sábado, 28 de dezembro de 2013

REABERTURA DA PARÓQUIA DE MONEIA E TOMADA DE POSSE DO PÁROCO


A antiga Missão de Gilé, hoje Paróquia de N. S. da Anunciação de Moneia, depois de um longo período em que ficou nacionalizada e as suas estruturas físicas abandonadas e semidestruídas, no passado dia 16 de Dezembro viu renascer a esperança de tempos novos.



Durante a Celebração da Eucaristia, presidida por D. Francisco Lerma, Bispo da Diocese de Gurúè, e concelebrada por sacerdotes claretianos, dehonianos  e do clero diocesano de Gurúè, oficialou-se a sua reabertura e tomou posse o novo Pároco, o Padre RONEY SEBASTIAN, indiano, missionário Claretiano.




A Paróquia foi fundada em 25 de Março de 1956 por D. Francisco Nunes Teixeira, Bispo de Quelimane. desde a sua fundação esteve aos cuidados pastorais do Padres Dehonianos. Hoje a Paróquia é assistida pastoralmente pelos Missionários Filhos do Coração de Maria (Claretianos).
 

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

FELIZ NATAL! cARTA DE DOM FRANCISCO LERMA




Carta de Dom Francisco Lerma. Natal 2013

Caríssimos Diocesanos
FELIZ NATAL DO SENHOR!
Com a tradicional saudação natalícia dirijo-me a cada um de vós neste fim do Ano de 2013, para que, de alguma maneira,  sintamos o calor da nossa união e  comunhão humana e espiritual . O nome do nosso boletim diocesano lembra-nos esta grande realidade: os Cristãos da Alta Zambézia e do litoral somos de nome e de facto uma família. Todos queremos reforçar os laços que nos unem à volta do pai de todos nós. Antes de mais nada, sintamo-nos unidos nesta grande caminhada da Vida, apesar de estarmos espalhados pelas numerosas comunidades da Diocese: 

PAZ, BEM E CONSOLAÇÃO PARA TODOS OS QUE FORMAMOS A FAMÍLIA DIOCESANA DA ALTA ZAMBÉZIA E DO LITORAL. E TAMBÉM PARA TODAS AS PESSOAS DE BOA VONTADE  QUE VIVEM AO NOSSO LADO. O SENHOR NASCEU PARA TODOS!

Ao fazer o balanço deste ano que agora termina, preocupa-me o que todos sentimos com apreensão nos últimos meses. Refiro-me à instabilidade social, ao clima de intolerância que está a surgir  mais uma vez  entre nós e que pode destruir a boa convivência que tínhamos conquistado nos últimos anos.

Preocupa-me as situações em que muitas famílias vivem. São muitas as sombras que obscurecem a nosso dia a dia: a mal-nutrição, a falta de assistência sanitária com um mínimo de condições, o baixo nível da educação das nossas crianças e dos jovens, o mau estado das estradas que, em vez de unir isolam as povoações. Há mais outras sobras que tornam difícil e triste o nosso caminhar. Os jovens sem um futuro claro, os que enveredam pelos roteiros da droga e do alcoolismo, os casamentos prematuros e gravidezes precoces que obscurecem o horizonte de tantas jovens; a violência como instrumento para resolverem os conflitos domésticos. Também assistimos a outras sombras que aparecem por causa de injustiças nos lugares de trabalho e na posse das terras e até casos de tráfico de pessoas. São muitos os desafios que temos à nossa frente, como pessoas humanas e como cristãos. São o terreno no qual devemos semear o Evangelho.

O Próximo ano de 2014, a nível de toda a Igreja será um ano para reflectir sobre a FAMÍLIA. O Papa Francisco convocou uma reunião extraordinária (Sínodo) de Bispos delegados de todo o mundo para tratar o tema da família. Será um tema prioritário na planificação pastoral da Diocese para 2014.

A nível diocesano 2014 é o Ano da Formação dos Agentes de Pastoral. As Paróquias, as Regiões  Pastorais e toda a Diocese, hão-de por especialmente em organizarem encontros e cursos de formação para todos os que nas comunidades exercem qualquer ministério. Com a ajuda do secretariado Diocesano de Pastoral, ninguém deverá ficar fora desta grande caminhada de formação de base e de formação permanente. Cada Paróquia organizará o seu próprio programa de formação. As Paróquias devem-se tornar Paróquias Formadores e não se devem limitar apenas à celebração dos Sacramentos.

FELIZ NATAL DO SENHOR E FELIZ ANO NOVO 2014 REPLETO DAS GRAÇAS DO SENHOR
Vosso Bispo
+ Francisco

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

NOVOS DIACONOS EM GURÚÈ: SANTOS E ANDRÉ

No Domingo 15 de Dezembro de 2013, na Paróquia de Santa Josefina Bakhita, Dom Francisco Lerma, Bispo de Gurúè, ordenou diáconos os finalistas:

1. SANTOS VICTOR, do clero diocesano de Gurúè, natural da Paróquia de S. José de Lioma.

2. ANDRÉ KALUNDOKE SATCHIQUATA, angolano, da Congregação dos Missionários Filhos do Imaculado Coração de Maria (Claretianos).

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Nova Rádio Católica em Moçambique: RÁDIO DIOCESANA DE GURÚÈ

"A Alegría do Evangelho". 

Com estas palavras do Papa Francisco,HOJE 6 de Dezembro de 2013, às 16.50H, D. Francisco Lerma, Bispo de Gurúè abria formalmente o sinal da RADIO DIOCESANA DE GURÚÉ no seu período experimental.

A frequência concedida pelo Instituto Nacional de Comunicações de Moçambique é: FM 94.4.
 
A Equipa técnica do Instituto Nacional das Comunicações de Moçambique, formada pelos engenheiros Jubelito Chuquela e Remígio Armando, depois de um trabalho de controlo em vista da vistoria definitiva realizado nos dias 4 e 5 deste mês de Dezembro recomendou que se devem corrigir alguns aspectos detectados e que esta estação deve continuar a transmitir as suas emissões em regime experimental até que se efectue a vistoria definitiva pelo INCM.

Estamos de parabéns, pois no dia em que celebramos o XX Aniversário da criação da Diocese recebemos este dom tão precioso de uma Rádio Diocesana ao serviço da promoção humana e da evangelização

FALECEU NELSON MANDELA, HERÓI DA LUTA CONTRA O RACISMO

Morreu Nelson Mandela (SAPO)

sábado, 16 de novembro de 2013

COMUNICADO DOS BISPOS DE AFRICA AUSTRAL SOBRE A SITUAÇÃO DE MOÇAMBIQUE



COMUNICADO DA IMBISA SOBRE A SITUAÇÃO DE MOÇAMBIQUE

Nós, os Bispos católicos da IMBISA (Associação Inter-Regional dos Bispos da África Austral), organismo que integra África do Sul, Angola, Botswana, Lesotho, Moçambique, Namíbia, São Tomé e Príncipe, Swazilândia e Zimbabwe, estivemos reunidos em Gaborone em Assembleia Plenária de 11 a 15 de Novembro do ano em curso. No centro do nosso encontro esteve o tema da família, experiência fundamental de toda a pessoa humana, célula das nossas sociedades.

Alegramo-nos com os passos que nos nossos países estão a ser dados na procura de bem-estar e de inclusão de todos os cidadãos na vida social e política para a construção participativa de sociedades democráticas e pacíficas, onde o acesso aos recursos do país seja aberto a todos, particularmente às camadas mais vulneráveis.

Temos acompanhado com preocupação quanto está a acontecer em Moçambique nestes últimos tempos. Parece que as armas querem substituir-se com a sua voz, portadora de sofrimento e morte, ao diálogo e à colaboração de todos à consolidação da paz.

Moçambique e os seus lideres são citados como exemplo por terem sido capazes de porem fim a uma longa guerra com a força do diálogo. A coragem e a perseverança de percorrer o caminho de um diálogo autêntico e consequente, não pode esmorecer agora.

Moçambique joga um papel muito importante nesta nossa região. O seu progresso e estabilidade são cruciais para que os nossos países possam consolidar o seu desenvolvimento. Por isso, apelamos aos nossos governos para que unam a sua voz, à voz do povo Moçambicano a exigirem a cessação de toda a acção de violência e de uso das armas; para que encorajem todo o esforço de diálogo ajudandoa criar condições para tal e não permitam que suas forças se envolvam no campo militar.

Temos certeza que o amor ao povo e ao seu bem-estar orientará as nossas escolhas e saberemos consolidar os grandes passos que os nossos países estão a dar.
Deus abençoe África, Deus abençoe Moçambique e todas as nossas nações.

Gaborone, 14 de Novembro de 2013
Os Bispos da IMBISA


 TRADUÇÃO EM INGLÊS

We, the Catholic Bishops of IMBISA (Inter-Regional Meeting of the Bishops of Southern Africa), a body which integrates South Africa, Angola, Botswana, Lesotho, Mozambique, Namibia, São Tomé e Príncipe, Swaziland and Zimbabwe, met in Gaborone for the Plenary Assembly from 11th to 15th November of the current year. At the heart of our meeting was the theme of the family, a fundamental experience of the human person, cell of our societies.
We rejoice with the steps that our countries are taking in the pursuit of well-being and inclusion of all the citizens in social and political life for the participative construction in pacific and democratic societies, where the access to resources of the country are open to all, especially to the most vulnerable.
We have been accompanying with increased anxiety the events taking place in Mozambique in recent times. It seems that arms want to substitute, with their voice that carries suffering and death, dialogue and cooperation with all to consolidate peace.
Mozambique and its leaders are known as having been able to put an end to a long war with the strength of dialogue. The courage and perseverance to continue on the path of an authentic and consequent dialogue cannot fade away now.
Mozambique plays an important role in our region. Its progress and stability are crucial so that our countries can consolidate their development. We therefore appeal to our governments to unite their voice to the Mozambican people demanding an end to all violence and use of arms, to strengthen all efforts of dialogue, thereby helping to create conditions for that dialogue and avoid any military involvement.
We are certain that the love for the people and for their well-being will guide our choices and we will be able to consolidate the giant steps our countries are taking.
God bless Africa, God bless Mozambique and all our countries.
Gaborone, 14th November 2013
The Bishops of IMBISA

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

CONFERÊNCIA EPISCOPAL DE MOÇAMBIQUE Comunicado de imprensa “Procuremos o que interessa à paz e à mútua edificação” (Rom 14,19).



Nós Bispos católicos de Moçambique reunidos em Assembleia Plenária, Matola, neste momento de dor, angústia e desesperos do povo moçambicano causado pelo regresso à guerra no País, queremos unir a nossa voz à voz do povo que clama pela paz e respeito da sua vida.

Na nossa Nota pastoral de Acosto 2012, escrevemos que o clima de intolerância e a falta de inclusão de todos os cidadãos ameaçavam a paz conquistada com tanto sacrifício há 21 anos.

Moçambique encontra-se hoje numa situação em que a paz está ser espezinhada.
Os acontecimentos das últimas semana revelam que se optou por resolver as divergências pelas armas.

Angustiados, testemunhamos que está a ser derramado sangue inocente, seja de civis seja de homens em armas, todos filhos desta nossa Pátria.
Voltamos a ver as tristes imagens de mulheres e crianças a abandonarem as suas casas e refugiar-se no mato; povo a sofrer porque vítima de abusos e desmandos ligados ao clima de insegurança e agressividade que todo conflito acarreta.

O Povo quer a Paz. Por isso:
Afirmamos que ninguém pode invocar o povo ou encontrar nele legitimidade para defender pelas armas interesses de grupos ou pessoas.

Exigimos que pare imediatamente toda forma de hostilidade, confrontos armados e que se reabra o caminho do diálogo, fazendo recurso a tudo e a todos quantos possam favorecer que o mesmo encontre espaço, seja sincero e efectivo.

Apelamos a todos os cidadãos para que não se deixem arrastar pelo clima de intolerância e violência que está a crescer no País. Sejamos todos defensores deste bem precioso que é aa paz, velando pelo respeito mútuo. Sejamos todos construtores de paz trabalhando por instituições respeitáveis e respeitadas.

Apelamos a quantos têm autoridade e tomam as decisões de ambas partes envolvidas nos confrontos para que mandem parar todo acto de violência e agressão.

Apelamos ao senhor Presidente da República e Comandante em Chefe das Forças Armadas que faça tudo quanto está ao seu alcance para parar com os confrontos armados e crie condições reais para um diálogo corajoso e concludente.

Apelamos à comunidade internacional, particularmente às representações diplomáticas em Moçambique e às empresas envolvidas no desenvolvimento do País a favorecer a construção da paz sem a qual, as conquistas destes últimos anos estariam postas em perigo.

Convidamos a todos os crentes a intensificar a oração pela paz.
Como  Bispos e como cidadãos, reiteramos a nossa inteira disponibilidade em fazer tudo o que as partes directamente envolvidas no conflicto acharem legítimo e necessário solicitar-nos para que a paz prevaleça e seja consolidada.

Matola aos 7 de Novembro de 2013

Os Bispos Católicos de Moçambique
D. Lúcio Andrice Muandula, 

Bispo de Xai- Xai e Presidente da  CEM