sábado, 8 de abril de 2017

REFLEXÃO PARA O DOMINGO DE RAMOS



ANO A DOMINGO DE RAMOS




A liturgia do Domingo de Ramos  convida-nos a contemplar  Deus que, por amor, desceu ao nosso encontro, partilhou a nossa humanidade, fez-Se servo dos homens, deixou-Se matar para que o egoísmo e o pecado fossem vencidos.



A cruz  apresenta-nos a lição suprema, o último passo desse caminho de vida nova que, em Jesus, Deus nos propõe: a doação da vida por amor.




A primeira leitura  (Is 50,4-7), apresenta-nos um profeta, chamado por Deus a testemunhar no meio das nações a Palavra da salvação. Apesar do sofrimento e da perseguição, o profeta confiou em Deus e concretizou, com teimosa fidelidade, os projectos de Deus. Os primeiros cristãos viram neste “servo” a figura de Jesus.



• Jesus, o “servo” sofredor,  mostra aos seus seguidores o caminho: a vida, quando é posta ao serviço da libertação dos pobres e dos oprimidos, não é perdida mesmo que pareça, em termos humanos, fracassada e sem sentido.Temos consciência de que, ao escolher este caminho, estamos a gerar vida nova, para nós e para os nossos irmãos?



• Temos consciência de que a nossa missão profética passa por sermos Palavra viva de Deus? Nas nossas palavras, nos nossos gestos, no nosso testemunho, a proposta libertadora de Deus alcança o mundo e o coração dos homens?




A segunda leitura (Fil 2,6-11), apresenta-nos o exemplo de Cristo. Ele prescindiu do orgulho e da arrogância, para escolher a obediência ao Pai e o serviço aos homens, até ao dom da vida. É esse mesmo caminho de vida que a Palavra de Deus nos propõe.



• Os valores que marcaram a existência de Cristo continuam a não ser demasiado apreciados no nosso tempo. Os grandes “ganhadores” não são os que põem a sua vida ao serviço dos outros, com humildade e simplicidade, mas são os que enfrentam o mundo com agressividade, com auto-suficiência e fazem por ser os melhores, mesmo que isso signifique não olhar a meios para passar à frente dos outros. Como podemos nós cristãos conviver com estes valores?



• Paulo tem consciência de que está a pedir aos seus cristãos algo realmente difícil;  Também a nós é pedido um passo em frente neste difícil caminho da humildade, do serviço, do amor: será possível que, também aqui, sejamos as testemunhas de Deus?



• Os acontecimentos que, nesta semana, vamos celebrar, garantem-nos que o caminho do dom da vida não é um caminho de “perdedores” e fracassados: o caminho do dom da vida conduz ao sepulcro vazio da manhã de Páscoa, à ressurreição. É um caminho que garante a vitória e a vida plena.



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O Evangelho (Mt 26,14 – 27,66), convida-nos a contemplar a paixão e morte de Jesus: é o momento supremo de uma vida feita dom e serviço, a fim de libertar os homens de tudo aquilo que gera egoísmo e escravidão. Na cruz, revela-se o amor de Deus – esse amor que não guarda nada para si, mas que se faz dom total.



• Celebrar a paixão e a morte de Jesus é abismar-se na contemplação de  Deus a quem o amor tornou frágil… Por amor, Ele veio ao nosso encontro, assumiu os nossos limites e fragilidades, experimentou a fome, o sono, o cansaço, conheceu a mordedura das tentações, tremeu perante a morte, suou sangue antes de aceitar a vontade do Pai; e, estendido no chão, esmagado contra a terra, atraiçoado, abandonado, incompreendido, continuou a amar. Desse amor resultou vida plena, que Ele quis repartir connosco “até ao fim dos tempos”: esta é a mais espantosa história de amor que é possível contar; ela é a boa notícia que enche de alegria o coração dos crentes.



• Contemplar a cruz, onde se manifesta o amor e a entrega de Jesus, significa assumir a mesma atitude e solidarizar-se com aqueles que são crucificados neste mundo: os que sofrem violência, os que são explorados, os que são excluídos, os que são privados de direitos e de dignidade…



 Olhar a cruz de Jesus significa denunciar tudo o que gera ódio, divisão, medo, em termos de estruturas, valores, práticas, ideologias; significa evitar que os homens continuem a crucificar outros homens; significa aprender com Jesus a entregar a vida por amor… Viver desta maneira pode conduzir à morte; mas o cristão sabe que amar como Jesus …a morte não pode vencer: o amor gera vida nova e introduz na nossa vida o germe da ressurreição.


fonte:Adaptação de  Dehonianos. liturgia dominical

domingo, 2 de abril de 2017

PROGRAMAÇÃO DA SEMANA SANTA NA CATEDRAL DE GURUE

07.04.2017. SEXTA FEIRA DA PAIXAO. ÀS 17.00H. Via Sacra.
09.04.2017.DOMINGO DE RAMOS.
                   Às 07.00H. Procissão de Ramos, desde a Capelinha de S. António até à Sé Catedral. Participam as três Paróquias da cidade: S. Bernardo, S. Carlos Lwanga e S. António.
                   Ás 14.00H. Enconro dos Jovens com o Sr. Bispo com motivo da Jornada Mundial da Juventude.
11.04.2017. TERÇA FEIRA SANTA.
                   .Às 18.00H. Missa Crismal e Renovação das Promessas Sacerdotais. Concelebram todos os Sacerdotes da Diocese, do clero diocesano e religiosos. Durante a Celebração, o Bispo abençoa os Santos Óleos dos Catecúmenos e dos Doentes e consagra o Santo Crisma.

13.04.2017. QUINTA FEIRA SANTA.
                    Ás 07.00H. Solene Liturgia das Horas. Ofício das Leituras e Ofício das Láudes.
                   ÁS 18.00H, Santa Missa da Última Ceia do Senhor. Dia da Instituição da Eucaristia e do Sacerdócio e do Amor Fraaterno. Durante a celebração realiza-se o Rito do Lava-pés.
À seguir à Missa, começa a Adoração ao santíssimo Sacramento.

14.04.2017. SEXTA FEIRA SANTA.
                    Às 07.00H. Solene Liturgia das Horas: Ofício das Leituras e Ofício das Láudes.
                    Ás 15.00H. Solene Via Sacra, à volta da Igreja Catedral.
                    Segue-se a Solene Celebração da Paixão do Senhor: Prostação, Liturgia da Palavra, Orações Universais, Adoração da Cruz e Comunhão.

15.04.2017. SÁBADO SANTO.
                    Ás 07.00H. Solene Liturgia das Horas: Ofício das Leituras e Ofício das Láudes.
                    Confissões durante toda a manhã.
                    Às 20.00H. SOLENE VIGÍLIA PASCAL DA RESSURREIÇÃO DO SENHOR.
                   ALELUIA! JESUS CRISTO RESSUSCITOU!

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sábado, 1 de abril de 2017

REFLEXÃO PARA O V DOMINGO DA QUARESMA ANO A

Neste Domingo V da Quaresma, a Liturgia apresenta-nos o tema da VIDA: A VIDA que supera a vida material e vence a morte.



Na I Leitura (Ez 37,12-14), Deus oferece ao Seu Povo no exílio -um povo desterrado, desesperado, povo sem futuro, povo condenado à destruição- oferece uma VIDA NOVA.

Essa VIDA receve-se pelo Espírito Santo de Deus que há-de renovar o coração das pessoas e conduzirá na obediência ao Pai e no amor aos irmãos:


"INFUNDIREI EM VÓS O MEU ESPÍRITO E REVIVIREIS".



Ezequiel é o profeta da esperança no meio de um povo que vive em situação de desespero.



E NÓS?


Na nossa existência pessoal passamos muitas vezes por situações de desespero em que tudo parece perder o sentido: a morte de um ser querido...; uma doença grave...; a traição de uma pessoa amiga...; a solidão...; a tristeza...; o medo pelo futuro da nossa vida e do que acontece à nossa volta...;a situação económica grave...; as condições infra-humanas ;...a violência...; a insegurança...; os conflitos dentro da própria família...o futuro incerto dos jovens (estudo trabalho, casamento...)...



A Palavra de Deus garante-nos que não estamos perdidos nem abandonados. Não estamos sós!


DEUS, COMO PAI BOM E MISERICORDIOSO, CAMINHA AO NOSSO LADO.



Neste sentido repete-se no no Refrão logo à seguir a primeira leitura:


NO SENHOR ESTÁ A MISERICÓRDIA E ABUNDANTE REDENÇÃO.



Na 2ª Leitura (Carta aos Romanos 8, 8-11), o Apóstolo S. Paulo lembra-nos que no dia do nosso Baptismo escolhemos seguir a Jesus Cristo, como caminho, verdade e Vida e aceitamos a VIDA NOVA que Ele nos oferece.


Jesus Cristo convida-nos de facto a sermos coerentes com a escolha que fizemos e a praticarmos as obras boas de Deus.



E NÓS? COMO RESPONDEMOS?


Na verdade, a nossa vida, enquanto crentes e baptizados e discípulos de Jesus, como é?:


- Somos coerentes e fiéis a esta escolha?


- Vivemos segundo os caminhos de Jesus que aprendemos na Cateqyese e que prometemos nas     promesas do Baptismo?


- Cumprimos os DEZ MANDAMENTOS DA LEI DE DEUS?


- Cumprimos os MANDAMENTOS DA IGREJA E AS OBRAS DE MISERICÓRDIA?



O Evangelho de hoje (Jo 11, 1-45) mostra-nos que Jesus veio para realizar a vontade de Deus e comunicar - transmitir- aos homens a VIDA NOVA DEFINITIVA.


O Ensinamento e a mensagem principais do evangelho deste Domingo, que nos apresenta a morte e ressurreição de Lázaro, é a seguinte: a afirmação de que não há morte para os que são "amigos" de Jesus, para aqueles que escolhem seguir e viver segundo os seus ensinamentos e exemplo de vida.



Na verdade experimentamos a morte física como todas as demais pessoas.



Mas esta morte material é apenas a passagem para a vida eterna. Esta vida plena que desejamos encontrá-la junto de Deus, nosso Pai e Senhor, fonte e dador da vida. Na sua Casa repousaremos um dia definitivamente.

A nossa fé nos garante que com a morte física não seremos destruídos.
Por isso, hoje somos convidados a viver esta vida presente sem medo, mas com muita fé e confiança em nosso Pai, Deus da Vida.

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terça-feira, 28 de março de 2017

CARTA DE D. FRANCISCO: "IGNORÂNCIA DAS ESCRITURAS, IGNORÂNCIA DE CRISTO".


Carta de D. Francisco para o Etxheko Março 2017

”Ignorância das Escrituras, ignorância de Cristo” (S. Jerónimo)

Caríssimos Diocesanos:

“Cada Família, uma Bíblia”. Com estas palavras a nossa Reunião de Pastoral de fim do ano passado, quis indicar o instrumento indispensável para vivermos profundamente o Plano Pastora para este Ano de 2017: A FAMÍLIA E A COMUNIDADE CRISTÔ

A Bíblia é fundamental para a compreensão do sentido da família cristã segundo a vontade de Deus. Efectivamente, na Bíblia encontramos os ensinamentos e verdades sobre a família. Vejamos:

·        A Igualdade fundamental entre o homem e a mulher: “Ele os criou homem e mulher” (Gen 1,27);

·        A união indissolúvel entre o marido e a mulher: “O homem deixará o pai e a mãe para se unir à sua mulher; e os dois serão uma só carne” (Gen 2, 24): “O que Deus uniu, o homem não separe” (Mc 10,12);

·        O amor entre os esposos: “Maridos, amai as vossas esposas como Cristo amou a sua Igreja” (Ef 5,25 e ss; e Col 3,19);

·        Dedicação, fidelidade e entrega: “Maridos, amai as vossas esposas, como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela; assim os maridos devem amar as suas mulheres como ao seu próprio corpo” (Ef 5,25 e 28); “Maridos, não as trateis com aspereza” (Col 3,19);

·        Adultério: “Não cometerás adultério” (Deut 5,18); “Não cobiçarás a mulher do teu próximo” (Deut 5,21).

·        Abertura á transmissão da vida: “Crescei e multiplicai-vos” (Gen 1,28); “Os filhos saõ uma herança do Senhor” (Salmo 127,3);

·        A educação dos filhos: “Tens filhos? Educa-os e acostuma-os à obediência desde a infância” (Bem-Sirá. 7,23-25); “E vos pais, não exaspereis os vossos filhos, mas educai-os na disciplina e correcção, segundo o Senhor” (Ef 6,4);

·        Amor aos pais:  “Honra  teu pai e  tua mãe” (Deut 5, 18); “Filhos, obedecei em tudo a vossos pais” (Col 5,20).

Para seguirmos tais ensinamentos, além de escutarmos a Palavra de Deus nas celebrações litúrgicas dos Domingos  e noutras Festas, é necessário termos nas mãos o livro da Bíblia para facilitar a sua leitura diária, individua, familiar ou em pequenos grupos. Desta maneira poderemos ter perto de nós uma palavra verdadeira, de orientação em quaisquer situações em que nos encontrarmos. Mesmo que não saibamos ler, devemos ter nas nossas casas a Bíblia para que os que sabem ler façam a leitura para nós.

Convido os “Anamalaleya”, os que exercem quaisquer ministérios e todos os que sabem ler para visitarem os seus irmãos e lerem a Palavra de Deus à aqueles que não apreenderam a ler. Ninguém deve ficar para ele sozinho com este dom de saber ler. É um serviço muito importante que facilmente esquecemos: distribuir a Palavra de Deus para que ninguém tenha fome.

Ao mesmo tempo, torna-se necessário organizarmos pequenos Cursos de Iniciação bíblica nas comunidades e em todas as Paróquias para facilitarmos a compreensão das mensagens da Palavra de Deus. Frequentemente não compreendemos bem a leitura da Bíblia, torna-se difícil se não houver uma boa explicação, pois a Bíblia foi escrita em línguas, tempos e contextos culturais muito diferentes aos nossos.

Sejamos fiéis a nosso Plano Diocesano de Pastoral, procurando cada Paróquia o seu próprio Plano Paroquial com alguma iniciativa para que a Palavra de Deus chegue ao conhecimento e ao coração dos nossos irmãos, que tem fome e sede de “toda Palavra que sai da boca de Deus” (Mt 4,4).

Vosso Bispo

Francisco

sábado, 25 de março de 2017

REFLEXÃO PARA O 4º DOMINGO DA QUARESMA


4º DOMINGO DA QUARESMA ANO A

As leituras deste Domingo propõem-nos o tema da “luz”. Definem a experiência cristã como “viver na luz”.

A primeira leitura (1 Sam 16,1b.6-7.10-13ª),  não se refere directamente ao tema da “luz” (o tema central na liturgia deste domingo). No entanto, conta a escolha de David para rei de Israel e a sua unção: é um óptimo pretexto para reflectirmos sobre a unção que recebemos no dia do nosso Baptismo e que nos constituiu testemunhas da “luz” de Deus no mundo.

• A nossa leitura mostra, mais uma vez, que Deus tem critérios diferentes dos critérios humanos e que a sua lógica nem sempre coincide com a nossa. “Deus não vê como o homem; o homem olha às aparências, o Senhor vê o coração” – diz o texto. É preciso entrar na lógica de Deus e aprender a ver, para além da aparência, da roupa que a pessoa veste, do “curriculum” profissional ou académico; é preciso aprender a ver com o coração e a descobrir a riqueza que se esconde por detrás daqueles que parecem insignificantes e sem pretensões… É preciso, sobretudo, aprender a respeitar a dignidade de cada homem e de cada mulher, mesmo quando não parecem pessoas importantes ou influentes. É isso que acontece nos  nossos serviços públicos? É isso que acontece nas  nossas igrejas? É isso que acontece nas nossas casas religiosas?

Na segunda leitura (Ef 5,8-14),  Paulo propõe aos cristãos de Éfeso que recusem viver à margem de Deus (“trevas”) e que escolham a “luz”. Em concreto, Paulo explica que viver na “luz” é praticar as obras de Deus.

• Se olharmos para o mundo com olhos de esperança, vemos muitas pessoas que realizam coisas bonitas, que lutam contra a miséria, o sofrimento, a injustiça, a doença, o analfabetismo, a violência… No entanto, nós os crentes somos convidados a olhar mais além e a ver Deus por detrás de cada gesto de amor, de bondade, de coragem, de compromisso com a construção de um mundo melhor. Deus continua a construir, dia a dia, a história da salvação; e chama homens e mulheres para colaborarem com Ele na salvação do mundo.

• “Luz” e “trevas”: O cristão é aquele que optou por “viver na luz”. Para mim, o que significa, em concreto, “viver na luz”? O que é que isso implica? Quais são  comportamentos e contra-valores que devem ser definitivamente saneados da minha vida, a fim de que eu seja um testemunho da “luz”?

 É preciso, também, denunciar   os comportamentos e atitudes que
 contribuem para apagar a “luz” de Deus e para manter este mundo nas “trevas: o que é que eu devo denunciar?

• A expressão “desperta tu que dormes”,  convida-nos à vigilância. O cristão não pode ficar de braços cruzados diante da maldade, do egoísmo, da injustiça, da exploração, dos contra-valores que oscurecem a vida dos homens e do mundo. O cristão tem de manter uma atitude de vigilância atenta. Diante dos contra-valores, qual a minha atitude: é a atitude comodista de quem deixa correr as coisas porque não está para se chatear?

No Evangelho (Jo 9,1-41), Jesus apresenta-se como “a luz do mundo”; a sua missão é libertar os homens das trevas do egoísmo, do orgulho e da auto-suficiência. Aderir à proposta de Jesus é enveredar por um caminho de liberdade e de realização que conduz à vida plena.

• Nós, os crentes, não podemos fechar-nos num pessimismo, decidir que o mundo “está perdido” e que à nossa volta só há escuridão…

Também não podemos esconder a cabeça na areia e dizer que tudo está bem. Há situações que mantêm o homem encerrado no seu egoísmo, fechado a Deus e aos outros, incapaz de se realizar plenamente.  O que é que impede o homem de ser livre e de se realizar plenamente, conforme  o projecto de Deus?

• O Evangelho deste domingo descreve várias formas de responder negativamente à “luz” libertadora que Jesus oferece. Há aqueles que se opõem decididamente à proposta de Jesus porque estão instalados na mentira e a “luz” de Jesus só os incomoda; há aqueles que têm medo de enfrentar as críticas, que se deixam manipular pela opinião dominante, e que, por medo, preferem continuar escravos do que arriscar ser livres.

• O cego que escolhe a “luz” e que adere incondicionalmente a Jesus e à sua proposta libertadora é o modelo que nos é proposto. A Palavra de Deus convida-nos, neste tempo de Quaresma, a um processo de renovação que nos leve a deixar tudo o que nos escraviza, nos aliena, nos oprime – no fundo, tudo o que impede que brilhe em nós a “luz” de Deus e que impede a nossa plena realização.

• Receber a “luz” que Cristo oferece é, também, acender a “luz” da esperança no mundo.  A “luz” de Cristo que os padrinhos me passaram no dia em que fui baptizado brilha em mim e ilumina o mundo?

 Fonte: adaptação de Postal Litúrgico:www.dehonianos.org

quarta-feira, 22 de março de 2017

XXV ANIVERSÁRIO DOS MÁRTIRES DE GUIÚA

CARTA AOS JOVENS POR OCASIÃO DO DOMINGO DE RAMOS



SECRETARIADO DIOCESANO DA PASTORAL JUVENIL VOCACIONAL

 

            Carta aos Jovens da Diocese por ocasião do domingo de Ramos

 

Alô Jovens!

 

Forte não é aquele que nunca vai cair, mas sim aquele que sempre vai conseguir se levantar. Até os mais fortes fracassam e os mais jovens ficam cansados, mas o importante é nunca desistir, essa é a essência de todas as pessoas verdadeiramente fortes”


Desde a Jornada Diocesana da Juventude realizada em Malua, Alto Molocue em julho de 2016, não deixamos de pensar em vocês, do vosso entusiasmo, animação e participação, onde juntos ficamos em sintonia com o Papa Francisco reunido com os jovens de todo mundo na Polônia, Cracóvia, terra natal do idealizador das “jornadas”, um papa apaixonado pela Juventude: São João Paulo II.

            Caros jovens, em dezembro passado, a Comissão Diocesana da Juventude, fez um encontro de avaliação da nossa jornada na qual vocês foram os protagonistas e anfitriões da mesma e a avaliação foi muito positiva graças a cada um de vocês que não mediu esforços para se fazer presente. Na altura, programamos um segundo encontro para o dia  4 de março para fazermos a programação do ano corrente e é justamente neste último que estamos redigindo estas pequenas linhas que chega em vossas mãos.

            Caríssimos, é do vosso conhecimento que anualmente durante o domingo de Ramos data, em que se comemora O DIA MUNDIAL DA JUVENTUDE, queremos e desejamos que cada paróquia, cada comunidade e cada jovem da nossa querida Diocese viva fervorosamente este dia.

            A Comissão Diocesana quer estar espiritualmente convosco nas vossas atividades, motivo pelo qual nos motivou rabiscar estas linhas.

            Esperamos que todos estejam unidos aos jovens de todo mundo através das orações  e da mensagem do Papa Francisco que com seu exemplo de vida e suas sábias palavras nos enche de orgulho e esperança.

            Estamos cientes que o choque das culturas nos sufoca, mas não seja motivo de perder a fé.

            No nosso último encontro realizado na casa dos nossos irmãos dehonianos, na pista velha, planificamos as atividades da pastoral que farão com que nos sintamos unidos a cada jovem da nossa Diocese. Recebemos um documento de preparação do Sínodo dos Bispos a decorrer em 2018 cujo tema é: “Os Jovens, a fé e o Discernimento” este documento faz-nos ver claramente que não estamos sós. Os Bispos de todas as dioceses do nosso País estarão reunidos para discutir assuntos inerentes à juventude, esperança da Igreja.

            Exortamos e motivamos a cada jovem que celebre o domingo de Ramos, com alegria, fervor, entusiasmo, muita fé e animação. Devemos mostrar com nossas atitudes que nós jovens somos uma igreja viva e atuante na sociedade atual.

Por fim, rogamos a Deus, nosso Pai e Amigo dos jovens, que opere milagres no coração de cada jovem e que os mesmos sejam sal da terra e luz do mundo.

PAZ E BEM!
Com carinho,
Alto Molocué  04.03.2017
 Tionora  Mário DiAS
Comissão Diocesana da Juventude!