segunda-feira, 6 de março de 2017

OS MISSIONÁRIOS FRANSALIANOS VISITAM A DIOCESE DE GURUE

De 5 a 8 deste mês de Março, os Padres Petrus Kullus, Superior Regional, e o Pe. Paulo Domingo Camilo Gonçalves, ambos da Congregação dos Missionários de S. Francisco de Sales (MSFS), também conhecidos com o nome de "Fransalianos", visitam a Diocese de Gurúè para conhecer directamente a situação local em ordem a uma provável fundação de uma comunidade pastoral nesta Diocese.

No Domingo, 05.03.17, chegaram de Maputo, via Nampula, à Casa Diocesana de Gurúè e tiveram um encontro com D. Francisco. O Bispo lhes apresentou a proposta das Paróquias de Muliquela e de Naburi, que os Pares Petrus e Paulo iriam visitar logo a seguir.

 Na 2ª Feira, 06.03, concelebraram com o Bispo e mais um reduzido grupo de Padres diocesanos na Capela da Casa Diocesana. A seguir visitaram as várias instituições diocesanas em Gurúè e Invinha: A catedral, a Escola Paroquial, o Seminário Diocesano e a Rádio Diocesana. No fim da manhã visitaram demoradamente a sede da Paróquia de Muliquela e se encontram com o Pároco, o Pe. Pedro Esquadro e com as Irmãs Missionárias da Consolata, que trabalham na referida Paróquia.
Nesse mesmo dia continuaram a viagem rumo a Gilé onde dormiram.

O dia 06.03, é dedicado a visita à Paróquia de Naburi, no Distrito de Pebane, acompanhados pelo Pároco, o Pe. Maganisto Lenço Mutomeiua e pelo Pe. Artur Bernardo, vice-reitor do Seminário Diocesano.

No dia 7, depois de visitar as obras paroquias e religiosas dos Missionários Caretianos e das Irmãs de São João Baptista e Maria Rainha, viajarão até Nampula, para, no dia 8, regressar a Nampula.

A Congregação dos Missionários de São Francisco de Sales (Fransalianos), foi fundada pelo Servo de Deus Pierre Marie Mermier no dia 24 de Outubro de  1838.

A Congregação dos MSFS conta com mais de 1200 membros e está presente nos seguintes Países: India, Nepal, Filipinas, Brasil, Chile, França, Suiça, Alemanha, Austria, Rumania, Inglaterra, Itália, USA, Antilhas, Austrália, África do Sul, Camerões, Chad, Uganda, Kenya, Tanzânia, Namíbia e Moçambique, para pregar a Missão, a evangelização, a renovação da paróquias, Ministério da Juventude e Retiros..

domingo, 5 de março de 2017

ENCONTRO DE D. FARNCISCO COM OS SACERDOTES JOVENS DA DIOCESE


FORMAÇÃO  PERMANENTE DO CLERO ORDENADO NOS ÚLTIMOS 10 ANOS

No passado dia 03 de Março do corrente ano de  2017, na Casa Diocesana do Gurúè, realizou-se o 2º Encontro de Formação Permanente dos sacerdotes diocesanos de Gurúè ordenados nos últimos 10 anos. O Encontro foi orientado pelo Bispo Diocesano D. Francisco Lerma. Participaram os seguintes Padres:

1.P. Artur Bernardo, Vice- Reitor do Seminário Propedêutico S. José de Invinha.

2.P. Diogo Muanido, Vigário Paroquial da Paróquia de S. Tiago Maior de Namarrói.

3.P.Francisco Matias, Director da Rádio Diocesana;

4.P. Manuel José Nassuruma, Pároco da Paróquia de N. S. da Conceição de Invinha.

5.P.Eustáquio Carlos César, Vigário Paroquial da Paróquia de S. Cruz de Molumbo:

6.P. Maganisto Lenço Iotomeiua, Pároco da Paróquia de S. Paulo Apóstolo de Naburi;

7.P. Gonçalves Niviremo, Pároco da Paróquia de S. Tiago Maior de Namarrói.

8.P. Santos Víctor, Vigário Paroquial da Paróquia de Cristo Rei de Mualama;

9.P. Xavier Joaquim Jaquissone, Vigário da Paróquia do Bom Pastor de Pebane;

10.P.João Ernesto Tárua, Vigário Paroquial da Paróquia de S.Paulo Apóstolo de Naburi.

 

Na primeira parte da manhã, D. Francisco orientou a reflexão sobre o tema: “A Formação Permanente e a Identidade do Sacerdote”.

Depois do intervalo que se seguiu à palestra do Bispo, o tempo foi dedicado à reflexão pessoal e ao trabalho por grupos.

Já na parte da tarde, realizou-se o Plenário durante o qual em diálogo livre e aberto foram apresentadas questões pontoais sobre a realidade da vida dos sacerdotes, nomeadamente o relacionamento entre os membros do presbitério e alguns assuntos pastorais de particular importância e actualidade.

No fim da tarde, celebrou-se a tradicional Via-Sacra na Catedral de Gurúè.

Eis o texto abreviado da reflexão orientada por D. Francisco:

FORMAÇÃO PERMANENTE E IDENTIDADE DO SACERDOTE

Introdução

A expressão “formação permanente  (CIC 1039) invoca a ideia de que o processo formativo do discípulo de Jesus (e dos chamados ao sacerdócio) jamais se interrompe.

Trata-se de um processo gradual e contínuo de configuração com Cristo no seu ser e no seu agir, que constitui um permanente desafio ao crescimento interior da pessoa.

s. JOÃO PAULO II: Carta aos Sacerdotes, 1979:

“Todos devemos convertemo-nos cada dia. Sabemos que esta e uma exigência fundamental do Evangelho dirigida a todos os homens: Mt 4,17; Mc 1,15.

Devemos considera-la muito mais dirigida a nós. A oração devemos uni-la a um continuo trabalho sobre nós mesmos.

Uma formação que deve ser:

 a) interior, com a tendência ao aprofundamento da vida espiritual do sacerdote;

b) pastoral e intelectual.”

Importa alimentar constantemente a chama que dá luz e calor ao exercício do ministério.

Os fiéis tem o direito de encontrar sacerdotes adequadamente maduros e formados: é um preciso direito dos fiéis sobre os quais recaem positivamente os efeitos da boa formação e da santidade dos sacerdotes .

A Formação permanente deve ser concreta, encarnada na realidade presbiteral. De facto, o presbítero é o principal e primeiro responsável pela própria Formação Permanente. (PASTORES DABO VOBIS 79).

O Primeiro âmbito em que se desenvolve a Formação Permanente é a fraternidade presbiteral: estabelecer relações de amizade, colaboração e partilha com os outros sacerdotes da mesma faixa etária.

NOVOS DESAFIOS QUE SE APRESENTAM DEPOIS DE ALGUNS ANOS DE MINISTÉRIO

1.A experiência da própria fraqueza. É necessário enfrentá-la com muita serenidade e autenticidade. Esta experiência poderá conduzir o sacerdote a uma maior humildade e confiança na acção da misericórdia do Senhor. (2 Cor 12,9).

O Padre não deverá isolar-se, ele deverá ter a necessidade da amizade, do amparo dos colegas e de um Director Espiritual.

2.O risco de sentir-se um “funcionário do sagrado”.

Com o passar do tempo, pode criar no sacerdote a sensação de ser como um empregado da Igreja, da Diocese, da Paróquia, das comunidades (PASTORS DABO VOBIS, 72),sem um coração de pastor.

PAPA FRANCISO, Carta aos participante…, Nov. 2014): “Não servem sacerdotes funcionários que, enquanto desempenham um papel, procuram a sua própria consolação longe do Senhor. Somente quem mantiver fixo o olhar naquilo que é verdadeiramente essencial, conseguirá renovar o seu SIM ao dom recebido na ordenação e, nas vária fases da vida, não deixará de se entregar a si mesmo; só aqueles que se deixam conformar com o Bom Pastor encontram a unidade, a paz e a força na fidelidade ao serviço ministerial.

c) O desafio da cultura contemporânea.

I inserção inadequada do Sacerdote na cultura do nosso tempo. Exige abertura, actualização por parte dos sacerdotes e sobretudo uma sólida fundamentação nas quatro dimensões da vida presbiteral: humana, espiritual, intelectual e pastoral.

d) A atracção pelo poder, pela autoridade mal compreendida e pelo apego ao dinheiro.

Consequências nefastas de falta de disponibilidade à vontade de Deus, às necessidades concretas da Igreja, da Paróquia e dos fiéis que lhe foram confiados, provocam uma regressão afectiva, levam o Padre a dar espaço indevido na sua vida e a procurar compensações, impedindo assim o exercício da paternidade sacerdotal e a caridade pastoral.

e) A dedicação total ao próprio ministério:

Com o correr do tempo, o cansaço, o natural enfraquecimento físico (doenças…) e o surgimento de novos problemas, saúde conflitos, desilusões, o peso da rotina, a fadiga da mudança e mais outros condicionamentos sócio-culturais podem vir enfraquecer o zelo apostólico e a generosidade na própria dedicação.

 

OS FUNDAMENTOS: TÓPICOS GENERAIS

 

1.      O SUJEITO DA FORMAÇÃO PERMANENTE. O PRÓPRIO SACERDOTE

 

2.      A BASE E O OBJECTIVO: A IDENTIDADE PRESBITERAL

 


3.      Devemos reflectir diariamente sobre na nossa própria identidade de sacerdotes que está radicada no dom de Deus e na nossa resposta.

 

4.      A dimensão comunitária do presbítero: nasce na comunidade e é para a comunidade.

 

5.      União e interpelação íntima entre o sacerdócio comum dos fiéis e o sacerdócio ministerial

 

6.      Não ceder à tentação do clericalismo.

 

7.      Formação interior e de comunhão

 

8.      Os meios:

- humanos;

- espirituais

 

  

REFLEXÃO INDIVIDUAL e POR GRUPOS

 
 
 

DIÁLOGO COMUNITÁRIO

REFLEXÃO PARA O 1º DOMINGO DA QUARESMA

REFLEXÃO PARA
1º DOMINGO DA QUARESMA ANO A

No início da nossa caminhada quaresmal, a Palavra de Deus convida-nos à “conversão” – isto é, a recolocar Deus no centro da nossa existência, a aceitar a comunhão com Ele, a escutar as suas propostas, a concretizar no mundo – com fidelidade – os seus projectos.
A primeira leitura
(Gen 2,7-9;3,1-7), afirma que Deus criou o homem para a felicidade e para a vida plena. Quando escutamos as propostas de Deus, conhecemos a vida e a felicidade; mas, sempre que prescindimos de Deus e nos fechamos em nós próprios, inventamos esquemas de egoísmo, de orgulho e de prepotência e construímos caminhos de sofrimento e de morte.

• De onde vimos? Para onde vamos? Porque é que estamos aqui? Qual o sentido da nossa vida? São perguntas eternas, que o homem de todos os tempos coloca a si próprio. A Palavra de Deus que hoje nos é proposta responde: é Deus a nossa origem e o nosso destino último. Somos seres que Deus criou com amor, a quem Ele deu o seu próprio “sopro”, a quem animou com a sua própria vida. O fim último da nossa existência é a felicidade sem fim, a comunhão plena com Deus.

• Como é que chegamos a essa felicidade? Deus nada impõe e respeita sempre – de forma absoluta – a nossa liberdade.

• E o mal que vemos, todos os dias? A Palavra de Deus responde: o mal nunca vem de Deus; o mal resulta das nossas escolhas erradas, do nosso orgulho, do nosso egoísmo e auto-suficiência.

A segunda leitura Rom 5,12-19),  propõe-nos dois exemplos: Adão e Jesus. Adão representa o homem que escolhe ignorar as propostas de Deus e decidir, por si só, os caminhos da salvação e da vida plena; Jesus é o homem que escolhe viver na obediência às propostas de Deus e que vive na obediência aos projectos do Pai. O esquema de Adão gera egoísmo, sofrimento e morte; o esquema de Jesus gera vida plena e definitiva.

• Na nossa sociedade há quem afirma que a fonte da salvação não é Deus, mas o homem e as suas conquistas; e que as propostas de Deus são resquícios de uma época pré-científica, obscurantista, ultrapassada, e que a plenitude da vida está no corte radical inclusive com Deus.

•. Quando o homem deixa de dar ouvidos a Deus, dá ouvidos ao lucro fácil, destrói a natureza, explora os outros homens, torna-se injusto e prepotente, sacrifica em proveito próprio a vida dos seus irmãos

O Evangelho  (Mt 4,1-11), apresenta, de forma mais clara, o exemplo de Jesus. Ele recusou  uma vida vivida à margem de Deus e dos seus projectos. A Palavra de Deus garante que uma vida que ignora os projectos do Pai  é uma vida perdida e sem sentido; e que toda a tentação de ignorar Deus e as suas propostas é uma tentação diabólica e que o cristão deve, firmemente, rejeitar.

  Jesus recusou, de forma absoluta, conduzir a sua vida à margem de Deus e das suas propostas. Para Ele, só uma coisa é verdadeiramente decisiva e fundamental: a comunhão com o Pai e o cumprimento obediente do seu projecto… E nós, seguidores de Jesus?

• Quando o homem esquece Deus e as suas propostas, e se fecha no egoísmo e na auto-suficiência, facilmente cai na escravidão de outros deuses que, no entanto, estão longe de assegurar vida plena e felicidade duradoura. Quais são os deuses que estão no centro da minha própria vida ?

• Deixar-se conduzir pela tentação dos bens materiais, do acumular mais e mais, do subordinar toda a vida à lógica do “ter  é seguir o exemplo de Jesus?

• Procurar o poder a todo o custo  e exercê-lo com prepotência, com intolerância, com autoritarismo (quantas vezes humilhando e magoando os outros) é seguir o exemplo de Jesus?
FONTE: Adaptação de :<wwwdehonianos.org>

quarta-feira, 1 de março de 2017

REFLEXÃO PARA A QUARTA FEIRA DE CINZAS


 

QUARTA FEIRA DE CINZAS

Primeira leitura: Joel 2, 12-18.  Joel, exorta o povo  à oração e à conversão ..  e convida o povo ao jejum, à súplica e à penitência :«Convertei-vos», grita o profeta.  Significa voltar , regressar. O povo que virara costas a Deus, devia voltar novamente o coração para Ele, e retomar o culto no templo, um culto autêntico, que manifestasse a conversão interior. O povo pode voltar novamente para Deus, porque Ele é misericordioso.

Segunda leitura: 2 Coríntios 5, 20 - 6,2. «Reconciliai-vos com Deus», é o apelo de Paulo. A reconciliação é possível, porque essa é a vontade do Pai,. Cristo carregou sobre si o pecado do mundo e expiou-o na sua própria carne. Assim, podemos apropriar-nos da sua justiça-santidade. O Inocente tornou-se pecado para nos pudéssemos tornar justiça de Deus.

E, agora, o tempo favorável para aproveitar essa graça: deixemo-nos reconciliar com Deus. a transformação da nossa relação com Deus e, por consequência, da nossa relação com os outros homens. Acolhendo o amor de Deus, que nos leva a vivermos, não já para nós mesmos, mas para Aquele que morreu e ressuscitou por nós

Evangelho: Mateus 6, 1-6.16-18: Quando, pois, deres esmola; Quando orardes; Quando jejuardes… mostra-nos qual deve ser a nossa atitude quando praticamos obras de penitência (tais como a esmola, a oração, o jejum), e insiste na rectidão interior, garantida pela intimidade com o Pai.

A Liturgia da Palavra dá-nos, hoje, a orientação correcta para vivermos frutuosa mente a Quaresma, tempo favorável de graça, dia de salvação.

Hoje, os cristãos somos convidados a viver um tempo de recolhimento, de silêncio, de reflexão e de oração ao começarmos juntos a longa caminhada para a Páscoa do senhor e o Baptismos dos nossos catecúmenos eleitos.

Nas Leituras que escutamos, (Joel, Paulo e o próprio Jesus),recordam-nos a meta que temos que alcançar, os meios que devemos usar, e o espírito com que havemos de caminhar

Neste dia começa para nós, para a Igreja, um itinerário – um caminho- de conversão a Deus de que os pecados nos afastam: “Perdoai, Senhor, ao vosso Povo”; “É agora o tempo favorável”;  “Reconcilia-vos com Deus”, nos vo-lo pedimos em nome de Cristo”.

O jejum, a oração e a penitência são as três praticas tradicionais da Quaresma. Mas estejamos atentos ao seu significado mais profundo para que não seja algo superficial.

O Profeta Isaias “De que nos serve jejuar? Jejuais , sem, mas no meio de contendas e discussões, e aplicando punhadas violentas. Será este o jejum que me agrada? Curvar a cabeça como o capim, deitar-se sobre a cinza é a isto que chamas jejum e dia agradável ao Senhor?

O Jejum que eu quero não será antes este: quebrar as cadeias injustas, por em liberdade os oprimidos, destruir todos os jugos; repartir o teu  pão com o faminto; dar pousada ao pobre sem abrigo;.

Se tirares do meio de ti toda a opressão, os gestos de ameaça e as palavras ofensivas, a tua luz brilhará na escuridão.

O GESTO DA CINZA

Na Bíblia a cinza evoca tudo o que é caduco, aquilo que não tem valor. Deitar cinza na cabeça era um sinal de luto e de arrependimento

Receber a cinza é confessar a pertença ao povo de pecadores que se volta para Deus com confiança para ressuscitar com Cristo.

 Façamos nesta Quaresma as obras de penitência que pudermos. Mas façamo-Ias na intimidade e na presença do Senhor, que havemos de procurar na oração, na Eucaristia, na comunidade... Não esqueçamos a ascese, especialmente a que nos é exigida pelo fiel cumprimento dos nossos compromissos com Deus e com os irmãos.

Que sou eu? Cinza e pó. O pó é levado pelo vento. Assim acontece com a minha pobre natureza. Sou acessível a todo o vento da tentação. A minha vontade é tão móvel como o pó. Em que é então que me posso orgulhar? Que lição de humildade!

Porque é que o barro e a cinza se orgulham, pergunta o Sábio (Eccli 10, 8). Todos os homens, diz ainda, são apenas terra e cinza (17, 31).

A nossa vida desaparecerá como se extingue uma faúlha, diz o Sábio, e o nosso corpo cairá feito em cinzas (Sab 2, 3).

Abraão dizia: «Ousarei falar a Deus, eu que não sou senão cinza e pó?» (Gen 18, 27).No entanto, falou a Deus com humildade e confiança.

Tal deve ser o fruto desta cerimónia. Devo recordar-me, todos os dias, do meu nada e da minha fragilidade. O sinal material apagar-se-á da minha fronte, mas o pensamento que exprime deve permanecer gravado na minha memória.

Sou apenas nada, no entanto irei ter com Deus, mas irei com humildade. Irei lamentando as minhas faltas, irei fazendo reparação e confissão pública pelos meus pecados e pelos dos meus irmãos.

Iremos com a consciência da nossa fraqueza, mas mesmo assim confiante, porque Deus é bom, porque o Filho de Deus tomou um coração para nos amar

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

IRMÃ DALMÁZIA MISSIONÁRIA DA CONSOLATA EM MULIQUELA, CONDECORADA PELO SEU TRABALHO EM MOÇAMBIQE


 

Irmã Dalmazia, missionária da Consolata em Muliquela, condecorada pelo seu trabalho em Moçambique

 

http://www.fatimamissionaria.pt/biblioteca/CNTDS/36456/thumbsTC387x226/dalmazia_20170223.jpgA irmã Dalmazia Colombo, missionária da Consolata, que trabalha na Paróquia de N. S. de Fátima de Muliquela, Diocese de Gurúè, foi condecorada pela Presidência da República de Itália com a insígnia de «Cavaleiro da Ordem da Estrela», em sinal do «justo reconhecimento» do empenho altruístico e competente da missionária em várias áreas de atuação em Moçambique: evangelização, saúde, educação, promoção da mulher e direitos humanos, conforme explicou o embaixador italiano, Marco Conticelli.

A sessão decorreu na sede da embaixada de Itália em Moçambique, no passado dia 23 de Fevereiro, e contou com a presença de pessoas significativas na sua vida: familiares, missionários e missionárias, antigos colegas no setor da educação e saúde, antigos alunos e alunas.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

O Pe. AMÉRICO ANTÓNIO NOVO PÁROCO DA QUASE PARÓQUIA DO BEATO ISIDORO BAKHANJA DE MUAGIUA

No passado Domingo, 26.02.2017, durante a celebração da Eucaristia, presidida por D. Francisco Lerma, e concelebrada pelos Padres Agostinho Vasconcelos, Director do Secretariado de Pastoral e Chanceler, o Pe. Xavier Joaquim, Vigário Paroquial de Pebane , tomou posse como Pároco da Quase Paróquia do Beato Isidoro Bakhanja de Muagiua, o Pe. Américo João António, do clero Diocesano de Gurúè.
 
A Capelania foi criada pelo Bispo Diocesano de Gurúè, D. Francisco Lerma Martinez em 2013, desmembrada das Paróquias de Invinha e de S. António a Catedral. Esta composta por 35 comunidades cristãs, organizadas em cinco Zaonas Pastorais. A sede da Quase Paróquia encontra-se situada no Distrito de Gurúè na Estrada Gurúè - Namarrói, na Localidade de Muagiua. Desde a sua criação está assistida pelo clero diocesano do Gurúè.
 
O novo Pároco, o Pe Américo João Ant´nio, nasceu em 22 de Dezembro de 1973, no Distrito de Gurúè e foi ordenado presbítero aos 12 de Outubro de 2003. É licenciado em Teologia Fundamental pela Pontifícia Universidade "Antonianum" . É também Feitor do Seminário Diocesana Propedêutico S. José de Invinha.
O Pe. Américo sucede neste cargo pastoral ao Pe. Januário António, actualmente em Roma para estudos de especialização em Direito Canónico.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

FALECEU O PE. LOURENÇO PISTELLI, MISSIONÁRIO EM MOLÓCUE, NAUELA E MUALAMA



P. LOURENÇO PISTELLI


 

Na tarde daquele mesmo dia Jesus disse aos seus discípulos: “Passamos para a outra margem”. (Mc 4,35)

Padre Lourenço Pistelli faleceu na madrugada do dia 19 de Fevereiro de 2017 na casa de Bolognano, na Itália. Nesta casa, reservada aos confrades anciãos e doentes, ele passou os seus últimos quatro anos.

Tinha nascido no dia 1 de Maio de 1923 a Léguinho, uma pequena aldeia nas colinas da Província de Reggio Emília na Itália, uma aldeia que deu muitas vocações para a vida religiosa e a vida sacerdotal. Passou os anos da escola secundária no Seminário Menor dos padres do Sagrado Coração de Jesus em Albino e o noviciado em Albissola, onde emitiu a sua primeira profissão a 29 de Setembro de 1942. Os anos de liceu e de teologia os passou em várias partes conforme a guerra mundial em curso naqueles anos obrigava a se refugiar. Foi ordenado sacerdote em Bologna no dia 25 de Junho de 1950.

Logo depois da ordenação sacerdotal manifestou o seu desejo de partir para as missões da África. Estas as palavras que escreveu no seu pedido: “As missões da África sempre foram o meu mais vivo desejo e, se o Coração de Jesus me chamar, Reverendo Padre, sou feliz de partir com a esperança de ser útil no meio daquele povo”.

Não sendo logo atendido, repetiu o pedido dois anos mais tarde, em 1952. Embora os médicos não aconselhassem este tipo de escolha por causa da sua saúde, os superiores aceitara e ele partiu para Moçambique.

Iniciou a sua atividade missionária na fundação e nos primeiros passos do Catequistado, antes em Alto Molócuè e depois em Nauela.

Mas a sua grande obra missionária foi na Missão de Pilima, em Mualama, no Distrito de Pebane. Ai ficou e trabalhou dando o melhor de si mesmo até ao ano de 1969, quando teve de regressar para Itália. Em Mualama, junto com os outros Padres, construiu todas as obras da missão: casa dos Padres e das Irmãs, igreja, lares para rapazes e para meninas, escolas, hospital, plantações de coqueiros e de cajueiros…, além do trabalho maior da evangelização, fundando comunidades cristãs e acompanhando-as no seu crescimento.

Uma das suas alegrias foi poder voltar, mesmo se por breves tempos, três vezes a Moçambique e poder rever lugares, pessoas, comunidades e reviver as emoções do encontro e da alegria de ver crescido o que ele tinha deixado.

O que foi bonito é que, regressando para Itália, não mudou o seu estilo de vida simples e imediato, acolhedor para com todos, quer no empenho de apoiar jovens objetores de consciência contro o serviço militar obrigatório, quer nos longos anos em que foi pároco em Banharola. Em Banharola fez de um povo disperso e bastante insensível à religião e à prática religiosa, uma comunidade paroquial unida, fervorosa e serviçal. Banharola, paróquia do campo, tornou-se também hospitaleira de grupos para retiros ou reflexões de grupos.

O que caraterizou sempre a vida do padre Lourenço foi o entusiasmo e a constância em levar a frente tudo o que, ao longo da sua vida, lhe foi confiado pela Congregação e pala Igreja.

Mesmo se o Padre deixou Moçambique há muitos anos, nos sentimos ligados a ele de uma forma particular, porque sempre viveu os problemas de Moçambique, quer políticos, quer eclesiais em primeira pessoa, sentindo e participando aos acontecimentos como se estivesse presente: o colonialismo, o entusiasmo da independência, a revolução, a guerra civil e o desejo de reconstrução nacional.

Ora encontra-se enterrado no cemitério da sua aldeia natal, em Léguinho. Nos sentimos solidários na oração com toda a Província Italiana scj, com os seus familiares e amigos e renovamos mais uma vez a nossa fé na Ressurreição do Senhor e na nossa própria ressurreição. Que o Senhor o acolha na sua bondade e lhe de o prémio de contemplar o seu rosto em eterno. E… um obrigado sentido ao Senhor por ter-nos concedido este Padre