quarta-feira, 31 de maio de 2017

VISITA PASTORAL À PARÓQUIA DE SANTO ANTÓNIO DA CATEDRAL. GURÚÈ



VISITA PASTORAL Á PARÓQUIA S. ANTÓNIO DA CATEDRAL

De 26 a 30 de Maio do corrente ano 2017, D. Francisco Lerma, Bispo da Diocese, acompanhado pelo Pe. Agostinho Vasconcelos, Moderador da Cúria e Director do Secretariado Diocesano de Pastoral, realizou mais uma Visita Pastoral à Paróquia de S. António da Sé Catedral de Gurúè.

A Paróquia de Santo António foi criada a 1 de Janeiro de 1967 e erigida como Catedral em 1993.
Actualmente a Paróquia é constituída por três Zonas Pastorais, nomeada mente a Zona Urbana, com 13 Núcleos de oração; a Zona de Enkala, com 6 comunidades e a Zona de Mangone, com 6 comunidades.

A Catequese e a Formação dos fiéis

A formação  dos cristãos e catecúmenos caracterizou-se neste período em análise (2016-2017) em actividades de catequese segundo as várias etapas do catecumenado e de preparação para os sacramentos e em encontros de formação permanente para os fiéis e de reconciliação.

O Conselho Paroquial  Pastoral

O Conselho Paroquial Pastoral, depois da criação das duas novas Paróquias na sede do Distrito, As Paróquias de S. Carlos Lwanga  (2015) e de S. Bernardo (2016), está constituído por representantes das Comissões Paroquiais, representantes dos grupos e movimentos apostólicos, representantes das Zonas Pastorais e dos Núcleos, totalizando um número de 35 membros. 

Grupos da Paróquia

1.Infância Missionária
As crianças e adolescentes realizam suas actividades acompanhadas pelos responsáveis adultos, orientados pela Irmã Henriqueta, Filha de N. S. da Visitação. Realizam a animação das celebrações litúrgicas, encontros de formação humana e cristã e visitas nas comunidades. Em toda a Paróquia contamos com 3.330 crianças e adolescentes.

2.Vocacionados

Os jovens vocacionados são assistidos por uma equipa constituída por um casal e as Irmãs de diferentes congregações religiosas: as Irmãs Filhas de N. S. da Visitação, as Irmãs Missionárias Capuchinhas e as Religiosas do Coração de Maria. Para além dessa equipa, os vocacionados recebem apoio directo do Pároco na realização das suas actividades de formação. Graças a esta formação a Paróquia tem jovens no Seminário Propedêutico Diocesano de S. José.

3.Proclamadores da Palavra

O grupo de Proclamadores da Palavra é composto por irmãos oriundos dos Núcleos que se apresentam a título de voluntários. Este grupo encontra-se todos os Sábados para a preparação das Leituras dominicais.

4.Grupo dos Acólitos

Este grupo, composto por 55 jovens e adolescentes, realiza a suas actividades assistidos por uma Irmã, colaborando em trabalhos, ajudando na boa celebração das acções litúrgicas. Os acólitos tiveram várias formações durante o ano, além de terem estado disponíveis nas Missas normais e campais. Também participaram nas Peregrinações diocesanas.

5.Grupo de Acolhimento

O Grupo de Acolhimento exerce acções de acolhimento durante as celebrações litúrgicas. Além disso cuida sobre como os fiéis devem apresentar-se na Igreja e de tocar o sino antes das celebrações para convidarem os fiéis a serem pontuais.

Movimentos apostólicos

1.Legião de Maria

Este movimento desenvolve as suas actividades com um total de 320 membros, de entre os quais 250 são adultos e 70 jovens.

Este movimento apostólico realizou as seguintes actividades: visitas aos doentes nas residências e no hospital rural de Gurúè, visitas aos carenciados e reclusos, encontros de fraternidade com outros movimentos,  acelebração da Eucaristia semanas para os membros do movimento e a participação das peregrinações diocesanas marianas de Muliquela, Malua e Invinha.

2.Ordem Franciscana Secular

Este movimento foi fundado na nossa Paróquia em Setembro de 2006. Conta actualmente com 100 membros. Realiza a seguintes actividades: formação nas comunidades, animação das Celebrações da Eucaristia, participação nas Peregrinações Diocesanas, visitas nas comunidades (doentes e presos. Realiza quinzenalmente encontros de avaliação e planificação das actividades.

Liturgia

A Comissão da liturgia acompanha todas as celebrações da Paróquia, partindo de ensaios regulares.

Actividades no Ano da Família

Em referência ao Ano da Família seguindo o Plano Pastoral Diocesano, a Paróquia realizou actividades de formação contínua das famílias em encontros nos Núcleos com o propósito de fortificação das famílias e para que conheçam o bem e as prioridades da fraternidade no lares e com outros irmãos. Foram recomendadas as famílias para adquirirem Bíblias para o seu estudo familiar e a realização de retiros, encontros com os pais, com as mães e com os casais.

Dificuldades

Falta de livros de catequese em todos os grupos e, especialmente, em língua portuguesa.
Falta de material litúrgico (missais em ambas as línguas, Lómwe e Português).

Perspectivas para o Ano de 2018

- Elaboração e distribuição para o estudo mensal de textos de formação para os grupos paroquiais preparados pelo Pároco;
- Continuação da formação dos fiéis nas diversas áreas, com maior incidência nos vários ministérios;
- Aumento de jovens vocacionados de modo a seguir a vida consagrada, tendo em conta a abertura do Seminário Diocesano;
Intensificação da formação de catequistas e dos fiéis na sede da Paróquia e nas novas Zonas Pastorais;
- Mudança de mentalidade dos fiéis em aspectos da Partilha Diocesana (= dízimo).

ENCONTRO DIOCESANO DE RELIGIOSAS JUNIORAS

Na Casa Diocesana de Gurúè, no último fim de semana (27 e 28 de Maio do corrente anos), realizou-se mais um Encontro de Formação de Irmãs Junioras das Congregações presentes na Diocese.

O Encontro foi organizado pela CIRMO local (a Conferência dos Institutos Religiosos de Moçambique), e orientado pelas Irmãs Maria Verónica,  Missionária Claretiana, da comunidade de Muiane, e pela Irmã Maria das Graças, Missionária Capuchinha, da comunidade de Gurúè-Sede.

D. Francisco, Bispo da Diocese, teve um encontro com as Irmãs participantes e com as orientadoras, no fim da tarde do primeiro dia do encontro, no Sábado 27.05. Durante a sua intervenção D. Francisco saliento  três aspectos fundamentais e permanentes da vida consagrada: Identidade vocacional, Formação de base e permanente e Missão/vida apostólica

Celebrou à Eucaristia da Sábado e do Domingo o Pe. Agostinho Vasconcelos, Director do Secretariado Diocesano de Pastoral e Chanceler da Diocese.

sexta-feira, 26 de maio de 2017

SUBSÍDIO PARA A REFLEXÃO NO DOMINGO VII DA PÁSCOA: SOLENIDADE DA ASCENSÃO DO SENHOR



SOLENIDADE DA ASCENSÃO DO SENHOR

A  Ascensão de Jesus lembra-nos que no final do caminho percorrido no amor e na doação, está a vida definitiva, a comunhão com Deus.  Jesus nos deixou o testemunho e  somos nós, seus seguidores, que devemos continuar a realizar o projecto de Deus para os homens e para o mundo.

Na primeira leitura (Actos 1,1-11) repete-se a mensagem essencial: Jesus, depois de ter apresentado ao mundo o projecto do Pai, entrou na vida definitiva da comunhão com Deus – a mesma vida que espera todos os que percorrem o mesmo “caminho” que Jesus percorreu. Quanto aos discípulos: eles não podem ficar a olhar para o céu, numa passividade alienante; mas têm de ir para o meio dos homens, continuar o projecto de Jesus.

A Ascensão de Jesus garante-nos que quem percorre o mesmo “caminho” de Jesus subirá, como Ele, à vida plena.

A ascensão de Jesus recorda-nos que Ele  nos encarregou de continuar a tornar realidade o seu projecto libertador no meio dos homens nossos irmãos.

O nosso testemunho tem transformado e libertado a realidade que nos rodeia? Qual o real impacto desse testemunho na nossa família, no local onde desenvolvemos a nossa actividade profissional, na nossa comunidade cristã ou religiosa?

Estamos atentos aos problemas e às angústias dos homens, ou vivemos de olhos postos no céu, num espiritualismo alienado? Sentimo-nos questionados pelas inquietações, pelas misérias, pelos sofrimentos, pelos sonhos, pelas esperanças que enchem o coração dos que nos rodeiam? Sentimo-nos solidários com todos os homens, particularmente com aqueles que sofrem?

A segunda leitura  (Ef 1,17-23), convida os discípulos a terem consciência da esperança a que foram chamados. Devem caminhar ao encontro dessa “esperança” de mãos dadas com os irmãos – membros do mesmo “corpo” – e em comunhão com Cristo, a “cabeça” desse “corpo”. Cristo reside no seu “corpo” que é a Igreja; e é nela que Se torna, hoje, presente no meio dos homens.

• Na nossa peregrinação pelo mundo, convém termos sempre presente “a esperança a que fomos chamados”. A glorificação de Jesus é a garantia da nossa própria glorificação. Formamos com Ele um “corpo” destinado à vida plena.

• Dizer que fazemos parte do “corpo de Cristo” significa que devemos viver numa comunhão total com Ele e que nessa comunhão recebemos, a cada instante, a vida que nos alimenta. Significa, também, viver em comunhão, em solidariedade total com todos os nossos irmãos, membros do mesmo “corpo”, alimentados pela mesma vida. Estas duas coordenadas estão presentes na nossa existência?

O Evangelho (Mt 28,16-20), apresenta o encontro final de Jesus ressuscitado com os seus discípulos, num monte da Galileia. A comunidade dos discípulos, reunida à volta de Jesus ressuscitado, reconhece-O como o seu Senhor, adora-O e recebe d’Ele a missão de continuar no mundo o testemunho do “Reino”.

Jesus foi ao encontro do Pai, depois de uma vida gasta ao serviço do “Reino”; deixou aos seus discípulos a missão de anunciar o “Reino” e de torná-lo uma proposta capaz de renovar e de transformar o mundo. Celebrar a ascensão de Jesus significa, antes de mais, tomar consciência da missão que foi confiada aos discípulos e sentir-se responsável pela presença do “Reino” na vida dos homens.

A missão que Jesus confiou aos discípulos é uma missão universal: Tenho consciência de que Jesus me envia a todos os homens – sem distinção de raças, de etnias, de diferenças religiosas, sociais ou económicas – a anunciar-lhes a libertação, a salvação, a vida definitiva?

No dia em que fui baptizado, comprometi-me com Jesus e vinculei-me com a comunidade do Pai, do Filho e do Espírito Santo. A minha vida tem sido coerente com esse compromisso?
É um tremendo desafio testemunhar, hoje, no mundo os valores do “Reino”. Com frequência, os discípulos de Jesus são objecto da irrisão e do escárnio dos homens, porque insistem em testemunhar que a felicidade está no amor e no dom da vida; com frequência, os discípulos de Jesus são apresentados como vítimas de uma máquina de escravidão, que produz escravos, alienados, vítimas do obscurantismo, porque insistem em testemunhar que a vida plena está no perdão, no serviço, na entrega da vida. O confronto com o mundo gera muitas vezes, nos discípulos, desilusão, sofrimento, frustração… Nos momentos de decepção e de desilusão convém, no entanto, recordar as palavras de Jesus: “Eu estarei convosco até ao fim dos tempos”. Esta certeza deve alimentar a coragem com que testemunhamos aquilo em que acreditamos.


Fonte: resumo adaptação  de um texto de :<dehonianos.org/liturgia>

VISITA PASTORAL Á PARÓQUIA DE S. BERNARDO. GURÚÈ-SEDE


VISITA PASTORAL Á PARÓUIA SÃO BERNARDO. GURÚÈ-SEDE

De 20 a 23 de Maio do corrente ano 2017, D. Francisco Lerma, Bispo da Diocese,  acompanhado pelo Pe. Agostinho  Vasconcelos, Moderador da  Cúria e Director do Secretariado Diocesano de Pastoral, realizou a Visita Pastoral à Paróquia S. Bernardo, em Gurúè-Sede.

A Paróquia S. Bernardo foi criada em 2026, desmembrada das Paróquias S. António, da Sé Catedral e N. S. da Conceição de Invinha. sendo o seu primeiro e actual Pároco, o Pe. Luciano Cominotti, do clero diocesano de Gurúè.

Na área da Paróquia existem as comunidades religiosas do Padres Dehonianos com a Escola de Artes e Ofícios e a Escola Agrária ; e das Religiosas do Coração de Maria, com um Lar feminino. Também colaboram na vida da Paróquia as Missionárias Capuchinhas.

Na mesma área funciona a Extensão de Gurúè da Universidade Católica de Moçambique e a sede de Gurúè do Ensino à Distância da mesma Universidade.

A Paróquia é constituída por nove comunidades, divididas em duas Zonas Pastorais:

1.ZONA PASTORAL DE MURECE: Comunidades cristãs de S. Miguel Arcanjo de Murece; S. Kizito de Nanvriviri; e São Pedro de Mahiuaua.

2.ZONA PASTORAL DE MOCOUA: Comunidades de S. Paulo, de Múkui; S. Jão Baptista de Miaco; Ss. Trindade de Nahetxe; S. Cruz de Miaco; São João de Nato; e S. Domingos de Miaco.

No seu primeiro ano de actividades pastorais a Paróquia caminha sob a orientação do Pároco, o Pr. Luciano Cominotti, auxiliado pela equipa do Conselho Paroquial Pastoral, que reúne uma vez por mês.

ACTIVIDADES PASTORAIS


A Catequese

A nível da Paróquia desenvolve-se a Catequese  segundo as várias etapas.
Criou-se uma Comissão de Catequese que vela sobre o andamento da catequese.

Há encontros mensais dos catequistas para a formação e para a preparação conjunta do plano de Catequese.


A Liturgia

A participação à Liturgia Dominical é massiva em quase todas as comunidades. Salientamos também as visitas que o Pároco faz às comunidades das Sonas, administrando diversos  e ensinamentos.


Actividades apostólicas

Em todas as comunidades existem os movimentos da Legião de Maria, Ordem Franciscana Secular e Família do Sagrado Coração. Os movimentos têm encontros de carácter formativo, retiros, visitas aos doentes e outras actividades particulares que dizem respeito ao próprio movimento.

O núcleo dos Jovens e a Infância Missionária fazem sentir a sua presença nas comunidades através de encontros na promoção e desenvolvimento de várias actividades em benefício da comunidade: Acólitos, Acolhimento, Educação das crianças em todos os Sábados.


Crise de valores

A crise da decadência dos valores da vida, no mundo actual, contribui negativamente no desenvolvimento da camada juvenil. Dificilmente há jovens que contraem o matrimónio pela Igreja.

Falar de vocações religiosas é tocar num assunto que não encontra lugar no coração de muitos jovens.

As diversas formas de vidas irregulares orientadas pelas camadas sociais e outras contribuem para uma séria ameaça para o futuro da Igreja que está depositado nos jovens.

DIFICULDADES

As comunidades sentem a falta de acompanhamento permanente do seu pároco, devido às ocupações massivas que lhe envolvem no seu dia a dia, fora do programa pastoral da sua Paróquia, isto é, a Administração Diocesana, o acompanhamento dos  projetos nas Paróquias e o Lar Família.

Ainda sobre o caso dos terrenos da Sede Paroquial temos a dizer que aguardamos o seu desfecho enquanto a comunidade deve desembolsar um valor aproximadamente a 70.000,00MT no pagamento de custos aos Advogados do auto da defesa.

PROPOSTAS PARA O FUTURO


À procura de caminhos...

Continuaremos na procura de caminhos para uma boa actividade paroquial na medida das nossas possibilidades e confiantes no apoio prestado pelo nosso Pároco e pelas Comunidades Religiosas residentes no nosso território paroquial.

No tocante ao caso da defesa e legalização do terreno da sede paroquial tudo faremos para ultrapassar este problema sobretudo na mobilização dos fiéis no sentido de assumirem o que lhes cabe.

O crismados na celebração da Eucaristia e do sacramento da Confirmação, no Domingo dia 21 do corrente mês de Maio foram 100 fiéis

No dia 23 deste mês de Maio, na parte da tarde, o Sr. Bispo reuniu-se com os membros do  Conselho Permanente do Conselho Paroquial Pastoral e com os membros da Comissão da Economia.

sexta-feira, 19 de maio de 2017

SUBSÍDIO PARA A REFLEXÃO E A HOMILIA DO 6º DOMINGO DA PÁSCOA



6º Domingo da Páscoa Ano A

A liturgia do 6º Domingo da Páscoa convida-nos a descobrir a presença de Deus na caminhada histórica da Igreja: “Não vos deixarei órfãos” .

A primeira leitura (Actos 8,5-8.14-179, mostra exactamente a comunidade cristã a dar testemunho da Boa Nova de Jesus e a ser uma presença libertadora e salvadora na vida dos homens. Avisa, no entanto, que o Espírito só se manifestará e só actuará quando a comunidade aceitar viver a sua fé integrada numa família universal de irmãos, reunidos à volta do Pai e de Jesus.

Uma comunidade cristã é uma comunidade onde se manifesta a comunhão com Jesus e a comunhão com todos os outros irmãos que partilham a mesma fé: fazemos parte de uma imensa família que caminha animada pela mesma fé, nela se manifesta a vida do Espírito. Cada crente precisa de desenvolver a consciência de que não é um caso isolado, independente, autónomo: afirmações como “eu cá tenho a minha fé” não fazem sentido, se traduzem a vontade de percorrer um caminho à margem da comunidade, sem aceitar confrontar-se com os irmãos.

Constitui, para nós, um tremendo desafio a acção evangelizadora de Filipe… Apesar dos riscos corridos em Jerusalém, Filipe não desistiu, não sentiu que já tinha feito o possível, não se acomodou; mas simplesmente partiu para outras paragens a dar testemunho de Jesus. É o mesmo entusiasmo que nos anima, quando temos de dar testemunho do Evangelho de Jesus?

De uma situação má (perseguição aos crentes), nasce a possibilidade de levar a Boa Nova da libertação a outras comunidades. Muitas vezes, os aparentes dramas da nossa vida fazem parte dos projectos de Deus. É necessário aprender a olhar para os acontecimentos da vida com os olhos da fé e aprender a confiar nesse Deus que, do mal, tira o bem.

A segunda leitura  (1 Pedro 3,15-18), exorta os crentes  a terem confiança, a darem um testemunho sereno da sua fé, a mostrarem o seu amor a todos os homens, mesmo aos perseguidores. Cristo, que fez da sua vida um dom de amor a todos, deve ser o modelo que os cristãos têm sempre diante dos olhos.

 Mais uma vez põe-se-nos o problema do sentido de uma vida feita dom e entrega aos outros, até à morte. Esta história de o amor ser o caminho para a felicidade e para a vida plena não será uma desculpa dos fracos? Não. Reparemos no exemplo de Cristo: Ele deu a vida pelos pecadores e pelos injustos e encontrou, no final do caminho, a ressurreição, a vida plena.

 Diante das dificuldades, das propostas contrárias aos valores cristãos, é em Cristo  que colocamos a nossa confiança e a nossa esperança? 

Diante dos ataques daqueles que não concordam com os valores de Jesus, como nos comportamos? Com a mesma agressividade com que nos tratam? Com a mesma intolerância dos nossos adversários? Como é que Jesus tratou aqueles que o condenaram e mataram?

O Evangelho
 (Jo 14, 15-21 ), apresenta-nos parte do “testamento” de Jesus, na ceia de despedida. Aos discípulos, inquietos e assustados, Jesus promete o “Paráclito”: Ele conduzirá a comunidade cristã em direcção à verdade; e levá-la-á a uma comunhão cada vez mais íntima com Jesus e com o Pai. Dessa forma, a comunidade será a “morada de Deus” no mundo e dará testemunho da salvação que Deus quer.

 A paixão de Jesus continua a acontecer, todos os dias, na vida de cada um de nós e na vida de tantos irmãos nossos. Sentimo-nos impotentes face à guerra e ao terrorismo; não conseguimos prever e evitar as catástrofes naturais; sofremos por causa da injustiça e da opressão; vemos o mundo construir-se de acordo com critérios de egoísmo e de materialismo; não podemos evitar a doença e a morte.
 Acreditamos no “Reino de Deus”, mas ele parece nunca mais chegar, e caminhamos, desanimados e frustrados, para um futuro que não sabemos aonde conduzirá a humanidade. No entanto, nós os crentes temos razões para ter esperança: Jesus garantiu-nos que não nos deixaria órfãos e que estaria sempre a nosso lado. Na minha vida o que é que prevalece: o pessimismo de quem se sente só e perdido no meio de forças de morte, ou a esperança de quem está seguro de que Jesus ressuscitado continua presente, a acompanhar a caminhada da sua comunidade pela história?

Nós acreditámos que o Espírito está presente, animando-nos, conduzindo-nos, criando vida nova, dando esperança aos crentes em caminhada. 

Fonte: Resumo/adaptação local de: <dehonianos.org/liturgiadominical>

sábado, 13 de maio de 2017

REFLEXÃO PARA O DIA 13 DE MAIO: N. S. DE FÁTIMA


Nossa Senhora de Fátima.13 Maio

A 13 de Maio de 1917, Nossa Senhora apareceu aos Três Pastorinhos, Lúcia, Francisco e Jacinta. Nos meses seguintes, até Outubro inclusive, a Virgem Maria voltaria a manifestar-se nos dias 13, excepto em Agosto, quando se manifestou no dia 19, nos Valinhos. Nesses encontros, Nossa Senhora recordou, em linguagem muito simples, acessível aos pastorinhos, as verdades fundamentais do Evangelho. A sua mensagem pode resumir-se nos termos de “oração e penitência”.

Primeira leitura:
Apocalipse 21, 1-5.

Eu, João, vi, então, um novo céu e uma nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra tinham desaparecido e o mar já não existia. 2E vi descer do céu, de junto de Deus, a cidade santa, a nova Jerusalém, já preparada, qual noiva adornada para o seu esposo. 3E ouvi uma voz potente que vinha do trono e dizia: “Esta é a morada de Deus entre os homens. Ele habitará com eles; eles serão o seu povo e o próprio Deus estará com eles e será o seu Deus. 4Ele enxugará todas as lágrimas dos seus olhos; e não haverá mais morte, nem luto, nem pranto, nem dor. Porque as primeiras coisas passaram.» 5O que estava sentado no trono afirmou: «Eu renovo todas as coisas.»
A grande utopia da ressurreição do homem e do mundo chegará a ser realidade. A cidade nova não tem nada da antiga: nem da Jerusalém israelita, nem sequer da Igreja cristã. É algo de novo que integra aquilo que o antigo tinha de melhor numa espécie de continuidade descontínua. João admira-se de não haver templo na cidade nova. Para o cristianismo, todo o universo é templo: Deus pode revelar-se onde quiser.

A liturgia aplica este texto a Maria. Deus revelou-se nela. Ela foi a verdadeira Arca de Deus no meio do seu povo. Glorificada no Céu, não esquece aqueles que lhe foram confiados como filhos. Daí, as suas numerosas intervenções ao longo da nossa história. Ela faz tudo para que, em cada um dos seus filhos, se realize o que já se realizou n´Ela.

Evangelho: João 19, 25-27

Naquele tempo, estavam junto à cruz de Jesus estavam, de pé, sua mãe e a irmã da sua mãe, Maria, a mulher de Cleofas, e Maria Madalena. 26Então, Jesus, ao ver ali ao pé a sua mãe e o discípulo que Ele amava, disse à mãe: «Mulher, eis o teu filho 27Depois, disse ao discípulo: «Eis a tua mãe!» E, desde aquela hora, o discípulo acolheu-a como sua.

A mãe de Jesus aparece no princípio e no fim da vida pública de Jesus, ou seja, nas bodas de Caná (Jo 2, 1ss.) e junto à cruz do Senhor (Jo 19, 1ss.). Nas bodas de Caná, Jesus dirige-lhe palavras que devem entender-se no sentido de separação: Jesus diz-lhe que não intervenha na fase da sua vida pública, que estava a iniciar. A partir desse momento, Maria como que desaparece de cena. Mas, agora que chegou a hora de Jesus, Maria reaparece, pois é também a sua hora. Em ambas as situações Jesus se lhe dirige chamando-a “mulher” e não mãe, como seria normal. O Senhor parece querer apresentá-la como a mulher estreitamente unida a Ele na realização da obra da redenção, a mulher de que se fala no Génesis (Gn 3, 15) e no Apocalipse (Ap 12). As palavras que Jesus dirige a Maria: “Eis o teu filho!” têm um sentido mais profundo do que o imediatamente literal. A Igreja encarregou-se de aprofundá-lo. O afecto e a relação maternal – a maternidade espiritual de Maria – concentrar-se-ão naqueles por quem o seu Filho está a dar a vida. João personifica todos os seguidores de Jesus. Segundo a teologia paulina, os crentes são “irmãos” de Cristo, participantes da sua filiação.

Venerarem o seu coração maternal e compassivo, desejamos mais uma vez chamar a atenção de todos os filhos da Igreja para o inseparável vínculo que existe entre a maternidade espiritual de Maria e os deveres que têm para com Ela os homens resgatados.
 
1).-. A primeira verdade é esta: Maria é Mãe da Igreja, não só por ser Mãe de Jesus Cristo, mas também porque brilha à comunidade dos eleitos como admirável modelo de virtude, pelo seu SIM incondicional à vontade de Deus.
, Ela continua agora no Céu a desempenhar a sua função materna de cooperadora no nascimento e desenvolvimento da vida divina em cada alma dos homens remidos. Antes de tudo, pela sua oração incessante, inspirada por uma ardentíssima caridade.
A Virgem Santa, de facto, não esquece os seus filhos que caminham, como Ela outrora, na peregrinação da fé; pelo contrário, deles se constitui Advogada, Auxiliadora, Amparo e Medianeira. 

2). A segunda verdade :. É em Maria que os cristãos podem admirar o exemplo que lhes mostra como realizar, com humildade e magnanimidade, a missão que Deus confiou a cada um neste mundo, em ordem à sua eterna salvação e à do próximo.-  Ela exerce sobre os homens remidos a influência importantíssima, a do exemplo, Assim também a suavidade e o encanto das excelsas virtudes da Virgem Maria atraem irresistivelmente os cristãos para a imitação de Jesus Cristo. 

É necessária a nossa perseverante vontade de honrar Jesus Cristo e a Virgem Mãe de Deus com a fiel imitação das suas sublimes virtudes. É, pois, dever de todos os cristãos imitar  os exemplos de bondade que nos deixou Nossa Senhora.
A  contemplação de Maria incita-nos, de facto, à oração confiante, à prática da penitência, ao santo temor de Deus, e recorda-nos: Arrependei-vos e acreditai no Evangelho.

Renovemos todos pessoalmente e comunitariamente a própria consagração ao Coração Imaculado da Mãe da Igreja e a viver esta consagração com uma vida cada vez mais conforme à vontade de Deus, em espírito de serviço filial.
Fonte: adaptação local de um texto de :<dehonianos.org/liturgia>


sexta-feira, 12 de maio de 2017

PEREGRINAÇÃO DIOCESANA AO SANTUÁRIO DE N. S. DE FÁTIMA DE MULIQUELA


PEREGRINAÇÃO DIOCESANA AO SANTUÁRIO DE N. S. DE FÁTIMA DE MULIQUELA

A Diocese de Gurúè convida todos os fiéis cristãos, catecúmenos e as pessoas de boa vontade para tomarem parte na  PEREGRINASAÇÃO DE  ORAÇÃO, DE LOUVOR  E   DE ACCÇAÕ DE GRAÇAS NO CENTENÁRIO DAS APARIÇÕES DE N. S. DE FÁTIMA E DOS 77 ANOS DA FUNDAÇÃO DA PARÓQUIA SANTUÁRIO DE MULIQUELA, nos dias 13 e 14 do corrente mês de Maio. Simultaneamente, Celebramos  os 47 anos da fundação da Paróquia de N. S. De Fátima de Alto Molócue-Sede.

Que Maria, Mãe de Jesus e Mãe nossa, sob o título do Rosário de Fátima, nos ajude a ser uma família cristã autêntica e missionária do Evangelho. Cada membro desta família que formamos a Diocese de Gurúè, com o seu testemunho de vida, com o seu SIM, como o de Maria, pelo amor e boas obras de partilha de bens, de esperança e de paz, seja como sal que dá sabor, uma luz que ilumina, um fermento que leveda, um perfume inebriante e de felicidade que Deus quer e nos propõe.

PROGRAMA DA PEREGRINAÇÃO

13 DE MAIO DE 2017

15.00H. Concentração no lugar tradicional, na entrada das Lojas de Muliquela, conhecido por Recinto do antigo Professor José Álvaro, rumo ao Santuário, a 1 Km.

15.30H. Início da Peregrinação. Procissão com a imagem de N. Senhora de Fátima, reza do Terço e cânticos marianos

18.00H. Apresentação das Paróquias e grupos presentes (Jovens, seminaristas...), autoridades e convidados. Celebração da Eucaristia.

20.30H- até às 6.30H do dia seguinte:. Adoração ao Santíssimo Sacramento em grupos paroquiais.

14 DE MAIO DE 2017

06.30H. Bênção do Santíssimo e reposição. Preparação para a Eucaristia.

07.30H: Celebração da Eucaristia. No fim: Consagração à Nossa Senhora

10.00: Despedida.