «pensar segundo Deus, e não segundo os homens» (cf. Mt 16, 23, e torna «puro» o nosso coração. O que, de facto, nos torna impuros é a busca de nós mesmos, da nossa glória. Mas o homem que contempla a Deus, volta as costas a si mesmo, esquece-se de si. Quem contempla, não se contempla.

Assiste-se ao renascimento da adoração eucarística. Os cristãos voltam a gostar de estar diante de Jesus, como Maria de Betânia (Lc 10, 39). É à volta do “Corpo real”, que é a Eucaristia, que redescobrimos e aprofundamos a realidade do Corpo Místico, que é a Igreja.

Estando silenciosos e calmos diante do Senhor, presente na Eucaristia, percebemos os seus desejos a nosso respeito, depomos a seus pés os nossos projectos e aceitamos os d’Ele. A sua luz penetra o nosso coração e cura-o. As almas eucarísticas, contemplando o “sol da Justiça”, Cristo Nosso Senhor, fixam o seu Espírito e transmitem-no a toda a grande árvore que é a Igreja, tornam-se servidores do Reino do «amor e da justiça» entre os homens. Por isso é que a adoração eucarística, tempo de encontro, de presença e de contemplação, é a primeira opção apostólica. É o grande apostolado que todos podem fazer, mesmo quando lhes faltarem as forças para outros serviços apostólicos, mesmo quando estiverem limitados pela doença ou pela idade. É o apostolado que todo o cristão pode fazer, mesmo sem grande preparação teológica e pastoral.
cute; o apostolado que se pode fazer mesmo quando é mais prudente estar calado que falar…

A contemplação eucarística é realização da profecia «Hão-de olhar para aquele que trespassaram» ou «n´Aquele que trespassaram» .
Quando descia do monte Sinai, Moisés trazia o rosto radiante de luz, porque tinha conversado com Deus, como com um amigo, frente a frente, “boca a boca” segundo a expressão do livro do Êxodo (cf. Ex 33, 11). Moisés não se dava conta desse brilho. Mas ele era real… Também nós, depois da adoração, talvez não nos demos conta, mas voltamos para junto dos irmãos com o rosto tornado brilhante, porque contemplámos o Senhor. E será esse o mais belo testemunho que podemos dar ao nosso mundo materialista e consumista, mas com uma enorme ânsia de encontrar a Deus.

Fonte: de um texto adaptado e resumido localmente de: <dehonianos.org/portal/liturgia>

segunda-feira, 31 de julho de 2017

SUBSÍDIO PARA A REFLEXÃO NA 3ª FEIRA DA XVII SEMANA (Tempo Comum)



Terça-feira – XVII Semana Tempo Comum  

Primeira leitura: Êxodo 33, 7-11; 34, 5b-9.28

A leitura que hoje escutamos é composta por dois pequenos textos que nos referem a renovada aliança pelo Senhor, mediante um acto de renovação permanente do culto. O Senhor, apesar do pecado do povo, pela sua misericórdia e pelo seu amor, permanece junto do povo, graças a Moisés. Este, pegou «na tenda da reunião», isto é, no lugar do culto, e «foi colocá-la a certa distância do acampamento» (v. 7), como que a indicar que Deus não pode conviver harmoniosamente com homens pecadores, apesar de estar sempre disponível a perdoar-lhes. Todos os que reconheciam o seu pecado podiam dirigir-se à tenda e falar com Deus, tal como o intercessor Moisés, quando falava com o Senhor face a face, como amigo a amigo, e como Josué, que «não se afastava do interior da tenda» (v. 11). Em resumo, Deus, que se revela a Moisés como misericordioso, quer ensinar ao seu povo que o verdadeiro lugar da aliança não é o monte Sinai ou um qualquer outro lugar material, mas o reconhecer-se pecador e o estar disposto a acolher a sua misericórdia, que se manifesta nas situações concretas e por meio de homens e pessoas santas e amigas de Deus.

O texto do Êxodo, que hoje escutamos, já nos faz antever o projecto de Deus de habitar no meio do seu povo, e de ter com cada um de nós uma relação pessoal profunda. Esta intenção divina começa a concretizar-se quando Moisés ergue a tenda e a chama «tenda da reunião». A tenda é o lugar do encontro. O texto sagrado diz que Moisés «foi colocá-la a certa distância do acampamento» (v. 7). Deus não podia habitar no meio do seu povo, porque esse povo tinha pecado, tinha-se afastado dele, tinha caído na idolatria. Portanto, a tenda estava distante. Mas era acessível: «todos aqueles que desejavam consultar o Senhor iam à tenda da reunião» (v. 7). Mesmo fora do acampamento, a tenda era o lugar do encontro de Deus com os homens e dos homens com Deus. Mas esse encontro será permanente quando, como nos diz João, no seu evangelho, o Verbo se fizer carne e habitar entre nós: «O Verbo fez-se homem e veio habitar connosco» (Jo 1, 14). Na Incarnação, o Verbo de Deus, o Filho de Deus, ergueu a sua tenda no meio das nossas tendas, tornou-se nosso vizinho e companheiro. Podemos, agora, falar com Ele, não apenas como um homem fala a outro homem, mas como um amigo fala ao seu amigo: «Já não vos chamo servos, … mas chamei-vos amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi ao meu Pai» (Jo 15, 15).

Na nova aliança, cada homem, cada um de nós, é chamado a esta relação pessoal, profunda com Deus, uma relação, não só face a face, mas coração a coração. É um privilégio que havemos de acolher com respeito, admiração, reconhecimento. A Eucaristia oferece-nos a inaudita possibilidade de receber Jesus, o Filho de Deus feito nosso irmão, nosso amigo, não só no meio de nós, mas dentro de nós, para falarmos com Ele, escutá-l´O, deixar que guie to da a nossa vida e a encha do seu amor.

Evangelho: Mateus 13, 36-43

O Evangelho oferece-nos várias parábolas para nos ensinar como é que Deus faz chegar a sua Palavra aos homens. A parábola do joio no campo alerta-nos para a existência de outro semeador: o semeador do mal. Onde Deus semeia, também Satanás semeia. A acção do semeador do mal caracteriza-se por acontecer durante a noite, enquanto os criados dormem. Durante o dia, não seria possível uma tal acção. A separação entre o que é bom e o que é mau só terá lugar no momento da ceifa, isto é, no dia do juízo final (cf. Mt 9, 37; Mc 4, 29; Jo 4, 35). Quando chega o tempo da ceifa – não antes, para não arrancar também o trigo – o dono dirá aos ceifeiros que cortem o trigo e o joio, e que os separem: o joio vai para queimar e o trigo é guardado no celeiro. 

Esta parábola parece querer que responder a uma questão surgida nas primeiras comunidades: porque existem bons e maus cristãos na Igreja? A resposta é: tanto Deus como Satanás semeiam a sua semente. Deus tolera essa sementeira, e o crescimento e a maturação de ambas as sementes, para dar aos maus oportunidade de conversão.

Pela Incarnação, pela Eucaristia, o Filho do homem, semeou e semeia em nós essa «boa semente». Há que impedir que o joio a sufoque. Há que deixá-la germinar, crescer, frutificar.

Fonte: resumo e adaptação local de um texto de <dehonianos.org/portal/liturgia>

domingo, 30 de julho de 2017

PROGRAMA DA VISITA PASTORAL Á CAPELANIA (QUASE PARÓQUIA) DO BEATO ISIDORO BAKHANJA DE MUAGIUA



VISITA PASTORAL Á CAPELANIA (QUASE PARÓQUIA) DO BEATO ISIDORO BAKHANJA DE MUAGIUA (GURÚÈ)

De 30.07 – a 02.08.2017

PROGRAMA DA VISITA PASTORAL
30.07.2017. DOMINGO

Concentração em Namulava.
1.-ZONA PASTORAL DE MARORA.
Comunidades cristãs: Marora; Maritxe; Macici; Nasoma; e Kalane.
2.-ZONA PASTORAL DE LUNI
Comunidades cristãs: Luni 1º; Luni 2º; Namulava; Nanjakaja; Mueliha; e Namigonya.
3.-ZONA PASTORAL DE NAMIKOPO
Comunidades cristãs: Namikopo; Kuane; Nyaminga; Nyamata; Mutxope; e Muelamahi.

31.07.2017. SEGUNDA FEIRA.

Concentração  na comunidade de Munyethe
1.-ZONA PASTORAL DE  MUNYETHE
Comunidades cristãs: Munyethe; Rurupi; Phepeni; Muithiwe; Nsalo; e Kurunkua.

01.08.2017. TERÇA  FEIRA.

Concentração na comunidade de Muagiua.
1.-ZONA PASTORAL DE MUAGIUA
Comunidades cristãs:  Muagiua; Magogi; Murokole; Muelamahi; Nayuma; e Pathane.
2.-ZONA PASTORAL DE ETHOKOLE
Comunidades cristãs: Ethokole; Kokori; Natxaka, e Letxe.
3.-ZONA PASTORAL DE NAMAKALA
Comunidades cristãs: Namakala; Magar; Nivakwe; Kariko; e Muelamahi.

02.08.2017. QUARTA FEIRA.

Na sede da Capelania: Reunião com o Conselho Pastora Paroquial.

SUBSÍDIO LITÚRGICO PARA A 2ª FEIRA DOA XVII SEMANA – TEMPO COMUM -nos Ímpares



Segunda-feira– XVII Semana – Tempo Comum - Anos Ímpares

Primeira leitura: Êxodo 32, 15-24.30-34

O episódio do culto idolátrico do bezerro de ouro liga-se ao da conclusão da aliança (Ex 24). 

 Moisés demora-se no monte, em diálogo com Deus (vv. 7-16). Ao descer, depara-se com o bezerro de ouro e as danças cultuais do povo em honra dele. A sua reacção é violenta: despedaça as tábuas da lei, funde o bezerro de ouro, redu-lo a pó, que espalha na água e dá a beber aos filhos de Israel. Depois, pede contas a Aarão, que atira as culpas para o povo. Moisés faz, então, com que o povo tome consciência do seu pecado, se volte para Deus e peça perdão. Deus responde com a habitual atitude de misericórdia, garantindo a prossecução do seu projecto salvador, mas também anunciando o castigo dos culpados.

Esta narrativa reflecte, não só a apostasia no tempo do êxodo, mas também a decadência moral e religiosa do tempo dos reis de Israel.

Aarão faz triste figura, não sabendo reagir adequadamente ao mal do povo e consentindo na apostasia. Moisés, pelo contrário, revela-se um verdadeiro profeta, um homem de Deus, que, com força e fidelidade, testemunha e exige fidelidade a Deus. É como que uma consciência que fala, denuncia o pecado e chama à conversão. Mas também se apresenta como intercessor solitário e audaz diante de Deus, em favor do seu povo.

Para nosso ensinamento, é interessante notarmos o contraste de atitudes e comportamentos de Aarão e de Moisés. Aarão torna-se cúmplice da idolatria do povo. É ele mesmo que organiza as coisas e torna possível a realização do bezerro de ouro e o seu culto. Mas, quando Moisés lhe pergunta: «Que te fez este povo para o deixares cometer um tão grande pecado?» (v. 21), Aarão desculpa-se e atira as culpas para o povo: «Tu próprio sabes como este povo é inclinado para o mal. Disseram-me: ‘Faz-nos um deus`» (vv. 22-23).

Moisés, que, pelo contrário, não só não participou no pecado de idolatria, mas até se irritou fortemente ao ver o bezerro de ouro e o povo em festa, vai interceder diante de Deus, para que perdoe o pecado do mesmo povo. Chega ao ponto de pedir a Deus que o apague do seu livro, caso não perdoe ao povo: «Ah, este povo cometeu um grande pecado. Fizeram para si um deus de ouro. Apesar disso, perdoa-lhes este pecado, ou então apaga-me do livro que escreveste» (vv. 31-32). 

Moisés, inocente, está disposto a sofrer o castigo dos pecadores, a ser rejeitado por Deus: «apaga-me do livro que escreveste» (v. 32). É uma grande lição para nós, sempre dispostos a declarar que nada temos a ver com o pecado dos outros. Ainda que não nos sintamos completamente inocentes, recusamos ser castigados com os outros pecadores.
Como aqueles para os quais Jesus contou as parábolas da dracma perdida, da ovelha perdida e do filho pródigo (Lc 16), julgamo-nos bons e justos, agradáveis ao Senhor. Mas agradam ao Senhor aqueles que se sentem solidários com os pecadores, que estão dispostos a carregar sobre si o castigo que pende sobre eles. Foi essa a atitude de Moisés. Foi essa, sobretudo, a atitude de Jesus: Ele, o Inocente, carregou sobre Si o pecado de todos nós. Como afirma Paulo tornou-se «maldição» para nos livrar da maldição do pecado (cf. Gl 3, 13).

É difícil aceitar sofrer o castigo merecido por outros. Tantos cristãos se revoltam quando sofrem, não se sentindo culpados de nada: «Que fiz eu a Deus para sofrer isto?» É mais correcto voltar-se para o Crucificado e, contemplando-O, rezar como Moisés: «Ah, perdoa-lhes este pecado, ou então apaga-me do livro que escreveste» (cf. vv. 31-32)». 

A contemplação do Senhor crucificado transforma-nos. Faz levedar os nossos pensamentos, projectos, atitudes, esperanças, aspirações, relações. Leva-nos a dar-nos conta de que também nós fabricamos alguns bezerros de ouro a quem prestamos culto. 

A contemplação do Senhor Crucificado transforma também a nossa convivência colectiva, para vivermos e testemunharmos integralmente o Evangelho. Arrancando tudo o que, nas nossas relações a todos os níveis, não está na direcção da «vida em abundância» que Jesus veio trazer ao mundo (cf. Jo 10, 10), faz crescer tudo o que contribui para essa vida.

O tema da solidariedade para com os pecadores fala de Cristo solidário com os pecadores, convidando-nos à mesma solidariedade. Vivendo esta solidariedade, aproximamo-nos do mistério redentor de Cristo, em harmonia com a «experiência de fé ».

Evangelho: Mateus 13, 31-35

As parábolas do grão de mostarda e do fermento ilustram as características do Reino, acrescentando a desproporção entre os seus começos, quase imperceptíveis, e o seu desenvolvimento extraordinário.
A Palavra de Deus geralmente é muito discreta. Se não estivermos atentos, quase não se damos por ela. Mas, quando a acolhemos, tem uma tal eficácia interna, que lança raiz e produz efeitos e frutos surpreendentes. É o que acontece com a pequeníssima semente de mostarda: se germina e ganha raiz, pode atingir a altura de três ou quatro metros. Um pouco de fermento faz levedar uma grande quantidade de farinha, capaz de alimentar multidões. A força interior e exterior do Reino de Deus é tal que chega a transformar toda a vida do homem.

Fonte: resumo e adaptação local de um texto de <dehonianos.org/portal/liturgia>