terça-feira, 28 de março de 2017

CARTA DE D. FRANCISCO: "IGNORÂNCIA DAS ESCRITURAS, IGNORÂNCIA DE CRISTO".


Carta de D. Francisco para o Etxheko Março 2017

”Ignorância das Escrituras, ignorância de Cristo” (S. Jerónimo)

Caríssimos Diocesanos:

“Cada Família, uma Bíblia”. Com estas palavras a nossa Reunião de Pastoral de fim do ano passado, quis indicar o instrumento indispensável para vivermos profundamente o Plano Pastora para este Ano de 2017: A FAMÍLIA E A COMUNIDADE CRISTÔ

A Bíblia é fundamental para a compreensão do sentido da família cristã segundo a vontade de Deus. Efectivamente, na Bíblia encontramos os ensinamentos e verdades sobre a família. Vejamos:

·        A Igualdade fundamental entre o homem e a mulher: “Ele os criou homem e mulher” (Gen 1,27);

·        A união indissolúvel entre o marido e a mulher: “O homem deixará o pai e a mãe para se unir à sua mulher; e os dois serão uma só carne” (Gen 2, 24): “O que Deus uniu, o homem não separe” (Mc 10,12);

·        O amor entre os esposos: “Maridos, amai as vossas esposas como Cristo amou a sua Igreja” (Ef 5,25 e ss; e Col 3,19);

·        Dedicação, fidelidade e entrega: “Maridos, amai as vossas esposas, como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela; assim os maridos devem amar as suas mulheres como ao seu próprio corpo” (Ef 5,25 e 28); “Maridos, não as trateis com aspereza” (Col 3,19);

·        Adultério: “Não cometerás adultério” (Deut 5,18); “Não cobiçarás a mulher do teu próximo” (Deut 5,21).

·        Abertura á transmissão da vida: “Crescei e multiplicai-vos” (Gen 1,28); “Os filhos saõ uma herança do Senhor” (Salmo 127,3);

·        A educação dos filhos: “Tens filhos? Educa-os e acostuma-os à obediência desde a infância” (Bem-Sirá. 7,23-25); “E vos pais, não exaspereis os vossos filhos, mas educai-os na disciplina e correcção, segundo o Senhor” (Ef 6,4);

·        Amor aos pais:  “Honra  teu pai e  tua mãe” (Deut 5, 18); “Filhos, obedecei em tudo a vossos pais” (Col 5,20).

Para seguirmos tais ensinamentos, além de escutarmos a Palavra de Deus nas celebrações litúrgicas dos Domingos  e noutras Festas, é necessário termos nas mãos o livro da Bíblia para facilitar a sua leitura diária, individua, familiar ou em pequenos grupos. Desta maneira poderemos ter perto de nós uma palavra verdadeira, de orientação em quaisquer situações em que nos encontrarmos. Mesmo que não saibamos ler, devemos ter nas nossas casas a Bíblia para que os que sabem ler façam a leitura para nós.

Convido os “Anamalaleya”, os que exercem quaisquer ministérios e todos os que sabem ler para visitarem os seus irmãos e lerem a Palavra de Deus à aqueles que não apreenderam a ler. Ninguém deve ficar para ele sozinho com este dom de saber ler. É um serviço muito importante que facilmente esquecemos: distribuir a Palavra de Deus para que ninguém tenha fome.

Ao mesmo tempo, torna-se necessário organizarmos pequenos Cursos de Iniciação bíblica nas comunidades e em todas as Paróquias para facilitarmos a compreensão das mensagens da Palavra de Deus. Frequentemente não compreendemos bem a leitura da Bíblia, torna-se difícil se não houver uma boa explicação, pois a Bíblia foi escrita em línguas, tempos e contextos culturais muito diferentes aos nossos.

Sejamos fiéis a nosso Plano Diocesano de Pastoral, procurando cada Paróquia o seu próprio Plano Paroquial com alguma iniciativa para que a Palavra de Deus chegue ao conhecimento e ao coração dos nossos irmãos, que tem fome e sede de “toda Palavra que sai da boca de Deus” (Mt 4,4).

Vosso Bispo

Francisco

sábado, 25 de março de 2017

REFLEXÃO PARA O 4º DOMINGO DA QUARESMA


4º DOMINGO DA QUARESMA ANO A

As leituras deste Domingo propõem-nos o tema da “luz”. Definem a experiência cristã como “viver na luz”.

A primeira leitura (1 Sam 16,1b.6-7.10-13ª),  não se refere directamente ao tema da “luz” (o tema central na liturgia deste domingo). No entanto, conta a escolha de David para rei de Israel e a sua unção: é um óptimo pretexto para reflectirmos sobre a unção que recebemos no dia do nosso Baptismo e que nos constituiu testemunhas da “luz” de Deus no mundo.

• A nossa leitura mostra, mais uma vez, que Deus tem critérios diferentes dos critérios humanos e que a sua lógica nem sempre coincide com a nossa. “Deus não vê como o homem; o homem olha às aparências, o Senhor vê o coração” – diz o texto. É preciso entrar na lógica de Deus e aprender a ver, para além da aparência, da roupa que a pessoa veste, do “curriculum” profissional ou académico; é preciso aprender a ver com o coração e a descobrir a riqueza que se esconde por detrás daqueles que parecem insignificantes e sem pretensões… É preciso, sobretudo, aprender a respeitar a dignidade de cada homem e de cada mulher, mesmo quando não parecem pessoas importantes ou influentes. É isso que acontece nos  nossos serviços públicos? É isso que acontece nas  nossas igrejas? É isso que acontece nas nossas casas religiosas?

Na segunda leitura (Ef 5,8-14),  Paulo propõe aos cristãos de Éfeso que recusem viver à margem de Deus (“trevas”) e que escolham a “luz”. Em concreto, Paulo explica que viver na “luz” é praticar as obras de Deus.

• Se olharmos para o mundo com olhos de esperança, vemos muitas pessoas que realizam coisas bonitas, que lutam contra a miséria, o sofrimento, a injustiça, a doença, o analfabetismo, a violência… No entanto, nós os crentes somos convidados a olhar mais além e a ver Deus por detrás de cada gesto de amor, de bondade, de coragem, de compromisso com a construção de um mundo melhor. Deus continua a construir, dia a dia, a história da salvação; e chama homens e mulheres para colaborarem com Ele na salvação do mundo.

• “Luz” e “trevas”: O cristão é aquele que optou por “viver na luz”. Para mim, o que significa, em concreto, “viver na luz”? O que é que isso implica? Quais são  comportamentos e contra-valores que devem ser definitivamente saneados da minha vida, a fim de que eu seja um testemunho da “luz”?

 É preciso, também, denunciar   os comportamentos e atitudes que
 contribuem para apagar a “luz” de Deus e para manter este mundo nas “trevas: o que é que eu devo denunciar?

• A expressão “desperta tu que dormes”,  convida-nos à vigilância. O cristão não pode ficar de braços cruzados diante da maldade, do egoísmo, da injustiça, da exploração, dos contra-valores que oscurecem a vida dos homens e do mundo. O cristão tem de manter uma atitude de vigilância atenta. Diante dos contra-valores, qual a minha atitude: é a atitude comodista de quem deixa correr as coisas porque não está para se chatear?

No Evangelho (Jo 9,1-41), Jesus apresenta-se como “a luz do mundo”; a sua missão é libertar os homens das trevas do egoísmo, do orgulho e da auto-suficiência. Aderir à proposta de Jesus é enveredar por um caminho de liberdade e de realização que conduz à vida plena.

• Nós, os crentes, não podemos fechar-nos num pessimismo, decidir que o mundo “está perdido” e que à nossa volta só há escuridão…

Também não podemos esconder a cabeça na areia e dizer que tudo está bem. Há situações que mantêm o homem encerrado no seu egoísmo, fechado a Deus e aos outros, incapaz de se realizar plenamente.  O que é que impede o homem de ser livre e de se realizar plenamente, conforme  o projecto de Deus?

• O Evangelho deste domingo descreve várias formas de responder negativamente à “luz” libertadora que Jesus oferece. Há aqueles que se opõem decididamente à proposta de Jesus porque estão instalados na mentira e a “luz” de Jesus só os incomoda; há aqueles que têm medo de enfrentar as críticas, que se deixam manipular pela opinião dominante, e que, por medo, preferem continuar escravos do que arriscar ser livres.

• O cego que escolhe a “luz” e que adere incondicionalmente a Jesus e à sua proposta libertadora é o modelo que nos é proposto. A Palavra de Deus convida-nos, neste tempo de Quaresma, a um processo de renovação que nos leve a deixar tudo o que nos escraviza, nos aliena, nos oprime – no fundo, tudo o que impede que brilhe em nós a “luz” de Deus e que impede a nossa plena realização.

• Receber a “luz” que Cristo oferece é, também, acender a “luz” da esperança no mundo.  A “luz” de Cristo que os padrinhos me passaram no dia em que fui baptizado brilha em mim e ilumina o mundo?

 Fonte: adaptação de Postal Litúrgico:www.dehonianos.org

quarta-feira, 22 de março de 2017

XXV ANIVERSÁRIO DOS MÁRTIRES DE GUIÚA

CARTA AOS JOVENS POR OCASIÃO DO DOMINGO DE RAMOS



SECRETARIADO DIOCESANO DA PASTORAL JUVENIL VOCACIONAL

 

            Carta aos Jovens da Diocese por ocasião do domingo de Ramos

 

Alô Jovens!

 

Forte não é aquele que nunca vai cair, mas sim aquele que sempre vai conseguir se levantar. Até os mais fortes fracassam e os mais jovens ficam cansados, mas o importante é nunca desistir, essa é a essência de todas as pessoas verdadeiramente fortes”


Desde a Jornada Diocesana da Juventude realizada em Malua, Alto Molocue em julho de 2016, não deixamos de pensar em vocês, do vosso entusiasmo, animação e participação, onde juntos ficamos em sintonia com o Papa Francisco reunido com os jovens de todo mundo na Polônia, Cracóvia, terra natal do idealizador das “jornadas”, um papa apaixonado pela Juventude: São João Paulo II.

            Caros jovens, em dezembro passado, a Comissão Diocesana da Juventude, fez um encontro de avaliação da nossa jornada na qual vocês foram os protagonistas e anfitriões da mesma e a avaliação foi muito positiva graças a cada um de vocês que não mediu esforços para se fazer presente. Na altura, programamos um segundo encontro para o dia  4 de março para fazermos a programação do ano corrente e é justamente neste último que estamos redigindo estas pequenas linhas que chega em vossas mãos.

            Caríssimos, é do vosso conhecimento que anualmente durante o domingo de Ramos data, em que se comemora O DIA MUNDIAL DA JUVENTUDE, queremos e desejamos que cada paróquia, cada comunidade e cada jovem da nossa querida Diocese viva fervorosamente este dia.

            A Comissão Diocesana quer estar espiritualmente convosco nas vossas atividades, motivo pelo qual nos motivou rabiscar estas linhas.

            Esperamos que todos estejam unidos aos jovens de todo mundo através das orações  e da mensagem do Papa Francisco que com seu exemplo de vida e suas sábias palavras nos enche de orgulho e esperança.

            Estamos cientes que o choque das culturas nos sufoca, mas não seja motivo de perder a fé.

            No nosso último encontro realizado na casa dos nossos irmãos dehonianos, na pista velha, planificamos as atividades da pastoral que farão com que nos sintamos unidos a cada jovem da nossa Diocese. Recebemos um documento de preparação do Sínodo dos Bispos a decorrer em 2018 cujo tema é: “Os Jovens, a fé e o Discernimento” este documento faz-nos ver claramente que não estamos sós. Os Bispos de todas as dioceses do nosso País estarão reunidos para discutir assuntos inerentes à juventude, esperança da Igreja.

            Exortamos e motivamos a cada jovem que celebre o domingo de Ramos, com alegria, fervor, entusiasmo, muita fé e animação. Devemos mostrar com nossas atitudes que nós jovens somos uma igreja viva e atuante na sociedade atual.

Por fim, rogamos a Deus, nosso Pai e Amigo dos jovens, que opere milagres no coração de cada jovem e que os mesmos sejam sal da terra e luz do mundo.

PAZ E BEM!
Com carinho,
Alto Molocué  04.03.2017
 Tionora  Mário DiAS
Comissão Diocesana da Juventude!

sábado, 18 de março de 2017

O SEMINÁRIO DIOCESANO DE GURUE CELEBRA A FESTA DO SEU PADROEIRO: S. JOSÉ

Com a presença dos Bispos D. Francisco Lerma, Bispo de Gurúè e D. Manuel Chauguira, Bispo emérito da mesma Diocese, os seminaristas, formadores, professores e amigos celebraram com um dia de antecipação, a Festa do seu Padroeiro S. José.

Às 10.00H, celebrou-se a Eucaristia, presidida por D. Francisco e concelebrada por D. Manuel e os Sacerdotes Pe. Américo António, recentemente nomeado Reitor deste Seminário; Pe. Artur Bernardo, Vice - Reitor; Pe. Francisco Matias, Director Espiritual; Pe. ManuelNassuruma, colaborador e professor.

À seguir à celebração da Eucaristia, houve um convívio fraternos entre todos os participantes, animado com músicas y danças a cargo dos seminaristas.

Os alunos deste ano são 26, divididos por três turmas:
1º Ano: 9 seminaristas;
2º Ano: 10 seminaristas;
3º Ano: 7 seminaristas.

Dois dias antes, no passado dia 16 do correntes mês de Março, D. Francisco reuniu-se por separado com os Formadores e Professores e com todos os seminaristas, para um mútuo conhecimento e para traças as orientações que devem nortear a vida do Seminário, segundo a nova "Ratio Formationis": "O Dom da Vocação Presbiteral", preparada pela Congregação Romana do Clero, que vela pelos seminários de toda a Igreja.

Neste documento a Igreja propõe um sério caminho de formação para os candidatos ao sacerdócio ministerial.

O Caminho formativo dos sacerdotes desde os anos de formação do seminário é descrito na referida "Ratio Formationis" partindo de quatro caraterísticas distintivas da formação, apresentada como única, integral, comunitária e missionária.
Dentro desta única formação, distinguem-se duas fases: inicial e permanente.
Por sua vez, a formação inicial está articulada em quatro etapas: propedêutica, dos estudos filosóficos ou do discipulado; dos estudos teológicos ou de configuração; e pastoral ou de síntese vocacional.

No interior desta "Ratio Formationis", encontra-se o "Ordo Studiorum!, que compreende um elenco indicativo das matérias que devem constar no percurso de estudos dos seminaristas, nas suas diversas fases.
Também são apresentadas orientações de vários géneros e normas em sentido próprio.

domingo, 12 de março de 2017

D. JOÃO CARLOS HATOA NUNES, NOVO BISPO DE CHIMOIO


É com grande alegria que vos comunicamos que Dom JOÃO CARLOS HATOA NUNES, nomeado pelo Papa Francisco Bispo da Diocese de Chimoio, tomou posse da referida Diocese, hoje, 12 de Março de 2017, na solene celebração Eucarística na Catedral de Chimoio.

Concelebraram na Eucaristia, entre outros Bispos, D. Edgar Peña Parra, Núncio Apostólico em Moçambique; D. Francisco Chimoio, Arcebispo de Maputo e presidente da Conferência Episcopal de Moçambique; D. Cláudio dalla Zuanna, Arcebispo da Beira; D. Inácio Saúre, Bispo de Tete; D. Fernando Lisboa, Bispo de Pemba.

Destas páginas a Diocese de Gurúè agradece a Deus com coração cheio de reconhecimento, pelo ministério Episcopal de D. Francisco João Silota, M. d. Africa, e formulamos os melhores votos para que o Senhor Deus ilumine com a luz do Seu Espírito Santo a Dom João Carlos Hatoa Nunes, na nova missão eclesial que a Igreja lhe confia.

sábado, 11 de março de 2017

REFLEXÃO PARA O SEGUNDO DOMINGO DA QAURESMA

REFLEXÃO PARA: 2º Domingo da Quaresma Ano A

No segundo Domingo da Quaresma, a Palavra de Deus define o caminho que o verdadeiro discípulo deve seguir: é o caminho da escuta atenta de Deus e dos seus projectos, da obediência total e radical aos planos do Pai.
Na primeira leitura (Gen 12,1-4), apresenta-se a figura de Abraão. Abraão é o homem de fé, que vive numa constante escuta de Deus, que sabe ler os seus sinais, que aceita os apelos de Deus e que lhes responde com a obediência total e com a entrega confiada. Nesta perspectiva, ele é o modelo do crente que percebe o projecto de Deus e o segue de todo o coração.
 Abraão é o homem que encontra Deus, que está atento aos seus sinais e sabe interpretá-los, que responde aos desafios de Deus com uma obediência total e com uma entrega confiada…

 Estou disposto a mudar, a “pôr-me a caminho” em direcção a essa terra nova da vida plena e autêntica, ou prefiro continuar prisioneiro dos meus projectos, dos meus medos, dos meus velhos hábitos, das minhas velhas formas de pensar, de agir e de julgar os outros?

 O homem, por sua vez, é convidado a participar neste projecto, por meio da fé . Estou disposto a colaborar com esse Deus que tem um plano para o mundo e para os homens e a embarcar com Ele na construção de um mundo mais feliz?

Na segunda leitura (2 Tim 1,8b-10),  há um apelo aos seguidores de Jesus, no sentido de que sejam, de forma verdadeira, empenhada e coerente, as testemunhas do projecto de Deus no mundo. Nada – muito menos o medo, o comodismo e a instalação – pode distrair o discípulo dessa responsabilidade.

 

Somos convidados a recordar que Deus tem um projecto de salvação e de vida plena para os homens, para todos os homens.

É preciso termos consciência de que nós, os crentes, somos, aqui e agora, as testemunhas vivas de Deus e do seu projecto para os homens e para o mundo. Os homens, nossos irmãos, têm de encontrar em nós – e particularmente naqueles a quem foi confiada a missão de animar e orientar a comunidade – sinais vivos de Deus, do seu amor, da sua bondade e ternura, da sua preocupação com os homens.

Não é fácil ser testemunha de Deus e do seu projecto. O mundo de hoje tende a ignorar os apelos de Deus. No entanto, as dificuldades não podem ser uma desculpa para nos demitirmos das nossas responsabilidades e de levarmos a sério a vocação a que Deus nos chama.

Evangelho (Mt 17,1-9).

 A questão fundamental expressa no episódio da transfiguração está na revelação de Jesus como o Filho amado de Deus, que vai concretizar o projecto salvador e libertador do Pai em favor dos homens através do dom da vida, da entrega total de si próprio por amor. Pela transfiguração de Jesus, Deus demonstra aos crentes de todas as épocas e lugares que uma existência feita dom não é fracassada – mesmo se termina na cruz. A vida plena e definitiva espera, no final do caminho, todos aqueles que, como Jesus, forem capazes de pôr a sua vida ao serviço dos irmãos.

• Na verdade, os homens do nosso tempo têm alguma dificuldade em perceber esta lógica… Para muitos dos nossos irmãos, a vida plena não está no amor levado até às últimas consequências (até ao dom total da vida), mas sim na preocupação egoísta com os seus interesses pessoais, com o seu orgulho, com o seu pequeno mundo privado; não está no serviço simples e humilde em favor dos irmãos

 Por vezes somos tentados pelo desânimo, porque não percebemos o alcance dos esquemas de Deus;  A transfiguração de Jesus grita-nos, do alto daquele monte: não desanimeis, pois a lógica de Deus não conduz ao fracasso, mas à ressurreição, à vida definitiva, à felicidade sem fim.

Os três discípulos, testemunhas da transfiguração, parecem não ter muita vontade de “descer à terra” e enfrentar o mundo e os problemas dos homens. Representam todos aqueles que vivem de olhos postos no céu, alheados da realidade concreta do mundo, sem vontade de intervir para o renovar e transformar. No entanto, ser seguidor de Jesus obriga a “regressar ao mundo” para testemunhar aos homens .
FONTE: Portal litúrgico:www.dehonianos.org